Frei Sampaio – Independência do Brasil

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA Fr. FRANCISCO DE SANTA THEREZA DE JESUS SAMPAIO Nasceu na cidade do Rio … Ler maisFrei Sampaio – Independência do Brasil

Barão de Paranapiacaba

Silvio Romero (Lagarto, 21 de abril de 1851 — 18 de junho de 1914) – História da Literatura Brasileira

Vol. III. Contribuições e estudos gerais para o exato conhecimento da literatura brasileira. Fonte: José Olympio / MEC.

TERCEIRA ÉPOCA OU PERÍODO DE TRANSFORMAÇÃO ROMÂNTICA — POESIA (1830-1870)

CAPITULO II – continuação

PRIMEIRA FASE DO ROMANTISMO: O EMANUELISMO DE GONÇALVES DE MAGALHÃES E SEU GRUPO

Veja a entrada para o Barão de Paranapiacaba na Antologia Nacional de Escritores

João Cardoso de Meneses e Sousa, Barão de Paranapiacaba (1827…)65 — É também um mito literário este, ao gosto e pelo jeito do Brasil.

A mitologia literária entre nós segue andar inverso a toda mitologia em geral.

Esta foi sempre uma representação do pensamento primitivo, idealização do passado obscuro e longínquo. Aqui a cousa é diversa; os heróis divinizados são sempre recentes e a canonização dura enquanto o indivíduo existe aí em carne e osso e pode prestar algum favor… Morto o homem, desaparecido o semideus, esvai-se a lenda e lá fica um lugar vazio no altar dos crentes fervorosos e… interessados.

Qual o brasileiro notável falecido a distância de mais de dez ou vinte anos, que seja o objeto de uma veneração especial da parte de nós outros, povo superficial e prodigiosamente ingrato?

Tomás Antônio Gonzaga e Marília de Dirceu

TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (Porto, 1747-1809) era formado em Direito e ocupava o lugar de ouvidor da comarca de Vila Rica, em Minas Gerais, quando, envolvido na conjuração da Inconfidência, foi preso, degredado para a África, onde morreu. Deram-lhe celebridade literárias suas líricas, endereçadas a Marília, isto é, a D. Maria Joaquim Doro-téia de Seixas Brandão, … Ler maisTomás Antônio Gonzaga e Marília de Dirceu

TROVADORISMO – Literatura Medieval Portuguesa

FASE MEDIEVAL

(Princípio do Século XVI ao XIII)

TROVADORES

Para que possa o estudante melhor sentir a natureza e a essência da
poesia medieval, a cujo cunho português largamente se mesclaram os in-
fluxos de Provença e de Castela, trasladam-se para a presente edição
algumas trovas, colhidas entre os muitos autores da época afonsina e dio
nisiana, e outras, sacadas ao Cancioneiro Geral de Garcia de Resende —•
documentário em que se enfeixa toda a poesia lusitana do fim do século XV
e se remata o ciclo da lírica trovadoresca na Literatura Portuguesa.

Essa transcrição visa a dar a conhecer o pensamento das composições
ingênuas e sentimentais da época anteclássica, por vezes obscuras e pobres
de matizes, quase sempre feitas de pieguice amorosa e de lamúrias, e nas
quais se vive de suspirar e se morre de amar… Mas nessas cantigas de
amor
e nas de amigo, em que se concentra o lirismo dos trovadores de
então, e, mais que tudo, nas que constituem a coletânea de Resende, há
principalmente, para ver-se, como objeto de estudo, o travejamento da
linguagem, referta de arcaísmos morfológicos, sintáticos e semânticos, e
cuja métrica, implicando leitura cuidadosa, concorre para auxiliar a com-
preensão dos termos e a percepção dos conceitos.

Eis a razão por que, conservando neles a arbitrária e vária grafia
do passado, aqui se inserem tais trechos, cuja leitura, mesmo quando enfa-
donha, é imprescindível a quem quer conhecer a pleno a nossa língua na
sua evolução histórica.

