Filosofia e Ciências Humanas

respeito

E’ um dos filhos mais ilustres do Rio Grande do Sul e uma glória nacional.

Manuel Luiz Osório — tal o seu nome — nasceu a 10 de maio de 1808 na então freguesia de N. Senhora da Conceição do… Continue lendo

Oliveira Lima

NO JAPÃO*

DIREÇÃO E INSPIRAÇÃO NACIONALISTA

Destarte, quando chegou o momento em que o Japão teve, per fas aut nefas, de entreabrir seus portos à influência ocidental, a revolução nos espíritos, precursora da revolução pelas armas, estava parcialmente… Continue lendo

 

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7.

História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.

 LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica)

Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936)

CAPÍTULO IV (continuação)… Continue lendo

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876)

CURSO DE LITERATURA NACIONAL

LIÇÃO XV

LIÇÃO XVI

historiografia

(Ninguém desconhece a importância do estudo da história, magistra vita, testis temporis, na frase de Cícero. Com o fio de Ariane conduz-nos ao labirinto do passado, e faz-nos assistir pela imaginação a fatos ocorridos em estranhos climas e remotas eras. Fez-nos classificá-la nas belas letras o encanto que nos causa a sua leitura, por isso que não poucas vezes a pena do historiador se converte em pincel, e descrevendo, ou narrando, deslumbra-nos pelo brilhantismo do colorido.

De duas diversas maneiras pode-se escrever a história: ou como testemunha impassível dos acontecimentos, registrando-os sem fazer-lhes o menor comentário; ou apreciando as causas donde dimanam os sucessos, e procedendo à rigorosa autópsia das circunstâncias que mais ou menos atuaram sobre eles. O primeiro destes métodos produz a crônica, que rejeita a crítica, e, interrogando as tradições populares, apressa-se em enfeixá-las em um ramalhete de maior ou menor fragrância. Foi Heródoto o patriarca dessa escola, que contou ilustres adeptos, sendo Fernão Lopes o que em Portugal maior nomeada granjeou. Submete a segunda escola todos os fatos à luz da crítica, e nunca conta sem que moralize e racircme. É mais filosófico e infinitamente mais útil o segundo destes métodos: cumpre porém reconhecer que exige ele da parte dos escritores e dos leitores certo grau de adiantamento que lhes permita estudar com imparcialidade o passado, cortando não raro por legendas que sobremodo lisonjeiam o orgulho e a vaidade nacionais.

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Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876)

CURSO DE LITERATURA NACIONAL

 

LIÇÃO IX

 

GÊNERO DIDÁTICO

 

ESPÉCIE DIDÁTICA E EPIGRAMÁTICA

 

ESPÉCIE  DIDÁTICA

F. DE SÁ DE MIRANDA

 

Distinguiu-se este grande poeta na espécie didática; por isso… Continue lendo

HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893)

CONCLUSÃO

CAPÍTULO XI

Andamos pelo domínio da arte primitiva como viajantes por um país recém-descoberto. Sem caminho traçado, vimo–nos obrigados a abri-lo nós mesmos. Em toda a parte, encontramos obstáculos. Em mais de… Continue lendo

A LENDA DA IPECACUANHA

Ipecauanha, Ipeca ou Poaia — "Cephaelis ipecacuanha" (Rubiáceas). — Esta planta preciosíssima habita as matas virgens e sombrias do município, que é, incontestavelmente, o maior habitat, neste Estado, desta famosa ru-biácea. O seu caule, em parte… Continue lendo

A LENDA DO SUMÉ

Dentre as numerosas nações selvagens que ocupavam o território goiano antes das invasões paulistas, a mais dócil e inteligente, a que menos mal fazia e menores pretensões de mando tinha naqueles remotos sertões, era a dos Goiás, que, no entanto, não deixava de ser temida pelas outras do mesmo território — mais numerosas e aguerridas como eram as do Xavantes, Coroados, Canoeiros e Caiapós.

Os Goiás veneravam a um ser benéfico que chamavam de Sumé, ao qual atribuíam sua colocação naquelas paragens, onde os reunira e educara para a vida nas aldeias, constituindo-se em primeiro chefe que teve essa nação.

