Consciência - Filosofia e Ciências Humanas
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Antropologia - resumos, ebooks, artigos acadêmicos

  • A ESCULTURA E A PINTURA
  • HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) A ESCULTURA E A PINTURA CAPÍTULO VII Poucos achados pré-históricos conseguiram despertar maior curiosidade geral que as esculturas da época da rena, encontradas nas grutas da Dordogne. Entre restos animais e humanos, instrumentos de pedra e madeira, havia fragmentos de chifres de renas, cobertos de gravuras, representando, na [...]


    émile durkheim, pai da sociologia
  • As Regras do Método Sociológico na composição de Algumas Formas Primitivas de Classificação de Durkheim
  •  

    Introdução

    Auguste Comte, filósofo e
    inaugurador da Sociologia, propõe em seu livro “Curso de Filosofia Positiva”, na
    primeira metade do século XIX, que a história da humanidade é constituída por
    três estágios. O estágio teológico, o metafísico e o positivo.

    O estágio teológico tem
    como característica básica a explicação da natureza mediante seres
    sobrenaturais. Como no início dos tempos, a humanidade ainda não tinha ainda
    tempo suficiente para observar a natureza. Desta falta de observação e
    necessitando explicar os fenômenos a sua volta, o homem, entregue ao desespero
    e à acomodação, tendeu a se projetar na natureza. Isto é, todas as ocorrências
    naturais são fetiches: o Sol, a Lua, as marés, as montanhas ganham vida, estão,
    agora, animadas. Ainda no estágio teológico a transmissão do conhecimento é
    autoritária: o sacerdote é ponto de sapiência e reverência.

    O estado metafísico é o
    qual Comte tem menos apreço: este estado permuta a explicação dos seres
    sobrenaturais por forças. O conhecimento gerado pelo espírito metafísico deve
    ser argumentado e não simplesmente baseado na fé.  Etapa de transição entre o
    estado teológico e o positivo, o estado em questão, ao mesmo tempo em que
    antecipa características deste, retém outras tantas daquele.

    Por fim, o estado positivo
    é o estado final do desenvolvimento humano. Aqui não estamos mais preocupados
    com as explicações causais dos objetos naturais. O homem com espírito positivo
    é aquele que se prende às leis da natureza, ignorando suas causas imanentes. Por
    exemplo, a física aristotélica baseava seus conhecimentos no modo teológico e
    metafísico; ao passo que Newton, e posteriormente Einstein, explicam a queda
    dos corpos de maneira indubitavelmente positiva.


    maravilhas das antigas civizações
  • FRANZ BOAS – críticas aos métodos da antropologia evolucionista, reação às teorias racialistas e objetivos da pesquisa antropológica
  •  

    Resumo

     

    A antropologia evolucionista que
    propunha uma única linha de desenvolvimento para a humanidade em geral e o
    racialismo, teoria que faz julgamentos de valor dos indivíduos a partir de
    características fenotípicas, eram dominantes até a primeira metade do século
    XX, quando Franz Boas, através de artigos e conferências analisados no presente
    texto, surge com críticas a essas teorias, propondo uma nova antropologia
    fundamentada no conceito de cultura como o mais importante para a diversidade
    humana, o relativismo metodológico, o método histórico e a necessidade de
    estudar cada cultura como uma cultura em si.

     

    Palavras-chave:
    Franz
    Boas, antropologia evolucionista, teorias racialistas


    maravilhas das antigas civizações
  • A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO NA MODERNIDADE:
  • O
    escopo desse artigo é desenvolver uma análise sobre a formação do indivíduo na
    sociedade moderna tal como esta é concebida pelo sociólogo alemão Norbert
    Elias. Este autor fundamenta sua teoria na relação indissociável entre o
    indivíduo e a sociedade e nos processos interacionais e históricos resultantes
    da civilização que configuram a personalidade e as ações do indivíduo ao mesmo
    tempo em que moldam a sociedade.

     

    Palavras-chave: Norbert
    Elias; Indivíduo; Sociedade; Civilização


    tupi
  • O Idioma Tupi, por JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES
  • JOSÉ VIEIRA COUTO DE MAGALHÃES (Minas, 1837-1898) foi um infatigável estudioso dos nossos sertões e no estudo das línguas indígenas despendeu boa parte da sua atividade.

