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textos interessantes sobre Olavo Bilac

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):


Olavo Bilac – resumo da Biografia e trechos de obras

OLAVO BRÁS MARTINS DOS GUIMARÃES BILAC. Nasceu a 16 de dezembro de 1865, na cidade do Rio de Janeiro, onde faleceu a 28 de dezembro de 1918. Tentou os estudos médicos no Rio e depois os jurídicos em São Paulo, abandonando-os pela atração das belas-letras, a que desde cedo se lhe inclinou o espírito sensível e vibrante.

Sílvio Romero

SILVIO VASCONCELOS DA SILVEIRA RAMOS ROMERO (Lagarto, Estado de Sergipe, 1851-1914), bacharelou-se na Faculdade jurídica do Recife, e vindo para o Rio de Janeiro, entrou logo a distinguir-se escrevendo em vários jornais, e notadamente na Revista Brasileira, a segunda das estampadas com este nome, e de que era diretor Nicolau Midosi.

Resumo completo de História do Brasil até o fim da escravidão

Descobre-se uma nova terra

 

ERA
um
domingo festivo. Na praia do Restelo, em Portugal,
apinhava-se uma multidão variegada e entusiasta, que contemplava
com orgulho os mastros de uma numerosa esquadra, prestes a partir para as
índias, afim de levar o Evangelho aos povos do Oriente, combater os mouros c
negociar especiarias.

Celebrava-se uma
missa solene, na ermida
da
praia. Lá estavam, na tribuna de honra, o próprio rei, D. Manuel, o Venturoso,
o
almirante da esquadra a partir, Pedro Álvares Cabral e o bispo de Ceuta, D. Diogo de Ortiz. O bispo benze um
estandarte, que o rei entrega ao almirante.

Forma-se depois
um cortejo solene, em que se vêem padres e frades, cantando, carregando cruzes
e relíquias, oficiais da armada e o povo contente, barulhento, aplaudindo os
atrevidos marinheiros, que partiam a alargar os domínios de Portugal. Levam o
almirante e os seus homens até a praia, onde embarcam.

Mas só no dia
seguinte, 9 de março de 1500, parte aquela esquadra de dez caravelas e três
navios de transporte. Vai às índias, seguindo o caminho que Vasco da Gama já
devassara. Aventuram-se as naus pelo "mar de largo", isto é, oceano
afora. Desviam-se, porém, de seu roteiro. Para fugir às calmarias, prejudiciais à
navegação? Ou obedecendo a instruções secretas e propósitos determinados?
Discute-se ainda hoje o caso.

Recenseamento – Crônica de Olavo Bilac

      Recenseamento Enfim, vai o Rio de Janeiro conhecer-se a si mesmo… Uma cidade sem recenseamento é uma cidade que a si mesma se ignora, porque não tem a consciência da sua força, do seu valor, da sua importância. É mais que um serviço —- e não é dos menores — que o [...]

Gustave Flaubert – Crônica de Olavo Bilac

Flaubert Leio hoje nos jornais este telegrama, que me vem a evo­car saudades velhas: "Paris, 21 — Telegrafàm de Rouen que se inaugurou ali o monumento a Gustavo Flaubert,1 com a assistência de vários membros da Associa­ção dos Homens de Letras desta capital e de vários repre­sentantes da literatura e do jornalismo". E o primeiro [...]

Guerra dos Boêres – Crônica de Olavo Bilac

Um dia, não
há muito tempo, um pobre lavrador, sob a fulguração
causticante do sol, ia impelindo sua charrua pela terra selvagem do Sul da
África. Era um descendente dessa forte raça holandesa, que,
em luta constante com o mar, foi a criadora da sua terra, conquistando-a palmo
a palmo à voracidade das águas. Ia impelindo o arado, e
levava às costas a espingarda embalada, para se defender dos zulus
ferozes que rodavam perto… De repente, alguma cousa rebrilhou no
chão, com um mágico esplendor. Seria um raio de sol, brincando
nas arestas de um calhau?

