Oliveira Lima REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817 Discurso Oficial Exmo. Sr. Governador do Estado, Minhas Senhoras, Senhores: Celebrando festivamente o primeiro centenário da revolução de 1817, o EstadAde Pernambuco e os Estados vizinhos em direção ao norte, porwide ela se propagou, a saber, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, perdendo de intensidade à medida que [...]
Oliveira Lima O BRASIL E OS ESTRANGEIROS O título desta conferência vos terá parecido à primeira vista um pouco paradoxal, ou pelo menos ambíguo. Os verdadeiros naturais do Brasil são os índios, nome geral dado aos habitantes do Novo Mundo e que ficou com uma recordação indelével de Cristóvão Colombo, da sua crença na esfericidade [...]
Markheim Robert Louis Stevenson Robert Louis Stevenson nasceu em Edinburgo, na Escócia, no ano de 1850 e, dedicando-se às letras, foi passar alguns anos na França. Desde cedo sentiu-se voltado para as descrições das paisagens e para os relatos me rais dos camponeses de sua terra natal. Homem de saúde delicada, viu-se obrigado a fixar-se [...]
Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) JOSÉ CLEMENTE PEREIRA Nasceu na Vila do Castelo do Mendo, comarca de Trancoso, em Portugal, a 17 de [...]
Todos sabem que pela palavra biografia se entende a história de um indivíduo, que por qualquer circunstância se tornou notável. É fora de dúvida que fornecem elas grande subsídio à história geral de um país por encerrarem grande número de fatos anedóticos, que nesta ficariam deslocados, senão impróprios. Estudando minuciosamente a vida dos protagonistas, conhecendo de perto o seu caráter, tendências, e quiçá aspirações, melhor compreenderemos o drama que ante nós se desdobra. Rejeita a gravidade da história grande número de pormenores que com proveito registra o biógrafo; assim pois, de muitos mistérios dos anais gregos e romanos faz-nos a revelação Plutarco, cuja leitura J. J. Rousseau preferia a todas as outras.
Entre os escritores do período manuelino apenas encontramos um a quem caiba propriamente a denominação de biógrafo, e ainda assim querem alguns que seja ele classificado entre os hagiógrafos, subdivisão criada para as vidas dos santos e varões apostólicos. Desejando porém, quanto nos for possível, simplificar este nosso tosco trabalho, afastar-nos-emos por vezes das rigorosas regras bibliográficas em bem da clareza e da fácil compreensão das matérias. É pois em virtude deste princípio que fugiremos sempre de multiplicar as divisões e subdivisões em que tanto se embaraça o espírito.
Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876) CURSO DE LITERATURA NACIONAL LIÇÃO XII romance Forma o romance a transição entre a poesia e a prosa: conservando da primeira a faculdade inventiva, e os floreios da imaginação, e da segunda a naturalidade da frase. A atenção que importa prestarmos às composições em verso impede que seja duradoura, [...]
class=FontStyle23>Mais feliz do que muitas
outras, conta a literatura portuguesa em seu século áureo um poema épico, cujo
mérito, mais ou menos apreciado, não pode ser posto em dúvida, ainda pelos mais
severos críticos. Antes de entrarmos na análise de tão majestoso monumento,
digamos duas palavras sobre a vida do seu
class=FontStyle23>preclaro
class=FontStyle23>autor.
FASTOS DE COIMBRA Coimbra, a fortaleza fundada à margem ocidental do Paraguai, como sentinela avançada ao sul de Mato Grosso, inscreve-se nos fatos militares do país com duas páginas do heroísmo que nos enchem de ufania quando contemplamos as suas altas muralhas, erguidas à encosta em que se assenta sobranceira à vasta planura dos seus [...]
"HISTÓRIA DE CARLOS XII, Rei da Suécia" Autor: VOLTAIRE Veja também: História da Suécia no século XVI. A BATALHA DE NARVA 30 de Novembro de 1700. Pedro Alèxiowitz surgiu diante de Narva, à frente de um grande exército, no dia 1.° de Outubro, com um tempo mais rude nessa estação do que o [...]
MINAS GERAIS O ANHANGUERA Bartolomeu Bueno da Silva era um destemido bandeirante paulista, que largou de São Paulo e se entranhou em Minas Gerais, atrás das minas de Sabarabuçu, que haviam sidodescobertas por Borba Gato. Tinha a idade de 10 anos quando promoveu essa incursão. Todos o tratavam por Feio porque era, efetivamente, de feições [...]
Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931. TOMO II CAPÍTULO XI A capitania geral de São Paulo A parte nordeste da antiga capitania geral, a atual província de São Paulo, prende a nossa atenção no mais alto [...]
VOLTAIRE – O século de Luís XIV CAPÍTULO III Menoridade de Luís XIV — Vitória dos Franceses sob o grande Conde, então duque d’Enghien Ocardeal Richelieu e Luís XIII acabavam de falecer 1, um admirado e odiado, o outro já esquecido. Tinham legado aos Franceses, então muito inquietos, uma aversão pelo simples nome de ministério [...]
Rodrigo Diaz, chamado de Bivar, é figura que se inclina tanto para a realidade como para o domínio da lenda. Cid, corruptela de seyyd, palavra árabe significando "senhor", foi o nome com que ficou em ambos os planos. Herói espanhol na luta contra os mouros, fêz-se o campeão do Cristianismo e, como tal, deu origem a copiosa produção literária, na qual figura, com repercussão universal, a tragédia CID, de Cor-neille, escrita em 163G.
CID, O CAMPEADOR
RODRIGO DIAZ, chamado o Cid, abandona o domínio de Bivar, já que seu senhor, Afonso VI, rei de Castela e Leão, o desterra. Muitos serviços prestou, bom vassalo que sempre foi, e leal, mas aos ouvidos do monarca tiveram mais crédito as insídias de alguns cortesãos do que a lembrança de tantas terras ganhas, das muitas riquezas obtidas pelo braço do nobre cavalheiro.
O Cid deixa, assim, o solar de Bivar. Seguem-no os seus, pois ninguém quis permanecer ali. Bivar fica ermo, o palácio com as portas abertas e os postigos sem cadeados. Vazios ficam os cabides onde antes se penduravam mantos e peles.
ERA UMA VEZ uma velhinha que morava com seu filho Fomá Berénnikov. Um dia o filho foi arar o campo. Seu cavalo era um pobre rocim, magro e fraco, e o triste Fomá, desesperado de fazê-lo trabalhar, acabou sentando-se sobre uma pedra.
A pujança da imaginação popular russa é soberba. Lendas, sagas, contos, os chamados "skakzki" formam um fabuloso patrimônio daquele povo. Os contos que aqui damos são dos mais repetidos, de pai para filho, e o do "Peixe de Ouro", que tem sua versão em quase todos os povos, mereceu de Pushkin um belíssimo poema.
O CORREDOR VELOZ
ERA NUM REINO muito longínquo, fazendo limite com uma cidade onde havia um pântano bastante extenso. Para entrar e sair da cidade fazia-se necessário seguir uma estrada tão comprida que, percorrida a passo rápido, três anos seriam gastos para se fazer a volta ao pântano, e, se a marcha fosse lenta, mais de cinco se gastariam.
O MITO DE PROMETEU E PANDORA (MITOLOGIA GREGA, A origem do fogo, do homem, do dilúvio)
ANTES que a terra e o mar fossem criados, todas as coisas tinham um só aspecto, ao qual damos o nome de Caos — massa confusa e informe, apenas peso morto, na qual dormitavam, entretanto, as sementes das coisas. Terra, mar e ar estavam todos juntos, misturados, de forma que a terra não era sólida, o mar não era líquido, e o ar não era transparente. Deus e a Natureza, por fim, interferiram, e puseram fim àquele desacordo, separando a terra do mar e o céu de ambos. A parte mais aquecida, sendo a mais leve, levantou-se, e formou o céu, sendo o ar o segundo em peso e colocação. A terra, pesada, desceu, e a água tomou o ponto mais baixo, fazendo flutuar a terra.
Plutarco – Vidas Paralelas COMPARAÇÃO DE MARCELO COM PELÓPIDAS Estes são os fatos que me pareceram mais dignos de memória, nas vidas de Pelópidas e de Marcelo, sendo seus costumes e suas naturezas, pensando bem, iguais e semelhantes, porque ambos foram valentes, laboriosos, magnânimos e corajosos. Poderia haver esta única diferença: Marcelo, em diversas cidades [...]
Biografia de Lúcio Emílio Paulo, de cognome o Macedônico, em latim Lucius Aemilius Paullus Macedonicus, (c. 230 – 160 a.C.), genera e cônsul da República Romana.
