Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) THOMAZ DE AQUINO E CASTRO Nasceu na cidade de S. Paulo, a 20 de janeiro de 1798, e faleceu em viagem [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura | com 2 Comentários »
“Alguma vez a natureza produziu um homem perfeitamente belo em todas
as suas partes? Opinou-se que o artista tem de estudar conjuntamente
as inúmeras partes belas isoladas distribuídas por muitos homens e
delas compor um todo belo, opinião essa disparatada e destituída de
sensibilidade. Pois perguntemo-nos: como o artista pode reconhecer que
algumas dessas partes isoladas são belas e as outras não?”
(Schopenhauer) Beleza está na idéia representada pela pintura, pela
filosofia, poesia, escultura ou música, não no homem.
Texto arquivado em Arthur Schopenhauer, Filosofia Contemporânea, Textos Introdutórios | com 1 Comentário »
Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados BIBLIOTECAS Uma grande biblioteca tem isto de bom: espanta a quem a contempla. Duzentos mil volumes desencorajam um homem tentado a fazer-se imprimir; mas infelizmente ele diz logo a si mesmo: "Não se lêem esses livros, mas poderão ler-me". Compara-se à gota de água que pranteava a fatalidade [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Moderna e Renascimento, Voltaire |
O ESPIA Nelson Werneck Sodré QUANDO se aproxima a época em que a tainha sobe a costa, em busca de águas quentes, para a desova, vai uma agitação intensa pelos núcleos de pescadores do litoral paulista a nordeste de Santos. A aproximação do cardume é acompanhada com toda atenção, e a notícia corre de praia [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Geografia do Brasil, Geografia Humana |
Cartas Filosóficas de Voltaire CARTA XIII Sobre Locke 7 Nunca houve, talvez, espírito mais sagaz, mais metódico, um lógico mais exacto do que Locke; não obstante, não era grande matemático. Nunca pudera submeter-se à fadiga dos cálculos nem à aridez das verdades matemáticas, que não apresentam, à primeira vista, nada de sensível ao espírito; [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Moderna e Renascimento, John Locke, Voltaire |
Introdução
Auguste Comte, filósofo e
inaugurador da Sociologia, propõe em seu livro “Curso de Filosofia Positiva”, na
primeira metade do século XIX, que a história da humanidade é constituída por
três estágios. O estágio teológico, o metafísico e o positivo.
O estágio teológico tem
como característica básica a explicação da natureza mediante seres
sobrenaturais. Como no início dos tempos, a humanidade ainda não tinha ainda
tempo suficiente para observar a natureza. Desta falta de observação e
necessitando explicar os fenômenos a sua volta, o homem, entregue ao desespero
e à acomodação, tendeu a se projetar na natureza. Isto é, todas as ocorrências
naturais são fetiches: o Sol, a Lua, as marés, as montanhas ganham vida, estão,
agora, animadas. Ainda no estágio teológico a transmissão do conhecimento é
autoritária: o sacerdote é ponto de sapiência e reverência.
O estado metafísico é o
qual Comte tem menos apreço: este estado permuta a explicação dos seres
sobrenaturais por forças. O conhecimento gerado pelo espírito metafísico deve
ser argumentado e não simplesmente baseado na fé. Etapa de transição entre o
estado teológico e o positivo, o estado em questão, ao mesmo tempo em que
antecipa características deste, retém outras tantas daquele.
Por fim, o estado positivo
é o estado final do desenvolvimento humano. Aqui não estamos mais preocupados
com as explicações causais dos objetos naturais. O homem com espírito positivo
é aquele que se prende às leis da natureza, ignorando suas causas imanentes. Por
exemplo, a física aristotélica baseava seus conhecimentos no modo teológico e
metafísico; ao passo que Newton, e posteriormente Einstein, explicam a queda
dos corpos de maneira indubitavelmente positiva.
Texto arquivado em Antropologia, Sociologia, Textos Introdutórios, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos | com 1 Comentário »
LUÍS GUIMARÃES JÚNIOR (Rio de Janeiro, 1845-1897) é o autorde dois livros de poesias: Corimbos e Sonetos e Rimas. Melodioso quanto os mais consumados mestres no poetar, soube àbeleza de forma reunir maviosos sentimentos. Lêem-se os seus versos e,mesmo sem o querermos, se nos fixam na memória. Em prosa colaborou como folhetinista no Diário do [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura, Textos Introdutórios |
FRANCISCO RODRIGUES LOBO, natural de Leiria, nasceu em data incerta e morreu afogado no Tejo, entre 1624 e 1627. Nunca figurou na vida pública; mas nas letras granjeou renome como autor de composições bucólicas, que o fizeram cognominar o Teócriío Português; de um poema heróico, O Condestabre, que merecidamente caiu no olvido; e de uma obra dialogada sobre assuntos de moral e crítica literária, Corte na Aldeia e Noites de Inverno.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura, Textos Introdutórios |
Numa terra muito distante, havia um rei bondoso e sábio, que tinha uma linda filha, chamada Lúcia e onze filhos, todos belos e inteligentes. O soberano, que já estava velho e cansado, amava ternamente sua esposa e seus filhos.
