O torrão natal – J. M. de Macedo

O torrão natal Um célebre poeta polaco, descrevendo em magníficos versos uma floresta encantada do seu país, imaginou que as aves e os animais ali nascidos, se por acaso longe se achavam, quando sen­tiam aproximar-se a hora da sua morte, voavam ou corriam e vi­nham todos expirar à sombra das árvores do bosque imenso onde … Ler maisO torrão natal – J. M. de Macedo

Um homem triste de coração – conto curto

Um triste „ Vereis a um dêstes, quando ainda se conta no número dos vivos, descorado, pálido, macilento, mirrado, as faces sumidas, os olhos encovados, as sobrancelhas caídas[1]), a cabeça derrubada para a terra, e a estatura tôda do corpo encurvada, acanhada, di­minuída. E, se êle se deixasse ver dentro da casa ou sepultura onde … Ler maisUm homem triste de coração – conto curto

A geração do mundo em linguagem matemática

A geração do mundo em linguagem matemática Pedro Henrique Ciucci da Silva Resumo: O presente trabalho tem como objetivo central demonstrar como Platão, numa linguagem matemática, organiza o mundo através de seu Organizador: O Demiurgo. Este diálogo é, sem nenhuma sombra de dúvida, uma obra de cunho astronômico e de extrema importância para futuros astrônomos, … Ler maisA geração do mundo em linguagem matemática

Markheim – Robert Louis Stevenson – conto de crime

Markheim Robert Louis Stevenson Robert Louis Stevenson nasceu em Edinburgo, na Escócia, no ano de 1850 e, dedicando-se às letras, foi passar alguns anos na França. Desde cedo sentiu-se voltado para as descrições das paisagens e para os relatos me rais dos camponeses de sua terra natal. Homem de saúde delicada, viu-se obrigado a fixar-se … Ler maisMarkheim – Robert Louis Stevenson – conto de crime

Gombé – história curta de lenda do mato grosso

ilustração ossada urubu

GOMBÊ Nas cercanias de Poconé, a linda cidade pantaneira, existiu outrora, no tempo das brilhantes cavalhadas, um guapo mancebo, que era o terror dos "mouros" no arrebatamento das argolinhas. Chamava-se Leonel o altivo centauro. Era, de fato, um seguro peão, mas possuía uma qualidade, aliás muito rara naqueles austeros tempos: era um inveterado "queima–campo". Conheci-o … Ler maisGombé – história curta de lenda do mato grosso

A PROMESSA DE JOÃO GUALBERTO – Lenda Popular no Mato Grosso

A PROMESSA DE JOÃO GUALBERTO Ia quase a findar o segundo quartel do século XIX. Cuiabá, convalescida dos tremendos abalos da década anterior, refazia-se aos poucos, no lento esbater das animosidades que a política jacobiana de 1830 criara e fizera desencadear em formidando tufão, varrendo a província de norte a sul. Os perseguidos tinham volvido … Ler maisA PROMESSA DE JOÃO GUALBERTO – Lenda Popular no Mato Grosso

CRISTIANISMO – Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados CRISTIANISMO Investigações históricas sobre o Cristianismo — Vários sábios notaram, com surpresa, não encontrar no historiador José nenhum vestígio da existência de Jesus Cristo, pois todo mundo concorda que a pequena passagem, onde ele alude ao assunto na sua História, é interpolada. O pai de José devia ter … Ler maisCRISTIANISMO – Dicionário Filosófico de Voltaire

UM SANTO QUE CUMPRIU PENA NA CADEIA – Folclore litorâneo

São sebastião

UM SANTO QUE CUMPRIU PENA NA CADEIA Em São Sebastião, cidade do beira-mar paulista, conta–nos a lenda, havia um homem valentão, turbulento que se comprazia em acabar com as procissões e festas religiosas. Graças à sua valentia, ninguém ousava repreendê-lo, todos o temiam e respeitavam. Certa manhã é encontrado morto. Segundo alguns depoimentos, seu corpo … Ler maisUM SANTO QUE CUMPRIU PENA NA CADEIA – Folclore litorâneo

