Tomás Antônio Gonzaga e Marília de Dirceu

TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (Porto, 1747-1809) era formado em Direito e ocupava o lugar de ouvidor da comarca de Vila Rica, em Minas Gerais, quando, envolvido na conjuração da Inconfidência, foi preso, degredado para a África, onde morreu. Deram-lhe celebridade literárias suas líricas, endereçadas a Marília, isto é, a D. Maria Joaquim Doro-téia de Seixas Brandão, … Ler maisTomás Antônio Gonzaga e Marília de Dirceu

TROVADORISMO – Literatura Medieval Portuguesa

FASE MEDIEVAL

(Princípio do Século XVI ao XIII)

TROVADORES

Para que possa o estudante melhor sentir a natureza e a essência da
poesia medieval, a cujo cunho português largamente se mesclaram os in-
fluxos de Provença e de Castela, trasladam-se para a presente edição
algumas trovas, colhidas entre os muitos autores da época afonsina e dio
nisiana, e outras, sacadas ao Cancioneiro Geral de Garcia de Resende —•
documentário em que se enfeixa toda a poesia lusitana do fim do século XV
e se remata o ciclo da lírica trovadoresca na Literatura Portuguesa.

Essa transcrição visa a dar a conhecer o pensamento das composições
ingênuas e sentimentais da época anteclássica, por vezes obscuras e pobres
de matizes, quase sempre feitas de pieguice amorosa e de lamúrias, e nas
quais se vive de suspirar e se morre de amar… Mas nessas cantigas de
amor
e nas de amigo, em que se concentra o lirismo dos trovadores de
então, e, mais que tudo, nas que constituem a coletânea de Resende, há
principalmente, para ver-se, como objeto de estudo, o travejamento da
linguagem, referta de arcaísmos morfológicos, sintáticos e semânticos, e
cuja métrica, implicando leitura cuidadosa, concorre para auxiliar a com-
preensão dos termos e a percepção dos conceitos.

Eis a razão por que, conservando neles a arbitrária e vária grafia
do passado, aqui se inserem tais trechos, cuja leitura, mesmo quando enfa-
donha, é imprescindível a quem quer conhecer a pleno a nossa língua na
sua evolução histórica.

Antologia selecionada dos Lusíadas de Camões e explicações

Quem foi Camões LUIS DE CAMÕES (Lisboa, 1524-1580) estudou na Universidadede Coimbra e militou com distinção, perdendo um olho na campanha deCeuta. Um amor infeliz por D. Catarina de Ataíde certamente contribuirpara quatizar de dulcíssimo romantismo a vida deste poeta-soldado. Em 1553 embarcou para a Índia, exercendo em Macau um ofício de provedor, e de … Ler maisAntologia selecionada dos Lusíadas de Camões e explicações

FRANCISCO DE SÁ DE MENESES

FRANCISCO DE SÁ DE MENESES (Porto, 1600-1644) foi senhorde uma opulenta casa e varão mui respeitado por suas luzes e virtudes.No vigor da idade viuvou, e, desgostoso, acolheu-se ao Mosteiro de Ben-fica, onde nove anos antes falecera Fr. Luís de Sousa, e aí professoulomando o nome de Fr. Francisco de Jesus. É conhecido pelo seu … Ler maisFRANCISCO DE SÁ DE MENESES

Resumo sobre GIL VICENTE e Teatro Vicentino – Fase Quinhentista

CAPITULO 4

FASE QUINHENTISTA

(Século XVI)

POETAS PORTUGUESES

GIL VICENTE (Guimarães, 1460-1536) seguiu em Lisboa, onde então
se achava a Universidade, o curso de Jurisprudência, e ensinou Retórica
do Duque de Beja, D. Manuel, que sucedeu no trono por morte de D,
João II. Aclamado rei esse príncipe, Gil Vicente entrou a escrever peças
dramáticas, começando pelo Monólogo do Vaqueiro ou da Visitação (1502)
e fazendo representar no ano de sua morte a Floresta dos Enganos.

Dividem-se as suas composições em Obras de devoção, Comédias Tra-
giomédias, Farsas
e Obras várias. Entre as primeiras citam-se como as
melhores: O Auto da Barca do Inferno, o da Barca do Purgatório e o da
Barca da Glória. Julga-se a mais perfeita farsa Inês Pereira. Romagem de
Agravados
é a mais apreciada das tragicomédias. À comédia de Rubena or-
dinarimente se confere a primazia na sua espécie.

