Oliveira Lima COSMOPOLITISMO E NACIONALISMO Exmo. Sr. Presidente, Meus Amigos: O presidente do Centro Acadêmico disse-me, ao convidar-me para estar presente à posse da nova diretoria, que desejava que as minhas últimas palavras em Pernambuco, antes de partir, fossem de animação à mocidade da Faculdade de Direito do Recife. Eu quero, porém, que elas sejam [...]
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Oliveira Lima A NOSSA QUESTÃO DE LIMITES COM A BAHIA* É pelo menos singular que, interrogados sobre a questão dos limites entre Pernambuco e Bahia, ventilada no Congresso de geografia de Belo Horizonte e que versa sobre a posse arbitrariamente transferida da primeira para a segunda das referidas províncias da comarca do Rio São Francisco [...]
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Oliveira Lima A CRISE SOCIAL* Se soubesse, quando fui procurado pela vossa benevolência, que esta festa acadêmica comportava êste ano uma parte dançante, teria escolhido assunto mais leve para tema das minhas palavras do que — "a crise social". Reconheço que a matéria é grave em demasia e decerto contrasta com a despreocupação e a [...]
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Oliveira Lima DEPOIS DO PLEITO Sinto por Pernambuco que o resultado da eleição tenha sido contrário ao Sr. Barão de Suassuna. Aliás só por um milagre — e é artigo que já desaperecera muito do mercado antes da guerra — poderia êle vencer a situação que se lhe deparou no último momento, tendo contra si [...]
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Oliveira Lima NÃO ME TROQUEM O CANDIDATO I Ê um segredo de Polichinelo, como dizem os franceses de um segredo sabido por toda a gente, que esta semana socialmente perturbadora se passou politicamente em conchavos, não sei se judiciosos, cm todo o caso infecundos para fundir os grupos oposicionistas, melhor dito para concentrá-los em redor [...]
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Oliveira Lima UM MONUMENTO HISTÓRICO O meu correspondente de Goiana, que me tem fornecido alguns elementos de interesse para estes artigos e que conhece perfeitamente as coisas e o viver do nosso interior, o Sr. José Teófilo Carneiro de Albuquerque, chama a minha atenção e pede que eu intervenha junto ao Instituto Arqueológico em prol [...]
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Oliveira Lima OS DE FORA Na falta de outros defeitos a assacar-lhe, está-se atribuindo à candidatura do Sr. Barão de Suassuna o de provir de fora do Estado. Na verdade ela irrompeu simultaneamente fora e dentro do Estado, como um protesto contra a imposição de uma candidatura oficial sem recurso nem apelação senão para a [...]
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Oliveira Lima PERNAMBUCO, SEU DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO A hegemonia de Pernambuco, no Norte, pode dizer-se era todo o Norte, porque ainda a Amazônia se não desenhava, estabe-ceu-se neste fim do século XVI. Pernambuco, que já dera o seu contingente de homens e mantimentos para a expedição de Estácio de Sá contra os índios do Rio de [...]
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Oliveira Lima LEVANTE DE BROQUÉIS Um amigo meu, que me faz sempre o favor de dar em conversa ou cm carta sua impressão sincera e que eu muito acato acerca dos meus artigos, qualificou o último de cruel. Defendi-me neste ponto dizendo-lhe que não costumava ser cruel nem com uma mosca, enxo-tando-as quando me aborrecem, [...]
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Oliveira Lima A BELEZA DO RECIFE Somos uma raça de poetas. Não é tanto pelo fato de verificarmos com notável facilidade e bastante felicidade que o digo; as exceções, como eu e como o falecido José Veríssimo, são raríssimas e citam-se quase como casos de anormalidade. Este é porém o lado superficial do estro, a [...]
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Oliveira Lima UM PAISAGISTA PERNAMBUCANO (Teles Júnior) Visitando um dia a pequena mas escolhida coleção de quadros de Belarmino Carneiro, lembro-me que demorei o olhar sobre duas paisagens de um aspecto risonho na sua tonalidade verde-escura, e observei convencidamente: Isto é pernambucano! — Pois sc são paisagens de Teles Júnior, replicou-me Belarmino. Si estivesse então [...]