Contam que Sumé — lenda que ainda hoje corre em Goiás passando de boca em boca com ligeiras variantes — indo um dia visitar a sepultura de sua mulher no alto da serra do Arari (serra Dourada), aparecera-lhe e sem saber como um velho pajé da tribu Caiapó, que assim lhe falou:

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UM TIRO À MEIA-NOITE

— Fui desfeiteado, Mané Luís, pelo Zé Baiano, aquele negro sem-vergonha, unicamente porque quer que eu retire a mansinha, a vaca pintada, lá da beira do riacho do Ca-poeirão, onde está pondo em nada o… Continue lendo

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados

PRECONCEITOS

O preconceito é uma opinião sem julgamento. Assim, em toda a terra, inspiram-se às crianças todas as opiniões que se desejam, antes que elas possam julgá-las.

Há preconceitos universais necessários, que constituem… Continue lendo

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados

MILAGRES

Um milagre, pela força da palavra, é uma coisa admirável. No fundo, tudo é milagre. A ordem prodigiosa da natureza, a rotação de cem milhões de globos em torno de milhões de… Continue lendo

Preconceitos históricos

A maior parte das histórias formaram-se sem exame e tal crença é um preconceito. Fabius Pictor conta que vários séculos antes de ele existir, uma vestal da cidade de Alba indo buscar água com seu jarro, foi violada e deu a luz a Rómulo e Remo, sendo eles alimentados por uma loba, etc. O povo romano acreditou nessa fábula; não examinou, absolutamente, se naquele tempo havia vestais no Lácio; se era verossímil a filha de um rei sair do convento com seu jarro; se era provável uma loba aleitar duas crianças em lugar de devorá-las. O preconceito firmou-se.

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CARTAS FILOSÓFICAS DE VOLTAIRE - CARTA XXIII

Sobre a consideração que se deve aos homens de letras

Nem na Inglaterra nem em qualquer outro país do mundo encontramos instituições em prol das belas-artes como na França. Há universidades em quase todas as partes, mas só na França se observam esses úteis estímulos à astronomia, a todas as ciências matemáticas, à medicina, às investigações da antiguidade, à pintura, à escultura e à arquitectura.

Luís XIV imortalizou-se por tudo que nesse sentido instituiu, e essa imortalidade custou-lhe apenas duzentos mil francos por ano.

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Egito

É um conto popular, ingênuo e simples, que transcreve, provavelmente, uma lenda religiosa dos deuses Anúbis e Bata, adorados na cidade Saka, do Alto Egito. O conto pertence à época do Império novo e acha-se no papiro de Orbiney, descoberto em 1852 por de Rougé. O papiro está assinado pelo escriba Ennana, que viveu sob os reis Mer-en-ptah e Setos I, nos fins da 19.a dinastia (1220 A. C).

CONTO DOS DOIS IRMÃOS

ERA UMA VEZ dois irmãos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. O mais velho chamava-se Anúbis e o menor Bata. Anúbis tinha casa e esposa, e seu irmão vivia com êle como se fosse um filho. Fazia as roupas, guardava o gado, trabalhava e colhia, e se encarregava de todas as tarefas do campo. Aquele irmão menor era bom lavrador, sem igual em toda a região, e a força de um deus nele se albergava.

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Resumo: O que é o Efeito Estufa? Será que o aquecimento Global é o Fenômeno Natural ou é o Efeito da Atividade Humana? Outra questão que se coloca é se o aquecimento global observado é natural ou antropogênico? Muitas perguntas, Muitas respostas... Este artigo propõe analisar sobre o aumento da temperatura global, a Intensificação do efeito-estufa, as Limitações dos modelos de clima global a Variabilidade climática natural e a responsabilidade pela natureza. Percebe-se que este artigo trata-se de uma pesquisa analítica descritiva, com análise dos textos pelos Estudos da linguagem e da Análise do discurso, buscando-se observar e desenvolver a presença dos discursos utilizados nas matérias referentes ao aquecimento global e seus usos de linguagem simples, destacada o contexto filosófico, sociológico, histórico, geográfico e outras áreas afins, enfatizando as causas, conseqüências e os interesses políticos integrados as organizações sociais, políticas, econômicas, cultural e assim sucessivamente. Portanto, contextualizamos e intertextualizamos uma pesquisa arraigada em livros, sites e revistas a fim de expor um trabalho concreto e vir a esclarecer as dúvidas sobre este tema de caráter social e polissêmico. Destaco Hans Jonas, porque tem como ponto de apoio uma ontologia fundada numa finalidade da natureza.

 

Palavras chave: Aquecimento Global - variabilidade climática - modelos climáticos – Efeito Estufa.