FRANCISCO DE SÁ DE MENESES

FRANCISCO DE SÁ DE MENESES (Porto, 1600-1644) foi senhorde uma opulenta casa e varão mui respeitado por suas luzes e virtudes.No vigor da idade viuvou, e, desgostoso, acolheu-se ao Mosteiro de Ben-fica, onde nove anos antes falecera Fr. Luís de Sousa, e aí professoulomando o nome de Fr. Francisco de Jesus. É conhecido pelo seu … Ler maisFRANCISCO DE SÁ DE MENESES

MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA – Frutas do Brasil

MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA (Bahia, 1636-1711) foi, como
diz Costa e Silva no seu Ensaio Biográfico-Crítico, tomo X, página 67,
– "o primeiro brasileiro que ousou apresentar-se no Pindo demandando
lugar no templo das Musas".

Depois de alguns estudos no Brasil, foi a Coimbra, em cuja Universidade
obteve o grau de licenciado em Jurisprudência. Aí travou com o
seu conterrâneo Gregório de Matos Guerra amistosas relações, que
duraram até a morte.

Havendo tomado o capelo doutoral, partiu Manuel Botelho para a
Bahia, onde exerceu o mister de advogado, sem deixar o cultivo das
letras, e em 1705 publicou um volume de versos com extravagantíssimo
título, que assaz demonstra o mau gosto da época: Música do Parnaso
dividida em quatro coros, de Rimas Portuguesas, Castelhanas e Latinas,
com seu descante cômico reduzido em duas comédias.
Dos versos em
português diz o citado crítico — "serem bem fabricados, correntes e
sonoros".

Frutas do Brasil

E, tratando das próprias, os coqueiros
Galhardos e frondosos

Gregório de Matos – Resumo da obra e biografia e poemas

GREGÓRIO DE MATOS GUERRA nasceu na cidade da Bahia em
1623, e faleceu em 1696. Tendo-se doutorado em Direito na Universidade
de Coimbra, advogou em Lisboa, onde gozou da privança do príncipe re-
gente, depois Pedro II. Na sua terra natal serviu como tesoureiro-mor
da catedral e vigário geral da diocese, cargos que deixou quando exigiram
que completasse a sua ordenação, pois era só minorista. Pela mordacidade
das suas sátiras foi degredado para Angola e de lá voltou para o Brasil,
indo residir em Pernambuco, onde morreu cristãmente. —

Foi escritor popular e engraçado. Não lhe faltam conceitos e trocadi-
lhos — que era vício do tempo — e por vezes descai na obscenidade.

"Cabe-lhe a glória, diz Fernandes Pinheiro, de haver introduzido
em nossa metrificação o verso italiano decassílabo, hoje muito usado, e
conhecido nos compêndios de poesia pela denominação de gregoriano".

De suas obras poéticas publicou-se o primeiro tomo em 1882. A
Academia Brasileira de Letras fêz divulgar, sob a orientação do acadé-
mico Afrânio Peixoto, as obras completas de Gregório de Matos sob
os cinco aspectos que nelas se deparam. Louvabilíssimo esforço em bene-
fício de nossas letras seiscentistas.

Anjo Bento – Poema de Gregório de Matos

JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO

JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO (Beja, 1761-1831) teve em a Nova Arcádia o título de Elmiro Tagídeo. Professou na Ordem dos Ere-mitas de Santo Agostinho e em 1793 logrou secularizar-se presbítero. Tornou-se notável pela prodigiosa variedade dos seus conhecimentos epela sua índole inquieta e acerbamente polemística. Foi pregador, poetaépico (O Oriente), didático (A Meditação) e satírico … Ler maisJOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO

DOMINGOS CALDAS BARBOSA

DOMINGOS CALDAS BARBOSA — nascido no Rio de Janeiro em
1740 e falecido a 9 de novembro de 1800, em Lisboa, onde viveu, am-
parado pelo Marquês de Castelo Melhor e pelo Conde de Pombeiro.