Gil Vicente foi poderoso e original engenho, e sobretudo se avan-
tajou no mordacíssimo chiste, que não raro degenerava em grosseiras
Indecências. Mais do que isto, os arcaísmos da linguagem a bem pouco
limitam o número de seus leitores atuais.

Não se deve confundir, segundo a autoridade de Teófilo Braga, a
Gil Vocente, poeta, com o ourives ou lavrante de igual nome. Este ponto
foi bem elucidado por C. Castelo-Branco.

Auto da Mofina Mendes – Teatro Vicentino

MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA – Frutas do Brasil

MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA (Bahia, 1636-1711) foi, como
diz Costa e Silva no seu Ensaio Biográfico-Crítico, tomo X, página 67,
– "o primeiro brasileiro que ousou apresentar-se no Pindo demandando
lugar no templo das Musas".

Depois de alguns estudos no Brasil, foi a Coimbra, em cuja Universidade
obteve o grau de licenciado em Jurisprudência. Aí travou com o
seu conterrâneo Gregório de Matos Guerra amistosas relações, que
duraram até a morte.

Havendo tomado o capelo doutoral, partiu Manuel Botelho para a
Bahia, onde exerceu o mister de advogado, sem deixar o cultivo das
letras, e em 1705 publicou um volume de versos com extravagantíssimo
título, que assaz demonstra o mau gosto da época: Música do Parnaso
dividida em quatro coros, de Rimas Portuguesas, Castelhanas e Latinas,
com seu descante cômico reduzido em duas comédias.
Dos versos em
português diz o citado crítico — "serem bem fabricados, correntes e
sonoros".

Frutas do Brasil

E, tratando das próprias, os coqueiros
Galhardos e frondosos

Gregório de Matos – Resumo da obra e biografia e poemas

GREGÓRIO DE MATOS GUERRA nasceu na cidade da Bahia em
1623, e faleceu em 1696. Tendo-se doutorado em Direito na Universidade
de Coimbra, advogou em Lisboa, onde gozou da privança do príncipe re-
gente, depois Pedro II. Na sua terra natal serviu como tesoureiro-mor
da catedral e vigário geral da diocese, cargos que deixou quando exigiram
que completasse a sua ordenação, pois era só minorista. Pela mordacidade
das suas sátiras foi degredado para Angola e de lá voltou para o Brasil,
indo residir em Pernambuco, onde morreu cristãmente. —

Foi escritor popular e engraçado. Não lhe faltam conceitos e trocadi-
lhos — que era vício do tempo — e por vezes descai na obscenidade.

"Cabe-lhe a glória, diz Fernandes Pinheiro, de haver introduzido
em nossa metrificação o verso italiano decassílabo, hoje muito usado, e
conhecido nos compêndios de poesia pela denominação de gregoriano".

De suas obras poéticas publicou-se o primeiro tomo em 1882. A
Academia Brasileira de Letras fêz divulgar, sob a orientação do acadé-
mico Afrânio Peixoto, as obras completas de Gregório de Matos sob
os cinco aspectos que nelas se deparam. Louvabilíssimo esforço em bene-
fício de nossas letras seiscentistas.

Anjo Bento – Poema de Gregório de Matos

BOCAGE – Biografia e Poemas

MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE, Setúbal (1765-1805)partiu como guarda-marinha para a Índia e de lá se escapou para Lisboa,onde tomou o nome de Elmano Sadino e granjeou suma popularidade pelamelodia de seus versos e pasmosa faculdade de improvisar. Foi uma vez preso por divulgar idéias ímpias e sediciosas, e cantoua palinódia em poesias mais sinceras, … Ler maisBOCAGE – Biografia e Poemas

JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO

JOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO (Beja, 1761-1831) teve em a Nova Arcádia o título de Elmiro Tagídeo. Professou na Ordem dos Ere-mitas de Santo Agostinho e em 1793 logrou secularizar-se presbítero. Tornou-se notável pela prodigiosa variedade dos seus conhecimentos epela sua índole inquieta e acerbamente polemística. Foi pregador, poetaépico (O Oriente), didático (A Meditação) e satírico … Ler maisJOSÉ AGOSTINHO DE MACEDO

NICOLAU TOLENTINO DE ALMEIDA

NICOLAU TOLENTINO DE ALMEIDA (Lisboa, 1741-1811), foi
professor de Retórica, e, enfadado de tal ocupação, começou a lisonjear
os poderosos, de quem obteve finalmente o lugar de oficial da Secretaria
do Reino, em que tinha posto as suas mais altas aspirações. Manejou a
sátira com verso fluente, cuja forma predominante era a quintilha octos-
sílaba, e nunca se distanciou de polida mordacidade.

