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Verdade - textos relacionados


RUI BARBOSA – Resumo da Biografia e Antologia de Obras

Biografia de Rui Barbosa e Obras de Rui Barbosa

RUI BARBOSA nasceu a 5 de novembro de 1849, na cidade do Salvador, Bahia e faleceu aos 73 anos, em Petrópolis, a 1 de março de 1923. Cursou as Faculdades do Recife e de São Paulo, bacharelando-se nesta, em 1870.

É o mais copioso dos nossos prosadores e um dos mais perfeitos e opulentos manejadores da nossa língua, pois que a sua pena no jornal, na tribuna, nos livros, nas cartas e nos pareceres jurídicos deixou cabais exemplos do seu extraordinário poder de expressão verbal, não menor do que o dos mais autorizados clássicos do idioma. Os assuntos que submetia a estudo, vasava-os sempre em ampla explanação, segura crítica e impecável forma literária.

Nos cinqüenta e quatro anos de sua ação pública como político e doutrinador, empregou a sua eficientíssima capacidade no estudo dos mais importantes problemas que interessavam ao Brasil.

Desde o seu primeiro discurso em São Paulo, aos 19 anos, "em defesa do escravo contra o senhor", revelou-se estrénuo abolicionista.

FRANKLIN TÁVORA – Escritores Brasileiros

FRANKLIN TÁVORA (Ceará, 1842-1888) laboriosamente explorou diversas províncias literárias, manifestando-se romancista, dramaturgo e crítico.

São romances seus: Um Casamento no Arrabalde, O Cabeleira, O Matuto, Os índios de Jaguaribe, Lourenço, A Casa de Palha, Sacrifício, além das Lendas do Norte. Dramas: Três Lágrimas, Um Mistério da Família, Antônio. Entre os seus trabalhos críticos cumpre citar as Cartas a Cincinato por Semprônio, sobre produções literárias de José de Alencar, e um Prefácio ao Diário de Lázaro, de Nicolau Fagundes Varela.

O agir moral à luz da liberdade e da responsabilidade

Introdução

            Paulo
já lançara as bases de uma ética para a vida title=""> style='font-size:11.5pt;font-family:"Times New Roman","serif"'>[1]
.
No alvorecer do cristianismo, a originalidade da proposta desenvolvida por
Paulo consistiu em aliar a liberdade à responsabilidade: "tudo me é
permitido, mas nem tudo convém" class=MsoFootnoteReference> style='font-size:11.5pt;font-family:"Times New Roman","serif"'>[2].
Todos os seres humanos prezam a liberdade, tendo sido criados para ela. Para
não diminuí-la ou até destruí-la, no entanto, requer-se que se viva com
responsabilidade.

            Em
tempos mais recentes, o Vaticano II resgatou essa intuição, sobretudo,
com a Gaudium et Spes, atribuindo grande valor à consciência: "a
consciência é o sacrário das pessoas" title=""> style='font-size:11.5pt;font-family:"Times New Roman","serif"'>[3]
.
Vê-se aí a enorme importância dada às decisões individuais. Até então, o que
trazia tranqüilidade moral às pessoas de fé era o seguimento às normas. O
importante era "enquadrar-se" nas leis. O que vigorava era a
heteronomia moral. De agora em diante, as leis passam a funcionar como
importantes subsídios, mas nunca como elementos decisórios às pessoas. A última
palavra é sempre dada pela pessoa, em consonância com seu contexto vital (Sitz
im Leben), seu desenvolvimento psíquico e sua situação particular. O que passa
a vigorar é a defesa da autonomia moral.

            Por
conseguinte, permeando o horizonte da ética, é possível encontrar um grande
desafio lançado a todo ser humano: saber discernir quais são os melhores
caminhos a serem percorridos no dia-a-dia. "O sentido da responsabilidade
é uma atitude do homem total que o impele a colocar-se em situação de radical
disponibilidade quanto aos imperativos morais" name="_ftnref4" title=""> class=MsoFootnoteReference>[4]

assim que a pessoa se realiza e edifica o mundo à sua volta.