    Envolvido na política do Império e filiado ao partido liberal, presidiu as províncias de Goiás, Pará, Mato Grosso e São Paulo. Na penúltima destas presidências prestou relevantes serviços, desoprimindo da invasão paraguaia uma parte da província; e, como prêmio das vitórias que nisso alcançou, foi galardoado com o posto de brigadeiro honorário, distinção que então rarissimamente se concedia a civis.


    maravilhas das antigas civizações
  • O agir moral à luz da liberdade e da responsabilidade
  • Introdução

                Paulo
    já lançara as bases de uma ética para a vida title=""> style='font-size:11.5pt;font-family:"Times New Roman","serif"'>[1]
    .
    No alvorecer do cristianismo, a originalidade da proposta desenvolvida por
    Paulo consistiu em aliar a liberdade à responsabilidade: "tudo me é
    permitido, mas nem tudo convém" class=MsoFootnoteReference> style='font-size:11.5pt;font-family:"Times New Roman","serif"'>[2].
    Todos os seres humanos prezam a liberdade, tendo sido criados para ela. Para
    não diminuí-la ou até destruí-la, no entanto, requer-se que se viva com
    responsabilidade.

                Em
    tempos mais recentes, o Vaticano II resgatou essa intuição, sobretudo,
    com a Gaudium et Spes, atribuindo grande valor à consciência: "a
    consciência é o sacrário das pessoas" title=""> style='font-size:11.5pt;font-family:"Times New Roman","serif"'>[3]
    .
    Vê-se aí a enorme importância dada às decisões individuais. Até então, o que
    trazia tranqüilidade moral às pessoas de fé era o seguimento às normas. O
    importante era "enquadrar-se" nas leis. O que vigorava era a
    heteronomia moral. De agora em diante, as leis passam a funcionar como
    importantes subsídios, mas nunca como elementos decisórios às pessoas. A última
    palavra é sempre dada pela pessoa, em consonância com seu contexto vital (Sitz
    im Leben), seu desenvolvimento psíquico e sua situação particular. O que passa
    a vigorar é a defesa da autonomia moral.

                Por
    conseguinte, permeando o horizonte da ética, é possível encontrar um grande
    desafio lançado a todo ser humano: saber discernir quais são os melhores
    caminhos a serem percorridos no dia-a-dia. "O sentido da responsabilidade
    é uma atitude do homem total que o impele a colocar-se em situação de radical
    disponibilidade quanto aos imperativos morais" name="_ftnref4" title=""> class=MsoFootnoteReference>[4]

    assim que a pessoa se realiza e edifica o mundo à sua volta.

                A
    liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Dessa forma, toda
    pessoa tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""> class=MsoFootnoteReference>[5]
    .
    "Quanto mais pratica o bem, mais a pessoa se torna livre. Não há
    verdadeira liberdade a não ser a serviço do bem e da justiça. A escolha da
    desobediência e do mal é um abuso de liberdade e conduz à ‘escravidão’" href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""> class=MsoFootnoteReference>[6].

                Em
    tempos de pensamento fraco e de relativismo, nesse contexto do século XXI, onde
    até o amor é tido como líquido, é mais do que oportuno revisitar as intuições
    éticas que nos foram legadas na Tradição.


  • AS HIPÓTESES FUNDAMENTAIS DA SOCIOLOGIA
  • Introdução a Sociologia – PRIMEIRA PARTE OS PROBLEMAS SOCIOLÓGICOS Capítulo I

    Professor A. Cuvillier (1939).

     

    Capítulo VI AS HIPÓTESES FUNDAMENTAIS DA SOCIOLOGIA

    A sociologia não é uma filosofia da história: não supõe uma explicação unilateral dos fenômenos sociais, mas, pelo contrário e como já dissemos, o sentido das interferências e das interações múltiplas cuja reunião forma a vida social. Se, contudo, não quisermos cair num círculo vicioso, que consistiria em explicar os fenômenos sociais sucessivamente uns pelos outros, essas ações recíprocas supõem, necessariamente, uma ação primordial, ou, como dizia Durkheim, um "substrato" fundamental. A sociologia necessita, portanto, como sucede com todas as outras ciências, de uma hipótese diretriz, de uma hipótese de trabalho, incidindo aqui sobre a natureza desse substrato.