DOMINGOS CALDAS BARBOSA

DOMINGOS CALDAS BARBOSA — nascido no Rio de Janeiro em
1740 e falecido a 9 de novembro de 1800, em Lisboa, onde viveu, am-
parado pelo Marquês de Castelo Melhor e pelo Conde de Pombeiro.

Pertenceu à nova Arcádia, na qual tinha o apelido de Lereno. É
poeta simples, fácil e espontâneo, improvisador de modinhas e lundus,
que muito se apreciavam nos saraus de Lisboa e ficaram na memória po-
pular. Seus versos, suas cantigas amorosas, acham-se na Coleção de poe-
sias
(1775) e em A Viola de Lereno (1798). Sílvio Romero faz notar
"a simplicidade de seus versos, mui longe da retórica inchada de Bocage e
Agostinho de Macedo"; e assinala ainda a ausência de imoralidade e
a falta de mordacidade, o que o torna bem diferente dos seus contem-
porâneos. Escreveu também para o teatro: A Saloia Namorada, A Vin-
gança da Cigana
e A Escola dos Ciosos.

Mestiço, são seus os seguintes versos, com que se dirige o Padre
Sousa Caldas:

"Tu és Caldas, eu’ sou Caldas;
Tu és rico e eu sou pobre;
Tu és o Caldas de prata;
Eu sou o Caldas de cobre."

Na biblioteca do Gabinete Português de Leitura encontra-se, sob o
n.° 13.009, um manuscrito, de letra da época, com o título Cantigas de
Lereno, selinuntino, da Arcádia de Roma,
de onde se transcrevem aqui
as poesias abaixo.

O que é Amor

Levantou-se na cidade
um novo e geral clamor:
todos contra amor se queixam,
ninguém sabe o que é amor.

BASÍLIO DA GAMA – Biografia e obra o Uraguai

Biografia de: José BASÍLIO DA GAMA (São José d’El-rei, 1740-1795) estudou
no Rio de Janeiro com os Jesuítas, e viveu depois em Lisboa e em
Roma, lutando com sorte adversa, até que logrou as boas graças do
Marquês de Pombal, que o nomeou oficial da Secretaria do Reino.

Quando em desvalia caiu o poderoso ministro, José Basílio volveu
ao Rio, indo finalmente morrer em Lisboa. Entre suas composições poéti-
cas tem primazia o poema O Uruguai, onde incontestavelmente rebrilham
belezas de primeira ordem.

ANTÔNIO DINIS DA CRUZ E SILVA

ANTÔNIO DINIS DA CRUZ E SILVA, entre os Árcades Elpino Nonacriense (Lisboa, 1731-1799) seguiu a carreira da magistratura até o cargo de chanceler da Relação do Rio de Janeiro. Entre suas numerosas poesias citam-se as odes, que pecam pela uniformidade e pelo infladoestilo. Trabalhou também no gênero dramático; mas, de tudo quanto escreveu, melhor tem … Ler maisANTÔNIO DINIS DA CRUZ E SILVA

DOMINGOS DOS REIS QUITA

DOMINGOS DOS REIS QUITA (Lisboa, 1726-1770). As suas obrascompreendem éclogas, odes, sonetos, outras poesias miúdas, o drama pas-toral Licore; e quatro tragédias, uma das quais, Castro, foi aproveitadapor João Batista Gomes para a sua Nova Castro. Quita foi membro da Arcádia Ulisiponense, sob o nome de Alcino Micênio. Tinha a profissãode cabeleireiro e morreu paupérrimo. … Ler maisDOMINGOS DOS REIS QUITA

PEDRO ANTÔNIO CORREIA GARÇÃO

PEDRO ANTÔNIO CORREIA GARÇÃO, que na Arcádia se deno-minava Coridon Erimanteu, nasceu em 1724 e faleceu em 1772. Serviu como escrivão na casa da índia e, no fim. de uma vida placi- damente consagrada às letras, foi encarcerado e morreu na cadeia, exa- tamente no dia em que se lhe expedira a ordem de soltura. … Ler maisPEDRO ANTÔNIO CORREIA GARÇÃO