SUMÁRIO DA VIDA DE PAULO EMÍLIO
I. Considerações de Plutarco.
III. Antiguidade e nobreza da família Emiliana.
IV. Nascimento de Paulo Emílio.
V. Primeiros cargos.
VI. Seus talentos militares.
VII. Casa-mentos.
IX. Seu primeiro consulado. Guerra na Ligúria.
X. Sua inclinação pelas artes e ciências.
XI. Guerra contra Per-seu rei da Macedónia. Origem das guerras entre os macedônios e os romanos.
XIV. Segundo consulado de Paulo Emílio. É encarregado de dirigir a guerra contra Perseu.
XIX. Avareza de Perseu. XX. Habilidade de Paulo Emílio.
XXI. Fontes de água no monte Olimpo.
XXII. Opiniões sobre a origem das nascentes de água.
XXIV. Paulo Emílio faz penetrar seu exército na Macedónia através do monte Olimpo. Audácia de Cipião Nasica.
XXV. Altura do Olimpo.
XXVII. O medo de Perseu.
XXVIII. Paulo Emílio examina o exército inimigo.
XXIX. Disposições para a batalha.
XXX. Cipião Nasica inicia o combate.
XXXI. Intrepidez de Paulo Emílio.
XXXII. Perseu abandona o campo de batalha.
XXXIII. Emílio constata a ordem do exército macedônico.
XXXIV. Ordenada a infiltração no campo adversário.
XXXV. Intrepidez de Catão, filho de Catão, o Censor. Vitória de Paulo Emílio.
XXXVII. Fuga de Perseu.
XXXVIII. Preocupação de Perseu: salvar seus tesouros. Refúgio na ilha de Samotrácia.
XXXIX. Toda a Macedónia submetida a Paulo Emílio, em dois dias. Rapidez com que a notícia é levada a Roma.
XL. Exemplos antigos e recentes a respeito da rapidez das notícias.
XLII. Prisão de Perseu.
XLIII. Homenagens que lhe rende Paulo Emílio. Sua dor diante da desgraça do rei.
XLIV. Conduta desprezível desse rei.
XLV. Exortações de Paulo Emílio a seus comandados sobre a instabilidade das coisas humanas.
XLVI. Paulo Emílio percorre a Grécia, alivia o povo e reorganiza o govêmo.
XLVII. Novos regulamentos para a Macedónia. Sua liberdade.
XLVIII. Liberalidade e grandeza dealma de Emílio.
XLIX. Emílio penetra no Spiro com ordem do Senado para consentir no saque das cidades. Finanças do Épiro.
L. Regresso à Itália.
LI. Sérvio Galba intenta receber as honras do triunfo.
LIII. Servílio vinga essa afronta.
LV. Outorgam-se as honras a Emílio. Magnificência de seu triunfo. Riquezas de ouro e prata.
LVII. Luto em casa de Paulo Emílio.
LVIII. Sua constância e sua moderação.
LLX. Morte de Perseu. Sorte de seus filhos.
LX. Abolição de impostos em Roma. Diferença de conduta entre Paulo Emílio e seu filho Cipião.
LXI. Paulo Emílio é nomeado censor.
LXII. Sua morte. Honras que lhe são tributadas. Sua pequena fortuna.
Do ano 526 ao ano 588 da fundação de Roma; 166 A. C.
PAULO EMÍLIO (1)
Quando comecei a escrever a história destas vidas, eu o fiz, a princípio, para proveito daqueles que viessem a conhecê-las. Em seguida, porém, perseverando, procurei também beneficiar-me a mim mesmo, olhando-as como num espelho e esforçando-me no sentido de reconstruir minha vida, tomando como modelo as qualidades de caráter desses ilustres varões. O fato é que, buscando conhecer seus costumes a fim de estar em condições de levar a bom termo a tarefa que me propus, fui como que obrigado a conviver intimamente com eles, como se os hospedasse em minha casa, um após outro, quando então pude vivamente apreciar os marcantes acontecimentos de suas vidas, considerar as virtudes que possuíam e o que havia de grande e admirável na história de cada um deles. Dessa forma fui selecionando o que era digno de nota, em suas palavras e em suas ações.
Plutarco – Vidas Paralelas COMPARAÇÃO DE POMPEU COM AGESILAU Tendo assim exposto as vidas de Agesilau e de Pompeu, vamos agora conferi-las juntas, tocando ligeiramente nas diferenças que há entre os dois, que são as seguintes: a primeira é que Pompeu alcançou a sua glória e poder por uma via muito justa, tendo ele mesmo [...]