            A
liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Dessa forma, toda
pessoa tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""> class=MsoFootnoteReference>[5]
.
"Quanto mais pratica o bem, mais a pessoa se torna livre. Não há
verdadeira liberdade a não ser a serviço do bem e da justiça. A escolha da
desobediência e do mal é um abuso de liberdade e conduz à ‘escravidão’" href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""> class=MsoFootnoteReference>[6].

            Em
tempos de pensamento fraco e de relativismo, nesse contexto do século XXI, onde
até o amor é tido como líquido, é mais do que oportuno revisitar as intuições
éticas que nos foram legadas na Tradição.

Ao Marquês de Gouveia – Carta de Padre Vieira – 1684

Leva muitas cartas de aprovação, e dizem que vai pôr pleito a S. M. e pedir-lhe perdas e danos pelo tirar antes do triénio, prometendo que se há-de vir inteirar do terceiro ano que lhe falta. Eu, posto que conheço bem o tempo em que está o mundo, nem temo nem espero tanto; só digo a V. Exa. que, ainda que cessou a causa, continuam os efeitos, não tendo menos que recear os inocentes que os culpados; porque estes, fora da cidade e ocultos nos arredores de suas casas, vão dormir a elas, e os inocentes, contra quem em Lisboa se acharam testemunhas falsas, ou compradas entre os neutrais ou voluntárias entre os inimigos, lhes podem acrescer facilmente, e serem pronunciados; e, como o sindicante traz poderes para condenar e não para dar livramento nem absolver, mofinos dos que lhe caírem nas redes.

Naturalistas e médicos – História Universal

 

CAPÍTULO XXXVII

Naturalistas e médicos

Aristóteles, gênio maravilhoso, coligiu uma tal massa de notícias e pôs em prática uma síntese tio poderosa, que ainda, depois de tantos séculos, se deve contá-lo no número dos homens que marcham à testa das ciências naturais. Há uma enorme distância entre as suas obras e as compilações de Ateneu, de Opieno, de Eliano e mesmo de Plínio, todos homens de letras, mas não naturalistas. Estes autores, e sobretudo Eliano, foram não obstante mais estudados que Aristóteles na Idade Média; por isso então andaram errando sobre seus passos, estudando coisas extravagantes e milagres, em vez de se aplicarem às leis comuns, porque estavam bem longe então de pensar que as causas dos fenômenoi extraordinários não podem achar-se senão no exame dos acontecimentos habituais. O físico que houvesse estudado a queda de uma pedra ou o renovo próximo a rebentar teria julgado desdourar seu merecimento expor-se a ser tido por um louco, se dissesse que leis uniformes regiam o nosso planeta e os outros, a rotação do Sol e a pulsação da artéria; ora, na ausência de todo laço, considerava-se ainda a natureza como uma série de milagres.

Foi assim que operaram Isidoro de Sevilha, Alberto, o Grande, Manuel Filo, Vicente de Beauvais, outros compiladores que estudavam os livros e não a natureza. No entanto, o espírito de observação começava também a abrir caminho por este lado. A magia e a medicina taumatúrgica procuravam as partes mais ocultas e mais singulares das plantas, e o erro mesmo obrigava assim a recorrer à análise. Salviano, de Civita di Castela, ocupou-se, no décimo-sexto século, de ictiologia; Rondelet, primeiro professor de anatomia de Montpellier, submeteu a exame as asserções dos antigos: êle estabeleceu as bases da distribuição metódica seguida até os nossos dias, e muito pouco se há podido acrescentar ao que êle escreveu acerca dos peixes do Mediterrâneo. Belon, seu compatriota, ainda o excede: êle viajou no Levante e no Egito, de onde trouxe grande número de plantas exóticas; e deve-ram-se-lhe mais conhecimentos novos do que a todos os seus predecessores e a todos os seus contemporâneos juntos. Êle fêz observar a grande conformidade dos tipos na natureza, e comparou o esqueleto de um homem com o de uma ave, designando com nomes comuns as partes semelhantes. Foi isso um pensamento de grande ousadia para o tempo, e o primeiro passo dado para chegar a demonstrar a unidade da composição orgânica, de que Aristóteles tinha concebido a idéia teórica.

