Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


09
dez

NUDEZ E VERGONHA

ALBERTO SIUFI
JUNIOR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro
Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Licenciatura em
Filosofia. Orientador: Prof. Adriano Volpini.

Que vergonha, estou nu! Nudez não é coisa simples, ela
aparece logo nas primeiras páginas da Biblia e de outros textos fundadores da
civilização, afirma Marcelo Bortoloti em sua reportagem para a revista Veja em
dezembro de 20081. A verdade é que se Ulisses, personagem de Homero,
naufragasse hoje e aparecesse nu diante de sua princesa Nausícaa assim como foi
relatado na Odisséia, ainda sentiria uma vergonha e um desconforto enorme. O
fato de ter passado mais de 2500 anos não mudaria a sensação de desconforto do
herói e, pelo contrário, sentiria uma culpa religiosa que não existia naqueles
tempos. O resultado de morder o fruto proibido é o sentimento da vergonha,
fraqueza e derrota diante de si mesmos e de Deus. Percebemos como é imoral
estar nu. Todos nós já sentimos vergonha por alguma coisa. E isso parece ser
normal. Quantas vezes não nos sentimos “nus” diante dos olhos dos outros? Este
sentimento de vergonha e pudor, é o que Dietrich Bonhoeffer identifica como a
indestrutível lembrança do ser humano da sua separação da origem, é a dor
decorrente desta separação e o desejo impotente de desfazê-la2. Perdemos
nossa essência original.


07
dez

A RELIGIÃO E O RISO

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ricardo Rose para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia no Centro Universitário Claretiano.

A idéia de escrever este ensaio sobre o tema da religião e do riso
me ocorreu há cerca de um ano, quando assisti no Youtube a um vídeo do
humorista americano George Carlin, falecido por aquela época. No filme, Carlin
faz uma engraça crítica à religião (Religion is bullshit -Religião é
besteira
), que arrancou muitas gargalhadas da audiência em Nova York. Ator,
humorista e comediante, George Carlin (1937­2008) sempre foi um grande crítico
do “American way of living” (o jeito americano de viver). Ridicularizava
o excessivo patriotismo dos americanos, seu impulso consumista e até o
exagerado engajamento ambiental. O maior alvo de Carlin, no entanto, sempre
foram as religiões; em tudo o que elas têm de autoritário, obscurantista e
fanático. O comediante era um ardoroso defensor da democracia, da liberdade
individual e dos valores seculares.

[...]
O trabalho A religião e o riso, abordará o tema
inicialmente em sua dimensão propriamente dita, descrevendo o significado do
riso e sua relação com a religião ao longo do tempo. O período considerado
neste estudo vai aproximadamente da Pré-História ao Renascimento, já que é
neste espaço de tempo que a influência da religião sobre as sociedades é mais
acentuada. O texto, entretanto, não esgota o assunto; apresenta apenas alguns
fatos e análises que caracterizaram a relação do riso com a religião durante
este período histórico.

Em seguida, serão descritos
alguns aspectos da relação entre a religião e o riso, sob ponto de vista
filosófico e cultural. É fato que pouquíssimos filósofos se ocuparam
especificamente do fenômeno do riso, menos ainda do riso em relação à religião,
o que fez com que as fontes de pesquisa para este trabalho fossem bastante
reduzidas e tivessem que ser encontrados subsídios em um universo bibliográfico
mais amplo e não dirigido exclusivamente para este tema. Assim, o estudo se
vale das contribuições de filósofos e escritores que abordaram o assunto da
religião sob um aspecto crítico, mas que também olharam além do simples
fenômeno religioso, tentando apontar-lhe outros significados. A análise
filosófica e cultural, todavia, não coincidirá necessariamente com os períodos
históricos focados, já que as informações disponíveis sobre a história da
religião e da filosofia, no que se refere ao riso, não são necessariamente de
períodos históricos coincidentes.

Ao
final o estudo apresenta uma conclusão, na qual se pretende demonstrar que a
crítica da religião, seja através do riso ou da argumentação, longe de ter como
alvo principal a divindade e sua instituição é, na realidade, um estudo crítico
da sociedade e do homem. Examinar o fenômeno religioso, seja sob que aspecto
for – inclusive o riso – é analisar o homem e sua cultura, tentando entendê-los
através de uma abordagem diferente.


17
jul

QUEM TEM OUVIDOS

RESUMO do livro
QUEM TEM OUVIDOS de João Batista Mezzomo.
O presente livro é a exposição de uma idéia. A idéia exposta nos diz, entre outras coisas, que a Europa Ocidental é um ser orgânico, que se assenta e se nutre a partir de uma raiz dupla: por um lado ela é racional, pela raiz grega; por outro, ela é fundamentalista, pela raiz que se afunda em um passado envolto em névoas, mas cujo caminho até nós denominamos “tradição judaico-cristã”.


06
mai

A SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO – Jean Brun

A SABEDORIA
ESTÓICA E O SEU DESTINO

 

 

 

 

Por Jean Brun

Transcrito por Breno de
Magalhães Bastos

 

 

 

Conduzido pela
razão, aquiescendo aos acontecimentos do universo, vivendo em harmonia com a
natureza, o sábio estóico é aquele que faz sua a divisa nihil mirari,
não se espantar com nada. Eis uma fórmula que contrasta com a de Platão: “É
própria de um filósofo esta disposição: espantar-se, [...]


