A volta dos Magos – História natalina de Manuel Komroff

jesus cristo ao vento

A volta dos Magos Manuel Komroff O novelista americano Manuel Komroff nasceu em Nova York em 1890, tendo sido aluno da Universidade de Yale, onde estudou engenharia, sem ter contudo colado grau. É também estudioso de música e pintura, escreve partituras para filmes e já foi crítico de arte do "New York Cali". De idéias … Ler maisA volta dos Magos – História natalina de Manuel Komroff

À BEIRA DO POUSO – Tropas e Boiadas – Histórias do Sertão

À BEIRA DO POUSO Contavam casos. Histórias deslembradas do sertão, que aquela lua acinzentada e friorenta de inverno, envolta em brumas lá do céu triste e carregado, insuflava perfeita verossimilhança e vida animada. Pela maioria, contos lúgubres e sanguinolentos, eivados de superstições e terrores, passados sob o clarão embaçado daquela mesma lua acinzentada e friorenta … Ler maisÀ BEIRA DO POUSO – Tropas e Boiadas – Histórias do Sertão

CAIPORA – Lenda do Folclore Brasileiro

O CAIPORA O aspecto do caipora varia conforme a impressão que causa e a pessoa que êle tem que arruinar e fazer infeliz. Frequenta, de ordinário, as encruzilhadas e as curvas dos caminhos. Antigamente, só espantava os caminhantes a pé ou a cavalo, fazendo este passarinhar e dar com o cavaleiro ao chão. Atualmente, êle … Ler maisCAIPORA – Lenda do Folclore Brasileiro

UM TIRO À MEIA-NOITE – Folclore Goiano

UM TIRO À MEIA-NOITE — Fui desfeiteado, Mané Luís, pelo Zé Baiano, aquele negro sem-vergonha, unicamente porque quer que eu retire a mansinha, a vaca pintada, lá da beira do riacho do Ca-poeirão, onde está pondo em nada o seu arrozal. Não faz cerca que preste. Se êle tem um punhado de terras eu sou o … Ler maisUM TIRO À MEIA-NOITE – Folclore Goiano

Dona Beija – lenda mineira da região do Desemboque

dona beija

DONA BEIJA Ana Jacinta de São José nasceu na região do Desemboque, quando ainda sob jurisdição goiana, no povoado de São Domingos do Araxá. Ainda pequenina era tão linda que a comparavam a um beija-flor. Daí o seu apelido de Dona Beija. Mulher de excepcional beleza e de irresistível encanto intelectual, conseguiu revolucionar os compassos … Ler maisDona Beija – lenda mineira da região do Desemboque

Oxum e Xangô

XANGÔ

XANGÔ era um negro enorme e conquistador. Passeava de tribo em tribo, pelos sertões, apoderando-se das mulheres alheias. De uma feita, encontrando a velha Olobá, da família dos Orixás, sob a ardência do sol, pedindo chuva, Xangô forçou-a e viveu com ela.

A velha era uma delícia e a todos recomendava o amor desse varão, fazendo-lhe o leito de anecrepê e abamudá, de folhas olentes de manjericão.

Mas Xangô era moço, ardente, cheio de seiva, e logo se aborrecera de Olobá. Uma noite em que a velha descendente do céu adormecera, ameaçando-o com as cóleras de Orixalá, Xangô fugiu e começou pelo mundo uma vida de pesares e de lutas. Em cada canto surgia-lhe um inimigo, em cada tribo uma guerra. Xangô, corrido, pelos vastos sertões de onde as cobras erguiam as cabeças escamosas, chegou a limpar o suor no seu saiote de fogo, dizendo, com desespero:

— E mim fopão vi-lê!

CONTO DOS DOIS IRMÃOS – Egito

Egito

É um conto popular, ingênuo e simples, que transcreve, provavelmente, uma lenda religiosa dos deuses Anúbis e Bata, adorados na cidade Saka, do Alto Egito. O conto pertence à época do Império novo e acha-se no papiro de Orbiney, descoberto em 1852 por de Rougé. O papiro está assinado pelo escriba Ennana, que viveu sob os reis Mer-en-ptah e Setos I, nos fins da 19.a dinastia (1220 A. C).

CONTO DOS DOIS IRMÃOS

ERA UMA VEZ dois irmãos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. O mais velho chamava-se Anúbis e o menor Bata. Anúbis tinha casa e esposa, e seu irmão vivia com êle como se fosse um filho. Fazia as roupas, guardava o gado, trabalhava e colhia, e se encarregava de todas as tarefas do campo. Aquele irmão menor era bom lavrador, sem igual em toda a região, e a força de um deus nele se albergava.