Polônia, Lituânia e Livônia – História Universal de Césare Cantu

Césare Cantu – História Univertsal

CAPÍTULO XXX

Polônia, Lituânia e Livônia

Eis aqui mais um país que se subtrai ao movimento monárcmico deste século, e que conserva, com um reino eletivo, os privilégios de uma aristocracia zelosa da sua independência.

Os filósofos pré-socráticos e a origem da educação laica

style='font-size:10.0pt;color:#454545'>"Onde se formam indivíduos
que criam e não indivíduos que aprendem?" (…) Onde está a instituição
que se propõe por objetivo liberar o homem e não se limitar a cultivá-lo?"
Max Stirner -O falso princípio da nossa educação

Nos textos dos
pensadores pré-socráticos não encontramos nenhuma referência clara à educação,
pelo menos nos termos como a conhecemos hoje. Todavia, dos escritos se
depreende que os filósofos (físicos, como eram chamados) formaram escolas de
pensamento, nas quais as idéias de um filósofo principal eram transmitidas a
discípulos. Estes, tanto podiam ser alunos que aprendiam com o mestre ou outros
pensadores, que convencidos pelas idéias do pensador mais criativo e perspicaz,
incorporavam suas noções básicas ao seu próprio sistema de pensamento. Exemplo
mais provável deste processo é a tríade Tales de Mileto (625 a.C. – 558 a.C.),
Anaximandro (610-547) e Anaxímenes (588-524). Qualquer um dos três pôde ter
tido outros seguidores ou alunos, que no entanto não foram mencionados pela
história e assim não puderam exercer influência na história da filosofia.

O VELHO QUERECAS – Conto curto infantil do folclore

O VELHO QUERECAS

ERA uma moça solteira e muito animosa que ficou órfã de pai e mãe e sem ter onde se abrigar. Na cidade havia uma casa abandonada porque apareciam almas do outro mundo e ninguém queria lá ficar uma noite. A moça lá foi ter e arranjou as coisas para dormir. Perto da meia-noite ouviu um barulho no forro do quarto, gemidos e uma voz gritando: eu caio! eu caio! eu caio!

 Pois cai logo, disse a moça. Caiu uma perna e o barulho começou a ouvir-se mais forte o a voz gritando: eu caio! eu caio! eu caio!

Crônicas de Machado de Assis com a ortografia antiga.

Depois de Matto Grosso, o negocio em que mais se faliou esta semana (não contando a reunião do Congresso), foi o processo da Geral. Os directores presos tiveram Jiaòeas-corpus. Appareceu um relatório contra os mesmos, e contra outros, mas appareceu também a contestação, depoimentos e desmentidos, além de vários artigos, os quaes papeis todos, juntos com o que se tem escripto desde começo, cortados em tiras de um centímetro de largura, e unidos tira a tira, dão uma fita que, só por falta de cinco léguas, não cinge a terra toda; mas, como não é negocio que se acabe com solturas nem relatórios, calculam os mathemati-cos do Club de Engenharia que as cinco léguas que faltam, estarão preenchidas atéquinta-feira próxima, e antes de outubro pôde muito bem

O príncipe e o gigante – Contos de Anões e Gigantes

Um príncipe, chamado D. João, foi caçar na floresta com alguns amigos. Correndo atrás de um veado, afastou-se dos seus companheiros e acabou por se perder na mata. Procurou sair da floresta, mas não conseguiu. Depois de muito andar, sem orientação, avistou um muro alto como uma montanha. Para lá se dirigiu, na esperança de encontrar alguém que lhe ensinasse o caminho de volta.