Pertenceu à nova Arcádia, na qual tinha o apelido de Lereno. É
poeta simples, fácil e espontâneo, improvisador de modinhas e lundus,
que muito se apreciavam nos saraus de Lisboa e ficaram na memória po-
pular. Seus versos, suas cantigas amorosas, acham-se na Coleção de poe-
sias
(1775) e em A Viola de Lereno (1798). Sílvio Romero faz notar
"a simplicidade de seus versos, mui longe da retórica inchada de Bocage e
Agostinho de Macedo"; e assinala ainda a ausência de imoralidade e
a falta de mordacidade, o que o torna bem diferente dos seus contem-
porâneos. Escreveu também para o teatro: A Saloia Namorada, A Vin-
gança da Cigana
e A Escola dos Ciosos.

Mestiço, são seus os seguintes versos, com que se dirige o Padre
Sousa Caldas:

"Tu és Caldas, eu’ sou Caldas;
Tu és rico e eu sou pobre;
Tu és o Caldas de prata;
Eu sou o Caldas de cobre."

Na biblioteca do Gabinete Português de Leitura encontra-se, sob o
n.° 13.009, um manuscrito, de letra da época, com o título Cantigas de
Lereno, selinuntino, da Arcádia de Roma,
de onde se transcrevem aqui
as poesias abaixo.

O que é Amor

Levantou-se na cidade
um novo e geral clamor:
todos contra amor se queixam,
ninguém sabe o que é amor.

BASÍLIO DA GAMA – Biografia e obra o Uraguai

Biografia de: José BASÍLIO DA GAMA (São José d’El-rei, 1740-1795) estudou
no Rio de Janeiro com os Jesuítas, e viveu depois em Lisboa e em
Roma, lutando com sorte adversa, até que logrou as boas graças do
Marquês de Pombal, que o nomeou oficial da Secretaria do Reino.

Quando em desvalia caiu o poderoso ministro, José Basílio volveu
ao Rio, indo finalmente morrer em Lisboa. Entre suas composições poéti-
cas tem primazia o poema O Uruguai, onde incontestavelmente rebrilham
belezas de primeira ordem.

DOMINGOS DOS REIS QUITA

DOMINGOS DOS REIS QUITA (Lisboa, 1726-1770). As suas obrascompreendem éclogas, odes, sonetos, outras poesias miúdas, o drama pas-toral Licore; e quatro tragédias, uma das quais, Castro, foi aproveitadapor João Batista Gomes para a sua Nova Castro. Quita foi membro da Arcádia Ulisiponense, sob o nome de Alcino Micênio. Tinha a profissãode cabeleireiro e morreu paupérrimo. … Ler maisDOMINGOS DOS REIS QUITA

PEDRO ANTÔNIO CORREIA GARÇÃO

PEDRO ANTÔNIO CORREIA GARÇÃO, que na Arcádia se deno-minava Coridon Erimanteu, nasceu em 1724 e faleceu em 1772. Serviu como escrivão na casa da índia e, no fim. de uma vida placi- damente consagrada às letras, foi encarcerado e morreu na cadeia, exa- tamente no dia em que se lhe expedira a ordem de soltura. … Ler maisPEDRO ANTÔNIO CORREIA GARÇÃO

JOÃO DE DEUS RAMOS

JOÃO DE DEUS RAMOS, mais vulgarmente conhecido só porJoão de Deus, nasceu em São Bartolomeu de Messines, Concelho de Silves,no Algarve, e viveu de 1830 a 1895. Bacharelou-se em Direito na Uni-versidade de Coimbra em 1859, e pouco depois já era bem conhecidopelos seus belos versos, tão espontâneos quão delicadamente sentidos. Não ligava maior importância … Ler maisJOÃO DE DEUS RAMOS

HERMES FONTES

HERMES FONTES, nasceu na vila de Buquim, em Sergipe, a 28 de
agosto de 1888. Veio muito jovem para o Rio de Janeiro, sob o amparo
do senador Martinho Garces, e nesta Capital estudou humanidades, con-
seguiu por concurso o primeiro emprego, no Correio, e alcançou, em
1911, o diploma de bacharel pela Faculdade de Ciências Jurídicas e So-
ciais. Menino ainda, já lhe saíam da pena os primeiros versos, e a sua
atividade poética tornou-se conhecida com o aparecimento, em 1908, de
seu livro de fulgores e pompas Apoteoses, recebido com francos encómios
pela crítica e havido por vigorosa afirmação artística. O jovem pensador
deu-se ao afã da imprensa, escrevendo em jornais e revistas e colaborando,
com ardor patriótico, no Diário de Notícias, empenhado na campanha
presidencial, e ao qual Rui Barbosa dava o brilho de sua direção política.