    I. —O "substrato" biológico

    Será esse "substrato" de ordem biológica? E será a sociologia, neste sentido, um apêndice das ciências naturais? Esta interpretação pode apresentar-se — fora das vagas analogias do organicismo, de que já tratamos — sob duas formas principais.

    1. O fator racial: a antropossociologia. — A primeira é a teoria da raça ou antropossociologia, a qual, como veremos adiante, é muito antiga. Mas é sabido que, na sua forma atual, ela tem, sobretudo, por origem um livro de Arthur de Gobineau, Essai sur l’inégalité des races humaines (1853-1855). Desenvolveu-se em França, nos fins do século passado, graças aos trabalhos de Vacher de Lapouge. A própria revista L’Année Sociologique, nos seus três primeiros volumes, julgou dever, ainda que com prudentes reservas acerca, do fundo da doutrina, consagrar uma rubrica à antropossociologia.


  • OS PROBLEMAS SOCIOLÓGICOS – OS MÉTODOS SOCIOLÓGICOS – Introdução à Sociologia
  • I. — O "MÉTODO" MONOGRÁFICO

    Nestas condições, se é preciso tomar como ponto de partida os fatos, o concreto, não será o melhor método o que descreve atenta e minuciosamente casos especiais e convenientemente escolhidos, isto é, o "método monográfico"?

    Foram, sobretudo, a escola de Le Play e a sua filial, a escola da "Ciência Social", que preconizaram este método como o sistema fundamental da sociologia. O que fará, diz Paul Bureau, eminente representante desta escola, na sua Introduction à la méthode sociologique, um mineralogista que pretenda estudar um terreno? Não irá estudar aqui e além certos estratos, não multiplicará as análises parciais e fragmentárias. Colherá uma amostra do jazigo que pretende conhecer e dela fará uma análise completa, levando-a até ao fim.

    É sabido que, na realidade, as investigações de Le Play incidiram, principalmente, sobre as monografias de famílias operárias. Estabeleciam o orçamento de uma família normal, numa profissão, lugar e época determinados, e fixavam suas diversas despesas, consagradas à alimentação, ao vestuário, à habitação, à saúde, à instrução, aos divertimentos e à economia. Para estas monografias Le Play constituiu quadros que foram desenvolvidos por Henri de Tourville numa Nomenclature detalhada, em que os fenômenos sociais são agrupados em vinte e cinco grandes classes, subdivididas, por sua vez, em 326 elementos. Le Play estabeleceu, igualmente, um quadro para a monografia de uma nação, que aplicou na sua "Constituição da Inglaterra": Emile Cheys-son, um quadro para as monografias de oficina, etc.

    Por outro lado, os geógrafos da escola de Vidal de la Blache preconizaram, por oposição ao método analítico e comparativo dos sociólogos, as monografias regionais, de que podemos encontrar modelos nos estudos, já antiquados, de Demangeon sobre a Picardia, de Blanchard sobre a Flandres, de Vacher sobre o Berry, de Jules SION sobre os camponeses da Normandia oriental, ou no notável e

    ainda recente estudo de Demangeon e Febvre acerca do Reno. Em vez de tomar por base um elemento social, como a habitação (formas da casa, distribuição das aglomerações, etc), o povoamento, a irrigação, a localização das indústrias, etc, e de lhe estudar as variações no tempo e no espaço, escolhem uma região geograficamente delimitada e estudam todos os fenômenos que nela ocorrem e as relações entre esses fenômenos e ela.

    Este método permitiria, a acreditar em seus partidários, estudar a sociedade na sua evolução, na sua vida, no seu dinamismo, enquanto que todos os outros conduziriam a uma sociologia estática. É assim que P. Bureau critica Durkheim por estudar com os seus métodos não o "já feito" e o "acabado", mas "o envelhecido e o velho, o que amanhã será caduco e depois de amanhã desusado", e desconhecer as "instituições sociais que se elaboram e se experimentam, tímida e, por vezes, dolorosamente, ainda muito modestas e desprezadas pelas "pessoas de qualidade" para terem direito de cidadania e se exprimirem nessas sentenças imperativas que tão bem ficam às pessoas que venceram na vida".

