Oliveira Lima NOS ESTADOS UNIDOS * XI – POLÍTICA COLONIAL O mundo inteiro já está convencido de que os Estados Unidos vão tornar-se uma grande potencia colonial, e os recentes acontecimentos apenas confirmaram a observação histórica longamente explanada pelo Professor Seeley na sua clássica obra — Desenvolvimento da Política Britânica — a saber, que desde [...]
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Oliveira Lima PAN-AMERICANISMO CENTRALIZAÇÃO AMERICANA antes da eleição presidencial (1904) Nada poderia demonstrar mais amplamente a abundância entre os norte-americanos de homens perfeitamente preparados para a suprema administração, já por uma disposição hereditária em gente acostumada de todo tempo a governar-se, já pela influência do meio onde vingaram sempre numa forma associada as idéias de [...]
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Oliveira Lima UMA ACADEMIA DE ALTOS ESTUDOS Senhores: Entre as surpresas agradáveis que desta vez me esperavam na pátria, à qual volvo após mais de dois anos de ausência, destaca-se a criação, no seio do Instituto Histórico, da Academia de Altos Estudos, ou antes a transformação da douta corporação que vai caminhando para o seu [...]
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Oliveira Lima IMPERIALISMO E PROTESTANTISMO Um meu velho amigo, jornalista belga, tem uma idéia um tanto esdrúxula dos Estados Unidos — de um país em que nada se restaura ou se renova. Discutindo a exiguidade da representação arbitrada para a sua embaixada, refere êle que a vida é caríssima aqui por muitas razões, entre outras [...]
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Oliveira Lima O PLEITO PRESIDENCIAL DE NOVEMBRO Pela terceira vez chego aos Estados Unidos em plena campanha presidencial: em 1896 tratava-se do sucessor de Cleveland c a luta travada era entre o monometalismo defendido pelos republicanos e personificado por Mackinley, ao passo que os democratas radicais, com Bryan à frente, pregavam o bimetalismo. Em 1912 [...]
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IMPERIALISMOS Oliveira Lima Com a eliminação ou eclipse do militarismo alemão, ficaram ainda cinco militarismos a rivalizarem no mundo, o que é bastante para este se entreter. São êlcs o francês, o inglês, o italiano, o japonês e o americano. Os dois últimos insistem em que se confinam a seus respectivos continentes: se houver necessidade [...]
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Oliveira Lima UM DISCURSO BELICOSO I Não admira que tendo sido por longo tempo Secretário da Guerra, sob um presidente tão militarista quanto o Sr. Teodoro Roosevelt, o Sr. Elihu Root abrisse a campanha presidencial com um discurso tão belicoso como o que acaba de pronunciar contra a atual administração na convenção republicana do Estado [...]
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Oliveira Lima A DOUTRINA DE WILSON Por mais que isto pareça extraordinário, mesmo aos que sabem alguma coisa de História Americana e estão acostumados a lidar com os problemas do Novo Mundo, são os democratas que estão dando à Doutrina de Monroe uma amplitude tal que já quase se lhe pode chamar a doutrina Wilson. [...]
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A CAPITAL DO MUNDO Oliveira Lima Bruxelas, março de 1908 A sensação que uma vez se experimentou de Londres e que nunca mais se desmancha, antes pela continuação se confirma e robustece, é em primeiro lugar a da segurança, da garantia relativamente perfeita que cada um ali encontra para o seu viver, para os seus [...]
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TRANSIÇÃO
POETAS DE TRANSIÇÃO ENTRE CLÁSSICOS E ROMÂNTICOS (continuação)
Francisco Moniz Barreto (1804-1868) reclama agora a atenção. Aos dezoito anos alistou-se como voluntário nos batalhões patrióticos da Independência. Já nesse tempo era o que sempre foi, a mais assombrosa personalização do talento improvisatório que o Brasil tem possuído. Fez a campanha da Cisplatina, residiu no Rio de Janeiro até 1838. O resto da existência, passou-o’ na Bahia, sua terra natal.