MÁRIO PEDERNEIRAS

MÁRIO PEDERNEIRAS, natural da cidade do Rio de Janeiro.
Nasceu a 2 de novembro de 1867 e faleceu nessa mesma Capital, aos 8
de fevereiro de 1915. Encetou a vida literária no jornalismo, escrevendo
em folhas diárias e periódicos, e fundou em 1908 a revista semanal
Fon-Fon. Fêz-se a sua formação literária sob o influxo dos poetas franceses
da escola simbolista: deu então a lume o seu primeiro livro,
Agonia, onde se deixa ver a inclinação às novas formas de expressão
artística. Depois fixou com características próprias, a sua maneira clara
e simples de poetar, servindo-se já dos moldes consagrados, já dos versos
vários e livres, através dos quais se lhe extravasava, original e forte, às
vezes pungitiva, a inspiração. Mário Pederneiras amou intensamente a
cidade em que nasceu, posta em seus versos com sentimento e encanto; e
fêz vibrar em suas páginas, em forma justa e em nítida expressão, as
doçuras do lar e as agruras da vida.

Deixou as seguintes obras: Agonia, livro inicial, Rondas Noturnas
(1901), Histórias do meu Casal (1906), Ao léu do Sonho e à mercê da
Vida
(1912) e Outono (1914).

Raimundo Correa – Antologia Poética

RAIMUNDO DA MOTA AZEVEDO CORREIA, nascido a bordo do vapor "São Luís", na baía de Mogúncia, litoral do Maranhão, faleceuna Europa, tendo vivido de 1860 a 1911. Passou rapidamente pela admi-nistração e pela diplomacia e era, quando morreu, magistrado no DistritoFederal. São conhecidíssimas suas belas poesias, estampadas com os títulos deSinfonias, Versos e Versões e … Ler maisRaimundo Correa – Antologia Poética

Poeta ALBERTO DE OLIVEIRA, fundador da ABL (1859 – 1937)

ANTÔNIO MARIANO ALBERTO DE OLIVEIRA, nasceu em Sa-quarema, Estado do Rio de Janeiro, a 28 de abril de 1859 e faleceu aos19 de janeiro de 1937, em Niterói. Desde muito cedo inclinou-se àsletras e traçou, aos catorze anos, o primeiro soneto, sentimental, de certo: "Nasce em verde botão a linda rosa". Fêz o curso de … Ler maisPoeta ALBERTO DE OLIVEIRA, fundador da ABL (1859 – 1937)

Resumo vida e obra de Artur Azevedo

ARTUR AZEVEDO, nasceu em 1855, na cidade de São Luís, capital
do Maranhão e faleceu no Rio de Janeiro em 1908. Escreveu em prosa
e verso com admirável facilidade, colaborando ativamente na imprensa
diária e fazendo sua especialidade na literatura dramática.

Entre as suas mais aplaudidas composições neste gênero (e muitas
foram elas) podem citar-se: — A Véspera de Reis, reprodução fiel de
costumes populares, Amor por Anexins, A Pele do Lobo, O Liberato,
A Mascote na Roça, A Almanjarra, O Dote, A Jóia, O Badejo,
comédias
das quais as duas últimas escritas em verso e com apuro literário, res-
ponderam à crítica que lhe exprobrara algum desleixo e desperdício de
talento em peças de somenos importância. São de sua lavra os dramas
Anjo de Vingança e O Escravocrata, este de colaboração com UrbaNo
Duarte. Das operetas e paródias algumas há muito bem traçadas e de-
senvolvidas: A Donzela Teodora, A Princeza dos Cajueiros e A Filha de
Madama Angu.
Cultivou a espécie das revistas, onde, ligados por um
gracioso entrecho, se criticavam os sucessos da atualidade. Uma dessas
peças, O Mandarim, feita de colaboração com Moreira Sampaio, havendo
introduzido no palco a imitação de personagens contemporâneas, suscitou
no jornalismo acesa polêmica.

