Primeiros triunfos oratórios do Padre Vieira

Aos dezoito anos já Vieira ensinava retórica no colégio de Olinda; e, quer na sua cadeira de professor quer nos bancos de filosofia e teologia, era sempre o mesmo portentoso mancebo que, antecipando o tempo e o trabalho, mostrava-se com mais aptidão para mestre que para discípulo. Compunha dissertações e tratados sôbre os assuntos mais … Ler maisPrimeiros triunfos oratórios do Padre Vieira

LEVANTE DE BROQUÉIS

Oliveira Lima LEVANTE DE BROQUÉIS Um amigo meu, que me faz sempre o favor de dar em conversa ou cm carta sua impressão sincera e que eu muito acato acerca dos meus artigos, qualificou o último de cruel. Defendi-me neste ponto dizendo-lhe que não costumava ser cruel nem com uma mosca, enxo-tando-as quando me aborrecem, … Ler maisLEVANTE DE BROQUÉIS

O BRASIL E OS ESTRANGEIROS

Oliveira Lima O BRASIL E OS ESTRANGEIROS O título desta conferência vos terá parecido à primeira vista um pouco paradoxal, ou pelo menos ambíguo. Os verdadeiros naturais do Brasil são os índios, nome geral dado aos habitantes do Novo Mundo e que ficou com uma recordação indelével de Cristóvão Colombo, da sua crença na esfericidade … Ler maisO BRASIL E OS ESTRANGEIROS

CAPISTRANO DE ABREU

O SR. CAPISTRANO DE ABREU Oliveira Lima Entre as publicações comemorativas do centenário da abertura dos portos brasileiros ao comércio universal, que no próximo ano se celebrará, figurará um escorço do desenvolvimento histórico do nosso país, da pena do Sr. Capistrano de Abreu, que me parece ser o que de mais condensado e ao mesmo … Ler maisCAPISTRANO DE ABREU

Invasões Holandesas no nordeste do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

 

CAPÍTULO V

Os holandeses no Brasil

É sabido que a Confederação das Sete Províncias Unidas, constituída pela União de Utrecht, de 23 de janeiro de 1579, teve que sustentar, para o reconhecimento da sua independência, uma guerra de setenta anos contra a coroa de Espanha (1579-1609 e 1621-24 de janeiro de 1648), e que durante a mesma, e por obra dela, a Confederação se elevou à categoria de primeira potência naval e comercial européia.

Nessa guerra, desde a sua união com a Espanha, era agora também envolvido Portugal, e o seu comércio, as suas colônias indefesas, eram os que mais sofriam com isso.

A RIVALIDADE ANGLO-FRANCESA, A POLÍTICA COLONIAL E O ESPÍRITO FILOSÓFICO

Índice – clique para expandir

A história européia do século XVIII distingue-se, politicamente pela formação do império britânico e socialmente pelo advento na França da idéia de igualdade, sem a qual a democracia não passa de uma palavra vã. O crescimento colonial da Inglaterra operou-se às custas da França, como a sua organização em grande potência se fizera às custas da Espanha e Portugal. Das descobertas ibéricas veio ela a colher o fruto opimo, disputando-o primeiro com seus corsários, depois com sua marinha real. Se esse fruto não foi propriamente o territorial, foi o senhorio dos mares. O senso prático dos governantes britânicos cedo percebeu que a condição insular, em vez de constituir uma inferioridade, representava uma vantagem, contanto que lhe correspondessem os meios de garanti-la. Para isto era mister não consentir da parte das potências continentais qualquer superioridade naval, nem tolerar nas costas dos Países-Baixos o estabelecimento de uma nação de primeira ordem. A ameaça da Invencível Armada, completada como fora projetado pela invasão do solo britânico por uma expedição comandada por Alexandre Famésio e partida do Escalda, dera o sinal de alarma para os séculos a vir.

AS GUERRAS DE RELIGIÃO E A LUTA PELA HEGEMONIA EUROPÉIA

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CAPÍTULO II

AS GUERRAS DE RELIGIÃO E A LUTA PELA HEGEMONIA EUROPÉIA

O papel da Espanha. Ortodoxia e absolutismo

Se a guarda da ortodoxia católica coube à coroa espanhola, especialmente aos Filipes e mais que tudo a Filipe II em comparação com seu pai, era porque Carlos V tinha seu interesse posto em assuntos em demasia variados e o Estado da Alemanha lhe aconselhava certas contemporizações, ao passo que a Espanha podia permanecer alheia a esse gênero de considerações. O professor Altamira íêz uma observação conceituosa quando escreveu que a classe média espanhola, na qual se recrutavam os letrados e os jurisconsultos, que nas universidades aprendiam as doutrinas cesaristas bebidas no direito romano, desejava que um poder forte pusesse ordem na administração. Era pois um elemento de antemão ganho ao absolutismo, tanto mais quanto aquela classe média se achava politicamente quebrantada pelas lutas internas das comunas.