Nos dous últimos decênios de sua vida, foi ali o centro de um movimento literário assaz considerável. Em torno do velho repentista figuraram Agrário de Meneses, Augusto de Mendonça, Junqueira Freire, Pessoa da Silva, Rodrigues da Costa, Gualberto dos Passos, Laurindo Rabelo e muitos outros poetas de talento.
Moniz Barreto publicou em 1855, sob o nome de Clássicos e Românticos, dous volumes de poesias. O título da obra indica bem nitidamente que ele próprio se considerava um espírito de transição entre as duas escolas literárias. O livro não tem grande valor; encerra as poesias meditadas e escritas pelo poeta; são as suas composições mais fracas.
O que assinala a Moniz Barreto um lugar único em nossa literatura é o seu talento de repentista.
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Capítulo 24
A ascendência da democracia e do nacionalismo
(1830-1914)
Após as revoluções de 1830, muitas nações do mundo ocidental experimentaram um renascimento da democracia. Na Europa, a Grã-Bretanha tomou a dianteira, mas a França, a Alemanha, a Suíça, a Holanda, a Bélgica e a Itália não lhe ficavam muito atrás. Por último, até a Espanha, a Turquia e os reinos balcânicos adotaram pelo menos certas formas de governo democrático. O que interessava à maioria desses países era a democracia governamental e política, tipificada pelos parlamentos, pelo sufrágio universal masculino e pelo governo de gabinete. Somente ao aproximar-se o fim do período foi que se começou a pensar a sério na democracia social ou econômica. Havia o temor natural de que ela constituísse uma grave ameaça para a posição da aristocracia hereditária ou obrigasse os tubarões da indústria a devolver uma parte das suas riquezas em proveito dos desfavorecidos.
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CAPÍTULO II
AS GUERRAS DE RELIGIÃO E A LUTA PELA HEGEMONIA EUROPÉIA
O papel da Espanha. Ortodoxia e absolutismo
Se a guarda da ortodoxia católica coube à coroa espanhola, especialmente aos Filipes e mais que tudo a Filipe II em comparação com seu pai, era porque Carlos V tinha seu interesse posto em assuntos em demasia variados e o Estado da Alemanha lhe aconselhava certas contemporizações, ao passo que a Espanha podia permanecer alheia a esse gênero de considerações. O professor Altamira íêz uma observação conceituosa quando escreveu que a classe média espanhola, na qual se recrutavam os letrados e os jurisconsultos, que nas universidades aprendiam as doutrinas cesaristas bebidas no direito romano, desejava que um poder forte pusesse ordem na administração. Era pois um elemento de antemão ganho ao absolutismo, tanto mais quanto aquela classe média se achava politicamente quebrantada pelas lutas internas das comunas.
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História da Civilização – Oliveira Lima
Parte Quarta – Idade Contemporânea. – CAPITULO III
O IMPÉRIO FRANCÊS E O PRINCÍPIO DAS NACIONALIDADES. A UNIDADE ITALIANA E A UNIDADE ALEMA. A GUERRA DE 1870
Da república ao império
A marcha dos acontecimentos na França após a eleição presidencial de Luís Napoleão (1808-1873) devia ser facilmente prevista: nem podia ser outra. Era a repetição da transição pelo consulado para o império: o golpe de Estado, a autoridade prolongada por dez anos para assegurar o regime, por fim a coroa hereditária em virtude de um senatus-consulto.
