Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


textos interessantes sobre bandeirantes

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):


ELOGIO A VARNHAGEN

Oliveira Lima ELOGIO A VARNHAGEN Cabem-nos certamente alguns dos defeitos por que somos acoimados. Como raça e como povo — latinos pela cultura, portugueses pelo sangue, brasileiros pela nacionalidade — do que não podemos, entretanto, ser facilmente acusados é de ser minguada a nossa admiração pelo talento, pelo valor e pelo sucesso. Ela é antes [...]

CAPISTRANO DE ABREU

O SR. CAPISTRANO DE ABREU Oliveira Lima Entre as publicações comemorativas do centenário da abertura dos portos brasileiros ao comércio universal, que no próximo ano se celebrará, figurará um escorço do desenvolvimento histórico do nosso país, da pena do Sr. Capistrano de Abreu, que me parece ser o que de mais condensado e ao mesmo [...]

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA E DA AMÉRICA INGLESA

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA E DA AMÉRICA INGLESA * A EVOLUÇÃO BRASILEIRA COMPARADA COM A HISPANO-AMERICANA E COM A ANGLO-AMERICANA Oliveira Lima I A conquista da América hispano-portuguêsa é um assunto quase familiar para os muitos que na terra de Jfrescott nutrem o gosto da leitura. Tendes aliás a boa fortuna de contar no [...]

ROBERT SOUTHEY – por Oliveira Lima

ROBERT SOUTHEY por Oliveira Lima Entre os escritores estrangeiros que para nós voltaram sua atenção e de nós se ocuparam desde que temos história, nenhum possui mais justificados títulos à admiração e gratidão nacionais do que Robert Southey, o bem conhecido autor, afora diversos outros trabalhos relativos a Portugal e à América do Sul, de [...]

Rodrigo Cesar de Menezes – ambição pelo ouro e Nossa sra das Brotas

BROTAS Rodrigo Cesar de Meneses, que pela ambição e sede do ouro se constituiu algoz da população de Cuiabá nascente, desenvolvia atroz perseguição aos bandeirantes. Levas de desbravadores do sertão transpõem o rio Cuiabá, outras galgam as serras de Leste. Ali vai uma caravana afastando-se da cidade, temendo a escolta que prometia agarrá-la, onde quer [...]

A DESVENTURA DO CEL. FAWCET

A DESVENTURA DO CEL. FAWCET A sonhada serra dos Martírios atraiu para o ignorado, em junho de 1925, o sempre lembrado Cel. Fawcet que, juntamente com o filho Jack e o companheiro Railegh Rimmel, saiu disposto e certo de localizá-la em rumo inédito, em direção diferente dos seguidos até então. Chegando a Cuiabá, onde se [...]

AS MINAS DOS MARTÍRIOS

AS MINAS DOS MARTIRIOS A terra é virgem; homens, parai. Bandeirantes que vos internais pelos sertões Araés, à procura do gentio que vos odeia de morte, sustai os vossos passos; é virgem a terra que pisais. Penitência e oração. Tirai da mente a idéia da escravização dos indígenas da ubertosa terra; são eles vossos irmãos, [...]

Caçadores de Diamantes – Bandeirantes paulistas no Mato Grosso

CAÇADORES DE DIAMANTES E quando a invasão emboaba saturou as minas de elemento indesejável e insuportável para a arrogância aristocrática do paulista, atirou-se este ao desbravamento dos mistérios do subsolo goiano e matogrossense. Fêz êle surgir longínquos confins, novos eldorados que desviaram para si a corrente emigratória que partia de São Paulo em busca da [...]

A BOLA DE FOGO – Lendas e Encantamentos do Sertão

A BOLA DE FOGO Quem visita aquela bonita cidade mineira, orgulhosamente adormecida nos macios coxins do sertão, fica conhecendo em seus arredores uma tapera que pertencera a antiga família e que constituiu a célula inicial do importante centro comercial de hoje. Os montões de madeirame apodrecido e os muros es-borcinados são o que resta dos [...]

REGIÃO CENTRAL DE MINAS GERAIS – SERRA DO CURRAL-D’eL-REI

REGIÃO CENTRAL DE MINAS GERAIS SERRA DO CURRAL-D’eL-REI José Veríssimo da Costa Pereira SEM PRETENDER, em absoluto, cair em demasiado rigor, é possível dizer-se que somente a partir do segundo quartel do século atual, vêm os métodos da análise morfológica sendo aplicados com maior ou menor inteligência, e com real proveito, no estudo científico do [...]

FAISCADORES – história da mineração

FAISCADORES * José Veríssimo da Costa Pereira AINDA hoje, sobretudo em certas regiões do Pará, Amapá, Guiana Maranhense, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, constitui o ouro o eixo em torno do qual gira incessantemente toda a vida de pequenas povoações que, em pleno século XX fazem reviver condições de trabalho e de meio [...]

