CORRESPONDÊNCIA DE VOLTAIRE – Cartas de Voltaire para vários destinatários.

CORRESPONDÊNCIA DE VOLTAIRE – Cartas de Voltaire para vários destinatários.

Vocabulário de termos filosóficos – Dicionário marxista de filosofia

filosofia marxista dicionário

Disclaimer: este trabalho foi compilado com verbetes de filosofia apresentados de forma resumida — recorrendo à aos livros do " Pequeno Dicionário Filosófico" De M. Rosental e P. Iudin, e de "Fundamentos do marxismo-leninismo " de O. V. Kuncinen e mais autores marxistas soviéticos. Dessa forma, apresenta uma visão doutrinária e muitas vezes negativa acerca … Ler maisVocabulário de termos filosóficos – Dicionário marxista de filosofia

Primeira Guerra Mundial – Resumo Completo da História

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O PRÍNCIPE DAS PALMAS VERDES – Histórias Infantis Foclóricas

UMA moça morava na mesma casa que uma velha que tinha uma filha muito invejosa e desajeitada. Viviam em quartos separados e a velha reparava na moça viver cantando e tratar-se muito bem, como pessoa rica. Não vendo de onde lhe vinha o recurso, começou a espionar e nada sabendo, pediu para dormir uma noite com a moça. Esta não pôde recusar. Entraram e a moça pediu à velha que a ajudasse a arrumar umas malas de roupa. E tanto arrumava a velha de um lado como ela desarrumava do outro, que terminou a velha morrendo de cansada e adormecendo. Amanheceu o dia sem que tivesse visto cousa alguma que contasse.

História da Arte – O Século XX

Marechal deodoro da fonseca

O Século XX

PeRCORREMOS quase metade dum século em que Marte sobrelevou às Musas. Uma Europa dilacerada, uma guerra que durou quatro anos, outra que provocou mudanças talvez mais profundas e cujas consequências são impossíveis de prever, sobressaltos económicos que arruinaram classes sociais inteiras e particularmente aquelas que pareciam ser a armadura das sociedades, e bem assim o súbito aparecimento e desaparecimento de países e a instauração de novos regimes sociais que consideramos com assombro misto de esperança ou de receio. Não nos deixemos, porém, equivocar. Não é provavelmente por essas catástrofes temporais que o futuro nos há-de julgar. Um quadro, uma estátua pesarão mais. Além disso, a arte não reflecte, ao que parece, essas convulsões, como não reflectiu, no passado, as da História.

Até hoje, não se pode pretender, apesar dos esforços de nacionalismos cada vez mais virulentos, que o primado francês esteja abalado. Pelo contrário, durante os anos que se seguiram à guerra de 1914-1918, Paris tornou-se o ponto de convergência de artistas de todos os países, tomando assim para si o antigo papel de Roma. Pôde falar-se duma escola de Paris, que compreendia Russos, Escandinavos, Espanhóis, Italianos, Checos e muitos outros ainda.

No entanto, torna-se-nôs difícil, hoje em dia, dominar essa balbúrdia.

Que o dealbar do século haja sido assinalado por uma reacção radical contra o impressionismo e que nos encontremos ainda nesta fase de reacção, eis o que não oferece dúvidas. Ela teve já vários episódios.

AS REACÇÕES CONTRA A ARTE GRECO – ROMANA – História da Arte

NÃO há talvez nenhuma arte a cujo respeito se tenham cometido mais erros e a propósito da qual as ideias tenham mudado mais, há uns cinquenta anos para cá, do que a arte tradicionalmente chamada bizantina. Os historiadores e críticos limitaram-se, durante muito tempo, a encará-la como uma espécie de decadência, de abastardamento, de entorpecimento da arte romana. Na verdade, ela procede duma estética por completo diferente e até oposta. Os nossos predecessores julgavam-na monótona e imóvel, sem dúvida porque ela lhes era de todo estranha, e não sabiam por isso notar nela senão as semelhanças, assim como os homens do século xvui não estabeleciam qualquer distinção entre os edifícios românicos e os edifícios góticos. Para que nós saibamos hoje apreciá-la, foi precisa forte sacudidela das disciplinas greco-romanas, foi preciso também que a história da arte se assenhoriasse de regiões de que mal suspeitava e que conhece ainda muito imperfeitamente.