ÁUREA MEDIOCRITAS – Capítulo I de “O Homem Medíocre de José Ingenieros”

I.
ÁUREA MEDIOCRITAS ?
— II.
OS HOMENS
SEM PERSONALIDADE. — III. EM TORNO DO HOMEM MEDÍOCRE. —
IV. CONCEITO SOCIAL DA MEDIOCRIDADE. — V. o ESPÍRITO
CONSERVADOR. — VI. PERIGOS SOCIAIS DA MEDIOCRIDADE. — VII.    a VULGARIDADE.

I
Áurea mediócritas?

Há uma certa hora em que o pastor ingênuo se
assombra diante da natureza que o circunda. A penumbra se adensa; a côr das
coisas se uniformiza no cinzento homogêneo das
silhuetas, as primeiras humidades crepusculares levantam, de
todas as ervas, um vago perfume; aquieta-se o rebanho para dormir; o sino
remoto tange o seu aviso vesperal. A impalpável
claridade
lunar vai se esbranqui çando,
ao
cair sobre as coisas;
algumas estrelas inquietam o firmamento com a sua
titila ção, e um longínquo rumor de arroio brincando nas brenhas,
parece
conservar sobre misteriosos temas. Sentado
sobre a pedra menor áspera que encontra à beira do
caminho, o pastor contempla e emudece. convidando
em vão a meditar pela convergência do sítio e da hora. Sua admiração primitiva
é simples estupor. A poesia natural que o rodeia, ao
refletir-se em sua imaginação, não se converte em poema. Êle é,
apenas , um objeto no quadro, uma pincelada: como a pedra, a árvore a ovelha, o
caminho; um acidente na penumbra. Para
êle, todas as coisas foram sempre as assim
continuarão a ser, desde a terra que pisa até o rebento que apascenta.

A MÃE DE BRANCO – Conto de Fyodor Sologub

” FIÓDOR KUSMJTCH TETÈRNIKOV é o verdadeiro nome do escritor russo Fiódor Sologub, geralmente conhecido como narrador e, principalmente, autor do romance “O demônio mesquinho”, embora pela história literária russa considerado mais como poeta, conhecido entre os modernos autores pelo seu “satanismo” e pelo classicis7)io de sua linguagem muito vizinha da dos parnasianos. Embora simbolista, Sologub se mantém fiel a certo purismo lingüístico da escola anterior, sendo um grande mestre da palavra. O poeta é geralmente apreciado, tendo publicado seu primeiro volume de “Poesias” em 1896, sendo ãe resto muito 2>essoal na sua inspiração tôãa voltada para um mundo sem Deus, reflexo do próprio mundo interior.

O primeiro romance de Sologub chamou-se “Sonhos maus” e é francamente autobiográfico. O objetivo realista é indicado pelo próprio autor que escreveu: “Não tive necessidade de imaginar nada. Tudo aquilo que aparece como anedótico e psicológico em meu romance está fundado em observações muito precisas”. Sologub escreveu outros trabo.lhos em que a lenda se mistura à realidade e, por vezes mesmo, aos contos de fadas. “O triunfo da morte” é um deles. Em 1921 foi publicado o seu romance “A encantadora de serpentes” em que entra em cena o elemento social. Nesse livro, Sologub se mostra um sonhador, mas com tendência a certo sentimento de consolação, que o redime de todo o pessimismo de sua obra anterior.

Metafísica de Aristóteles: Essência e Existência – História da Filosofia na Antigüidade

História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger B.   A Essência e a Existência a)    Conceito   de   metafísíca α) O termo metafísica. — A lógica aristotélica foi sempre realista: o conceito é um desvendar do ser; o juízo, uma exposição do conteúdo do real; o silogismo, uma fundamentação do ser. !É por isso compreensível seja. o [...]

O Estado Ideal na República de Platão

Ebook com capítulo de História da Filosofia Antiga sobre o Platão, contendo resumo dos principais tópicos da teoria e dos fundamentos do Estado Ideal de Platão na República.
Platão não escreveu somente sobre o homem como indivíduo, mas também como
fazendo parte de uma comunidade; e os seus pensamentos sobre o Estado pertencem
às mais valiosas e célebres idéias da sua. Filosofia, tão verdadeira­mente rica
em grandes idéias. Vemos aqui, de novo, como a filosofia, nos tempos clássicos,
tende sempre a uma direção prática do homem.