TRECHO ENCACHOEIRADO DO SAO FRANCISCO

Reproduzido de Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. TRECHO ENCACHOEIRADO DO SAO FRANCISCO Virgilio Corrêa Filho ENTRE os grandes rios brasileiros, o São Francisco distingue-se por vários aspectos, que tanto lhe interessam à fisiografia quanto à [...]

AGUADEIRO (Rio São Francisco)

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. AGUADEIRO (São Francisco) Virgilio Corrêa Filho NAS REGIÕES montanhosas, golpeadas de bocainas, donde fluem manadeiros, de maior ou menor importância, o problema de abastecimento d’água domiciliar não encontra dificuldades de [...]

FEIRA DE GADO – Tipos e aspectos do Brasil

Tipos e aspectos do Brasil

Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966.

FEIRA DE GADO

Elza Coelho de Souza

NA HISTÓRIA da colonização de extensas regiões do Brasil a criação de gado apareceu desde os primordios do descobrimento, como um meio de conquista da terra e de fixação das populações.

O gado introduzido pelos portugueses em São Vicente, Bahia e Pernambuco não tardou a espalhar-se pela nossa hinterlândia desenvolvendo-se rapidamente nas zonas que se ofereciam mais propícias à sua criação. Esta criação se impôs não só com o fim de fornecer alimento aos habitantes das cidades e povoações incipientes, como também aos trabalhadores das minas, intensamente explotadas nos séculos XVII e XVIII. Ainda se destinavam os bois ao serviço de transporte e ao trabalho nas lavouras e nas indústrias nascentes, como a do açúcar.

Assumia a criação papel importante num país como o Brasil, que contando com escassos e deficientes meios de transporte tinha no gado "uma mercadoria que se transportava por si mesma". Além disso, a escassez da população do país se coadunava bem com uma atividade econômica, como a pastoril, que exigia para seu cuidado, pequeno número de braços.

Deste modo, o sertão do Nordeste, as caatingas, os cerrados e os campos, o vale do São Francisco com a riqueza de suas pastagens e depois os cha-padões de Mato Grosso e Goiás, tornaram-se, desde logo, o domínio da pecuária multiplicando-se as extensas fazendas de criação em regiões, nas quais a lavoura não podia desenvolver-se de forma econômica.

Tropeiros no Brasil – Burros de Carga

BURROS DE CARGA * Lindalvo Bezerra dos Santos A DISPERSÃO do povoamento do interior do Brasil, desde o início da colonização, e as necessidades do comércio e das comunicações, deram em resultado o uso de transporte em dorso de animal. Tal tipo de transporte não foi de maneira mais decisiva oriundo do afastamento dos centros [...]

O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.

O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO. Professor Brasil Bandecchi. Estreita é a faixa litorânea da Capitania vicentina. Vencidos poucos quilômetros rumo ao interior, logo se alteia a Serra de Paranapiacaba, como um enorme contraforte se opondo à marcha do europeu. No Planalto, entretanto, já se encontrava João Ramalho, o genro do poderoso [...]

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA – História

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA. Professor Brasil Bandecchi. Garantidos os direitos portugueses pelo Tratado de Tordesilhas, que fixou fronteiras na América, ficou a Portugal a preocupação, inicialmente, de defender o litoral que ia da Uha de Marajó (na parte mais próxima do Estado do Maranhão) até Laguna e [...]

Cronologia da História do Brasil

Material Didático de História do Brasil

Professor Pedro Bandecchi, 1970

1453 — Queda de Constantinopla; fim da Idade Média e começo da Idade Moderna.

1487 — Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas que passa a chamar-se Cabo da Boa Esperança.

1492 — Cristóvão Colombo, a serviço da Coroa Espanhola, descobre a América.

1493 — O Papa Alexandre VI assina a Bula Inter Cetera, que fixava que: o domínio espanhol começava 100 léguas a oeste das Ilha dos Açores e Madeira, numa linha traçada longitudinalmente de Norte a Sul. Com a Bula Inter Cetera parte alguma do Brasil ficou pertencendo a Portugal.

1494 — Espanha e Portugal assinam o Tratado de Tordesilhas, mais tarde referendado pelo Vaticano, modificando a linha divisória da Bula Inter Cetera, a qual passaria a 370 léguas das ilhas referidas. Com isto um terço do atual território brasileiro ficou pertencendo a Portugal. 1498 — Vasco da Gama chega à Índia, contornando a África.

Resumo completo de História do Brasil até o fim da escravidão

Descobre-se uma nova terra

 

ERA
um
domingo festivo. Na praia do Restelo, em Portugal,
apinhava-se uma multidão variegada e entusiasta, que contemplava
com orgulho os mastros de uma numerosa esquadra, prestes a partir para as
índias, afim de levar o Evangelho aos povos do Oriente, combater os mouros c
negociar especiarias.

