Material Didático de História do Brasil
Professor Brasil Bandecchi, 1970.
ABOLICIONISTA — Partidário da extinção da escravatura.
ACLAMAÇÃO — Ato pelo qual a Nação reconhecia o novo soberano. Pode também significar escolha sem escrutínio, isto é, sem votação.
ACULTURAÇÃO — Conjunto dos fenômenos resultantes do contato direto e contínuo, de grupos de indivíduos de culturas diferentes.
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A Era da Revolução
PROFUNDAS modificações assinalam a história política da última parte do século XVIII. Esse período assistiu à agonia do sistema peculiar de governo e de estruturação social que se desenvolvera na época dos déspotas. Na Inglaterra tal sistema se achava praticamente abolido por volta de 1689, mas ainda persistia em outras partes da Europa, ossificando-se e corrompendo-se cada vez mais com o passar dos anos. Floresceu em todos os países maiores sob a influência combinada do militarismo e da ambição, por parte dos monarcas, de consolidai em o seu poder a expensas dos nobres. Mas quase não houve lugar em que se apresentasse sob uma forma tão abominável como na França, durante o reinado dos três últimos Bourbons. Luís XIV foi a encarnação suprema do poder absoluto. Seus sucessores, Luís XV e Luís XVI, arrastaram o governo aos derradeiros extremos da extravagância e da irresponsabilidade. Além disso, os súditos desses reis eram bastante esclarecidos para sentirem vivamente os seus agravos. Não é de estranhar, portanto, que a França tenha sido o teatro de violenta sublevação para derribar um regime que desde muito vinha sendo odiado e desprezado pelos cidadãos mais inteligentes do país. Não estaremos muito errados sr interpretarmos a Revolução Francesa como o clímax de um século cie oposição que tomara corpo pouco a pouco, oposição ao absolutismo e à supremacia de uma aristocracia decadente.
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Capítulo IV
OS POSTULADOS DA SOCIOLOGIA
Depois de havermos visto como os problemas sociológicos chegaram a apresentar-se sob a forma científica, procuraremos, agora, definir os postulados que exige a existência da sociologia como ciência.
i. — a realidade social
Analisamos, primeiro, como a sociologia se esforçou por subtrair-se às preocupações normativas, para se elevar ao estado de um conhecimento objetivo da realidade social. Não exigirá essa objetividade da ciência uma separação entre a teoria e a prática, primitivamente confundidas, ou, pelo menos, uma certa disjunção entre os dois pontos de vista do conhecimento e da ação?
1. Teoria e prática. — Observemos desde já que, nesta matéria, como de resto em todas as outras, é impossível apresentar como absoluta uma distinção de tal natureza. Com efeito, em sociologia, o objeto da investigação é a ação humana coletiva, a ação dos homens vivendo em grupo. Seja qual fôr o aspeto da vida social de que se trata: da vida econômica, política, religiosa, doméstica, etc, encontramo-nos sempre em presença de certas maneiras de agir. Aqui, o homem deixa de ser simples espectador, como o pode ser em presença de um fenômeno físico ou biológico, para ser, ao mesmo tempo, espectador e ator.
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D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPÍTULO VIII A REGÊNCIA ESPANHOLA Na Península Ibérica, ou com mais propriedade no cantinho a sudoeste onde se havia refugiado, longe do fragor das armas francesas e inglesas, a soberania nacional, agitaram-se pelas causas as mesmas influências durante todo o tempo em que na América se urdiam [...]
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História do Brasil – Ary da Matta (1947) História do Brasil de Ary da Matta Cap. 1 – O descobrimento Cap. 2 – Os primórdios da colonização Cap.3 – A formação étnica Cap. 4 – Expansão geográfica Cap. 5 – Defesa do território Cap. 6 – Desenvolvimento econômico Cap. 7 – Desenvolvimento espiritual Cap. 8 [...]
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