Contos fora da Moda, Contos Possíveis, Contos Efêmeros, são os
títulos de livros em que se reuniram algumas das livres e chistosas his-
torietas de Artur Azevedo.

Conhecedor, a fundo, das coisas do nosso teatro, exerceu por muitos
anos, em várias folhas, a crítica teatral, com penetração e indulgência,
que faziam lembrar a maneira de Sarcey.

Foi alto funcionário na Secretaria do Ministério da Agricultura,
repartição a que também pertenceram o jornalista Gusmão Lobo, o polí-
grafo Luís da Veiga, o tradutor da Divina Comédia, Xavier P>iheiro, e
Machado de Assis, o festejado romancista e poeta que presidiu a Aca-
demia Brasileira de Letras.

O Badejo – Peça de Teatro selecionada de Artur Azevedo

Ato II, Cena V — Lucas, César Santos, h
Ramos, Benjamin Ferraz, D. Angélica.

Bio-bibliografia de CASTRO ALVES com poema O Livro e a América

ANTÔNIO DE CASTRO ALVES (Bahia, 1847-1871) estudou o
Direito primeiro em Pernambuco e depois em São Paulo. Exerceu grande
influência sobre o espírito da mocidade acadêmica do seu tempo, fazendo
sempre vibrar a nota livre e generosa em todas as questões; assim foi
um dos mais pronunciados abolicionistas, ainda antes que do abolicionismo
se fizesse o lema de um grupo de ação. Padecem muitos de seus versos
da ênfase peculiar à chamada escola condoreira, que, partindo da imitaçãoi
hugoana, decaiu em puro gongorismo; porém a muitas de suas composiI
ções não se podem recusar sentimento e levantados voos líricos. A me
lhor edição de suas obras, publicada em 2 vols. em 1921, e comemorativa
do cinqüentenário da morte do poeta, devêmo-la ao ilustre acadêmico
Afrânio Peixoto, que a prefaciou e anotou, apondo-lhe preciosa e com
pleta bibliografia.

O Livro e a América

Talhado para as grandezas,
Pra crescer, criar, subir,

MANUEL ANTÔNIO ÁLVARES DE AZEVEDO

MANUEL ANTÔNIO ÁLVARES DE AZEVEDO (São Paulo, 1831-
1852) depois de se ter formado em letras no Colégio de Pedro II, foi
cursar o Direito na Faculdade de sua terra natal, e aí ganhou nomeada
por brilhantes e precoces produções literárias. Antes de terminar os
estudos jurídicos, sucumbiu com 21 anos incompletos, deixando aos amigos
das letras o eterno pesar do muito que se perdeu com tão lutuoso sucesso.

JOÃO CARDOSO DE MENESES E SOUSA – Barão de Paranapiacaba

JOÃO CARDOSO DE MENESES E SOUSA, Barão de Paranapiacaba,
nasceu em Santos (Estado de São Paulo) no ano de 1827 e faleceu em
1915 no Rio de Janeiro. Era formado em ciências jurídicas e sociais pela
Faculdade de São Paulo. Para o magistério se volveram primeiro as
suas preferências e foi professor no Liceu de Taubaté. Passou depois
a trabalhar no Rio de Janeiro, em 1857, como advogado e funcionário
público, sendo durante longos anos procurador fiscal do Tesouro. Na
Câmara dos Deputados representou a província de Goiás, de 1873 a
1876.