Formas de Governo, Sistemas de Governo, tipos de regime de governo

O Estado

Estado — vem do latim "status" e designa uma "comunidade jurídica", isto é, significa um conjunto de indivíduos, submetidos à mesma legislação e à mesma autoridade política. O Estado através dos tempos assumiu as mais variadas formas de governo até chegar ao moderno Estado democrático. Sua prin-

cipal obrigação é promover o Bem-Comum. Os Estados modernos gozam da prerrogativa da soberania, isto é, têm poderes autônomos e não estão sujeitos a nenhum outro governo estranho.

Os indivíduos que integram um Estado constituem o povo.

O Brasil é um estado soberano e os que nascem aqui constituem o povo brasileiro.

— Você não deve confundir Estado soberano e Estado-mem-bro. O Brasil, por causa de sua grande extensão territorial, é dividido em 22 Estados. Estes são Estados-membros da União Federal. Seus governos só são relativamente autônomos e subordinam-se nas suas bases estruturais ao Governo Federal.

A Nação

OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO – MARAVILHAS DA ARTE

OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO

Dádivas da Grécia

ONDE estão as antigas pinturas gregas de Zeuxis e as obras-primas de Polignoto? Onde está a obra de Apeles, pintor da corte de Alexandre, o Grande? Praticamente, nada se salvou das devastações do tempo. Mas peias recordações históricas sabemos que aquelas pinturas tinham a dignidade e a grandeza das outras artes da Grécia. Porque o grego antigo conhecia o ritmo, o equilíbrio, a simetria e o desenho. Um povo que podia construir um Partenão não haveria de fracassar nas outras artes. Felizmente, temos uma fase da pintura grega bem representada, na maior parte dos museus da arte mundial, isto é, o vaso.

A história dos Vasos Gregos é emocionante. Deveis lembrar-vos de que aqueles vasos de tão elevado preço, delicados como são, de forma e de côr, eram justamente a louça diária dos gregos. Somente um dos numerosos tipos se usava para derramar o óleo sagrado sobre os cemitérios. Todos os outros vasos usavam-se para as prosaicas funções cotidianas de lavagem, bebida, conserva de frutas e carreto d’água. Tão amantes eram, porém, os gregos da beleza, que davam delicada forma e côr até aos mais comuns de seus utensílios.

História da Dança – Maravilhas da Arte

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Henry Thomas

A HISTÓRIA DA dança

Damas mágicas e selvagensA grande festa dos mortos

JÁ atingido pela civilização européia, o esquimo diverte-se indo a uma reunião e dançando com as beldades dentro de poucas horas, tanto como outro homem qualquer. Contudo há ocasiões especiais em que dançar significa algo mais para êle do que simples diversão, quando assume uma qualidade profundamente religiosa e quase mística. Uma dessas ocasiões é a Grande Festa dos Mortos. É realizada pelos parentes dos falecidos, com intervalos de dez ou quinze anos, pois deve-se economizar alguma coisa, visto como dar presentes tanto aos vivos quanto aos mortos, é importante parte das festas.

Essa festa característica dura usualmente cinco dias. As almas dos falecidos já foram notificadas com um ano de antecedência. O primeiro e o segundo dia da dança são consagrados à recepção dos convidados de aldeias distantes e aos preparativos para a festa. No terceiro dia, todos os participantes reúnem-se no salão cerimonial. Os mortos são invocados por meio de um tambor e lâmpadas de azeite permanecem a arder para que os espíritos possam dar com o caminho. Para encorajar esses espíritos, os participantes, que envergam suas mais velhas e mais pobres roupas, fazem uma série de danças imitativas. Todas essas sugerem apropriadas maneiras de viajar. Por isso alguns fingem impelir um caíque, enquanto outros andam como se estivessem com sapatos de neve. Ao som do tambor, a bater continuamente, enquanto uma cantilena é entoada em voz baixa pelos participantes menos ativos, os dançarinos prosseguem numa carreira vertiginosa dentro do quadrilátero cerimonial. Isto simboliza o caminho sinuoso que os espectros devem tomar pela colina e pelo vale, afim de alcançarem seu destino. Essa dança mágica continua até certo tempo, dado como o gasto para a chegada dos espectros. Imediatamente, presentes de peixe e de roupas novas são distribuídos por todos os presentes. Os que usam o mesmo nome do defunto são olhados como seus representantes e recebem duplo quinhão.