Países-Baixos, Espanha, Portugal no século XVI – História Universal de Césare Cantu

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

História Universal de Césare Cantu.

CAPÍTULO XXII

Países-Baixos, Espanha, Portugal

Como Fernando, o Católico, Carlos V tinha procurado na conquista da Itália um meio de dominar sôbre a Europa, êle tinha por isso dado importância às armas da Espanha, e tinha aí sufocado a liberdade.

Separada desde então do império, a Espanha procura Conservar essa supremacia, não se apoiando sobre forças estrangeiras, mas sobre a sua situação e sobre o seu próprio gênio. Porém Filipe, cujo pai debalde procurara granjear a afeição dos alemães e dos espanhóis, não obteve mesmo a de seus compatriotas. Longe de ter o gênio cosmopolita de Carlos, êle se mostrou todo castelhano, não falou senão a sua língua, não quis senão a religião e a constituição espanhola. Herdeiro de metade do mundo, marchou de prosperidade em prosperidade durante quarenta anos; teve conselheiros de uma habilidade admirável, capitães de gênio, e de valor a toda prova; a sua infantaria foi a melhor e sua marinha a mais poderosa que houve na Europa. Em toda a parte bateu os revoltosos, conquistou Portugal e ganhou as duas Insignes vitórias de Lepanto sobre os turcos e de São (Quintino sobre os franceses. Suas imensas colônias lhe fizeram haver tesouros inexauríveis. A literatura nacional teve durante o seu reinado, o seu século de ouro. É contudo nele que começam a decadência da Áustria e a deplorável ruína da Espanha.

Cronologia da História do Brasil

Material Didático de História do Brasil

Professor Pedro Bandecchi, 1970

1453 — Queda de Constantinopla; fim da Idade Média e começo da Idade Moderna.

1487 — Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas que passa a chamar-se Cabo da Boa Esperança.

1492 — Cristóvão Colombo, a serviço da Coroa Espanhola, descobre a América.

1493 — O Papa Alexandre VI assina a Bula Inter Cetera, que fixava que: o domínio espanhol começava 100 léguas a oeste das Ilha dos Açores e Madeira, numa linha traçada longitudinalmente de Norte a Sul. Com a Bula Inter Cetera parte alguma do Brasil ficou pertencendo a Portugal.

1494 — Espanha e Portugal assinam o Tratado de Tordesilhas, mais tarde referendado pelo Vaticano, modificando a linha divisória da Bula Inter Cetera, a qual passaria a 370 léguas das ilhas referidas. Com isto um terço do atual território brasileiro ficou pertencendo a Portugal. 1498 — Vasco da Gama chega à Índia, contornando a África.

OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO – MARAVILHAS DA ARTE

OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO

Dádivas da Grécia

ONDE estão as antigas pinturas gregas de Zeuxis e as obras-primas de Polignoto? Onde está a obra de Apeles, pintor da corte de Alexandre, o Grande? Praticamente, nada se salvou das devastações do tempo. Mas peias recordações históricas sabemos que aquelas pinturas tinham a dignidade e a grandeza das outras artes da Grécia. Porque o grego antigo conhecia o ritmo, o equilíbrio, a simetria e o desenho. Um povo que podia construir um Partenão não haveria de fracassar nas outras artes. Felizmente, temos uma fase da pintura grega bem representada, na maior parte dos museus da arte mundial, isto é, o vaso.

A história dos Vasos Gregos é emocionante. Deveis lembrar-vos de que aqueles vasos de tão elevado preço, delicados como são, de forma e de côr, eram justamente a louça diária dos gregos. Somente um dos numerosos tipos se usava para derramar o óleo sagrado sobre os cemitérios. Todos os outros vasos usavam-se para as prosaicas funções cotidianas de lavagem, bebida, conserva de frutas e carreto d’água. Tão amantes eram, porém, os gregos da beleza, que davam delicada forma e côr até aos mais comuns de seus utensílios.

Resumo das INVASÕES HOLANDESAS

Marechal deodoro da fonseca

Resumo de História do Brasil em material didático sobre a invasão da Bahia e de Pernambuco pelos Holandeses no século XVII, com ilustrações e contexto.

René Descartes

rené descartes

René Descartes– (1596 – 1650) nasceu de uma família nobre dedicada à medicina e ao comércio. Os Descartes se fixaram em La Haye, Tourenne. Seu pai se chamava Joaquim e era conselheiro do parlamento britânico. René tinha uma saúde frágil, e era cuidado por sua avó. Entrou no colégio jesuíta de Le Flèche, que havia … Ler maisRené Descartes