Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


textos interessantes sobre Bahia

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):


ANTÔNIO PEREIRA REBOUÇAS

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) Capítulo V – PRIMEIRO IMPÉRIO — ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (continuação) ANTÔNIO PEREIRA REBOUÇAS (1.°) Nasceu na vila, hoje cidade, de Maragogipe (prov. [...]

CLEMENTE FERREIRA FRANÇA (Marquês de Nazaré)

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) Capítulo V – PRIMEIRO IMPÉRIO — ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (continuação) CLEMENTE FERREIRA FRANÇA (Marquês de Nazaré) Nasceu na Bahia, em 1774, e [...]

ANTONIO LUÍS PEREIRA DA CUNHA (Marquês de Inhambupe)

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO V PRIMEIRO IMPÉRIO — ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE (continuação) ANTONIO LUÍS PEREIRA DA CUNHA (Marquês de Inhambupe) Nasceu na cidade da Bahia [...]

JOSÉ CLEMENTE PEREIRA

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) JOSÉ CLEMENTE PEREIRA Nasceu na Vila do Castelo do Mendo, comarca de Trancoso, em Portugal, a 17 de [...]

DOMINGOS JOSÉ MARTINS

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA DOMINGOS JOSÉ MARTINS Nasceu em Itapemirim, província do Espírito Santo, no-ano de "1781, e [...]

JOAQUIM GONÇALVES LEDO

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA JOAQUIM GONÇALVES LEDO Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, a 11 de [...]

A oratória do Padre Antônio Vieira

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876)

CURSO DE LITERATURA NACIONAL Fonte: editora Cátedra – MEC – 1978

LIÇÃO XXIII -História da oratória – apostila de oratória (falar em publico)

romance

LIÇÃO XXV

oratória

Privada da tribuna política e judiciária, não restava à eloqüência portuguesa senão o púlpito para teatro de sua glória. Prejudicava-lhe ainda aí a crença geralmente espalhada entre os pregadores de que todo o artifício retórico devera ser banido dos sermões e panegíricos dos santos, não necessitando de ornatos a linguagem evangélica. Com o progresso porém das luzes foi definhando semelhante crença, e convencendo-se os oradores sagrados que mais frutuosas seriam as suas prédicas se menos rudes se tornassem elas. Quer pelas dificuldades da impressão, quer pela natural modéstia dos religiosos que então principalmente ocupavam a cadeira da verdade, não nos consta que hajam sermonários dignos de estudo e imitação nas três primeiras épocas da nossa literatura. Destinada estava à Companhia de Jesus o fornecer a Portugal o seu primeiro pregador, com cuja vida e trabalhos oratórios passamos a ocupar-nos.’

O PADRE ANTÔNIO VIEIRA

O Padre Antônio Vieira nasceu na cidade de Lisboa a 6 de fevereiro de 1608. Foram seus pais Cristóvão Vieira Ravasco e D. Maria de Azevedo. Na tenra idade de oito anos incompletos acompanhou seu pai à cidade da Bahia, onde este vinha exercer o emprego de secretário do Estado do Brasil. No

colégio dos padres da Companhia fez ele o seu curso de preparatórios, então chamado de humanidades, com grande aplauso de seus mestres e condiscípulos, e aos quinze anos, abandonando a casa paterna, abraçou o instituto de Loyola; no qual professou a 6 de Maio de 1625.

Tão prematuro foi o seu desenvolvimento intelectual, que na tenra idade de dezoito anos já regia uma cadeira de retórica no colégio de Olinda, e compunha comentários às tragédias de Séneca e às Metamorfoses de Ovídio. Ainda antes de receber a ordem de persbítero, o que teve lugar no mês de dezembro de 1635, pregava com grande fama nas principais igrejas da Bahia, onde principiou essa celebridade que depois se estendeu por toda a Europa.

Levou-o a Lisboa o fausto sucesso da restauração da au-gustíssima casa de Bragança, sendo escolhido pelo vice-rei, marquês de Montalvão;,, para acompanhar à metrópole seu filho D. Fernando de Mascarenhas, incumbido de felicitar o novo rei. Envolvido no ressentimento popular centra a família dos Mascarenhas, da qual alguns membros se haviam bandeado para o partido de Castela, escapou o padre Vieira de ser vítima do furor da populaça de Peniche, devendo ao governador da praça, conde de Atouguia, o ser conduzido salvo à capital do reino, onde não tardou em granjear as boas graças de D. João IV e de seu filho, o príncipe D. Teodósio.