Trabalho feminino – Crônica de Olavo Bilac

m dia o livro do protocolo de uma repartição pública ou para saber somar quatro colunas de algarismos? Entretanto, que bela experiência a tentar! O espírito da mulher tem sobre o nosso uma incontestável superioridade: não é feito, como o nosso, de imaginação, de poder criador, de invenção; é feito de bom senso, de prudência de [...]

Prostituição infantil – Crônica de Olavo Bilac

 

Prostituição infantil

Não sei que jornal, há
algum tempo, noticiou que a polícia ia tomar sob a sua proteção as crianças que
aí vivem, às dezenas, exploradas por meia dúzia de bandidos. Quando li a
notícia, rejubilei. Porque, há longo tempo, desde que comecei a escrever, venho
repisando este assun­to, pedindo piedade para essas crianças e cadeia para
esses patifes.

Mas os dias
correram. As providências anunciadas não vieram. Parece que a piedade policial
não se estende às crianças, e que a cadeia não foi feita para dar agasalho aos
que prostituem corpos de sete a oito anos… E a cidade, à noite, continua a
encher-se de bandos de meninas, que vagam de teatro em teatro e de hotel em
hotel, vendendo flores e aprendendo a vender beijos.

Artur Azevedo – Crônica de Olavo Bilac

Artur Azevedo Que outro assunto, hoje, senão a morte de Artur Aze­vedo?’ A Crônica está de luto: perdeu um dos seus melhores servidores — talvez o melhor, porque foi de todos o que mais soube tratá-la, como ela quer ser tratada, com um espírito onímodo, dando a todos os assuntos uma leve graça fugitiva, e [...]

Carlos Gomes – Crônica de Olavo Bilac

Carlos Gomes – Olavo Bilac Inaugura-se hoje, em Campinas, a estátua de Carlos Gomes. Haverá, decerto, muitas flores, muita música, muitos discursos. De todos os pontos do Brasil, chegarão telegramas, em que palpitará o entusiasmo nacional. Os noticiaristas rebuscarão, para descrever a festa, os seus mais belos adjetivos; os poetas, com as tiorbas engrinaldadas de [...]

Eça de Queiroz – Crônica de Olavo Bilac

Eça de Queirós Foi numa fria noite de dezembro de 1890 que o escritor desta "Crônica" teve pela primeira vez a ventura de apertar a mão de Eça de Queirós. Deram-lhe essa ventura Domício da Gama1 e Eduardo Prado,- levando-o à pequena casa do bairro dos Campos Elísios, em Paris, onde Eça, casado e feliz, [...]

Revolução Russa – Crônica de Olavo Bilac

  Revolução Russa – Crônica de Olavo Bilac Não houve, durante a semana, assunto de interesse local que cativasse as almas. O que as cativou, agitando-as em alternativas de cólera, de piedade, de furor e de dó, foi um assunto de interesse "humano": a tragédia da Revolução Russa, concentrando nas ruas de Petersburgo a atenção [...]

Antônio Conselheiro – Crônica de Olavo Bilac

Antônio Conselheiro – Olavo Bilac Confesso que nunca entendo bem as cousas que se pas­sam aqui. Tenho viajado tanto, que já não há canto da terra que os meus pés de cabra não tenham calcado, nem recanto de horizonte em que não tenham pousado os meus olhos satânicos: e tenho, em todas as terras, entendido [...]

HAXIXE – Crônica de Olavo Bilac

Haxixe – Olavo Bilac Como a conversação, depois de haver borboleteado de assunto em assunto, durante esse jantar de refinados, tivesse caído afinal em Baudelaire e nos seus Paraísos artificiais, Jacques, que aos trinta anos de idade já tem experimentado todos os prazeres e provado todos os desgostos, disse acendendo o charuto e enchendo o [...]

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Lutar contra os desejos (thymos) é difícil. Pois o que ele quer, compra-se a preço de alma (psyché) — Heráclito de Éfeso, Fragmentos Pré-Socráticos

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