AS DIFERENTES NARRATIVAS: MITOLOGIA, RELIGIÃO E FILOSOFIA

Ricardo Ernesto Rose
Jornalista e Licenciado em Filosofia

“Baixinho,

a argila segredou

ao oleiro que a trabalhava:

“Não esqueças

Que já fui como tu…

Não me maltrates…”

Omar Kháyyám -Rubáiyat

O filósofo alemão Ernst Cassirer defendia a tese de que todo conhecimento – mítico, religioso e científico – é um conhecimento simbólico. Explicando seu pensamento, o filósofo apresenta uma tripla graduação na relação entre signo e significado:

  • a) A relação de expressividade, típica do mito. Neste caso, há uma identidade entre o signo e o significado; os símbolos tornam-se atributos da própria coisa que designam, como a cruz representa o cristianismo, por exemplo.
  • b) A relação de representação, caracterizada pela linguagem. Aqui o nome é uma convenção e servepara representar a coisa, como um substantivo. É a maneira mais comum de como nos utilizamos das palavras que representam um ente.
  • c) A relação de significado, típica da ciência. Há uma independência entre signo e significado. Exemplo disso é uma função matemática (signo), que representa algo diferente do deslocamento do planeta (significado).

A história de Romeu e Julieta

Itália

Em -parte alguma do mundo seria necessário explicar a origem de Romeu e Julieta, os infelizes amantes de Verona. Antes, porém, que o gênio de Shakespeare se apoderasse da história que corria na boca do povo humilde, e dela fizesse o monumento literário que conhecemos, era assim, singelamente, que se passava de pais a filhos a triste história das jovens vítimas que redimiram, com o seu amor imortal, a longa herança de sangue e de ódio que lhes roubou a vida.

ROMEU E JULIETA

COMPRIDA é a história dos ódios entre os Capuleti e os Montecchi. Tais ódios ti nham origem em qualquer remota afronta; talvez um homicídio. Era uma série jamais acabada de encontros, punhaladas, duelos, espadas em punho…

OS 12 TRABALHOS DE HÉRCULES, O HERÓI TEBANO

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES, O HERÓI TEBANO (MITOLOGIA GREGA)

HÉRCULES, ou Alcides, filho de Júpiter e Alcmena, estava ainda no berço quando Juno, sua inimiga, enviou duas serpentes para devorá-lo. Mal ele as percebeu, agarrou-as com as suas mãos infantis, e sufocou-as.

Vários mestres teve Hércules: com Eurito aprendeu a manejar o arco, com Castor a combater todo armado, com Autólico a conduzir um carro de guerra, com Lino a tocar lira e a cantar. Confiado, a seguir, ao centauro Quíron, tornou-se o homem mais valente e mais famoso de seu século.

O ruído de sua fama depressa chegou aos ouvidos de Euristeu, rei de Micenas, ao qual Hércules, por um decreto da Sorte, encontrava-se submetido. A Sorte declarara "que aquele dos dois príncipes que nascesse por último, obedeceria o outro", e Juno, que detestava a família de Hércules, fêz avançar de dois meses o nascimento de Euristeu.

PÍRAMO E ISBE

Mito antigo da Babilônia, uma das fontes para a história de Romeu e Julieta de Shakespeare, a história do amor impossível de dois jovens apaixonados.

Píramo era o mais belo jovem e Tisbe a mais formosa donzela de toda a Babilônia, onde Semíramis reinava. Seus pais ocupavam casas vizinhas, e a vizinhança aproximou os dois moços. O conhecimento amadureceu, fazendo-se amor.

MITO DE OSÍRIS E ISIS – Mitologia Egípcia

Egito

MITO DE OSÍRIS E ISIS

Osíris e Ísis foram induzidos a descer sobre a terra, a fim de espalhar dádivas e bênçãos sobre os seus habitantes.  Isis ensinou-lhes, primeiro, o uso do trigo e da cevada, e Osíris fez os instrumentos de agricultura e ensinou aos homens como usá-los, assim como atrelar o boi ao arado.