De infatigável aplicação às letras dão prova os muitos primores do
seu opulento espólio. Desde que, em 1846, estampou um primeiro livro
de versos, a Harpa Gemedora, título que assaz denuncia o influxo ro-
mântico a que obedecia o poeta, até aos últimos dias da sua longa
existência, nos quais se ocupava de coligir e limar o que de melhor
havia produzido, publicando em 1910 as Poesias e Prosas Seletas, nunca
João Cardoso cessou de consagrar à Literatura uma devoção sincera, e
que nem por despremiada admitia desânimo.

Quando em si não achava a força das grandes concepções poéticas,
folgava de nos outros encontrá-las, e constituía-se tradutor. Assim tra-
duziu Lamarttne, tornando vernáculo o Jocelyn; e ao português tras-
ladou Byron e La Fontaine, na versão de cujas fábulas excedeu pela
fidelidade, aliada ao impecável da forma, todos quantos nesse tentame o
haviam precedido.

"A tradução é ao pé da letra (disse por ocasião da morte do velho
Paranàpiacaba o Jornal do Comércio), palavra por palavra e na mesma
ordem: mas por um milagre vemos os versos franceses transformarem-se
à nossa vista em deliciosos versos portugueses, doce, cantante, com a
frescura e simplicidade do meigo poeta gaulês."

Voltando-se depois para as literaturas antigas, traduziu em verso
uma comédia, A Marmita (Aululária), de Plauto; o Alceste, de Eurí-
pedes; a Antígone, de Sófocles; e as Nuvens, de Aristófanes. Posto
que não fosse propriamente um helenista, êle com admirável sagacidade,
pelo confronto de outras versões e do texto, sempre atinava com o sen-
tido real ou mais plausível. Sua excelente versão poética do Prometeu,
de Ésquilo, foi composta sobre a tradução literal, em prosa, que da
célebre tragédia fizera o imperador D. Pedro II.

Em outro ramo da sua atividade escreveu Paranàpiacaba um alentado
e apreciadíssimo volume: Teses sobre a Colonização do Brasil.

Fêz parte do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; e nos "Anais"
do nosso Parlamento figuram discursos seus, literariamente elaborados e
que, quando êle os proferia, mais se realçavam pela varonil presença,
voz sonora e corretíssima dição do orador.

A Serra de Paranapiacaba

Dorme; repousa em teu sono,
 Da força pujante emblema,

LAURINDO RABELO

LAURINDO JOSÉ DA SILVA RABELO (Rio, 1826-1864) formou-se
em Medicina, serviu como cirurgião do Exército e foi professor de Gra-
mática, Geografia e História na escola anexa à Militar. Lutou sempre
com a penúria e teve grandes amarguras pela perda de parentes e amigos
que estremecidamente amava.

Intensa vibra essa nota melancólica em muitas das suas composições
poéticas; mas há outra face do seu talento, a satírica, que lhe valeu não
poucas malquerenças.

Adeus ao Mundo

ANTÔNIO FRANCISCO DUTRA E MELO

ANTÔNIO FRANCISCO DUTRA E MELO (Rio de Janeiro, 1823-1846) foi uma esperança malograda, e ceifada em flor pela morte. Na Minerva Brasiliense e em outros jornais deixou esparsas lindíssimas poesias, cuja publicação foi encetada, chegando a imprimir-se algumas folhas, mas até hoje não concluída. Dele só temos completo um Curso Prático de Língua Inglesa e dois voluminhos de versos, que não são os melhores.

Vivia do magistério particular. Morreu no mesmo dia em que Januário de Cunha Barbosa — 22 de fevereiro de 1846.

GONÇALVES DIAS – Biografia e poesias selecionadas

ANTÔNIO GONÇALVES DIAS (Caxias; 10 de agosto de 1823 3 de novembro de 1864) bacharelou-se em Direito na Universidade de Coimbra, e, voltando ao Brasil em 1845, sumamente se distinguiu como poeta lírico, publicando, de 1846 a 1851, os seus Primeiros, Segundos e Últimos Cantos.

Na Revista Trimensal do Instituto Histórico figuram interessantes memórias devidas à sua pena.