ANTÔNIO CÂNDIDO GONÇALVES CRESPO

ANTÔNIO CÂNDIDO GONÇALVES CRESPO (Rio de Janeiro, 1845-1883) viveu no Brasil até a idade de catorze anos. Estudando em Coimbra,publicou o seu primeiro volume de versos, Miniaturas. A publicação destas poesias, além de renome, lhe valeu a simpatialiterária, e logo depois pessoal, da Exma. Sra. D. Maria Amália Vaz deCarvalho, com quem se casou o … Ler maisANTÔNIO CÂNDIDO GONÇALVES CRESPO

Antero do Quental

ANTERO TARQUINIO DO QUENTAL (Ponta Delgada, Açores,1842-1891) era um pensador original e profundo, em cujo espírito se mes-clavam ansiosas aspirações de verdade e doridos desânimos que, produtoou causa de incurável neurastenia, finalmente o conduziram ao abismo dosuicídio Obras em verso: Odes Modernas, 1865; e Sonetos (1890), além deoutras composições só publicadas depois da morte do … Ler maisAntero do Quental

Tomás Ribeiro

Marechal deodoro da fonseca

TOMÁS ANTÔNIO RIBEIRO FERREIRA (Parada da’ Gonta, naBeira Alta, 1831-1901) foi uma inteligência de escol; poeta mimoso eimpecável metrificador, orador fluentíssimo, diplomata, político, jorna-lista de rápida concepção, historiador consciencioso e eloqüente. Na poesia lírica manteve em devida altura a tradição romântica deCastilho, e suas poesias correram mundo, ganhando portentosa popula-ridade. Quem não recitou, ou não … Ler maisTomás Ribeiro

JOÃO DE DEUS RAMOS

JOÃO DE DEUS RAMOS, mais vulgarmente conhecido só porJoão de Deus, nasceu em São Bartolomeu de Messines, Concelho de Silves,no Algarve, e viveu de 1830 a 1895. Bacharelou-se em Direito na Uni-versidade de Coimbra em 1859, e pouco depois já era bem conhecidopelos seus belos versos, tão espontâneos quão delicadamente sentidos. Não ligava maior importância … Ler maisJOÃO DE DEUS RAMOS

HERMES FONTES

HERMES FONTES, nasceu na vila de Buquim, em Sergipe, a 28 de
agosto de 1888. Veio muito jovem para o Rio de Janeiro, sob o amparo
do senador Martinho Garces, e nesta Capital estudou humanidades, con-
seguiu por concurso o primeiro emprego, no Correio, e alcançou, em
1911, o diploma de bacharel pela Faculdade de Ciências Jurídicas e So-
ciais. Menino ainda, já lhe saíam da pena os primeiros versos, e a sua
atividade poética tornou-se conhecida com o aparecimento, em 1908, de
seu livro de fulgores e pompas Apoteoses, recebido com francos encómios
pela crítica e havido por vigorosa afirmação artística. O jovem pensador
deu-se ao afã da imprensa, escrevendo em jornais e revistas e colaborando,
com ardor patriótico, no Diário de Notícias, empenhado na campanha
presidencial, e ao qual Rui Barbosa dava o brilho de sua direção política.

Augusto dos Anjos

Augusto dos Anjos – Biografia e Obras:

AUGUSTO DE CARVALHO RODRIGUES DOS ANJOS, nasceu a
20 de abril de 1884, na então província de Paraíba do Norte. Diplo-
mou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1907, e, três anos
depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro e aí viveu dos parcos pro-
ventos do magistério. Coligiu então as suas primeiras produções poé-
ticas, enfeixando-as em volume a que deu nome Eu.

Augusto dos Anjos foi um poeta triste, insatisfeito e movido de
viva sensibilidade. Sua lira deixou-se penetrar dos fenômenos melancó-
licos da morte e de angústias e conturbações da vida. Nela não se
descobre o culto da beleza feminina nem as atrações naturais do amor;
mas, rudemente, e, às vezes, sob matizes científicos, gemem nos seus
versos consternações e dúvidas e fluem verdades e protestos dolorosos.
Combalido no corpo e torvado na alma, o bardo sofredor infunde às
expressões meditativas laivos fortes de dor e de negativismo. "Materia-
lista em Filosofia — disse dele Antônio Torres — foi nos sentimentos
um idealista na; mais nobre, na mais vibrante e, digamos, na mais dra-
mática acepção do vocábulo".