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Oliveira Lima ALFREDO DE CARVALHO Num artigo muito substancioso e muito carinhoso que acaba de consagrar na revista Kosmos, ao Sr. Alfredo de Carvalho, o ilustre crítico Sr. José Veríssimo achou um senão neste que qualificou de estudioso pernambucano: o fato dele, por enquanto, se confinar mentalmente na sua terra, preferindo a especialidade à [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) JOSÉ DA NATIVIDADE SALDANHA Natural de Pernambuco. Nasceu em Santo Amaro do Jaboatão, a 8 de setembro de 1796, e faleceu [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) LIVRO SEGUNDO ÉPOCA DE TRANSFORMAÇÃO (1800-1835) PERÍODO DE TRANSIÇÃO DOS CLÁSSICOS PARA OS ROMÂNTICOS Manifestação literária, artística, científica e filosófica CAPÍTULO [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO VI AS REGÊNCIAS (continuação) JOSÉ DA COSTA CARVALHO (Marquês de Mont’Alegre) Nasceu na Bahia, a 7 de fevereiro de 1796, [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO VI AS REGÊNCIAS (continuação) CAETANO MARIA LOPES GAMA (Visconde de Maranguape) Nasceu na cidade do Recife, a 5 de agosto [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO VI AS REGÊNCIAS (continuação) Pertencia ao conselho do imperador, era conselheiro de Estado, dignitário da ordem do Cruzeiro, comendador da [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) Capítulo V – PRIMEIRO IMPÉRIO — ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (continuação) FELISBERTO CALDEIRA BRANT PONTES (Marquês de Barbacena) Nasceu em Mariana (Minas Gerais) [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) PADRE FRANCISCO AGOSTINHO GOMES Nasceu na Bahia a 4 de julho de 1769 e faleceu a 19 de fevereiro de 1822. [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) FRANCISCO DE PAULA ALMEIDA E ALBUQUERQUE Nasceu em Pernambuco, no último quartel do século XVIII, e faleceu a 7 de julho [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO V PRIMEIRO IMPÉRIO — ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (continuação) ANTONIO LUÍS PEREIRA DA CUNHA (Marquês de Inhambupe) Nasceu na cidade da Bahia [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) JOSÉ CLEMENTE PEREIRA Nasceu na Vila do Castelo do Mendo, comarca de Trancoso, em Portugal, a 17 de [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA JOSÉ LINO COUTINHO Nasceu na Bahia, a 31 de março de 1784, e faleceu [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA DOMINGOS JOSÉ MARTINS Nasceu em Itapemirim, província do Espírito Santo, no-ano de "1781, e [...]
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Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876) CURSO DE LITERATURA NACIONAL LIÇÃO XXVI epistolografia O PADRE ANTÔNIO VIEIRA O padre Antônio Vieira, a quem já classificamos como primeiro orador português, é também o principal epistológrafo de sua época. Sua correspondência com diversas pessoas da corte, com seus superiores eclesiásticos, ou com seus íntimos amigos, constitui um [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA DOMINGOS ALVES BRANCO MUNIZ BARRETO Nasceu na Bahia, na segunda metade do [...]
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Fr. JOAQUIM DO AMOR DIVINO CANECA
Nasceu na cidade de Recife, no bairro de Fora de Portas, freguesia de S. Frei Pedro Gonçalves, (Estado de Pernambuco), em julho de 1779, e faleceu a 13 de janeiro de 1825. Era filho de Domingos da Silva Rebelo, por alcunha Caneca, e D. Francisca Maria Alexandrina de Siqueira.
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA MANOEL DE CARVALHO PAES DE ANDRADE Nasceu em Pernambuco, entre 1774 e 1778, [...]
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Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA ANTONIO RODRIGUES VELOSO DE OLIVEIRA Nasceu na província de S. Paulo, depois de [...]
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Corrigir os costumes por meio do ridículo foi sempre lou vável, porém difícil tarefa; e tanto mais difícil quanto custoso é parar no plano inclinado da crítica. Desde Arquíloco, que os gregos consideram como o pai da sátira, numerosos são os poetas que se entregaram a esta espécie do gênero didático com mais ou menos êxito. Entre os romanos, Horácio e Juvenal parece haverem na compreendido por duas diversas fa-sès; o cortesão de Augusto, reconhecendo-se incapaz de deter a torrente da corrupção, imola nas aras da sua faceta musa os ridículos do povo-rei, e, como Demócrito, ri-se e zomba dos seus contemporâneos; ao passo que o implacável discípulo de Cornuto marca com o ferro candente da sua sátira essa degenerada raça que aplaudia os Ñeros, os Claudios, os Calí-gulas e os Domicianos, e que turiferava diante de suas imagens. “Cada sátira de Juvenal, diz o Sr. Loise, é um exército disposto em ordem de batalha, cuias setas nartem a um sinal convencionado e dirigem-se ao mesmo alvo.”1 A cólera, a indignação eram suas Musas: facit indignatio versum, como ele próprio se expressava.
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