MANUEL DE ARAÚJO PORTO-ALEGRE

MANUEL DE ARAÚJO PORTO-ALEGRE, Barão de Santo Ângelo (Rio Pardo, do Rio Grande do Sul, 1806-1879), foi um dos grandes batalhadores do movimento romântico no Brasil, glória que comparte com Magalhães e Gonçalves Dias. Principiou a vida como relojoeiro, e, tendo sido recrutado em sua terra natal, veio para o Rio de Janeiro, onde estudou na Academia das Belas Artes. Enviado à Europa por alguns amigos, aí foi discípulo de Gros, e na Itália conviveu com Magalhães e Sales Torres Homem .Foi nomeado diretor da Academia em 1854; em 1859, cônsul geral em Berlim. Desde então viveu quase sempre na Europa.

GONÇALVES DE MAGALHÃES – biografia e poesias selecionadas

Antologia Nacional de Escritores

Parte 2 – Poetas

Poetas Brasileiros.

CAPÍTULO 1

FASE CONTEMPORÂNEA
(Séculos XX e XIX, depois de 1820)

POETAS BRASILEIROS

DOMINGOS JOSÉ GONÇALVES DE MAGALHÃES, Visconde de Araguaia, (1811-1882), desempenhou no movimento romântico do Brasil o mesmo papel que em Portugal coube a Garrett.

GARCIA DE RESENDE

GARCIA DE RESENDE (Évora, 1470-1536) — Foi historiador e poeta e praticou também a arte do desenho e a música, além de servir o emprego de moço da escrivaninha junto ao rei D. João II.

Do que EI-Rei disse a hü home, que bebia vinho mais do necessário

(Inícios do Séc. XVI)

FERNÃO LOPES – criador da prosa portuguesa

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

FERNÃO LOPES (1387-1450?) — "É o maior dos mais antigos cronistas, — escreve João Ribeiro — é o criador da prosa portuguesa e o primeiro exemplar do estilo da História". Fernão Lopes, de fato, supera os que, na época, manearam a nossa língua. Como historiógrafo, mantém-se adstrito à verdade e narra singela mas convictamente os … Ler maisFERNÃO LOPES – criador da prosa portuguesa

D. DUARTE – rei da dinastia de Avis

D. DUARTE (1391-1438), segundo rei da dinastia de Avis, filho de D. João I. Seu reinado, pouco feliz, durou apenas os cinco últimos anos de sua idade. Inclinou-se às letras, e surge na Literatura lusitana como escritor judicioso, em cuja produção se mostram relevantes os pensamentos filosóficos e os ensinamentos morais. Suas obras principais, que mais do que o seu governo lhe fixaram o nome, são o Leal Conselheiro e o Livro da Ensinança de bem Cavalgar Toda a Sela, que se imprimiram pela primeira vez em 1842, pelo manuscrito da Biblioteca de Paris, e foram postos em um só volume. Mendes dos Remédios opina que a linguagem de D. Duarte "sofre, por vezes, confronto lisonjeiro com a do nosso primeiro cronista, F. Lopes".

Escritores portugueses medievais do ciclo bretão

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

CAPÍTULO 5

(Princípio do século XVI ao século XIII) FASE MEDIEVAL

ESCRITORES PORTUGUESES

D. AFONSO II — terceiro rei da dinastia afonsina (Coimbra, 1185-1223), casado com a filha de Afonso IX de Castela, a princesa D. Urraca, de quem teve cinco filhos. Assumiu o trono em 1211 e reinou doze anos, tendo sido por êle convocadas as primeiras cortes portuguesas, que se reuniram em Coimbra em 1211.

Transcreve-se em seguida parte do seu testamento, elaborado em 1214.

CICLO BRETÃO — Pertencentes ao ciclo bretão, por meio de cujas movimentadas novelas assaz se ampliou a produção da Escola Provençal, transcrevem-se abaixo dois breves episódios. São trechos de uma antiga versão portuguesa do romance do Santo Graal, contida no Códice n.° 2594 da Biblioteca de Viena d’Áustria, trasladados pela erudita e ponderada pena do ilustre filólogo Padre Augusto Magne.