Não completara ainda trinta anos, quando o abateu a morte, em
Leopoldina, Minas, aos 12 de novembro de 1913.

Suas obras: Eu, poemas, Rio, 1912; Eu, e outras poesias, 9.a edição,
Rio, Bedeschi, 1941.

O Lamento das Cousas – Poesia de Augusto dos Anjos

ALPHONSUS DE GUIMARAENS

ALPHONSUS DE GUIMARAENS — (AFONSO HENRIQUE DA
COSTA GUIMARÃES) nasceu em Ouro Preto, a 24 de julho de 1870,
e aí recebeu a primeira instrução no Liceu Mineiro, matriculando-se, em
1890, na Faculdade de Direito de São Paulo, onde, mais tarde, lhe foi
colado o grau de bacharel. Encetou desde logo a carreira da\ magistra-
tura e foi juiz de Direito em Conceição do Cerro, transferindo-se em
seguida para Mariana, onde habitou durante os quinze últimos anos de
sua vida, de 1906 a 1921, em que se extinguiu, a 15 de agosto.

MÁRIO PEDERNEIRAS

MÁRIO PEDERNEIRAS, natural da cidade do Rio de Janeiro.
Nasceu a 2 de novembro de 1867 e faleceu nessa mesma Capital, aos 8
de fevereiro de 1915. Encetou a vida literária no jornalismo, escrevendo
em folhas diárias e periódicos, e fundou em 1908 a revista semanal
Fon-Fon. Fêz-se a sua formação literária sob o influxo dos poetas franceses
da escola simbolista: deu então a lume o seu primeiro livro,
Agonia, onde se deixa ver a inclinação às novas formas de expressão
artística. Depois fixou com características próprias, a sua maneira clara
e simples de poetar, servindo-se já dos moldes consagrados, já dos versos
vários e livres, através dos quais se lhe extravasava, original e forte, às
vezes pungitiva, a inspiração. Mário Pederneiras amou intensamente a
cidade em que nasceu, posta em seus versos com sentimento e encanto; e
fêz vibrar em suas páginas, em forma justa e em nítida expressão, as
doçuras do lar e as agruras da vida.

Deixou as seguintes obras: Agonia, livro inicial, Rondas Noturnas
(1901), Histórias do meu Casal (1906), Ao léu do Sonho e à mercê da
Vida
(1912) e Outono (1914).

Vicente de Carvalho

VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO, nasceu em Santos, a 5 deabril de 1866, e aí fêz os primeiros estudos, matriculando-se, aos dezesseisanos, com licença especial, na Faculdade de Direito de São Paulo, ondese bacharelou em 1886. Espírito adiantado, inclinou-se desde a adoles-cência para a democracia, e, ainda no 4.° ano jurídico, já fazia partedo Diretório Republicano … Ler maisVicente de Carvalho

Raimundo Correa – Antologia Poética

RAIMUNDO DA MOTA AZEVEDO CORREIA, nascido a bordo do vapor "São Luís", na baía de Mogúncia, litoral do Maranhão, faleceuna Europa, tendo vivido de 1860 a 1911. Passou rapidamente pela admi-nistração e pela diplomacia e era, quando morreu, magistrado no DistritoFederal. São conhecidíssimas suas belas poesias, estampadas com os títulos deSinfonias, Versos e Versões e … Ler maisRaimundo Correa – Antologia Poética

Poeta ALBERTO DE OLIVEIRA, fundador da ABL (1859 – 1937)

ANTÔNIO MARIANO ALBERTO DE OLIVEIRA, nasceu em Sa-quarema, Estado do Rio de Janeiro, a 28 de abril de 1859 e faleceu aos19 de janeiro de 1937, em Niterói. Desde muito cedo inclinou-se àsletras e traçou, aos catorze anos, o primeiro soneto, sentimental, de certo: "Nasce em verde botão a linda rosa". Fêz o curso de … Ler maisPoeta ALBERTO DE OLIVEIRA, fundador da ABL (1859 – 1937)

Resumo vida e obra de Artur Azevedo

ARTUR AZEVEDO, nasceu em 1855, na cidade de São Luís, capital
do Maranhão e faleceu no Rio de Janeiro em 1908. Escreveu em prosa
e verso com admirável facilidade, colaborando ativamente na imprensa
diária e fazendo sua especialidade na literatura dramática.