03
abr

CONCEITO DE FELICIDADE EM SANTO AGOSTINHO NA ERA CONTEMPORÂNEA

 

JESUS DE AGUIAR SILVA RA -1015097

CONCEITO DE FELICIDADE EM SANTO
AGOSTINHO NA ERA CONTEMPORÂNEA

ARAÇATUBA-SP 2008

JESUS DE AGUIAR SILVA
 

[...]


17
out

Nietzsche e a Música – Considerações do filósofo sobre a música como afirmação da vida

Universidade
de Brasília
Instituto
de Ciências Humanas
Departamento
de Filosofia
NIETZSCHE
E A MÚSICA:
Considerações
do [...]


22
dez

cap. 3 – A intuição como método da filosofia – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
Lição III

A INTUIÇÃO COMO MÉTODO DA FILOSOFIA
18.
MÉTODO DISCURSIVO E MÉTODO INTUITIVO. — 19. A INTUIÇÃO SENSÍVEL. — 20. A INTUIÇÃO ESPIRITUAL. — 21. A INTUIÇÃO INTELECTUAL, EMOTIVA E VOLITIVA. — 22.
REPRESENTANTES FILOSÓFICOS DE CADA UMA. — [...]


27
nov

Quadro histórico das escolas de filosofia – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

QUADRO   HISTÓRICO DAS  
ESCOLAS   DE   FILOSOFIA
Podem-se distinguir três
grandes períodos: a Antigüidade, — a Idade Média,.— a Época Moderna. (Os nomes
em grifo indicam os filósofos chefes de escola ou os filósofos que exerceram
[...]


27
nov

AS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES MORAIS – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

Capítulo Quinto
AS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES MORAIS
279 Para completar a
exposição precedente, será útil expor as principais concepções da vida moral,
que foram propostas no curso da história de um ponto-de-vista diferente daquele
que orienta o estudo [...]


27
nov

Deus e o Mundo – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

TERCEIRA   PARTE – DEUS E O
MUNDO
Os diferentes problemas
provenientes das relações de Deus e do universo são os da distinção de Deus
e do inundo, — da criação — da Providência,

CAPÍTULO   [...]


25
nov

Solidão e Morte de Nietzsche – Vida de Frederico Nietzsche, Daniel Halevy / 7

Veja mais

NIETZSCHE, O IMORALISTA, E A FÉ CRISTÃ (9)
Nietzsche e a Música – Considerações do filósofo sobre a música como afirmação da vida (4)
Da Genealogia da moral de F. W. Nietzsche (7)
Nietzsche e Wagner em BAYREUTH / Vida de Friedrich Nietzsche – Daniel Halevy / 4 (0)
SOBRE A SENTENÇA DE NIETZSCHE: O SUPER-HOMEM É O [...]


25
nov

Nietzsche e Wagner em BAYREUTH / Vida de Friedrich Nietzsche – Daniel Halevy / 4

Veja mais

Nietzsche e a Música – Considerações do filósofo sobre a música como afirmação da vida (4)
Certas Semelhanças entre utopias (10)
Análise do §22 de Para Além de Bem e Mal, de Friedrich Nietzsche (0)
Os Anos de Juventude / Vida de Frederico Nietzsche, Daniel Halévy / 2 (0)
Nietzsche e Wagner / Vida de Friedrich Nietzsche – [...]


25
nov

Nietzsche e Wagner / Vida de Friedrich Nietzsche – Daniel Halevy / 3

Veja mais

Nietzsche e Wagner em BAYREUTH / Vida de Friedrich Nietzsche – Daniel Halevy / 4 (0)
Os Anos de Juventude / Vida de Frederico Nietzsche, Daniel Halévy / 2 (0)
Nietzsche e a Música – Considerações do filósofo sobre a música como afirmação da vida (4)
QUEM TEM OUVIDOS (7)
Nietzsche – Cartas de 1888 (1)
Doença de Nietzsche [...]


04
nov

Nietzsche’s Letters: 1888

Fonte do texto: http://www.geocities.com/thenietzschechannel/nlett1888.htm

Texto em português
1
Nice, February 12, 1888: Letter to Reinhart von Seydlitz
Dear friend,
If I have been speaking to almost no one it has not been a “proud silence,” but on the contrary a very humble one, that of a sufferer ashamed to reveal how much he suffers. An animal crawls into its [...]


04
nov

Nietzsche – Cartas de 1888

Tabela de conteúdo [esconder]

1 Cartas de Nietzsche – 1888

1.1 Carta 1

1.2 Carta 2
1.3 Carta 3
1.4 Carta 4
1.5 Carta 5

if (window.showTocToggle) { var tocShowText = “mostrar”; var tocHideText = “esconder”; showTocToggle(); }
Tradução de Miguel Duclós
Cartas de Nietzsche – 1888
Tradução do inglês

Carta 1

Nice, 12 de Fevereiro de 1888: carta a Reinhart von Seydlitz

Querido amigo,
Se [...]


16
out

Nietzsche’s Letters: 1885

Versão em Português
Fonte
Nice, mid-March 1885: Draft of a Letter to Elisabeth Nietzsche
When I read your letter I once again became aware of the reason why some of the finer minds in Germany take me to be insane and even spread the rumor abroad that I died in an asylum. I am much too proud [...]


30
jul

Análise do §22 de Para Além de Bem e Mal, de Friedrich Nietzsche

Análise do §22 de Para Além de Bem e mal, de
Friedrich Nietzsche
por Miguel Duclós

O parágrafo em questão é citado em negrito, por partes.

(…) Perdoem este velho filólogo,
(…)
Aqui o autor faz referência à sua juventude, quando
foi professor precoce de filologia na Basiléia, onde ministrava cursos sobre [...]


Usuários Online