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LUÍS CARLOS MARTINS PENA - biografia e obras (Rio de Janeiro, 1815-1848). órfão e educado por seus tutores, perfez em 1835 o curso da Aula de Comércio, e, arrastado por manifestas tendências artísticas freqüentou a Academia Imperial de Belas-Artes, adquirindo noções de Pintura, Escultura, Arquitetura e Música. Urgido pela necessidade, aceitou o emprego de amanuense da Mesa do Consulado no Rio de Janeiro, onde serviu desde 1838 até ser transferido em 1843, com igual categoria para a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros. Em 1847 partiu para a Europa como adido à Legação Brasileira em Londres.

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Introdução

            Paulo já lançara as bases de uma ética para a vida[1]. No alvorecer do cristianismo, a originalidade da proposta desenvolvida por Paulo consistiu em aliar a liberdade à responsabilidade: "tudo me é permitido, mas nem tudo convém"[2]. Todos os seres humanos prezam a liberdade, tendo sido criados para ela. Para não diminuí-la ou até destruí-la, no entanto, requer-se que se viva com responsabilidade.

            Em tempos mais recentes, o Vaticano II resgatou essa intuição, sobretudo, com a Gaudium et Spes, atribuindo grande valor à consciência: "a consciência é o sacrário das pessoas"[3]. Vê-se aí a enorme importância dada às decisões individuais. Até então, o que trazia tranqüilidade moral às pessoas de fé era o seguimento às normas. O importante era "enquadrar-se" nas leis. O que vigorava era a heteronomia moral. De agora em diante, as leis passam a funcionar como importantes subsídios, mas nunca como elementos decisórios às pessoas. A última palavra é sempre dada pela pessoa, em consonância com seu contexto vital (Sitz im Leben), seu desenvolvimento psíquico e sua situação particular. O que passa a vigorar é a defesa da autonomia moral.

            Por conseguinte, permeando o horizonte da ética, é possível encontrar um grande desafio lançado a todo ser humano: saber discernir quais são os melhores caminhos a serem percorridos no dia-a-dia. "O sentido da responsabilidade é uma atitude do homem total que o impele a colocar-se em situação de radical disponibilidade quanto aos imperativos morais"[4].É assim que a pessoa se realiza e edifica o mundo à sua volta.

            A liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Dessa forma, toda pessoa tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável[5]. "Quanto mais pratica o bem, mais a pessoa se torna livre. Não há verdadeira liberdade a não ser a serviço do bem e da justiça. A escolha da desobediência e do mal é um abuso de liberdade e conduz à ‘escravidão’"[6].

            Em tempos de pensamento fraco e de relativismo, nesse contexto do século XXI, onde até o amor é tido como líquido, é mais do que oportuno revisitar as intuições éticas que nos foram legadas na Tradição.

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UM rei mancebo, de idade de vinte e dois anos, virtuoso e casto, que até esta idade não tinha conversação de mulher alguma, requerido dos seus que casasse, para que houvesse filhos que sucedessem no reino, e desejoso de achar na sua própria terra mulher para isso, recusava o casamento de muitas mulheres forasteiras que lhe traziam.

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A Arte Românica

Os Preliminares

O Império do Oriente mantinha, durante algum tempo pelo menos, a sua supremacia numa parte do mundo civilizado, o Império do Ocidente sucumbira, tanto em consequência de sua própria decomposição como em resultado dos golpes dos invasores. No fim do século V, cessou a autoridade romana na Gália. Mas a organização administrativa de Roma não desapareceu do mesmo modo e muitas vezes forneceu quadros de funcionários, que todos aceitaram de comum acordo, à falta de quem os substituísse. E, sobretudo, compreende-se hoje cada vez melhor que a irradiação de Bizâncio não cessou de atingir os países que marginam o lago mediterrâneo e até os próprios recém-vindos. Muitas vezes, esta arte sumptuosa parece seduzi-los bem mais do que as ruínas imponentes de Roma. E é também do Oriente bizantino que veio o monaquismo, cuja acção devia ser decisiva para a civilização do Ocidente.

 Arte dos Nômadas

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Templos gregos 
  • Ordens
  • Arquitectura Clássica Grega Antiga
  • Escultura na Grécia Antiga
  • Curos e Coré 
  • Período pré-clássico 
  • Fídias
  • Arte na Grécia no Século IV a. C
  • Período Helenístico
  • Vasos 
  • OBRAS CARACTERÍSTICA DA ARTE GREGA
  • ARQUITECTURA
  • ESCULTURA
  • VASOS
  •  

    Á Grécia

    Reserva feita da opinião dos que sustentam — será acaso um paradoxo? — que a arte grega nunca cessou de viver pois que inspira ainda hoje toda a Europa, esta arte teve uma existência bastante breve. Durou praticamente do vil século até cerca do ano 150 antes de Jesus Cristo, até à conquista romana. O seu domínio também foi relativamente limitado: Grécia propriamente dita. Asia Menor e Grande Grécia.

