Vocabulário de termos e expressões regionais e populares

VOCABULÁRIO – DICIONÁRIO POPULAR DE TERMOS E SENTENÇAS DO REGIONALISMOS DO CENTRO-OESTE (Mato Grosso e Goiás, especialmente) Verbetes e significados: ABISCOITAR — Receber dinheiro, herdar, apropriar-se de… ACAUÃ — Ave inimiga das cobras, tida como agourenta. ACEIRO — Terreno debasta-do ao redor dos postes de cerca a fim de evitar que o fogo os queime. … Ler maisVocabulário de termos e expressões regionais e populares

Organização Política do Brasil antes da Independência

A colônia e o reino absoluto (continuação)

 

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Agora, volvamo-nos para a organização política do Brasil. Como se sabe, consistia o império colonial português sul-americano em uma série de regiões, que primitivamente eram parte colônias feudais, parte colônias régias, porém pouco a pouco passaram, sem exceção, para a imediata soberania da coroa; excluindo-se algumas que se fundiram com as suas vizinhas, ao passo quê outras se desmembraram, sempre conservaram as províncias separadamente a sua individualidade independente e a sua própria administração local.

A soberania sobre essa série de Estados residia na coroa e no gabinete de Lisboa; todavia, tinha este criado, desde 1549, um órgão intermediário, uma autoridade colonial central, o governo-geral do Brasil, na Bahia, que exercia a superintendência sobre todas as províncias brasileiras e assegurava as relações oficiais com o governo da mãe-pátria. Esse poder central da colônia subsistiu, consoante o seu nome, até ao fim da era colonial, 1549-1760 na Bahia, 1763-1807 no Rio de Janeiro, e de 1720 em diante usou mesmo permanentemente do título mais brilhante de vice-reino; porém a sua autoridade sofreu sempre novas restrições: em primeiro lugar, perdeu sua ação sobre o Norte do Brasil, o denominado Estado do Maranhão, que foi subordinado diretamente ao gabinete de Lisboa (1621); e, se nominalmente lhe restava autoridade sobre as demais porções de terra, era só na aparência, sem significação real.

Escolástica e Grandes Filósofos Medievais

Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. PARTE IV Quarta época – Filosofia medieval (Séc. IX – XVII) 56. INTRODUÇÃO — Depois das sérias e profundas investigações históricas acerca do pensamento medieval, iniciadas no princípio do século XIX, desvaneceram-se muitos dos inumeráveis preconceitos, acumulados pela renascença sobre a era de “obscurantismo”, e … Ler maisEscolástica e Grandes Filósofos Medievais

JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS – Resumo biografia e obra

JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS (Rio de Janeiro, 1839-1908) romancista, poeta e crítico, começou humildemente como tipógrafo e foi um homem que por si mesmo se fêz, o que tem acontecido a muitos, mas sempre sem deslize de uma modéstia que passava as raias dl timidez, e isso é mais raro.

Quando morreu era presidente da Academia Brasileira de Letras e gozava de incontestada primazia entre seus pares, tanto na douta corporação como fora dela.

JOSÉ DA SILVA MENDES LEAL – Poeta Português

JOSÉ DA SILVA MENDES LEAL (Lisboa, 1818-1886) foi destinado por seus pais à vida eclesiástica e fêz estudos no Mosteiro de São Vicente de Fora; mas com tais intuitos não se coadunava a ambição que o impelia à conquista de renome no mundo das letras e da política.

Escreveu muito para o teatro, filiando-se na escola romântica e principiando pelos Dois renegados: foi um triunfo.

Erudição e história na Idade Moderna

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Todos estes poetas são excedidos pelo escocês Buchanan, que compôs muitas poesias obscenas, e muitas outras contra os frades e a religião, confessando, sem se envergonhar, que o fazia por ordem do rei. A sua melhor obra é a Esfera, que fornece vasto campo às digressões; pelo que respeita a seu Psalmos, são mais gabados do que o merecem.

A erudição tinha-se tranqüilamente exercido sobre os clássicos e nas buscas de palavras, quando a reforma veio pôr em suspeição, aos olhos dos católicos, um estudo que fazia invasão nos campos da fé, e tornar ridículos para os protestantes as suas freqüentes necedades.

CÍCERO CONTRA M. ANTÔNIO – Orações – FILÍPICA II

ORAÇÃO DE M. T. CÍCERO CONTRA M. ANTÔNIO

FILÍPICA II

Em resposta à Filípica I, de Cícero, pronunciou M. António uma longa oração, declarando a sua inimizade para com o orador. Respondeu Cícero com a Filípica II, na qual rebate as acusações feitas contra ele, e, com grande violência, acusa M. António, de uma vida, a começar da infância até chegar às culminâncias do poder, cheia de desordens, licenciosidades e delitos. Não é certo se a Filípica II chegou a ser pronunciada no Senado, pois parece que a populaça armada por M. António, o impediu. Esta oração foi a causa principal da morte violenta de Cícero, perseguido pelo seu inimigo.

NÃO sei, Padres Conscritos, com que sorte minha sucede que há vinte anos a esta parte ninguém foi inimigo da República, que ao mesmo tempo não declarasse guerra contra mim!