Depois, deu leis aos homens, a instituição do casamento, uma organização civil, e explicou-lhes como deviam adorar os deuses.

Tendo, assim, feito do vale do Nilo uma região feliz, reuniu uma hoste, com a qual foi distribuir suas bênçãos ao resto do mundo. Conquistou nações por toda a parte, mas não com armas, apenas com música e eloqüência. Seu irmão, Tifão, viu aquilo, e encheu-se de inveja e malícia, procurando, durante sua ausência, usurpar-lhe o trono. Isis, porém, que mantinha as rédeas do governo em suas mãos, frustrou-lhe os planos.

Ainda mais amargurado êle resolveu matar o irmão, o que fêz da seguinte maneira:

A RELIGIÃO – ORIGEM, CRÍTICA E FUNÇÃO

A RELIGIÃO – ORIGEM, CRÍTICA E FUNÇÃO Ricardo Ernesto Rose – Jornalista e Licenciado em Filosofia Origem e desenvolvimento A religião é uma das mais antigas práticas culturais da humanidade, tendo aparecido no período do Paleolítico Superior, há aproximadamente 50.000 anos. Todavia, nossa espécie, homo sapiens, não foi a única a se dedicar a práticas … Ler maisA RELIGIÃO – ORIGEM, CRÍTICA E FUNÇÃO

A COMPARAÇÃO DE TEMÍSTOCLES COM FÚRIO CAMILO

mapa roma itália

.font0 { font:9.00pt “Book Antiqua”, serif; } .font1 { font:11.00pt “Book Antiqua”, serif; } .font2 { font:10.00pt “Times New Roman”, serif; } A COMPARAÇÃO DE TEMÍSTOCLES COM CAMILO por DU HAILLAN (1) Sobre as Vidas Paralelas de Temístocles e Fúrio Camilo de Plutarco de Queronéia Consideremos agora a diferença e a concordância que se podem … Ler maisA COMPARAÇÃO DE TEMÍSTOCLES COM FÚRIO CAMILO

GONÇALVES DIAS – Biografia e poesias selecionadas

ANTÔNIO GONÇALVES DIAS (Caxias; 10 de agosto de 1823 3 de novembro de 1864) bacharelou-se em Direito na Universidade de Coimbra, e, voltando ao Brasil em 1845, sumamente se distinguiu como poeta lírico, publicando, de 1846 a 1851, os seus Primeiros, Segundos e Últimos Cantos.

Na Revista Trimensal do Instituto Histórico figuram interessantes memórias devidas à sua pena.

DIOGO BARBOSA MACHADO

FASE ACADÊMICA

(Século XVIII e Primórdios do XIX)

ESCRITORES PORTUGUESES E BRASILEIROS

DIOGO BARBOSA MACHADO (Lisboa, 1682-1772) abade de Santo Adrião de Sever, no Porto, laboriosamente compôs umas Memórias Históricas do reinado de D. Sebastião e a sua obra capital Biblioteca Lusitana. Amplo repositório de informações, todavia padece de freqüentes lapsos, e o estilo antes é difuso do que copioso, e mais enflorado do que naturalmente florido.

ANTÔNIO FELICIANO DE CASTILHO – Vida e Obras

 

ANTÔNIO FELICIANO DE CASTILHO (Lisboa, 1800-1875). Poeta, prosador, historiador, crítico, verdadeiro polígrafo, este eminente vulto das letras portuguesas formou-se em Direito, não obstante a cegueira que o feriu aos seis anos de idade.

Em sua primeira fase clássica escreveu as Cartas de Eco a Narciso, os poemetos da Primavera e o Amor e Melancolia, narrativa íntima; e traduziu as Metamorfoses e os Amores de Ovídio. Pagando tributo ao romantismo, compôs a Noite do Castelo e os Ciúmes do Bardo. Vieram depois os Quadros Históricos, as biografias e estudos que exornam a Biblioteca Clássica, o Tratado de Metrificação e outros muitos opúsculos. Interessando-se pelo ensino popular, dele tratou com paciente esmero. Depois dos sessenta anos, ainda produziu a Chave do Enigma, a tradução dos Fastos ovidianos, o Outono, coleção de poesias originais, a Lírica de Anacreonte e tradução de comédias de Molière e do Fausto de Goethe.