    Mas a sua duração global dá uma ideia bastante imperfeita dos fenómenos ocorridos: importa ter em consideração épocas em que o movimento se acelera; menos de cem anos bastam para passar do Triplo ATereuáo Hecatompédon às esculturas de Parténon. Continue lendo

    O príncipe encantado

    Era uma vez uma velha ambiciosa que tinha três filhas, cada qual mais feia. Perto da casa da velha, morava uma moça muito bonita que, apesar de pobre, andava com lindos vestidos e ricas jóias. Desconfiando de… Continue lendo

    LIVRO TERCEIRO - O LIVRO DAS MARAVILHAS DA RELIGIÃO

    Henry Thomas

    ESTRANHAS CRENÇAS DO HOMEM ANTIGO

    Crença primitiva em fantasmas

    A CRENÇA nos fantasmas começou logo que o ho mem principiou a sonhar. Quando um homem sonhava, via certas figuras. Quando despertava, as figuras desapareciam. Que figuras eram essas que vira quando dormia, perguntava ele a si mesmo, e onde estavam elas agora, após seu despertar? E sua mentalidade primitiva achou uma tosca resposta a essa pergunta. Essas "figuras de sonho" eram as almas dos mortos, que o assombravam de noite e que à luz do dia se ocultavam no mundo subterrâneo ou inferno.

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    O Homem Medíocre (1913)

    José Ingenieros (1877-1925)

     

    Capítulo VII - A MEDIOCRACIA

    I. O clima da mediocracia. — II. a pátria. — III. a política das piaras. — IV. os arquetipos da mediocracia.— V. a aristocracia do mérito.

    I — O clima da mediocridade

    Em raros momentos, a paixão caldeia a história, e se exaltam os idealismos; quando as nações se constituem, e quando elas se renovam. Antes, é secreta ânsia de liberdade, luta pela independência; mais tarde, crise de consolidação institucional a seguir e, depois, veemência de expansão, ou pujança de energias. Os gênios pronunciam palavras definitivas; os estadistas plasmam os seus planos visionários; os heróis põem o seu coração na balança do destino.

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    AS MARAVILHAS DA TERRA


    Henry Thomas

    Os anais das rochas

    AFIM de compreendermos a longa e notável histó ria da Terra, devemos ler o Livro das Rochas. Aqui encontramos a fascinante história do desenvolvimento da terra, desde o tempo em que era uma massa sem vida até o bem povoado planeta de hoje. As rochas ígneas revelam volumosas histórias acerca das erupções vulcânicas prehistóricas e da torrente de grandes mares de lava, no interior da terra. As rochas aquosas relatam uma eloquente história do tempo em que os mares cobriam os cumes da montanhas. Dentro de si mesmas essas rochas conservam, em poderoso escrínio, os esqueletos dos monstros prehistóricos, que se arrastavam sobre a terra ou nadavam no mar. Sabemos que o mar outrora cobria as montanhas, porque encontramos inumeráveis conchas marinhas encravadas nas rochas de alguns dos mais elevados picos. As rochas metamórficas transformadas apresentam uma descrição antiquíssima da batalha dos elementos: o choque da chuva, da neve e do raio, no qual as montanhas desfaziam-se em areia e a areia por sua vez se solidificava em montanhas.

    Tudo isso podemos ler no Livro das Rochas. E esse livro, bastante fascinador, está atualmente arranjado em páginas de pedra. Porque as rochas estão empilhadas em estratos ou camadas, representando, cada uma, uma idade geológica de muitos milhares e mesmo milhões de anos. Desse modo podemos ler, página por página, a emocionante história da formação da Terra.

    Contudo, não se deve pensar que os anais das rochas falam uma língua clara. Muito se teve de fazer antes que a sua história pudesse ser decifrada; muito ainda está para ser feito na revelação de seus segredos.

    Esqueletos de antigos animais e plantas

    NOS milhões de anos de vida sobre este planeta, estranhos seres evolveram, viveram e morreram, para nunca mais reaparecer. Porque é um truísmo que, uma vez extinta, nenhuma espécie vivente jamais tornou a aparecer. Em consequência, na sua investigação dos curiosos mitérios do passado, os geologistas, ou mais propriamente, os paleontologistas (estudiosos da vida an tiga), voltaram-se para os fósseis, como a chave que abriria a porta de uma fantástica história.