História da Inglaterra no século XVI

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

História Universal de Césare Cantu

CAPÍTULO XXV A Inglaterra

O primeiro dos Tudors, o avaro e severo Henrique VII, que tinha adquirido à Inglaterra a tranqüilidade externa à custa da dignidade nacional, o sossego no interior pelo despotismo, por suas extorsões e pela humilhação da aristocracia, que as Guerras das Duas Rosas tinham dizimado, deixou o reino a seu filho sem experiência alguma dos negócios, com um tesouro de um milhão e oitocentas mil libras esterlinas. Na idade de dezoito anos, ativo, estudioso e excessivamente ávido de prazeres. Henrique VIII, mais versado na escolástica e na teologia do que convinha a um príncipe, começou o seu reinado com esplendor, com festas, torneios, cavalhadas, excitando com seu exemplo os senhores a aparecerem com suas riquezas enterradas, compondo música e punindo os concussio-nários; êle adquiriu assim a popularidade.

REALIZAÇÕES DA ARQUITETURA

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

* As mais antigas construções do mundo
* O misterioso labirinto
* O mais belo edifício do mundo
* A magnificência de Roma Eterna
* Maravilhas dos Muçulmanos
* As três mais belas catedrais góticas
* Realizações do século XIX
* Maravilhas da arquitetura moderna
* A Casa Bonita

REALIZAÇÕES DA ARQUITETURA

As mais antigas construções do mundo

HÁ grande diferença entre escultura, de uma parte, e arquitetura, de outra. A escultura é primacialmente estética. A arquitetura é ao mesmo tempo estética e funcional. Por outras palavras, a escultura serve apenas a uma finalidade de beleza; a arquitetura serve ao objetivo da beleza e da utilidade.

A arquitetura é a bela arte de construir: construir templos para deuses, casas para morar e túmulos para os mortos.

O costume de construir túmulos começou no Egito há uns 5.000 anos. Esses túmulos eram grandes, espaçosos e confortáveis, porque os egípcios acreditavam que as almas dos mortos viviam e mantinham casas naqueles quartos subterrâneos. Os túmulos eram providos de todo o necessário e de todo o luxo das casas dos vivos. E eram construídos com imensas e pesadas pedras. Porque deveriam ser sólidas e permanentes essas casas dos mortos. Seus habitantes iriam "viver" nelas para sempre.

Resumo completo de História do Brasil até o fim da escravidão

Marechal deodoro da fonseca

Descobre-se uma nova terra

 

ERA
um
domingo festivo. Na praia do Restelo, em Portugal,
apinhava-se uma multidão variegada e entusiasta, que contemplava
com orgulho os mastros de uma numerosa esquadra, prestes a partir para as
índias, afim de levar o Evangelho aos povos do Oriente, combater os mouros c
negociar especiarias.

Celebrava-se uma
missa solene, na ermida
da
praia. Lá estavam, na tribuna de honra, o próprio rei, D. Manuel, o Venturoso,
o
almirante da esquadra a partir, Pedro Álvares Cabral e o bispo de Ceuta, D. Diogo de Ortiz. O bispo benze um
estandarte, que o rei entrega ao almirante.

Forma-se depois
um cortejo solene, em que se vêem padres e frades, cantando, carregando cruzes
e relíquias, oficiais da armada e o povo contente, barulhento, aplaudindo os
atrevidos marinheiros, que partiam a alargar os domínios de Portugal. Levam o
almirante e os seus homens até a praia, onde embarcam.

Mas só no dia
seguinte, 9 de março de 1500, parte aquela esquadra de dez caravelas e três
navios de transporte. Vai às índias, seguindo o caminho que Vasco da Gama já
devassara. Aventuram-se as naus pelo "mar de largo", isto é, oceano
afora. Desviam-se, porém, de seu roteiro. Para fugir às calmarias, prejudiciais à
navegação? Ou obedecendo a instruções secretas e propósitos determinados?
Discute-se ainda hoje o caso.

Capítulo VII – A MEDIOCRACIA – O Homem Medíocre – José Ingenieros

O Homem Medíocre (1913)

José Ingenieros (1877-1925)

 

Capítulo VII – A MEDIOCRACIA

I. O clima da mediocracia. — II. a pátria. — III. a política das piaras. — IV. os arquetipos da mediocracia.— V. a aristocracia do mérito.

I — O clima da mediocridade

Em raros momentos, a paixão caldeia a história, e se exaltam os idealismos; quando as nações se constituem, e quando elas se renovam. Antes, é secreta ânsia de liberdade, luta pela independência; mais tarde, crise de consolidação institucional a seguir e, depois, veemência de expansão, ou pujança de energias. Os gênios pronunciam palavras definitivas; os estadistas plasmam os seus planos visionários; os heróis põem o seu coração na balança do destino.