Infelizmente, a rainha morreu, e o rei, sentindo-se triste e solitário, resolveu casar-se com a viúva de seu primo, que tinha sido o soberano de um país vizinho.
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura |
Antes de partir, o moço disse aos seus irmãos que, quando a sua laranjeira começasse a murchar, era sinal de que êle estava em dificuldades e precisava ser socorrido.
Seguiu viagem. Andou, andou e, finalmente, avistou uma fumaça ao longe. Para lá se encaminhou. Era uni
Texto arquivado em Biblioteca, Literatura |
O Homem Medíocre (1913)
José Ingenieros (1877-1925)
Capítulo VII – A MEDIOCRACIA
I. O clima da mediocracia. — II. a pátria. — III. a política das piaras. — IV. os arquetipos da mediocracia.— V. a aristocracia do mérito.
I — O clima da mediocridade
Em raros momentos, a paixão caldeia a história, e se exaltam os idealismos; quando as nações se constituem, e quando elas se renovam. Antes, é secreta ânsia de liberdade, luta pela independência; mais tarde, crise de consolidação institucional a seguir e, depois, veemência de expansão, ou pujança de energias. Os gênios pronunciam palavras definitivas; os estadistas plasmam os seus planos visionários; os heróis põem o seu coração na balança do destino.
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Contemporânea, Sociologia, Teoria e Ciência Política | com 3 Comentários »
A máquina pensante – A magia da memória – Curiosidades da psicologia – Mesmerismo – Hipnotismo – Telepatia – Sonhos – Modernos pesquisadores do pensamento – Freud – Jung – Pavlov – João B. Watson
O CÉREBRO humano é uma maravilhosa máquina pensante. Toma simples sensações e as transforma em pensamentos complexos. Como se faz isto? O processo é perfeitamente simples quando o analisais. Há dentro de nosso corpo um grupo de nervos, ou fios telefônicos. Estes nervos estão recebendo constantemente toda a casta de mensagens através dos vários sentidos: vista, ouvido, tacto, gosto, e olfato. Eles transportam as mensagens, ou sensações, ao cérebro, que por sua vez escolhe as que são mais fortes, agrupa-as, classifica-as e arranja-as em ordem lógica e… pronto, nasceu um pensamento.
Mas isto é apenas a metade da história. Logo que o pensamento é formado, começa a estimular outro grupo de nervos. Este grupo leva o pensamento do cérebro aos músculos do corpo, e o pensamento é assim traduzido em ação.
Texto arquivado em Antropologia, Biblioteca, Filosofia Contemporânea, Lógica, Epistemologia e Filosofia da Linguagem, Textos Introdutórios |
A
inferência pode ser dedutiva, a posteriori, em que suas conclusões se
baseiam ou em algo que ou é certeza ou probabilidade. Ela não assume um caráter
de meio termo.
Enquanto
que a inferência indutiva, não está baseada em extremos, ou 100% ou 0,0%. A
indutiva pode haver graus de probabilidade de 1,0% a 99%. Podendo ser justiçada
com o meio termo. Na Inferência Indutiva, temos conclusões com verdades
contingentes. Enquanto na dedutiva, necessárias.
Texto arquivado em Lógica, Epistemologia e Filosofia da Linguagem, Textos Introdutórios | com 1 Comentário »
RESUMO do livro
QUEM TEM OUVIDOS de João Batista Mezzomo.
O presente livro é a exposição de uma idéia. A idéia exposta nos diz, entre outras coisas, que a Europa Ocidental é um ser orgânico, que se assenta e se nutre a partir de uma raiz dupla: por um lado ela é racional, pela raiz grega; por outro, ela é fundamentalista, pela raiz que se afunda em um passado envolto em névoas, mas cujo caminho até nós denominamos “tradição judaico-cristã”.