Papas posteriores ao Concílio de Trento – História Universal

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

História Universal – Césare Cantu

CAPÍTULO XXVII

Papas posteriores ao Concílio de Trento

A reforma católica, depois do Concílio de Trento, manifestou-se também nos pontífices não obstante haver grande número que se entregaram a interesses e a sentimentos mundanos. Miguel Ghislieri, de Alexandria no Piemonte, homem de uma religião severa e de uma vida puríssima, andava sempre a pé. Êle isentou, como prior, vários conventos das dívidas que os oneravam; inquisidor em Bérgamo e em Como, ostentava extremo rigor, apesar das injúrias e das ameaças. Promovido ao cardinalato, não mudou de modo de proceder, mesmo depois de eleito papa com o nome de Pio V (1566). Dizendo: Que os que querem governar os outros comecem por se governar a si, êle restringiu as despesas, e impôs a si mesmo um regime inteiramente monacal; não sentia satisfação senão no austero cumprimento de seus deveres, na meditação e adoração fervorosa, de onde se levantava com as lágrimas nos olhos. Uma semelhante perfeição produz de ordinário a confiança em sua própria vontade, e a obstinação em domar a de outrem.

O pensamento na era da liberdade e da criatividade

filosofia da mente

            Em grande parte dos balanços que se fazem do
pensamento pós-moderno, ressalta-se, compensando a ruína das "grandes
narrativas", dos "mega-relatos" filosóficos, teológicos,
sociológicos e outros, percebe-se o surgimento de um "canteiro de
obras" entregue à liberdade e à criatividade das pessoas. Se por um lado
amarga-se a falta de segurança e dos pontos de referência,  por outro, aumentam
os espaços limpos para novas construções.

            Sendo assim, o filósofo é solicitado a deixar
os jargões fáceis, os sistemas decorados, para ir construindo seu próprio
pensamento com abundância de elementos acessíveis. Se o risco de errar cresce,
o fascínio da aventura entusiasma.

As túnicas de urtiga – Literatura sobre plantas mágicas

Numa terra muito distante, havia um rei bondoso e sábio, que tinha uma linda filha, chamada Lúcia e onze filhos, todos belos e inteligentes. O soberano, que já estava velho e cansado, amava ternamente sua esposa e seus filhos.

Infelizmente, a rainha morreu, e o rei, sentindo-se triste e solitário, resolveu casar-se com a viúva de seu primo, que tinha sido o soberano de um país vizinho.

Resumo de Episódios da História dos Estados Unidos

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Romance da América

Henry Thomas

Episódios emocionantes das guerras francesa e indiana

EM 1754, lutavam franceses e ingleses pela posse do vale de Ohio. Eduardo Braddock assumira o comando das forças inglesas na América. Inglês autêntico, exagerava a importância da disciplina e o estilo europeu de combates em massa. Menosprezava as tropas indígenas e coloniais. Era assomadiço, obstinado e impiamente ofensivo para com os rudes pioneiros que tentavam aconselhá-lo.

AS MAIORES RELIGIÕES DO MUNDO – Resumo Completo

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

AS MAIORES RELIGIÕES DO MUNDO

Curiosas crenças e costumes dos budistas

HÁ uma árvore sagrada na Índia que, segundo di zem, nasceu da mais estranha semente do mundo: um palito. Um dia, o grande Buda, conta a lenda, deixou seu palito de dentes cair no chão e eis que dele brota uma árvore!

* * *

Uma vez, relatam as sagradas crônicas da Índia, Buda foi atacado por um elefante. Imediatamente, matou o animal com as flechas de seu amor e prosseguiu, ileso, o seu caminho.