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O que foi a guerra do Vietnã?[2]Guerra do Vietnã do Norte ou Guerra Norte-Americana? Meu objetivo ao pesquisar sobre A Guerra do Vietnã e de tentar expor o conhecimento em suas origens, pois, apesar de ser um acontecimento de nossa era, pouco se sabe sobre o mesmo, a não ser através de filmes e noticiários que na maioria das vezes são um tanto superficiais no relato dos fatos. A Guerra do Vietnã foi muito além destes filmes a noticiários, suas seqüelas são sentidas até hoje, pelo que dela tomaram parte direta ou indiretamente. Em linhas gerais, tentarei mostrar desde os aspectos geográficos, até renascimento do país depois do término da guerra. Analiso neste artigo as características filosóficas, geográficas, históricas da Indochina e assim sucessivamente, que a priori, muito favoreceram os asiáticos nos conflitos contra os invasores franceses. Tento expor também, a política de exploração, ocorrida a partir do século XIX, nesta região. Bem como, a resistência, por parte dos indochineses a política imperialista das grandes potências. Por fim, tento expor um pouco do Vietnã atualmente, que, apesar das divisões, das perdas humanas e materiais, conseguiu impor-se frente a grande potência de nossa era: os Estados Unidos.
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Este trabalho tem por objetivo enfocar a realidade dos estudantes de nível superior e médio da Região Metropolitana de Pernambuco, numa visão capital versos trabalho, que por traz de toda formalidade instituído os mesmos continuam sendo manipulados como mão-de-obra barata, massa de manobra e formando um exercito de reserva, sem qualquer perspectiva social, ecônomica e financeiro.
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Neste capítulo Habermas tentará mostrar o pensamento de Bataille sob três prismas principais: a formação dos conceitos de heterogêneo – que levará a uma filosofia da heterologia, uma despedida da modernidade em uma filosofia da história e uma abordagem da economia geral, com a qual Bataille esperava responder à questão: como transformar a reificação (num sentido marxista) em heterelogia.
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D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPÍTULO VIII A REGÊNCIA ESPANHOLA Na Península Ibérica, ou com mais propriedade no cantinho a sudoeste onde se havia refugiado, longe do fragor das armas francesas e inglesas, a soberania nacional, agitaram-se pelas causas as mesmas influências durante todo o tempo em que na América se urdiam [...]
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Na viagem de volta para o Rio, depois de ter cumprido satisfatoriamente sua ação
pacificadora, recebeu de Paulo Bregaro, correio da Côrte, nas proximidades do riacho Ipiranga, na cidade de São Paulo,
notícias alarmantes que lhe transmitiam D. Leopoldina e José Bonifácio. Soube assim D. Pedro de novos decretos das
Côrtes: nomeava-se novo ministério para o Príncipe e responsabilizava-se tôda administração de José Bonifácio,
mandava-se processar os membros da junta de São Paulo signatários do manifesto do Fico a D. Pedro; declarava-se
nulo o decreto do Regente que convocara o Conselho dos procuradores gerais das províncias, além de
outras sérias medidas repressoras. D. Leopoldina e José Bonifácio recomendavam-lhe que processasse
a independência o mais cedo possível; sanguíneo, revoltado, D. Pedro reuniu-se à guarda de
honra que o acompanhava e, arrancando os laços de cores portuguesas, bradou:
"Laços fora,
soldados! Camaradas, as Côrtes de Lisboa
querem mesmo escravizar o Brasil: cumpre, portanto, declarar a sua independência. Estamos definitivamente
separados de Portugal".
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D. João VI no Brasil – Oliveira Lima
CAPITULO VII
AS INTRIGAS PLATINAS
É fora de dúvida que Dom João VI esteve a começo de acordo com o
projeto que teria a dupla vantagem de livrá-lo da presença nefasta da mulher, enxotando-a com
todas as honras para Buenos Aires e com ali entronizá-la dando aplicação à
sua daninha atividade, e ao mesmo tempo estender com essa parceria distante a sua
importância dinástica, pois que no futuro o império hispano-americano, arredado da
solução da independência, a qual para mais era contagiosa e poderia propagar-se ao Brasil,
reverteria para a sucessão de Dona Carlota, que era a sua própria. Não contaria ele com tamanha
resistência do governo britânico, mais propenso a favorecer a emancipação das
possessões espanholas, aos projetos de Dona Carlota Joaquina, nascidos da justa
persuasão de que o domínio colonial da Espanha tinha entrado em franca
desagregação e que mais valia conservá-lo para uma nova dinastia Bourbon-Bragança do
que abandoná-lo ao vórtice
republicano.
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