O IMPÉRIO BRITÂNICO E O COMÉRCIO INTERNACIONAL -OS ESTADOS UNIDOS

O IMPÉRIO BRITÂNICO E O COMÉRCIO INTERNACIONAL -OS ESTADOS UNIDOS Dr. Aluísio Telles de Meirelles. Fonte: Manual do Executivo. Novo Brasil editora brasileira.  ANTECIPANDO-SE em duas gerações ao Continente em suas explorações fabris, a Inglaterra conservou seu predomínio no comércio mundial durante o século XIX, a sua indústria acusando, em todos os seus setores, um pronunciado … Ler maisO IMPÉRIO BRITÂNICO E O COMÉRCIO INTERNACIONAL -OS ESTADOS UNIDOS

CIÊNCIAS FÍSICAS E SUAS APLICAÇÕES – A Civilização árabe

Fig. 242 — Fragmento de antigo estojo árabe, segundo desenho de Prisse d'Avesne.

CIÊNCIAS FÍSICAS E SUAS APLICAÇÕES
I — FÍSICA E MECÂNICA. Trabalhos dos árabes em física e mecânica. Tratado de ótica de Haizan. Conhecimentos dos árabes em mecânica aplicada. Descrição do grande relógio da mesquita de Damasco. Descrição de vários aparelhos mecânicos. II — QUÍMICA. As bases da química devem-se aos árabes, que descobriram os corpos mais importantes, como o ácido sulfúrico, o álcool, etc. São-lhes devidas também as operações fundamentais da química, como por exemplo a destilação. Trabalhos dos principais químicos árabes. Suas teorias alquímicas. III — CIÊNCIAS APLICADAS, DESCOBERTAS. Conhecimentos industriais dos árabes. Aplicações da química à extração dos metais, a fabricação do aço, tinturaria, etc. Invenções da pólvora e das armas de fogo. Trabalhos modernos provam que essa des coberta lhes é devida. Pesquisas de Reinaud e Fa-vé. Diferença entre a pólvora e o fogo grego. inocuidade deste último. Crônicas dos árabes prova o do que as armas de fogo foram empregadas por eles muito antes dos europeus. Invenção do papel de seda pelos chineses e do papel de algodão e de farrapos pelos árabes. Aplicação da bússula à navegação. Resumo das descobertas dos árabes …….

A ESCULTURA E A PINTURA

HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) A ESCULTURA E A PINTURA CAPÍTULO VII Poucos achados pré-históricos conseguiram despertar maior curiosidade geral que as esculturas da época da rena, encontradas nas grutas da Dordogne. Entre restos animais e humanos, instrumentos de pedra e madeira, havia fragmentos de chifres de renas, cobertos de gravuras, representando, na … Ler maisA ESCULTURA E A PINTURA

“Vida do Padre Francisco de Xavier” de Pe. Lucena e “Crônica do felicíssimo Rei Dom Emanuel” de DAMIÃO DE GÓIS

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876)

CURSO DE LITERATURA NACIONAL

LIÇÃO XV

biografia

Todos sabem que pela palavra biografia se entende a história de um indivíduo, que por qualquer circunstância se tornou notável. É fora de dúvida que fornecem elas grande subsídio à história geral de um país por encerrarem grande número de fatos anedóticos, que nesta ficariam deslocados, senão impróprios. Estudando minuciosamente a vida dos protagonistas, conhecendo de perto o seu caráter, tendências, e quiçá aspirações, melhor compreenderemos o drama que ante nós se desdobra. Rejeita a gravidade da história grande número de pormenores que com proveito registra o biógrafo; assim pois, de muitos mistérios dos anais gregos e romanos faz-nos a revelação Plutarco, cuja leitura J. J. Rousseau preferia a todas as outras.

Entre os escritores do período manuelino apenas encontramos um a quem caiba propriamente a denominação de biógrafo, e ainda assim querem alguns que seja ele classificado entre os hagiógrafos, subdivisão criada para as vidas dos santos e varões apostólicos. Desejando porém, quanto nos for possível, simplificar este nosso tosco trabalho, afastar-nos-emos por vezes das rigorosas regras bibliográficas em bem da clareza e da fácil compreensão das matérias. É pois em virtude deste princípio que fugiremos sempre de multiplicar as divisões e subdivisões em que tanto se embaraça o espírito.

PADRE JOÃO DE LUCENA

A LENDA DA ALAVANCA DE OURO – pequeno conto sobre riqueza

índio

A LENDA DA ALAVANCA DE OURO Caíam a pino os raios do sol iluminando o fundo da enorme excavação, em que se esforçavam míseros pretos africanos, cobertos de suor, arfando de cansaço e pressão, e obrigados ao hercúleo serviço pela intensa febre de ouro. Nada mais eram do que simples instrumentos e os seus possante … Ler maisA LENDA DA ALAVANCA DE OURO – pequeno conto sobre riqueza

Países-Baixos, Espanha, Portugal no século XVI – História Universal de Césare Cantu

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

História Universal de Césare Cantu.