ÁUREA MEDIOCRITAS – Capítulo I de “O Homem Medíocre de José Ingenieros”

I.
ÁUREA MEDIOCRITAS ?
— II.
OS HOMENS
SEM PERSONALIDADE. — III. EM TORNO DO HOMEM MEDÍOCRE. —
IV. CONCEITO SOCIAL DA MEDIOCRIDADE. — V. o ESPÍRITO
CONSERVADOR. — VI. PERIGOS SOCIAIS DA MEDIOCRIDADE. — VII.    a VULGARIDADE.

I
Áurea mediócritas?

Há uma certa hora em que o pastor ingênuo se
assombra diante da natureza que o circunda. A penumbra se adensa; a côr das
coisas se uniformiza no cinzento homogêneo das
silhuetas, as primeiras humidades crepusculares levantam, de
todas as ervas, um vago perfume; aquieta-se o rebanho para dormir; o sino
remoto tange o seu aviso vesperal. A impalpável
claridade
lunar vai se esbranqui çando,
ao
cair sobre as coisas;
algumas estrelas inquietam o firmamento com a sua
titila ção, e um longínquo rumor de arroio brincando nas brenhas,
parece
conservar sobre misteriosos temas. Sentado
sobre a pedra menor áspera que encontra à beira do
caminho, o pastor contempla e emudece. convidando
em vão a meditar pela convergência do sítio e da hora. Sua admiração primitiva
é simples estupor. A poesia natural que o rodeia, ao
refletir-se em sua imaginação, não se converte em poema. Êle é,
apenas , um objeto no quadro, uma pincelada: como a pedra, a árvore a ovelha, o
caminho; um acidente na penumbra. Para
êle, todas as coisas foram sempre as assim
continuarão a ser, desde a terra que pisa até o rebento que apascenta.

A MORAL DOS IDEALISTAS – Introdução de “O Homem Medíocre” de José Ingenieros

O Homem Medíocre

José Ingenieros (1877-1925)

INTRODUÇÃO – A
MORAL DOS IDEALISTAS

i.    a emoção 
do  ideal.  —  ii.    de  um  idealismo  com
fundamento na experiência. — iii.    os temperamentos  idealistas.  — iv.    o  idealismo  romântico.  — v. o idealismo estóico. — vi.     símbolo.

 

I
A emoção do ideal

Quando orientas a proa visionária em
direção a uma estrela, e desdobras as azas para atingir tal excelsitude
inacessível, ansioso de perfeição rebelde à mediocridade, levas em ti o impulso
misterioso de um Ideal. É áscua sagrada, capaz de te preparar para grandes
ações. Cuida-a bem; se a deixares apagar, jamais
êle se reacenderá. E se ela morrer em ti, ficarás inerte: fria bazófia
humana.

Tanatolatria ou A estética da morte

maravilhas das antigas civizações

Num texto de 1938, portanto, de sua plena maturidade, intitulado Moisés e o Monoteísmo e com a autoridade de ser ele próprio um (erudito) judeu, Sigmund Freud (1856–1939), o pai da psicanálise, nos oferece um instigante estudo do povo e da religião judaicos.

Ilíada de Homero – Canto VIII

Ílíada de Homero Resumo e apresentação da Ilíada Prefácio a Ilíada de Homero Canto I Canto II Canto III Canto IV Canto V Canto VI Canto VII Canto VIII Canto IX Canto X Canto XI Canto XII Canto III Canto XIV Canto XV Canto XVI Canto XVII Canto XVIII Canto XIX Canto XX Canto XXI … Ler maisIlíada de Homero – Canto VIII

Ilíada de Homero – Canto VII

Ílíada de Homero Resumo e apresentação da Ilíada Prefácio a Ilíada de Homero Canto I Canto II Canto III Canto IV Canto V Canto VI Canto VII Canto VIII Canto IX Canto X Canto XI Canto XII Canto III Canto XIV Canto XV Canto XVI Canto XVII Canto XVIII Canto XIX Canto XX Canto XXI … Ler maisIlíada de Homero – Canto VII

La Bruyère – Do Coração

DO CORAÇÃOBruyère Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada. Fonte: Clássicos Jackson. Há um gosto na amizade pura que não podem co­nhecer os que nasceram medíocres. A amizade pode subsistir em pessoas de sexos dife­rentes, e mesmo isenta de toda a grosseria; uma mulher, entretanto, olhará sempre um homem como homem, e, reciprocamente, uma … Ler maisLa Bruyère – Do Coração

Biografia de Júlio César do Império Romano. Plutarco – Vidas Paralelas

mapa roma itália

RESUMO DA BIOGRAFIA DE JÚLIO CÉSAR Inimizade entre Sila e César. II. César é aprisionado por corsários: altivez com que ele os trata durante seu cativeiro. Fá-los enforcar. III.César ocupa o segundo lugar entre os oradores do seu tempo. Teria podido ser o primeiro. IV. Favor de César perante o povo. V. Faz a oração … Ler maisBiografia de Júlio César do Império Romano. Plutarco – Vidas Paralelas