Texto arquivado em Filosofia Contemporânea, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos | com 13 Comentários »
Texto integral do Discurso do Método de Descartes
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Moderna e Renascimento, René Descartes | com 3 Comentários »
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA Johannes HIRSCHBERGER Fonte: Ed. Herder Trad. Alexandre CorreiaÍndice Prolegômenos Filosofia Patrística O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga Os Começos da Filosofia Patrística Agostinho: O Mestre do Ocidente Boécio: O Último Romano Dionísio Pseudo-Areopagita Fim da Patrística A Filosofia Escolástica Generalidades A Primitiva Escolástica Origens Anselmo de Cantuária – [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Medieval, Textos Introdutórios | com 19 Comentários »
Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia Morente
Lições Preliminares
Lição XIV O EMPIRISMO INGLÊS
98. PSICOLOGISMO. — 99. LOCKE. — 100. AS IDÉIAS INATAS. — 101. A ORIGEM DAS IDÉIAS. — 102. ORIGEM PSICOLÓGICA. — 103. SENSAÇÃO E REFLEXÃO.— 104. QUALIDADES PRIMARIAS E SECUNDáRIAS. — 105. BERKELEY. — 106. — IMATERIALISMO. — 107. A REALIDADE COMO VIVÊNCIA. — 108. HUME. — 109. IMPRESSÕES E IDÉIAS. — 110. SUBSTÂNCIA. — 111. O EU. — 112. CAUSALIDADE, — 113. A «CRENÇA» NO MUNDO. — 114. POSITIVISMO METAFÍSICO
Texto arquivado em Biblioteca, David Hume, Ensino, Filosofia Moderna e Renascimento, George Berkeley, John Locke, Textos Introdutórios | com 3 Comentários »
Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XI FENOMENOLOGIA DO CONHECIMENTO 75. PRIORIDADE DA TEORIA DO CONHECIMENTO NO IDEALISMO. — 76. NECESSIDADE DE UMA DESCRIÇÃO FENOMENOLÓGICA DO CONHECIMENTO. — 77. SUJEITO COGNOSCENTE E OBJETO CONHECIDO: SUA CORRELAÇÃO. — 78. O PENSAMENTO. — 79. A VERDADE. 80 — RELAÇÕES DA TEORIA DO CONHECIMENTO COM [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Ensino, Textos Introdutórios | com 3 Comentários »
Curso de Filosofia – Régis Jolivet SEGUNDA PARTE LÓGICA MATERIAL 1. Definição. — Após ter estudado as leis que asseguram a retidão do raciocínio, quer dizer, a conformidade do pensamento consigo mesmo, temos de nos perguntar a que condições o pensamento deve satisfazer para ser não apenas correto, mas ainda verdadeiro, isto é, conforme aos [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Lógica, Epistemologia e Filosofia da Linguagem, Textos Introdutórios | com 1 Comentário »
Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Terceiro AS CAUSAS Art. I. NOÇÕES GERAIS 196 1. Definições. — Chama-se princípio aquilo de que uma coisa procede, de qualquer maneira que seja. Assim, toda causa é princípio, mas todo princípio não é causa, pois o termo causa só se emprega para designar aquilo de que uma [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Textos Introdutórios |
Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo A ATIVIDADE VOLUNTÁRIA 147 1. Todos os estudos precedentes se referem aos modos diversos da atividade psicológica: quer se trate de conhecimento sensível ou intelectual, de instintos ou de inclinações, é sempre com as manifestações do dinamismo que nos temos defrontado. Contudo, a palavra "atividade" pode ser [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Textos Introdutórios | com 2 Comentários »
Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo A MATÉRIA E A FORMA OU A ESSÊNCIA DOS CORPOS 76. A questão da essência dos corpos não é um problema importante para as ciências físico-químicas. Ultrapassa, com efeito, a competência do puro físico, enquanto se trata de descobrir, não precisamente os elementos dos corpos (moléculas, [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Textos Introdutórios | com 2 Comentários »
Curso de Filosofia – Régis Jolivet INTRODUÇÃO GERAL Art. I. NATUREZA DA FILOSOFIA – 1. O desejo de saber, fonte das ciências. Todo homem, diz Aristóteles, está naturalmente desejoso de saber, isto é, o desejo de saber é inato; esse desejo já se manifesta na criança pelos "porquês" e os "como" que ela não cessa [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Textos Introdutórios | com 10 Comentários »
Traduzido da versão em inglês Tabela de conteúdo [esconder] 1 Carta 1 2 Carta 2 3 Carta 3 4 Carta 4 Tradução de Miguel Duclós Carta 1 Sils Maria, 14 de julho, carta a Franz Overbeck Querido amigo, Também teria gostado muito de revê-lo este ano, mas sei que não será possível. Meu plano de [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Contemporânea, Nietzsche |
Sentido e Referência dos nomes próprios e das sentenças declarativas: uma proposta de Gottlob Frege Alexandre Fernandes B. Costa Leite 1. Introdução O objetivo do presente texto é tentar mostrar o que Frege (1848-1925) entende por sentido e referência dos nomes próprios e das sentenças assertivas completas, isto é, das sentenças declarativas 1. Tal tentativa [...]
Texto arquivado em Filosofia Contemporânea, Lógica, Epistemologia e Filosofia da Linguagem, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos | com 8 Comentários »