* * *

Capítulo VII – A MEDIOCRACIA – O Homem Medíocre – José Ingenieros

O Homem Medíocre (1913)

José Ingenieros (1877-1925)

 

Capítulo VII – A MEDIOCRACIA

I. O clima da mediocracia. — II. a pátria. — III. a política das piaras. — IV. os arquetipos da mediocracia.— V. a aristocracia do mérito.

I — O clima da mediocridade

Em raros momentos, a paixão caldeia a história, e se exaltam os idealismos; quando as nações se constituem, e quando elas se renovam. Antes, é secreta ânsia de liberdade, luta pela independência; mais tarde, crise de consolidação institucional a seguir e, depois, veemência de expansão, ou pujança de energias. Os gênios pronunciam palavras definitivas; os estadistas plasmam os seus planos visionários; os heróis põem o seu coração na balança do destino.

A VELHICE NIVELADORA – ebook de O homem medíocre

O Homem Medíocre (1913)

José Ingenieros (1877-1925)

Capítulo VI – A VELHICE NIVELADORA

i. as cãs. — ii. etapas da decadência. — iii. a bancarrota dos engenhos. — iv. a psicologia da velhice. — v. a virtude da impotência.

I — As cãs

Encanecer é coisa muito triste; as cãs são u’a mensagem da Natureza, que nos adverte da proximidade do crepúsculo. E não há remédio. Arrancar as primeiras — e quem não o faz? — é como tirar o badalo ao sino que toca o Angelus, pretendendo, com isso, prolongar o dia.

As cãs visíveis correspondem a outras mais graves, que não vemos; o cérebro e o coração, todo o espírito e toda a ternura encanecem ao mesmo tempo, com a cabeleira .

A alma do fogo, sob as cinzas dos anos, é uma metáfora literária desgraçadamente incerta. A cinza afoga a chama, e protege a brasa. O engenho é chama; a brasa é a mediocridade.

OS GRANDES FILÓSOFOS GREGOS

GRANDES FILÓSOFOS DA GRÉCIA

Antigos filósofos gregos – Estranhas noções a respeito do mundo

OS antigos filósofos gregos tinham Idéias caracterís-ticas a respeito da natureza do mundo em que vivemos. Tales (cerca de 636 anos A. C.) acreditava que cada coisa, incluindo o sol, a lua, as estrelas, a terra, as árvores, as flores, os animais, as aves e os seres humanos que habitam a terra, provieram, originalmente, de uma única e mesma substância: a água.

Outro dos antigos filósofos, Anaxímenes, dizia que tudo era feito de ar. A vida, explicava êle, é ar. Lançado pelas narinas, formou o coração, os pulmões, os músculos, o sangue e todas as outras partes do corpo. O ar se condensou para formar o vapor. O vapor solidificou-se para formar a água. A água condensou-se para formar lodo, areia e rochas. E assim por diante, por toda a escala da criação.

Ainda outros filósofos acreditavam que o fogo era a substância criadora de todas as coisas. O sol era puro fogo. As estrelas eram centelhas brotadas do sol na infinita fogueira dos céus. A terra era fogo resfriado em rochedos. As flores eram pedaços de chama colorida, com a forma de leves e fragrantes pétalas. E o homem um punhado de cinzas, ardendo na chama da vida, graças ao benigno calor do sol.

São estas algumas das engenhosas e poéticas teorias a respeito do mundo. Os antigos gregos eram grandes poetas, mas não eram cientistas. Eram as crianças ainda não amadurecidas da espécie humana. O pensamento duma criança é imaginativo. Para se tornar científico necessita de um intelecto amadurecido.

A SABEDORIA ORIENTAL – Maravilhas da Filosofia

ordem dórica (segundo Augusto Choisy)

A SABEDORIA ORIENTAL

O primeiro filósofo do mundo

ACREDITA-SE geralmente que foram os gregos os _ primeiros filósofos (amantes da sabedoria) do mundo. Isso, porém, está muito longe de ser verdadeiro. Os egípcios começaram a sondar os mistérios da filosofia quasi 3.000 anos antes dos gregos. O primeiro grande filósofo, que a história menciona, foi o egípcio Ptah-hotep, que vi veu há uns 5.000 anos passados.