    Lionel Bataillon julga, igualmente, poder afirmar que "a diferença de atitude (entre partidários do método analítico e partidários do método monográfico regional) provém de uma diferença de concepção das reações recíprocas do homem e do meio". Os primeiros imaginariam "os homens passivos diante das forças naturais", ao passo que os segundos estariam penetrados da idéia de que "o homem atua sobre a natureza tanto como a natureza atua sobre o homem".

    Em boa verdade, não é esta a questão. É possível que os sociólogos durkheimianos não tenham posto suficientemente em relevo a reação do homem sobre a natureza. Mas disso voltaremos a tratar no último capítulo. Mas nunca a negaram. De resto, o "método monográfico" não evita de modo algum os inconvenientes da sociologia estática. Para o provar basta-nos a seguinte observação de Wilbois: as nossas sociedade modernas, diz êle, estão em evolução permanente; nelas se criam sem cessar novas tendências, que ainda não têm órgãos apropriados. Poderão essas tendências, essas novas necessidades, ser interpretadas por meio das monografias? "Por mais preciosas que sejam essas monografias, só indireta e inexatamente respondem à pergunta que fazemos. O que delas se deduz não é uma tendência, ou, mais precisamente, uma "necessidade", se chamarmos necessidade a uma tendência aplicada a um objeto; é, como observou Schmoller, um "pedido": ora, uma necessidade pode ser imperiosa e, por falta de dinheiro, aquele que a sente nem sequer pensar em exprimir o pedido com que a satisfaria: os operários das grandes cidades têm, evidentemente, necessidade de férias ao ar livre, e contudo só recentemente se encontram ligeiros vestígios dessa despesa no seu orçamento".

    Na realidade, a questão é puramente metodológica. O que devemos perguntar é se, efetivamente, a monografia constitui um método, que possa levar a uma determinação e a uma interpretação satisfatória dos fatos sociais. Seja-nos permitido recordar aqui alguns princípios elementares que, parece-nos, têm andado muito perdidos de vista nesta discussão:

    1.° O singular não é objeto de ciência. Em primeiro lugar, a monografia, pelo simples fato de se referir a um único exemplo, nunca pode esgotar o assunto. Era já essa a objeção formulada por

    Durkheim nas Régles: "Inventariar todos os caracteres de um indivíduo é um problema insolúvel. O indivíduo é, só por si, um infinito, e o infinito não pode esgotar-se". Além disso, a descrição pura, tal como é aqui possível, coloca-nos apenas em presença de um conjunto confuso, no qual nada se pode distinguir, aproximadamente como se um físico tivesse a fantasia de Rescrever o estado total de um sistema, misturando, ao mesmo tempo, o que diz respeito aos seus estados mecânico, térmico, elétrico, magnético, higrométrico, etc. "Supondo mesmo — escrevia Simiand, na polêmica a que atrás fizemos referência — que as regiões consideradas são, realmente, unidades ao mesmo tempo geográficas e humanas (com preferência, de resto, mais humanas que geográficas), começar por estudar o todo dessa região, querer compreender e explicar, ao mesmo tempo, tudo o que nela existe, é pretender começar pelo mais difícil, por aquilo que, quando muito, se pode considerar como o fim da ciência: porque é, com efeito, pretender explicar um indivíduo em toda a sua individualidade completa e inteira, em vez de começar, como em todas as ciências, pela análise das relações gerais mais simples".

    Por conseqüência, a monografia pode, no máximo, fornecer-nos — e, repetimos, de maneira incompleta — um "dado" que então se apresenta com a complexidade e, também, com a ambigüidade da realidade. "Complexo indivisível", diz-nos Hauser. Indivisível, portanto incompreensível. Porque, se é verdadeiramente rebelde à análise, não pode ser cientificamente conhecido.

    2.° Na realidade, a análise é indispensável. E isto é tão verdadeiro que, apesar de a possuírem, os partidários do método monográfico introduzem, naquilo que pretendem ser uma simples exploração dos fatos sociais, hipóteses, pré-concepções, classificações, quadros lógicos, que implicam já uma interpretação completa. Mas essa interpretação é tanto mais perigosa quanto é inconsciente e, muitas vezes, provém, simplesmente, dessa "metafísica do senso comum" que, em 1903, Simiand assinalava como constituindo "os ídolos da tribo dos historiadores".