 

A dança guerreira

Os índios americanos são grandes dançarinos. Como todos os povos primitivos, dançam por motivos mágicos e simbólicos, para adquirir coragem e assegurar a proteção dos espíritos.

O romance do Japão e Os Trágicos Esponsais da China – História do Mundo

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O imperador do Japão provém duma família, cuja linha ancestral se conservou intacta por dois mil e quinhentos anos.

E há chineses que dizem possuir registos de antepassados, que existiram há seis mil anos.

O povo acredita que o imperador do Japão descende da lua. Se um homem branco pertencesse a uma família que se ligasse diretamente a Alexandre Magno, nós o veneraríamos tão devotamente como cultua o japonês o seu imperador.

Imaginai uma ilha no Pacífico que, em meio do século XIX, permanecesse como há mil anos atrás. Enquanto o mundo ocidental inventava máquinas, derrubava monarquias e criava democracias, a pequena ilha do Japão vivia na Idade-Média, com seus curiosos castelos, seus cavalheiros pitorescos e seus característicos códigos de honra. Quando um cavalheiro atravessava uma rua, todos deveriam ajoelhar-se. Mostrar o menor desrespeito era arriscar-se a receber um golpe mortal de sua cimitarra. Quando um nobre cometia a menor quebra de etiqueta, esperava-se que executasse o hara-kiri, que era um método peculiar de suicidar-se: o nobre sentava-se sobre a esteira e matava-se, passando, em forma de cruz, uma espada pelo abdômen, primeiro da esquerda para a direita, e depois de cima para baixo. E seu melhor amigo, dando uma demonstração de amizade, ficava junto para cortar-lhe a cabeça.

Gógol – O Diário de um Louco

Considerado como o primeiro representante verdadeiro do realismo russo, NIKOLAI VASILIEVITCH GÓGOL nasceu na região de Poltava em 1809, de uma, família de cossacos ucranianos tipicamente patriarcal. O pai era comediógrafo de fama local e exerceu influência sobre a sua formação literária; a mãe, espírito inclinado ao misticismo religioso, sobre a sua formação moral. Gógol teve uma infância feliz e fêz medíocres estudos no liceu de Néjin, onde sobressaiu, principalmente, pelo seu talento de ator. Em 1828 vai para São Petersburgo. Era, como bom ucraniano, humorista e sonhador, imaginativo e realista, mas, o que contrastava com os de sua região, pouco expansivo, irritadiço e pouco sentimental.

Angústia – Conto de Antón TCHEKHOV

Filho de um pequeno merceeiro ãe Taganrog, ANTON PAOLOVITCH TCHEKHOV nasceu nessa cidade no ano de 1860, tendo aí iniciado seus estudos, que continuou em Moscou em cuja Faculdade de Medicina formou-se. Para ganhar a vida, escrevia contos, que conheceram êxito rápido, senão publicados em volume a que o autor deu o nome de “Contos ãe todas as Cores”, assinados “Tchekonte”. Graças ao êxito de suas narrativas, algumas ãe fino humorismo, o escritor abandonou a medicina, dedicando-se, exclusivamente ò, verdadeira vocação, o que permitiu à Rússia ter assim o melhor dos seus contistas.

Tchékhov escreveu: “Contos e narrativas”, “Discursos inocentes”, “Na penumbra”, “Um duelo”, “Gente triste”, “O pesadelo”, “A Bruxa”, “A estepe”, “Os inimigos”, “A sala número seis”, etc. Também escreveu para o teatro, cultivando a farsa, o sainete e o drama, tendo obtido êxito e permanência, pois continua sendo representado.