Entre as suas mais aplaudidas composições neste gênero (e muitas
foram elas) podem citar-se: — A Véspera de Reis, reprodução fiel de
costumes populares, Amor por Anexins, A Pele do Lobo, O Liberato,
A Mascote na Roça, A Almanjarra, O Dote, A Jóia, O Badejo,
comédias
das quais as duas últimas escritas em verso e com apuro literário, res-
ponderam à crítica que lhe exprobrara algum desleixo e desperdício de
talento em peças de somenos importância. São de sua lavra os dramas
Anjo de Vingança e O Escravocrata, este de colaboração com UrbaNo
Duarte. Das operetas e paródias algumas há muito bem traçadas e de-
senvolvidas: A Donzela Teodora, A Princeza dos Cajueiros e A Filha de
Madama Angu.
Cultivou a espécie das revistas, onde, ligados por um
gracioso entrecho, se criticavam os sucessos da atualidade. Uma dessas
peças, O Mandarim, feita de colaboração com Moreira Sampaio, havendo
introduzido no palco a imitação de personagens contemporâneas, suscitou
no jornalismo acesa polêmica.

Contos fora da Moda, Contos Possíveis, Contos Efêmeros, são os
títulos de livros em que se reuniram algumas das livres e chistosas his-
torietas de Artur Azevedo.

Conhecedor, a fundo, das coisas do nosso teatro, exerceu por muitos
anos, em várias folhas, a crítica teatral, com penetração e indulgência,
que faziam lembrar a maneira de Sarcey.

Foi alto funcionário na Secretaria do Ministério da Agricultura,
repartição a que também pertenceram o jornalista Gusmão Lobo, o polí-
grafo Luís da Veiga, o tradutor da Divina Comédia, Xavier P>iheiro, e
Machado de Assis, o festejado romancista e poeta que presidiu a Aca-
demia Brasileira de Letras.

O Badejo – Peça de Teatro selecionada de Artur Azevedo

Ato II, Cena V — Lucas, César Santos, h
Ramos, Benjamin Ferraz, D. Angélica.

Bio-bibliografia de CASTRO ALVES com poema O Livro e a América

ANTÔNIO DE CASTRO ALVES (Bahia, 1847-1871) estudou o
Direito primeiro em Pernambuco e depois em São Paulo. Exerceu grande
influência sobre o espírito da mocidade acadêmica do seu tempo, fazendo
sempre vibrar a nota livre e generosa em todas as questões; assim foi
um dos mais pronunciados abolicionistas, ainda antes que do abolicionismo
se fizesse o lema de um grupo de ação. Padecem muitos de seus versos
da ênfase peculiar à chamada escola condoreira, que, partindo da imitaçãoi
hugoana, decaiu em puro gongorismo; porém a muitas de suas composiI
ções não se podem recusar sentimento e levantados voos líricos. A me
lhor edição de suas obras, publicada em 2 vols. em 1921, e comemorativa
do cinqüentenário da morte do poeta, devêmo-la ao ilustre acadêmico
Afrânio Peixoto, que a prefaciou e anotou, apondo-lhe preciosa e com
pleta bibliografia.

O Livro e a América

Talhado para as grandezas,
Pra crescer, criar, subir,

LUÍS GUIMARÃES JÚNIOR

LUÍS GUIMARÃES JÚNIOR (Rio de Janeiro, 1845-1897) é o autorde dois livros de poesias: Corimbos e Sonetos e Rimas. Melodioso quanto os mais consumados mestres no poetar, soube àbeleza de forma reunir maviosos sentimentos. Lêem-se os seus versos e,mesmo sem o querermos, se nos fixam na memória. Em prosa colaborou como folhetinista no Diário do … Ler maisLUÍS GUIMARÃES JÚNIOR

CASIMIRO DE ABREU

Janeiro, e daí
foi a Lisboa, onde se demorou quatro anos.

Ãs labutações da vida do comércio mostrava-se de todo avesso, e,
lutando com a férrea vontade paterna, só a furto lograva dedicar-se às
letras. A tísica pulmonar arrebatou-o na flor da idade. A primeira
edição das poesias de Casimiro — Primaveras, estampou-se em 1859,
quando o autor tinha 22 anos.

Não é escritor correto, mas poeta cujos maviosos acordes sabem o
caminho do coração.

 

Meus Oito Anos – poema de Casimiro de Abreu