    Vejamos, por exemplo, por que razão Le Play se dedicou, de preferência, às monografias de famílias cie operários. Êle próprio explica-o no seu livro Ouvriers européens. A família burguesa ou rica, diz, tem, em larga escala, a faculdade de se subtrair à influência do meio. "Não sucede assim com a classe operária: a imprevidência que implica um estado habitual de penúria, ou a previdência que a economia aconselha nas despesas, colocam cada família na necessidade de prover às suas necessidades pelas combinações mais diretas e mais simples. Os meios de existência do operário estão, portanto, essencialmente subordinados às influências reunidas do solo e do clima.. . Nestas condições, obtém-se como que um reflexo da constância e da regularidade que os naturalistas constatam entre os indivíduos da mesma espécie". E mais claramente ainda, na Introdução da mesma obra, Le Play declarava: "Apliquei à observação das sociedades humanas regras análogas às que o meu espírito utilizava no estudo dos minerais e das plantas. Construí um mecanismo científico".

    Não se pode confessar com maior ingenuidade uma concepção fixista e mecanista da vida social.

    Por outro lado, por que razão se há de fazer incidir o estudo especialmente sobre a família? O seu discípulo Paul Bureau não no-la deixa ignorar:


  • OS MISTÉRIOS DO PENSAMENTO
  • A máquina pensante – A magia da memória – Curiosidades da psicologia – Mesmerismo – Hipnotismo – Telepatia – Sonhos – Modernos pesquisadores do pensamento – Freud – Jung – Pavlov – João B. Watson

    O CÉREBRO humano é uma maravilhosa máquina pensante. Toma simples sensações e as transforma em pensamentos complexos. Como se faz isto? O processo é perfeitamente simples quando o analisais. Há dentro de nosso corpo um grupo de nervos, ou fios telefônicos. Estes nervos estão recebendo constantemente toda a casta de mensagens através dos vários sentidos: vista, ouvido, tacto, gosto, e olfato. Eles transportam as mensagens, ou sensações, ao cérebro, que por sua vez escolhe as que são mais fortes, agrupa-as, classifica-as e arranja-as em ordem lógica e… pronto, nasceu um pensamento.

    Mas isto é apenas a metade da história. Logo que o pensamento é formado, começa a estimular outro grupo de nervos. Este grupo leva o pensamento do cérebro aos músculos do corpo, e o pensamento é assim traduzido em ação.


  • ÁUREA MEDIOCRITAS – Capítulo I de “O Homem Medíocre de José Ingenieros”
  • I.
    ÁUREA MEDIOCRITAS ?
    — II.
    OS HOMENS
    SEM PERSONALIDADE. — III. EM TORNO DO HOMEM MEDÍOCRE. —
    IV. CONCEITO SOCIAL DA MEDIOCRIDADE. — V. o ESPÍRITO
    CONSERVADOR. — VI. PERIGOS SOCIAIS DA MEDIOCRIDADE. — VII.    a VULGARIDADE.

    I
    Áurea mediócritas?

    Há uma certa hora em que o pastor ingênuo se
    assombra diante da natureza que o circunda. A penumbra se adensa; a côr das
    coisas se uniformiza no cinzento homogêneo das
    silhuetas, as primeiras humidades crepusculares levantam, de
    todas as ervas, um vago perfume; aquieta-se o rebanho para dormir; o sino
    remoto tange o seu aviso vesperal. A impalpável
    claridade
    lunar vai se esbranqui çando,
    ao
    cair sobre as coisas;
    algumas estrelas inquietam o firmamento com a sua
    titila ção, e um longínquo rumor de arroio brincando nas brenhas,
    parece
    conservar sobre misteriosos temas. Sentado
    sobre a pedra menor áspera que encontra à beira do
    caminho, o pastor contempla e emudece. convidando
    em vão a meditar pela convergência do sítio e da hora. Sua admiração primitiva
    é simples estupor. A poesia natural que o rodeia, ao
    refletir-se em sua imaginação, não se converte em poema. Êle é,
    apenas , um objeto no quadro, uma pincelada: como a pedra, a árvore a ovelha, o
    caminho; um acidente na penumbra. Para
    êle, todas as coisas foram sempre as assim
    continuarão a ser, desde a terra que pisa até o rebento que apascenta.