Doente de tuberculose da qual veio a falecer, o grande contista revela, em geral, fundo pessimismo em quase tôda a sua obra que reflete, não obstante, uma grande sobriedade, agudo dom de observação, uma lúcida objetividade, sem grandes lances de ilusão, senão escritor que merece destaque na literatura mundial.

ISAAC BABEL – O BEIJO

ISAAC EMMANUELOVITCH BABEL nasceu em 1894 num stibúrbio de Odessa, de família israelita. Foi educado até os 16 anos numa escola judia, depois, feitos os estudos de Comércio, foi para São Petersburgo onde o preconceito racial lhe fêz a vida dura. Escreveu seus primeiros trabalhos, novelas redigidas em francês, em 1909. Gorki aconselhou-o em 1916 a abandonar por instantes a literatura e ir viver entre os homens. Babel seguiu o conselho e se fêz cavalariano do Exército Vermelho de Buãieny e só começou a publicar em l92Jf. Seus “Contos de Odessa” e sua “Cavalaria Vermelha” colocaram-no. rapidamente, entre os primeiros escritores de sua pátria.

Babel se iniciou como um narrador da pequena burguesia hebraica. Depois contou sua experiência militar de cavalariano de Budieny, mas também narrou fatos da revolução nos campos (“Húmus”, “Virineia”) e episódios da vida dos menores abandonados, os chamados “bezprizòrnyie”, durante os anos da guerra civil (“Os transgressores da lei”, “Três amigos”, etc.). “Artista de agudíssima intuição, Babel soube dar em pequetios quadros, justamente chamados por Voroskij de minia-tuaras, um complexo épico e lírico ao mesmo tempo, de um dos momentos mais vivos da guerra civil, ora fazendo falar simples soldados, ora descrevendo em fundos de natureza quase elementares, mas precisos, cenas cotidianas, que, superando o cronológico, se afirmam como significados universais de dolorosa humanidade”, escreve Lo Gatto.

O BEIJO

EHRENBURG – O CACHIMBO DO DR. PETERSON

ILYA GRIGORIEV EHRENBURG nasceu em Kiev em 1891. Oriundo de uma familia hebraica. Mocidade difícil, encargos penosos levaram-no à revolta contra o regime vigente em sua pátria. Negaram-lhe, inclusive, a matrícula no curso secundário.

Encarcerado em 1908. Um ano depois, abandonava a Rússia indo viver na França. Durante oito anos percorreu, a Europa, tendo voltado à pátria, em 1917, onde exerceu diversas funções. Seu romance “Júlio Jurenito” conta essa peregrinação européia.

Correspondente durante a guerra civil espanhola e no correr da última conflagração mundial.

Obras principais: “Treze cachimbos”, “Miguel Likov”, “Júlio Jurenito”, “O beco de Moscou”, “O amor de Joana Ney”, “Espanha”, “O supervisor do tempo”, “A queda de Paris”, etc.

Panfletário de inteligência, rápida e viva, satírico impiedoso, desempenhou, grande papel na imprensa e na literatura soviética. Condecorado com a ordem de Lênin.

Conto do Escritor Russo ZOCHTCHENKO

ZOCHTCHENKO (1895-1958)

Nasceu MICKHAIL MIKHÁIL O VITCH ZOSCHTCHENKO no ano de 1895. Seu pai era pintor. Quando a guerra explodiu, em 1914, ele era estudante, mas se apresentou ao Exército voluntariamente e foi ferido e gaseado. Em 1918 e 1919 foi soldado do Exército Vermelho.

Sua atividade literária começou em 1921.

Zóschtchenko escreveu, então, numerosos contos humorísticos e satíricos, em que se compraz em rela­tar a vida da gente humilde e dos simples.

Este autor é considerado o mais corajoso e o mais original dos humoristas que a Rússia soviética produziu neste últimos tempos