ORAÇÃO DE CÍCERO AO POVO ROMANO DEPOIS QUE VOLTOU DO DESTERRO

ORAÇÃO AO POVO ROMANO DEPOIS QUE VOLTOU DO DESTERRO

Apresentação

Desterrado por lei de Cláudio, sendo cônsules L. C. Pisão e A. Gabínio, Cícero ficou no exílio pelo de amigos e principalmente de Cn. Pompeu, sendo côn-espaço de 16 meses. Restituído em Roma, a instância sules P. Lêntulo e Q. Metelo, pronunciou a oração que segue, na qual agradece não somente o ter recuperado o que era seu, a sua pátria, a sua família, os seus amigos, os seus haveres, mas o lhe ter sido devolvido tudo isso com tanta honra, pois, antes dele, nenhum desterrado foi chamado à pátria por autoridade do Senado. 

 

ORAÇÃO DE M. T. CÍCERO AO POVO ROMANO DEPOIS QUE VOLTOU DO SEU DESTERRO

AQUELA mercê, romanos, que a Júpiter Opt. Max. e aos mais deuses imortais tenho pedido, desde quando me dediquei, a mim e os meus interesses, à vossa conservação, utilidade e concórdia, e por vontade me sujeitei à perpétua pena, antes de que antepor coisa alguma minha ao vosso bem; e se em tudo o mais que obrei nos tempos passados, não tive outro fim se não o estabelecimento desta Corte; e empreendi a minha jornada por utilidade vossa, para que o ódio que homens perversos havia muito tinham concebido contra a República e contra todos os bons, se voltasse todo contra mim, contanto que ficassem salvos todos os homens beneméritos e toda a República. Se este foi o meu ânimo para convosco e vossos filhos, e assim vós como os Padres Conscritos e toda a Itália se deixaram possuir da lembrança, compaixão e saudade de mim, extremosamente me alegro, romanos, que em mim reconheça este obséquio o juízo dos deuses imortais, o testemunho do Senado, o consenso da Itália, a confissão dos inimigos e o vosso divino benefício.

Orações de Cícero – Catilinária – IV

ORAÇÃO IV DE M. T. CÍCERO CONTRA L. CATILINA – Resumo

A última catilinária foi pronunciada no dia 5 de Dezembro, numa sessão do Senado, convocada no templo da Concórdia, para decidir sobre a sorte dos conjurados que se encontravam detidos.

Aberta a sessão, Silano propôs a pena capital. Se opôs Cesar, com um discurso muito hábil, insistindo que nada devia decidir-se que não estivesse conforme à mais* estricta legalidade, e concluindo com a proposta que os imputados fossem condenados à prisão perpétua, distribuídos em vários municípios, e à confiscação dos bens.

Cícero desejava ardentemente que os imputados fossem condenado à morte. Porém, evidentemente perturbado pelo discurso de César, no qual havia uma velada ameaça de intervenção do seu partido a favor dos conjurados, depois de insistir sobre a gravidade dos delitos dos amigos de Catilina, os quais, no seu parecer, mereceriam a morte, declara que esta pronto a executar o que o Senado resolver. Na peroração lembra novamente os seus merecimentos, a sua devoção à pátria, os perigos aos quais continua a expor-se para o bem da República.

Os conjurados foram condenados à morte, depois de um breve e resoluto discurso de Catão, que, na mesma sessão falou depois de Cícero.

Exórdio. Perigos aos quais Cícero esteve exposto.

PARA mim voltados estou vendo, Padres Conscritos, os semblantes e olhos de todos; cuidadosos vos vejo não só do vosso perigo e da República, mas também, quando este agora esteja afastado, do meu.

Apologia de Sócrates, por Platão

Apologia de Sócrates por Platão Tradução de Maria Lacerda de Moura. Copista: Miguel Duclós A numeração de Stephanus aproximada encontra-se entre colchetes. Primeira Parte – Sócrates apresenta sua defesa I     [17a] O que vós, cidadão atenienses, haveis sentido, com o manejo dos meus acusadores, não sei; certo é que eu, devido a eles, quase … Ler maisApologia de Sócrates, por Platão

Nietzsche – Cartas de 1887

Texto em inglês Tabela de conteúdo [esconder] 1 Cartas de Nietzsche – 1887 1.1 Carta 1 1.2 Carta 2 1.3 Carta 3 1.4 Carta 4 1.5 Carta 5 1.6 Carta 6 1.7 Carta 7 1.8 Carta 8 if (window.showTocToggle) { var tocShowText = “mostrar”; var tocHideText = “esconder”; showTocToggle(); } Tradução de Miguel Duclós Cartas … Ler maisNietzsche – Cartas de 1887

Sentido e Referência dos nomes próprios e das sentenças declarativas: uma proposta de Gottlob Frege

Sentido e Referência dos nomes próprios e das sentenças declarativas: uma proposta de Gottlob Frege Alexandre Fernandes B. Costa Leite 1. Introdução         O objetivo do presente texto é tentar mostrar o que Frege (1848-1925) entende por sentido e referência dos nomes próprios e das sentenças assertivas completas, isto é, das sentenças declarativas 1. Tal tentativa … Ler maisSentido e Referência dos nomes próprios e das sentenças declarativas: uma proposta de Gottlob Frege