A MORAL DOS IDEALISTAS – Introdução de “O Homem Medíocre” de José Ingenieros

O Homem Medíocre

José Ingenieros (1877-1925)

INTRODUÇÃO – A
MORAL DOS IDEALISTAS

i.    a emoção 
do  ideal.  —  ii.    de  um  idealismo  com
fundamento na experiência. — iii.    os temperamentos  idealistas.  — iv.    o  idealismo  romântico.  — v. o idealismo estóico. — vi.     símbolo.

 

I
A emoção do ideal

Quando orientas a proa visionária em
direção a uma estrela, e desdobras as azas para atingir tal excelsitude
inacessível, ansioso de perfeição rebelde à mediocridade, levas em ti o impulso
misterioso de um Ideal. É áscua sagrada, capaz de te preparar para grandes
ações. Cuida-a bem; se a deixares apagar, jamais
êle se reacenderá. E se ela morrer em ti, ficarás inerte: fria bazófia
humana.

A TUMULTUOSA HISTÓRIA DA IDADE-MÉDIA – Maravilhas do conhecimento Humano

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O Romance das Santas Cruzadas

O PAPA Urbano II, do alto de uma colina, em Cler mont, no ano de 1095, falava à maior assembléia até então reunida na Cristandade. Levantando as mãos para o céu, exclamava: “Partamos para Jerusalém afim de libertar a Igreja!” Tão forte foi o apelo que a multidão inteira gritou, numa só voz: “Sim, essa é a vontade de Deus!” Assim começou a primeira cruzada.

Grande fervor religioso empolgou todos os povos da Europa, no século XI. Os turcos haviam capturado Jerusalém e não queriam permitir o acesso dos cristãos ao Santo Sepulcro.

No décimo século, a maior parte da Europa havia sido assolada por carestias e pragas. Em 999, estava predito que o mundo se acabaria no Dia de Ano Bom. O povo se tornava cada vez mais ligado à religião e menos ligado à vida. Guerra era a ordem do dia. A principal diversão do senhor feudal era alistar servos para combater. Tão violento se tornou o desejo de combater que a Igreja viu-se obrigada a pôr um limite àquilo. Para isso, decretaram os Papas, ilegais os combates em especificados dias da semana. Esse decreto logrou conservar certa medida de paz….

A MÃE DE BRANCO – Conto de Fyodor Sologub

” FIÓDOR KUSMJTCH TETÈRNIKOV é o verdadeiro nome do escritor russo Fiódor Sologub, geralmente conhecido como narrador e, principalmente, autor do romance “O demônio mesquinho”, embora pela história literária russa considerado mais como poeta, conhecido entre os modernos autores pelo seu “satanismo” e pelo classicis7)io de sua linguagem muito vizinha da dos parnasianos. Embora simbolista, Sologub se mantém fiel a certo purismo lingüístico da escola anterior, sendo um grande mestre da palavra. O poeta é geralmente apreciado, tendo publicado seu primeiro volume de “Poesias” em 1896, sendo ãe resto muito 2>essoal na sua inspiração tôãa voltada para um mundo sem Deus, reflexo do próprio mundo interior.

O primeiro romance de Sologub chamou-se “Sonhos maus” e é francamente autobiográfico. O objetivo realista é indicado pelo próprio autor que escreveu: “Não tive necessidade de imaginar nada. Tudo aquilo que aparece como anedótico e psicológico em meu romance está fundado em observações muito precisas”. Sologub escreveu outros trabo.lhos em que a lenda se mistura à realidade e, por vezes mesmo, aos contos de fadas. “O triunfo da morte” é um deles. Em 1921 foi publicado o seu romance “A encantadora de serpentes” em que entra em cena o elemento social. Nesse livro, Sologub se mostra um sonhador, mas com tendência a certo sentimento de consolação, que o redime de todo o pessimismo de sua obra anterior.