CAPÍTULO XXII

Países-Baixos, Espanha, Portugal

Como Fernando, o Católico, Carlos V tinha procurado na conquista da Itália um meio de dominar sôbre a Europa, êle tinha por isso dado importância às armas da Espanha, e tinha aí sufocado a liberdade.

Separada desde então do império, a Espanha procura Conservar essa supremacia, não se apoiando sobre forças estrangeiras, mas sobre a sua situação e sobre o seu próprio gênio. Porém Filipe, cujo pai debalde procurara granjear a afeição dos alemães e dos espanhóis, não obteve mesmo a de seus compatriotas. Longe de ter o gênio cosmopolita de Carlos, êle se mostrou todo castelhano, não falou senão a sua língua, não quis senão a religião e a constituição espanhola. Herdeiro de metade do mundo, marchou de prosperidade em prosperidade durante quarenta anos; teve conselheiros de uma habilidade admirável, capitães de gênio, e de valor a toda prova; a sua infantaria foi a melhor e sua marinha a mais poderosa que houve na Europa. Em toda a parte bateu os revoltosos, conquistou Portugal e ganhou as duas Insignes vitórias de Lepanto sobre os turcos e de São (Quintino sobre os franceses. Suas imensas colônias lhe fizeram haver tesouros inexauríveis. A literatura nacional teve durante o seu reinado, o seu século de ouro. É contudo nele que começam a decadência da Áustria e a deplorável ruína da Espanha.

Carbono – Minerais e suas Pesquisas – Resumo de geologia

Minerais e suas Pesquisas

CARBONO, seus minerais: Reconhecimento.

CARBONO

O carbono é abundante, na natureza, tanto em liberdade como combinado.

O carbono livre apresenta-se em grande número de variedades que se reúnem sob o nome de carvões naturais; o diamante e a grafita são carbono puro ou quase puro; usados como combustível, contêm uma quantidade maior ou menor de carbono misturado com matérias estranhas.

Sob todas as suas modalidades, o carbono é notável pela sua fixidez. Só começa a volatilizar-se à temperatura do arco voltaico (aos 3.500°C); só é solúvel em certos metais em fusão, como na platina e no ferro fundido. Quando cristalizado, apresenta-se sob duas formas alotrópicas: diamante e grafita. O carbono amorfo é notável por seu poder absorvente.

Embora não seja muito abundante na crosta terrestre, o carbono é o segundo elemento em abundância no corpo humano. Ocorre em todos os tecidos animais e vegetais, combinado com hidrogénio e oxigénio, e em seus derivados geológicos, petróleo e carvão-de-pedra, onde está combinado principalmente com hidrogénio, na forma de hidrocarbonetos. Combinado com oxigênio, existe também na atmosfera como gás carbônico e nas rochas, sob forma de carbonatos, calcário, por exemplo. No estado livre, ocorre em pequena quantidade como diamante e grafita, que são as duas formas alotrópicas do elemento.

As Artes do Extremo-Oriente

Pierre du Columbier – História da Arte – Cap. 15As Artes do Extremo-Oriente<

Tradução de Fernando Pamplona. Fonte: Editora Tavares Martins, Porto, Portugal, 1947.

15

HISTÓRIA das artes europeias e até não europeias da bacia do Mediterrâneo pode fazer-se desprezando de maneira quase total as artes do Extremo-Oriente, cuja influência só se exerceu de maneira esporádica, quase sempre tardia e superficial. Mais suscitaram modas do que propriamente agiram em profundidade. Mas a recíproca não é verdadeira.

AS OBRAS-PRIMAS DA ESCULTURA

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O misterio da esfinge

"Ela é êle". Isso se diz frequentemente a alguém para confundi-lo a respeito de quem seja a esfinge e mesmo de onde seja. Gerações e gerações depois dos Faraós, os gregos usaram uma esfinge, com figura feminina, mas isso não é motivo para que o mundo não soubesse que, no Egito, a Suprema Esfinge é um homem. Não, não um homem, mas o homem, homem maravilhoso, homem todo-poderoso, Faraó, senhor do Alto e do Baixo Egito, filho do sol em cuja imagem foi infundido o espírito da antiga divindade, Harmakis.

Deveis aproximar-vos, portanto, da Esfinge, não com levianos gracejos, mas em silêncio. O camelo que vos conduz trota vagarosa e silentemente pelas areias de Gizeh. Sombria, ao longe, ergue-se a cidade do Cairo. O camelo levou-vos até a orla do plateau, do qual contemplais a face do mais maravilhoso mistério do mundo. Enquanto assim estais, olhando de frente a grande Esfinge, as pirâmides de Cheops e Chefren avistam-se do plateau. Que espetáculo de majestade e de mistério! Há 5.000 anos a imensa imagem da Esfinge foi esculpida na rocha. A princípio foi uma estátua completa, erguendo-se no espaço a uma altura de mais de 22 metros. Mas, pouco a pouco, o corpo da Esfinge se foi submergindo era Oceanos de areia, que tão completa e persistentemente têm os ventos de Gizeh lançado sobre o deserto, durante cinco mil anos. Somente algumas tentativas foram feitas para deter a areia. Em 1.400, antes de Cristo, quando o príncipe Tutmés foi caçar nas areias de Gizeh, adormeceu à sombra da Esfinge. A grande cabeça falou: "Tutmés, afasta as areias que quase me cobrem e fica sabendo que serás Faraó". E Tutmés obedeceu à ordem. Afastou as areias da Esfinge. Foi recompensado. Tornou-se Faraó. Em 1818, de nossa era, houve outra tentativa para retirar a areia dos "membros ocultos" da Esfinge. Mas, de novo, os anos que passaram carrearam montes e montes de sepultante areia, até que, afinal, em 1926, uma limpeza completa se fez. 