Celebrava-se uma
missa solene, na ermida
da
praia. Lá estavam, na tribuna de honra, o próprio rei, D. Manuel, o Venturoso,
o
almirante da esquadra a partir, Pedro Álvares Cabral e o bispo de Ceuta, D. Diogo de Ortiz. O bispo benze um
estandarte, que o rei entrega ao almirante.

Forma-se depois
um cortejo solene, em que se vêem padres e frades, cantando, carregando cruzes
e relíquias, oficiais da armada e o povo contente, barulhento, aplaudindo os
atrevidos marinheiros, que partiam a alargar os domínios de Portugal. Levam o
almirante e os seus homens até a praia, onde embarcam.

Mas só no dia
seguinte, 9 de março de 1500, parte aquela esquadra de dez caravelas e três
navios de transporte. Vai às índias, seguindo o caminho que Vasco da Gama já
devassara. Aventuram-se as naus pelo "mar de largo", isto é, oceano
afora. Desviam-se, porém, de seu roteiro. Para fugir às calmarias, prejudiciais à
navegação? Ou obedecendo a instruções secretas e propósitos determinados?
Discute-se ainda hoje o caso.

Resumo sobre as Riquezas do Brasil Colonial

resumo sobre as riquezas do Brasil Colônia, material didático de História do Brasil de 1963, com questões inclusas.

O Cacho de Bananas – Viriato Corrêa

Conto de Viriato Corrêa sobre o episódio em que foi ofertado um cacho de bananas de ouro do Brasil para o rei de Portugal

SOBRE UMA HISTÓRIA DO CEARÁ – Capistrano de Abreu

Ignora-se o ano exato do estabelecimento de Martim Soares
Moreno; o de 1 610, que em geral se dá, é aproximadamente certo. Em 1 613 o
fundador do -Ceará é mandado ao Maranhão a colher informações sobre o estado da
terra e os estrangeiros que a estão ocupando; em 1 615 Jerônimo de Albuquerque
e Alexandre de Moura assentam o poder português no Maranhão em bases sólidas,
expulsando de uma vez os franceses; começa-se Belém do Pará em 1 616.

OS PRIMEIROS DESCOBRIDORES DE MINAS – Capistrano de Abreu

  OS PRIMEIROS  DESCOBRIDORES DE MINAS*Capistrano de Abreu ADVERTÊNCIA ** A ilustrada Redação da Revista, do Arquivo Mineiro desencavou da saudosa Semana estes artigos, escritos ainda no século passado. Seu fim único era chamar a atenção para fatos geralmente descurados, insistir sobre documentos inéditos uns, outros quase ignorados, mostrar que eram passíveis de interpretação, apresentar [...]

PAULISTAS DO SÉCULO XVII – Paulo Setúbal

PAULISTAS DO SÉCULO XVII
Paulo Setúbal

Dos “Ensaios Históricos”

A
"História Geral das Bandeiras Paulistas", do preclaro Dr: Afonso-
Taunay, representa um dos esforços maiores, e dos mais ilustres, para a
reconstrução do período épico do bandeirismo, esse fenómeno altíssimo na
formação da nacionalidade. A obra, porém, tão erudita e tão intensa, não é,
infelizmente, obra de popularização. O feitio dela, aquele recheio de nomes e
datas, as transcrições, aqueles muitos alvarás e atas-de-câmara, tudo aquilo,
enfim, que torna o trabalho fortemente fidedigno, é exatamente o que afugenta o
leitor comum, o leitor do século prático, o leitor que lê no bonde, esse homem
rápido, utilitário, que não tem folgas sobejas para correr olhos pacientes
sobre a papelada maçante das coisas velhas. O próprio autor confessa no pórtico
do seu doutíssimo trabalho: "Não é uma obra de síntese a que o leitor tem
sob os olhos. Nem poderia ou deveria sê-lo, pois a história sistemática e
pormenorizada das bandeiras paulistas jamais se fez até hoje".

EL-DORADO – Paulo Setúbal

El-Dorado Ficção histórica do escritor Paulo Setúbal (1893-1937) Fonte: Companhia Editora Nacional, 1983 PRIMEIRA PARTE: O BRASIL FABULOSO:   MONSTROS E PRODÍGIOS 1531… Cinco naus, garbosas e redondas, velejam solitárias pela vastidão das águas atlânticas. São as naus que conduzem a S. Vicente os colonizadores de Martim Afonso de Sousa. São as cinco naus povoadoras [...]

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Tornar-se úmidas, para as almas, é prazer ou morte. (O prazer consite no início da vida. E em outro lugar diz: Nós vivemos a morte delas (das almas) e elas vivem a nossa morte.). — Heráclito de Éfeso, Fragmentos Pré-Socráticos

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