PLUTARCO – VIDAS PARALELAS CONFRONTO ENTRE CRASSO E NÍCIAS Para se estabelecer o confronto entre os dois, deve-se, em primeiro lugar, dizer que a riqueza de Nícias foi mais honestamente adquirida ou menos censurável que a de Crasso, embora custe, não há dúvida, louvar o ganho dos que exploram as minas de metais, valendo-se geralmente [...]
Plutarco – Vidas Paralelas CONFRONTO ENTRE CÍMON E LÚCULO Lúculo, a meu ver, deve ser considerado muito feliz de, embora destituído do comando, mas no gozo de sua liberdade, ter falecido em sua terra a tempo de não presenciar a transformação por que passaram os negócios públicos, por meio de sedições e de guerras civis [...]
II. Infância de Caio Márcio. Sua firmeza e seu temperamento altivo.
III. Seu gosto pelas armas.
IV. Suas primeiras façanhas.
VI. Luta da nobreza e do povo em Roma.
X. Guerra dos Volscos. Assédio e conquista da cidade de Coriolos. Apelido de Coriolano atribuído a Márcio.
XV. Observações sobre os apelidos.
XVI. Novas sementes de discórdia entre a nobreza e o povo.
XVII. A cidade de Velitras entrega-se aos romanos.
XVIII. Coriolano apoia o partido da nobreza.
XIX. Êle pleiteia o consulado.
XX. Sua solicitação é repelida pelo povo.
XXI. Ira de Coriolano.
XXII. Êle discursa contra o povo e contra as liberalidades públicas.
XXIII. Os tribunos o intimam a comparecer.
XXIV. Inútil resistência de Coriolano e dos nobres. Os cônsules tratam de acalmar os espirites.
XXV. Coriolano comparece. Um tribuno pronuncia contra êle a pena de morte.
XXVI. Disputas entre os patrícios e os tribunos do povo.
XXX. A causa de Coriolano é levada diante do povo.
XXXI. Êle é banido.
XXXII. Tristeza do senado.
XXXIII. Firmeza de Coriolano. Êle se retira para Âncio entre os Volscos.
XXXIV. Coriolano lhes propõe a guerra contra os romanos.
XXXVII. A confusão aumenta em Roma.
XLII. Os volscos declaram a guerra’. Coriolano marcha à sua frente.
XLIII. As cidades se submetem ou são conquistadas.
XLV. O povo romano pede a volta de Coriolano. O senado se opõe.
XLVI. Coriolano irritado vem acampar perto de Roma. XLVII. O senado envia-lhe como deputados a seus amigos, para fazê-lo ceder. Êle pede a devolução de tudo quanto foi tomado aos volscos, e concede trinta dias para deliberarem.
XLIX. Nova deputação de Roma, depois de expirado o prazo. Obstinação mais forte de Cordolano.
LIII. As damas romanas se encarregam de ir suplicar-lhe.
LV. Discurso de sua mãe.
LVII. Coriolano cede e volta a Ancio. Tulo forma um partido contra êle e o faz assassinar.
LXIII. Majestade do povo romano. As damas romanas ficam de luto por Coriolano durante dez meses.
LXIV. Mau estado dos negócios dos volscos. Eles são obrigados a submeter-se.
Aproximadamente do ano 228 ao ano 266 de Roma; 468 anos antes de J. C.
Parte das Vidas Paralelas de Plutarco de Queronéia.
Desde o ano 591 até o ano 633 dc Roma, antes de J. C. ano 121.
VII. Serve na qualidade de questor, sob o cônsul Caio Mancino, contra os numantinos.
VIII. Paz com eles um tratado que salva o exército romano.
IX. Juízo do povo a respeito de Mancino e Tibério, relativamente a este tratado.
X. Do uso de se entregar aos cidadãos romanos pobres as terras dos inimigos vencidos, reunidas ao império. Como os ricos conseguiram fazê-los desistir disso.
XI. Tibério procura entregar essas terras aos cidadãos pobres.
XII. Sabedoria dessa lei.
XIII. Discurso com o qual a apoia.
XIV. O tribuno Otávio opõe-se à lei de Tibério.
XV. Tibério propõe uma nova lei, para obrigar a todos os que possuíam mais terras do que as antigas leis permitiam, a deixá-las.
XVI. Outra lei de Tibério que suspendia todos os magistrados de suas funções, até que a sua lei fosse aprovada ou rejeitada.