Resumo completo de História do Brasil até o fim da escravidão

Marechal deodoro da fonseca

Descobre-se uma nova terra

 

ERA
um
domingo festivo. Na praia do Restelo, em Portugal,
apinhava-se uma multidão variegada e entusiasta, que contemplava
com orgulho os mastros de uma numerosa esquadra, prestes a partir para as
índias, afim de levar o Evangelho aos povos do Oriente, combater os mouros c
negociar especiarias.

Celebrava-se uma
missa solene, na ermida
da
praia. Lá estavam, na tribuna de honra, o próprio rei, D. Manuel, o Venturoso,
o
almirante da esquadra a partir, Pedro Álvares Cabral e o bispo de Ceuta, D. Diogo de Ortiz. O bispo benze um
estandarte, que o rei entrega ao almirante.

Forma-se depois
um cortejo solene, em que se vêem padres e frades, cantando, carregando cruzes
e relíquias, oficiais da armada e o povo contente, barulhento, aplaudindo os
atrevidos marinheiros, que partiam a alargar os domínios de Portugal. Levam o
almirante e os seus homens até a praia, onde embarcam.

Mas só no dia
seguinte, 9 de março de 1500, parte aquela esquadra de dez caravelas e três
navios de transporte. Vai às índias, seguindo o caminho que Vasco da Gama já
devassara. Aventuram-se as naus pelo "mar de largo", isto é, oceano
afora. Desviam-se, porém, de seu roteiro. Para fugir às calmarias, prejudiciais à
navegação? Ou obedecendo a instruções secretas e propósitos determinados?
Discute-se ainda hoje o caso.

O MUNDO MARAVILHOSO DA QUÍMICA

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O MUNDO MARAVILHOSO DA QUÍMICA

Henry Thomas

O mistério dos elementos

CONTEMPLAI as numerosas coisas que nos cercam, madeira, ferro, cobre, aço, vidro, porcelana, areia, ar, vapor, água, e assim por diante. Ora, quantas coisas diferentes supondes que existem? Inúmeras, sem dúvida. Mas quantas coisas elementáis diferentes existem no mundo?

Uma das mais notáveis realizações da ciência foi ter provado que todos os ilimitados objetos deste mundo podem ser formados justamente de 92 elementos, nem mais nem menos. Há apenas 92 materiais de construção na natureza e com estas substâncias elementáis tudo pode ser construído desde o menor grão de areia à mais gigantesca das estrelas.

AS JÓIAS E OS TESOUROS OCULTOS DA TERRA – Geologia

Diamante — a mais brilhante das jóias

HÁ muitos anos, um pastorzinho bôer, da África do Sul, encontrou linda pedra num campo. Andou com ela no bolso, como se fosse um amuleto. Um dia, um vizinho, Van Niekirk , ofereceu-lhe 500 carneiros pela pedra. O rapaz aceitou a oferta, pensando que o homem estivesse maluco. Qual não foi seu espanto quando soube, poucas semanas depois, que Van Niekirk havia vendido sua pedra por 56.000 dólares! (mais de mil contos).

Essa pedra é hoje conhecida como o brilhante Dudley.

Que é um diamante? Nada mais, é maravilhoso di-zê-lo, que um pedaço de carvão. Carvão refinado ou cristalizado. A mais brilhante das jóias quando exposta a uma temperatura suficientemente elevada pode ser transformada num simples pedacinho de grafite suja.

Mas seria preciso uma quantidade imensa de calor, cerca de 6.500 graus, para operar essa transformação. Porque o diamante é o mineral mais duro que existe na natureza. A palavra diamante é derivada de adamant, do grego adamas, que significa coisa que não pode ser abrandada.

A racionalidade e a origem da civilização ocidental

maravilhas das antigas civizações

Tornou-se axiomático pensar que a nossa civilização, fundamentado em princípios racionais e na racionalidade, surgiu com o progresso técnico e científico iniciada com os gregos, pois foram eles que criaram uma extensa gama de conhecimentos, como também os grandes fundamentos do pensamento filosófico e do pensamento político. Contudo, esse diagnóstico tornou-se problemático. Com o avanço dos estudos e das novas descobertas na Mesopotâmia, nestes últimos cem anos, tornou-se possível demonstrar que aquela civilização atingiu um grande desenvolvimento racional e uma grande racionalidade técnica, muito antes da civilização grega ter surgido. A partir deste diagnóstico, o objetivo deste ensaio é investigar o advento da racionalidade na Mesopotâmia.