Sobre a Vontade de Poder em Nietzsche

Apresentação dos tópicos, idéias e resumo do conceito de “Vontade de Potência” do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, seminal dentro de seu pensamento.

USO E ABUSO DE DROGAS PELO JOVEM: UM BEM OU UM MAL?

O
presente trabalho explana, segundo uma abordagem platônica e estóica, o que
motiva o jovem para o consumo de drogas.

Os Atos Humanos – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Quarto OS ATOS HUMANOS   267        Até aqui consideramos apenas os princípios extrínsecos da moralidade, isto é, os que determinaram de fora, a saber, o fim último e a lei. Estudaremos, agora, os princípios intrínsecos, isto é, interiores ao sujeito da lei, ou agente moral. Estes princípios são, [...]

La Bruyère – Do Coração

DO CORAÇÃOBruyère Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada. Fonte: Clássicos Jackson. Há um gosto na amizade pura que não podem co­nhecer os que nasceram medíocres. A amizade pode subsistir em pessoas de sexos dife­rentes, e mesmo isenta de toda a grosseria; uma mulher, entretanto, olhará sempre um homem como homem, e, reciprocamente, uma [...]

O MUNDO INTERIOR – Farias Brito

O MUNDO INTERIOR (antologia)Raimundo de Farias Brito (1862-1917) Fonte: Farias Brito Uma antologia organizada por Gina Magnavita Galeffi. GRD-INL/MEC (1979) ENSAIO SOBRE OS DADOS GERAIS DA FILOSOFIA DO ESPÍRITO   Este livro, publicado no Rio em 1914, é a última obra de Farias Brito, que faleceu em começo de 1917. Em A Base Física do [...]

O problema dos universais em Pedro Abelardo

Trabalho Originalmente Apresentado para a FFLCH/USP

“Reflitamos primeiramente a respeito da causa comum. Cada um dos homens, distintos uns dos outros, embora difiram tanto pelas próprias essências quanto pelas formas – como lembramos acima ao investigarmos a física da coisa – se reúnem naquilo que são homens” (ABELARDO, Lógica Para Principiantes, pg.61)

1 – Escopo do trabalho

O problema que se coloca nesse trecho resume a temática da querela dos Universais, discussão central na filosofia medieval, da qual se ocuparam diversos autores além de Abelardo num grande período de tempo. Trataremos aqui, de forma compacta, de alguns aspectos dos universais e da visão de Abelardo sobre o tema. A questão dos universais é primeiramente enunciada a partir da Isagoge de Porfírio. Isagoge é o termo grego para “introdução”. Trata-se de uma introdução às categorias de Aristóteles, que como o filósofo mais importante e de maior alcance, era objeto constante de comentários, debates e glosas. Averróis, por exemplo, era conhecido como O comentador e escreveu dezenas de obras sobre o filósofo. Porém ele é de uma geração posterior a Abelardo, viveu entre 1126 e 1198, enquanto Abelardo viveu entre 1079 e 1142. Nesse período de tempo a obra de Aristóteles se difundiu consideravelmente. A geração de Abelardo conhecia Aristóteles principalmente através das traduções de Boécio para o latim de duas únicas obras, referentes ao corpo da lógica no sistema: Categorias e De Interpretatione. Estas, juntamente com outros cinco textos (além de Isagoge, De syllogismo categórico, De syllogismo hypothetico, De diffèrentiis topicis and De divisione do próprio Boécio) são as fontes primárias da lógica de Abelardo. Abelardo sabia muito pouco grego, e, não obstante fazer breves referências a outros trabalhos como os Argumentos Sofísticos e os Primeiros Analíticos, nada indica que tenha conhecido as grandes obras sobre a moral, a física e a metafísica.