XVII. Paz depor Otávio do tribunado.
XVIII. A lei de Tibério para a redução das terras é aceita.
XIX. Êle põe sua mulher e seus filhos sob a proteção do povo.
XX. Propõe uma nova lei para ordenar a divisão entre os cidadãos pobres do dinheiro que provinha da venda da herança de Átalo.
XXI. Questão embaraçosa que lhe move Tito Ânio.
XXII. Discurso de Tibério para justificar a deposição de Otávio.
XXIII. Outras leis propostas por Tibério.
XXIV. Presságios funestos para Tibério.
XXV. Blossio o encoraja.
XXVI. Fúlvio Placo vem avisá-lo de que no Senado se havia tomado a deliberação de matá-lo.
XXVII. Nasica sai do Senado para ir matar Tibério.
XXVIII. Morte de Tibério.
XXIX. Seu corpo é lançado no Tibre.
XXX. Nasica é obrigado a sair de Roma: morre em Pér-gamo.
XXXI. Ressentimento do povo contra Cipião, o Africano.
XXXII.Vida retirada de Caio depois da morte de seu irmão.
XXXIII.Como Caio é induzido a caminhar nas pegadas de seu irmão.
XXXIV. Induz as cidades da Sardenha a fornecer vestuário aos soldados romanos.
XXXV. Volta a Roma e justifica-se da acusação intentada contra èle por causa de sua volta.
XXXVI. É nomeado tribuno.
XXXVII. Primeiras leis propostas por Caio.
XXXVIII. Várias outras leis propostas por Caio.
XXXIX. Propostas sábias e úteis feitas por Caio ao Senado.
XL. Como êle faz construir grandes estradas.
XLI. É nomeado tribuno pela segunda vez.
XLII. O Senado suscita Lívio Druso para destruir o prestígio de Caio, conquistando o povo por meio de concessões excessivas.
XLIII. Reflexões sobre este proceder do Senado.
XLIV. Caio é nomeado comissário para presidir à restauração de Cartago. Morte de Cipião.
XLV. Presságios funestos. Caio volta a Roma.
XLVI. Perde na opção de um terceiro tribunado.
XLVII. Um litor do cônsul Opímio é morto pelos homens do partido de Caio.
XLVIII. O povo indigna-se pelo interesse que o Senado mostrava tomar pela vingança dessa morte.
XLIX. O povo monta guarda durante a noite em redor da casa de Caio.
L. A mulher de Caio exorta-o a não ir à praça pública.
LI. Morte de Fúlvio.
LII. Morte de Caio Graco.
LIII. Seus corpos são lançados ao rio.
LIV. Opímio morre convencido de se ter vendido a Jugurta.
LV. Honras prestadas pelo povo à memória dos Gracos.
Fonte: Edameris. Plutarco, Vidas dos Homens Ilustres, volume VII. Tradução brasileira de Carlos Chaves com base na versão francesa de de 1616 de Amyot com notas de Brotier, Vauvilliers e Clavier.
DUARTE NUNES DE LEÃO, nasceu em, Évora e faleceu em 1608. Foi desembargador da Casa da Suplicação e compôs um repertório das ordenações e leis extravagantes, que coligira poP ordem do rei D. Sebastião.
JOÃO DE BARROS (Viseu, 1496-1570) exerceu o cargo de tesoureiro e feitor da Casa da Índia e Mina. Escreveu muitas obras, e entre elas: uma Crônica do Imperador Clarimundo; uma Gramática Portuguesa; diversos diálogos sobre assuntos literários e morais; e a monumental Ásia, história dos feitos portugueses no descobrimento e conquista das terras do Oriente. Esta obra é geralmente conhecida por Décadas, e mais tarde foi continuada por Diogo do Couto.
Com razão apelidaram Barros o Tito-Lívio português; e tanto o mereceu pelo patriotismo da narrativa quanto pela pureza da linguagem, relativamente melhor que a do latino, pois não se lhe podem apontar patavinismos.
FREI ANTÔNIO BRANDÃO. Foi um dos historiadores da Monarquia Lusitana.
Esta vasta composição divide-se em oito partes.