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    O Homem Medíocre (1913)

    José Ingenieros (1877-1925)

    Capítulo VI - A VELHICE NIVELADORA

    i. as cãs. — ii. etapas da decadência. — iii. a bancarrota dos engenhos. — iv. a psicologia da velhice. — v. a virtude da impotência.

    I — As cãs

    Encanecer é coisa muito triste; as cãs são u'a mensagem da Natureza, que nos adverte da proximidade do crepúsculo. E não há remédio. Arrancar as primeiras — e quem não o faz? — é como tirar o badalo ao sino que toca o Angelus, pretendendo, com isso, prolongar o dia.

    As cãs visíveis correspondem a outras mais graves, que não vemos; o cérebro e o coração, todo o espírito e toda a ternura encanecem ao mesmo tempo, com a cabeleira .

    A alma do fogo, sob as cinzas dos anos, é uma metáfora literária desgraçadamente incerta. A cinza afoga a chama, e protege a brasa. O engenho é chama; a brasa é a mediocridade.

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    Capítulo IV

    OS POSTULADOS DA SOCIOLOGIA

    Depois de havermos visto como os problemas sociológicos chegaram a apresentar-se sob a forma científica, procuraremos, agora, definir os postulados que exige a existência da sociologia como ciência.

    i. — a realidade social

    Analisamos, primeiro, como a sociologia se esforçou por subtrair-se às preocupações normativas, para se elevar ao estado de um conhecimento objetivo da realidade social. Não exigirá essa objetividade da ciência uma separação entre a teoria e a prática, primitivamente confundidas, ou, pelo menos, uma certa disjunção entre os dois pontos de vista do conhecimento e da ação?

    1. Teoria e prática. — Observemos desde já que, nesta matéria, como de resto em todas as outras, é impossível apresentar como absoluta uma distinção de tal natureza. Com efeito, em sociologia, o objeto da investigação é a ação humana coletiva, a ação dos homens vivendo em grupo. Seja qual fôr o aspeto da vida social de que se trata: da vida econômica, política, religiosa, doméstica, etc, encontramo-nos sempre em presença de certas maneiras de agir. Aqui, o homem deixa de ser simples espectador, como o pode ser em presença de um fenômeno físico ou biológico, para ser, ao mesmo tempo, espectador e ator.

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    O IMPÉRIO. PRIMEIRO REINADO.

    Reconhecimento da Independência

    Proclamada a Independência e estando o Brasil com suas finanças arruinadas e política agitada, teve o Imperador que enfrentar não poucas dificuldades para pôr ordem no estado de coisas reinante.

    Ao mesmo tempo, na política internacional deveria dar o primeiro e decisivo passo que consistia no reconhecimento de sua independência pelas outras nações e, principalmente, por Portugal.

    Na Inglaterra, como encarregado dos negócios brasileiros, mesmo antes da separação, encontrava-se Felisberto Caldeira Brant Pontes, futuro marquês de Barbacena, que gozava de boa e firme reputação naquele país.

    Regência Trina Interina, Regência Trina Permanente, Regência Una, Abdicação de D. Pedro I, Código Penal, Constituição de 1824, Fundação dos Cursos Jurídicos, Reconhecimento da Independência

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    INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

    Transmigração da Família Real e Regência do Príncipe D. João

    As idéias dos enciclopedistas1 franceses espalhavam-se pelo mundo, pregando reformas que abalaram a estrutura político-social então vigente.

    A convocação dos Estados Gerais por Luís XVI era uma vitória do povo e sua repercussão foi grande o que não impediu a Revolução Francesa e a guilhotina que fêz rolar cabeças de soberanos, nobres e, por fim, dos próprios revolucionários.

    Diante da ameaça francesa, o mundo arma-se contra a França e esta sente que terá que enfrentar o mundo. Cessado o período do terror, a velha terra gaulesa não teve o desejado sossego e, por isso, sentiu necessidade de um homem forte, capaz de lhe dar ordem interna e enfrentar a ameaça externa.

    Esse homem foi Napoleão Bonaparte.

    Não tardou a Europa a sentir o peso dos seus exércitos. Só a Inglaterra, por ser uma ilha e possuir forte esquadra, pôde ficar livre das tropas do corso.

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