Da Verdade Proposicional à Verdade da Existência: considerações em torno da compreensão heideggeriana da linguagem

Da Verdade Proposicional à Verdade da Existência: considerações em torno da compreensão heideggeriana da linguagem. Por Marcos Paulo L. Vieira. A proposição é o lugar originário da verdade. À luz desta fórmula, o sentido da verdade, como conformidade da proposição à coisa, vem sendo compreendida por todo pensamento ocidental enquanto verdade proposicional há séculos. Isso [...]

A tese de Hegel sobre o ser nas doutrinas da Enciclopédia das ciencias das filosóficas Lógica menor (1830)

Resumo: O artigo pretende
uma breve apresentaçao acerca das tres doutrinas da lógica hegeliana.
Pautando-se na Ciencia da Lógica, tal como encontrada na Enciclopédia
das ciencias filosóficas
, buscaremos explicitar a compreensao que o
filósofo tem dos conceitos de ser, essencia e conceito; demonstrando
como esses estao ligados por uma dialética. O trabalho adota por metodologia o
comentário pontual de passagens seletas do autor, apoiando-se em bibliografia
especializada.

A PRIMITIVA ESCOLÁSTICA – História da Filosofia na Idade Média

HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA Johannes HIRSCHBERGER Fonte: Ed. Herder Trad. Alexandre CorreiaÍndice Prolegômenos Filosofia Patrística O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga Os Começos da Filosofia Patrística Agostinho: O Mestre do Ocidente Boécio: O Último Romano Dionísio Pseudo-Areopagita Fim da Patrística A Filosofia Escolástica Generalidades A Primitiva Escolástica Origens Anselmo de Cantuária – [...]

A FILOSOFIA ESCOLÁSTICA – Generalidades – História da Filosofia na Idade Média

HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA Johannes HIRSCHBERGER Fonte: Ed. Herder Trad. Alexandre CorreiaÍndice Prolegômenos Filosofia Patrística O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga Os Começos da Filosofia Patrística Agostinho: O Mestre do Ocidente Boécio: O Último Romano Dionísio Pseudo-Areopagita Fim da Patrística A Filosofia Escolástica Generalidades A Primitiva Escolástica Origens Anselmo de Cantuária – [...]

DIONÍSIO PSEUDO-AREOPAGITA – História da Filosofia na Idade Média

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Santo Agostinho: O Mestre do Ocidente – História da Filosofia na Idade Média

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As Ordens – História da Filosofia na Idade Média

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PEDRO ABELARDO: SUBJETIVISMO MEDIEVAL

HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA Johannes HIRSCHBERGER Fonte: Ed. Herder Trad. Alexandre CorreiaÍndice Prolegômenos Filosofia Patrística O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga Os Começos da Filosofia Patrística Agostinho: O Mestre do Ocidente Boécio: O Último Romano Dionísio Pseudo-Areopagita Fim da Patrística A Filosofia Escolástica Generalidades A Primitiva Escolástica Origens Anselmo de Cantuária – [...]

cap. 16 – A metafísica do racionalismo – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XVI A METAFÍSICA DO RACIONALISMO 121. PONTO DE PARTIDA NO EU. — 122. MOVIMENTO, MATÉRIA E FÔBCA. — 123. O CALCULO INFINITESIMAL. — 124. A MONADA: PERCEPÇÃO E APETIÇÃO. — 125. HIERARQUIA DAS MÔNADAS. — 126. COMUNICAÇÃO ENTRE AS   SUBSTANCIAS:    HARMONIA   PREESTABELECIDA.   —   127.    O   OTIMISMO. [...]

cap. 14 – O Empirismo Inglês – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XIV O EMPIR1SMO INGLÊS 98. PSICOLOGISMO. — 99. LOCKE. — 100. AS IDÉIAS INATAS. — 101. A ORIGEM DAS IDÉIAS. — 102. ORIGEM PSICOLÓGICA. — 103. SENSAÇÃO E REFLEXÃO.—   104.   QUALIDADES  PRIMARIAS   E   SECUNDARIAS.   —   105.   BERKELEY.   — 106. — IMATERIALISMO. — 107. A REALIDADE COMO [...]

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  • provas respondidas de filosofia da linguagem

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