  • A MORAL DOS IDEALISTAS – Introdução de “O Homem Medíocre” de José Ingenieros
  • O Homem Medíocre

    José Ingenieros (1877-1925)

    INTRODUÇÃO – A
    MORAL DOS IDEALISTAS

    i.    a emoção 
    do  ideal.  —  ii.    de  um  idealismo  com
    fundamento na experiência. — iii.    os temperamentos  idealistas.  — iv.    o  idealismo  romântico.  — v. o idealismo estóico. — vi.     símbolo.

     

    I
    A emoção do ideal

    Quando orientas a proa visionária em
    direção a uma estrela, e desdobras as azas para atingir tal excelsitude
    inacessível, ansioso de perfeição rebelde à mediocridade, levas em ti o impulso
    misterioso de um Ideal. É áscua sagrada, capaz de te preparar para grandes
    ações. Cuida-a bem; se a deixares apagar, jamais
    êle se reacenderá. E se ela morrer em ti, ficarás inerte: fria bazófia
    humana.


    trajes-portugueses
  • Resumo sobre a etnia branca no início da formação do povo brasileiro
  • Capítulo de material didático escolar de história de 1963 sobre a origem e formação do povo brasileiro, abordando o elemento branco como uma das partes que ajudaram a fincar nova população em descomunal território.


    Rugendas - Mercado de Escravos
  • Escravidão negra no Brasil
  • Pequeno resumo escolar sobre a escravidão negra no Brasil. Acompanha questionário.


    Encontro dos índios com europeus (Rugendas)
  • Resumo sobre os índios brasileiros
  • Resumo escolar sobre os costumes e hábitos dos índios pré-cabralinos da América e sua importância. Acompanha questionário.


    fernão cardim, jesuíta português
  • NARRATIVA EPISTOLAR DE UMA VIAGEM E MISSÃO JESUITICA – Fernão Cardim
  • ebook contendo a
    NARRATIVA EPISTOLAR DE UMA VIAGEM E MISSÃO JESUITICA – Fernão Cardim
    Pela Bahia, llheos, Porto Seguro, Pernambuco, Espirito Santo, Rio de Janeiro, S.
    Vicente, (S. Paulo) etc. desde o anno de 1583 ao de 1590, indo por visitador
    o P. Christovão de Gouvêa


    Marechal deodoro da fonseca
  • DO PRINCIPIO E ORIGEM DOS ÍNDIOS DO BRASIL E DE SEUS COSTUMES, ADORAÇÃO E CEREMONIAS – Fernão Cardim
  • Opúsculo escrito pelo padre jesuíta português Fernão Cardim no século XVI com a descrição dos povos e nações de nativos brasileiros com que os portugueses iam tomando contato, seus costumes e cultura.


    Marechal deodoro da fonseca
  • Dos Príncipios e Origens dos Índios no Brasil de Fernão Cardim, Introdução de Capistrano de Abreu
  • Dos Príncipios e Origens dos Índios no Brasil de Fernão Cardim e de seus costumes, adoração e ceremonias, Introdução de Capistrano de Abreu de 1881.


    Marechal deodoro da fonseca
  • Árvores e Pássaros na água salgada, rios e cobras de água doce, lagartos e lobos d’água – Fernão Cardim
  • Capítulos da obra do padre jesuíta português Fernão Cardim sobre a gente e a terra do Brasil no século XVI, obra da coleção brasiliana, documento histórico.


    Marechal deodoro da fonseca
  • ERVAS QUE SÃO FRUCTO, ERVAS PARA MEZINHAS, ERVAS CHEIROSAS, CANAS – Fernão Cardim
  • capítulos dos tratados de Fernão Cardim sobre as ervas e plantas nativas brasileiras e o uso e costumes que dela tinham os índios.


    Marechal deodoro da fonseca
  • DAS ARVORES DE FRUCTO – Tratados da Terra e Gente do Brasil – Fernão Cardim
  • árvores frutíferas do Brasil no século XVI, capítulo do livro de Fernão Cardim


    Marechal deodoro da fonseca
  • DAS ARVORES QUE SERVEM PARA MEDICINAS – Tratados da Terra e Gente do Brasil – Fernão Cardim
  • Capítulo do Tratado de Fernão Cardim . (Tratado da Terra e Gente do Brasil) .


    Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.
  • Norbert Elias e a sociedade dos indivíduos
  • Norbert Elias sociólogo alemão nasceu em Breslau em 22 de junho de 1897,
    de família judaica, precisou quando Hitler se tornou chanceler da Alemanha
    fugir e exilar-se na França em 1933, posteriormente estabeleceu-se na
    Inglaterra onde passou grande parte de sua vida. Infelizmente seus trabalhos tiveram
    reconhecimento tardiamente


    Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.
  • TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL em 1587 – Gabriel Soares de Sousa – Primeira Parte
  • TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL em 1587 Gabriel Soares de Sousa PRIMEIRA PARTE: Roteiro geral, com largas informações de toda a costa do Brasil Proêmio Como todas as coisas têm fim, convém que tenham princípio, e como o de minha pretensão é manifestar a grandeza, fertilidade e outras grandes partes que tem a Bahia de Todos [...]


    monumento+3+raças
  • A FORMAÇÃO ÉTNICA – História do Brasil
  • História do Brasil -Manual Didático para a Terceira Série Ginasial por Ary da Matta (1947) História do Brasil de Ary da Matta Cap. 1 – O descobrimento Cap. 2 – Os primórdios da colonização Cap.3 – A formação étnica Cap. 4 – Expansão geográfica Cap. 5 – Defesa do território Cap. 6 – Desenvolvimento econômico [...]


    artefatos+indigenas
  • ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL
  • ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL
    Paulo Setúbal

    Dos “Ensaios Históricos”

     

    ONFROY DE
    THORON

    Não há, no pórtico da nossa História, pergunta mais natural do que
    esta: de onde vêm esses bugres que os mareantes toparam no Brasil alvorecente?
    De que estranhas terras, e como, e de que jeito, e quando, surgiram por aqui
    esses gentios emplumados, de batoque no beiço, que atroavam os matos brutos com
    o ribombo dos trocanos e o estrépito das inúbias bárbaras? Uma curiosidade
    ferretoante, desde a primeira página, chuça o nosso fundo racional. A gente
    anseia logo por desvendar a origem daqueles dois selvagens, "pardos,
    maneira de avermelhados, de bons olhos e bons narizes" que Cabral recolheu
    a bordo, que agasalhou mimosamente, que fez dormir na capitânea sobre coxins da
    Pérsia, entre muitas fofezas, num aturdimento. Mas a curiosidade aguça-se
    apenas: não há resposta cabal. Teses, muitas. Autores, muitos. Mas tudo cipoal
    desnorteante.


    Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.
  • PAULISTAS DO SÉCULO XVII – Paulo Setúbal
  • PAULISTAS DO SÉCULO XVII
    Paulo Setúbal

    Dos “Ensaios Históricos”

    A
    "História Geral das Bandeiras Paulistas", do preclaro Dr: Afonso-
    Taunay, representa um dos esforços maiores, e dos mais ilustres, para a
    reconstrução do período épico do bandeirismo, esse fenómeno altíssimo na
    formação da nacionalidade. A obra, porém, tão erudita e tão intensa, não é,
    infelizmente, obra de popularização. O feitio dela, aquele recheio de nomes e
    datas, as transcrições, aqueles muitos alvarás e atas-de-câmara, tudo aquilo,
    enfim, que torna o trabalho fortemente fidedigno, é exatamente o que afugenta o
    leitor comum, o leitor do século prático, o leitor que lê no bonde, esse homem
    rápido, utilitário, que não tem folgas sobejas para correr olhos pacientes
    sobre a papelada maçante das coisas velhas. O próprio autor confessa no pórtico
    do seu doutíssimo trabalho: "Não é uma obra de síntese a que o leitor tem
    sob os olhos. Nem poderia ou deveria sê-lo, pois a história sistemática e
    pormenorizada das bandeiras paulistas jamais se fez até hoje".


  • A Cidade Perdida – Jerônimo Monteiro
  • A Cidade PerdidaJerônimo Monteiro Fonte: Editora Ibrasa, 1948 EXPLICAÇÃO INDISPENSÁVEL TANTO SÁLVIO COMO EU ESTAMOS CERTOS DE QUE ENTRE os ocasionais leitores deste livro há de se encontrar algum atlante. É a esse provável leitor que vão especialmente dedicadas estas linhas. Nada devem recear os atlantes que habitam ainda o coração do Brasil. O que [...]


    maravilhas das antigas civizações
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