Egas Moniz
Mui celebrada é em nossas histórias a ida de Egas Moniz a Castela com sua mulher e filhos, por dar satisfação ao Imperador D. Afonso da promessa feita no cerco de Guimarães. E foi o* caso, segundo dizem, que, sentido o Imperador da desgraça passada na rota de Valdevez, e desejando sanear-se desta quebra, fêz preparação de gente de guerra com o mor segredo possível, e, entrando em Portugal pela parte da Galiza, se veio quase repentinamente lançar sobre a vila de Guimarães, aonde (378) então residia a corte e assistia (379) o infante D. Afonso.
Neste cerco não pode haver dúvida, porque o confessa el-rei D. Afonso Henriques, sendo ainda infante, em uma doação do cartório de Pedroso, que faz a Mem Fernandes, de certas herdades no Couto de Osseloa, em terra de Vouga, cuja data é no mês de maio da era de 1167, que é ano de 1129; e diz que lhe faz esta polo haver bem servido (380) com Sueiro Mendes, o Grosso, e outros de sua geração no cerco de Guimarães, que lhe pusera el-rei de Castela, seu parente. São as palavras formais que declaram isto… Assi que já em maio de 1129 tinha precedido o cerco em Guimarães.
Alvorecera brilhante o dia 11 de junho de 1865, domingo (67) da Santíssima Trindade.
Duas léguas abaixo da cidade de Comentes, na extensa curva que faz o rio Paraná, entre a ponta daquele nome e Santa Catalina, ao sul, viam-se em linha de combate, mas com os ferros no fundo e fogos abafados, nove canhoneiras a vapor, em cujos penóis (68) tremulava a bandeira brasileira.
Eram a segunda e terceira divisões da esquadra, que, depois de juntar às glórias de Tonelero as de Paissandú e Corrientes, bloqueavam sob as ordens do capitão-de-mar-e-guerra Barroso da Silva o litoral ocupado pelo inimigo.
Durante o reinado de Cristiano II, cunhado de Carlos V, apelidado o Nero do Norte, João Ângelo Archimbold (1517), protonotário apostólico, passou à I Escandinávia como legado pontifical, para lá prodigalizar as indulgências. Êle obteve do rei autorização para percorrer o país mediante mil e cem florins do Reno, e cometeu as inconveniências a que de ordinário dava lugar este gênero de tráfico. Porém, logo que ajuntou muito dinheiro, o rei mandou confiscar o seu navio, cuja captura foi avaliada em vinte mil ducados.
As máximas de Lutero foram depois pregadas aoã suecos pelos filhos do marechal Pedro Fase, Olaus e Lourenço, que tinham sido educados em Wittenberg. A reforma não devia contudo nascer nestas regiões; como na Alemanha, de uma luta entre as opiniões religiosas, hierárquicas e políticas, que não resultam àá vezes de uma convicção profunda, mas sim de um golpe de Estado.
PRIMÓRDIOS DO POVOAMENTO. O PAU-BRASIL. PRIMEIROS NÚCLEOS. O REGIME DAS CAPITANIAS E DO GOVÊRNO-GERAL.
Professor Pedro Bandecchi, 1970 Material Didático de História do Brasil
Carta de Pero Vaz de Caminha
A Carta de Caminha a D. Manuel nenhuma esperança dava à coroa quanto a produtos de fácil comércio e grandes lucros e muito menos quanto a existência de ouro ou outros minerais preciosos.
Dava a entender, perfeitamente, que a terra precisava ser trabalhada para produzir, o que não acontecia na Índia em que a questão não era produzir, mas comerciar.
"Até agora — escreve Pêro Vaz de Caminha — não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque neste tempo dagora assim os achávamos como os de lá.
As águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas tem!"
É de se admitir que notícia desta natureza, embora bastante poética, não era de entusiasmar um rei embalado pelos sucessos de Vasco da Gama e pelas possibilidades, que, depois, se veria serem mais ilusórias, que o Oriente oferecia.
Fonte: Material Didático Didática irradiante de 1970 de acordo com diretrizes da época do MEC
A Constituição de 1891 e os Presidentes
A proclamação da República Brasileira deu-se dentro de um processo em que seus adeptos não tiveram que tomar medidas violentas e nem os monarquistas esboçaram qualquer resistência séria.
Dir-se-ia que D. Pedro II a esperava, embora não a desejasse, naquele momento, tal como se deu.
Não se repita que o povo assistiu a queda do regime monárquico bestificado, mas se admita que a assistiu como fato consumado, o que é diferente.
Há de se levar em consideração que a sensibilidade popular é um perfeito termômetro que marca as mudanças do tempo e que, muitas vezes, há movimentos que não trazem no seu bojo nenhuma surpresa.