Não é do nosso intuito traçar aqui o quadro dessa existência tão cheia de peripécias, das vicissitudes por que passou o maior homem que naqueles tempos contava Portugal. Sucessivamente encarregado das mais importantes comissões dentro e fora do país, era o padre Vieira ouvido como conselheiro, e enviado como diplomata a diversas cortes e governos da Europa. Por suas mãos passavam os mais importantes negócios tendo o marquês de Niza, ministro de D. João IV em França, expressa ordem de nunca falar à rainha regente e ao cardeal ministro, senão acompanhado do célebre jesuíta. À sua influência deveu a causa da restauração o valioso auxílio de três fragatas carregadas de petrechos bélicos e o empréstimo de avultada soma de cincoenta mil cruzados. No meio desses triunfos diplomáticos, vemo-lo partir para o Maranhão, em obediência às ordens dos seus superiores eclesiásticos, e, depois de pregar o Evangelho seis anos à tribo dos Poquizes e à dos ferozes Nheengaíbas, empenhar-se com não menos zelo no caloroso debate suscitado entre a Companhia e os colonos acerca da escravidão indígena, o que lhe valeu ser preso e remetido para o reino com outros jesuítas.

BIOGRAFIA DE FREI CANECA

Fr. JOAQUIM DO AMOR DIVINO CANECA

Nasceu na cidade de Recife, no bairro de Fora de Portas, freguesia de S. Frei Pedro Gonçalves, (Estado de Pernambuco), em julho de 1779, e faleceu a 13 de janeiro de 1825. Era filho de Domingos da Silva Rebelo, por alcunha Caneca, e D. Francisca Maria Alexandrina de Siqueira.

MANOEL BOTELHO DE OLIVEIRA – poesia barroca na Terra Brasilis

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876) CURSO DE LITERATURA NACIONAL LIÇÃO XX espécie lírica A corrupção do gosto, que já assinalamos na introdução a esta época, e a fatal influência que a escola de Gongora exerceu sobre a poesia portuguesa, fizeram-se sentir de modo bem manifesto no gênero lírico e suas diversas espécies. Nenhum dos [...]

A poesia satírica de GREGÓRIO DE MATOS GUERRA

Corrigir os costumes por meio do ridículo foi sempre lou vável, porém difícil tarefa; e tanto mais difícil quanto custoso é parar no plano inclinado da crítica. Desde Arquíloco, que os gregos consideram como o pai da sátira, numerosos são os poetas que se entregaram a esta espécie do gênero didático com mais ou menos êxito. Entre os romanos, Horácio e Juve­nal parece haverem na compreendido por duas diversas fa-sès; o cortesão de Augusto, reconhecendo-se incapaz de deter a torrente da corrupção, imola nas aras da sua faceta musa os ridículos do povo-rei, e, como Demócrito, ri-se e zomba dos seus contemporâneos; ao passo que o implacável discípulo de Cornuto marca com o ferro candente da sua sátira essa de­generada raça que aplaudia os Ñeros, os Claudios, os Calí-gulas e os Domicianos, e que turiferava diante de suas ima­gens. “Cada sátira de Juvenal, diz o Sr. Loise, é um exército disposto em ordem de batalha, cuias setas nartem a um sinal convencionado e dirigem-se ao mesmo alvo.”1 A cólera, a indignação eram suas Musas: facit indignatio versum, como ele próprio se expressava.

A VINGANÇA DAS PIRANHAS – O Brasil Trágico

A VINGANÇA DAS PIRANHAS Nos rios Paraguai, S. Lorenço, Cuiabá e afluentes, há tanta piranha, que até parece que esses peixes foram criados para estabelecerem a desordem e a voracidade nessas águas. Multiplicam-se esses peixes duma maneira fantástica, ao ponto de se acreditar que eles são os donos dos rios, emprestando aos outros simples qualidade [...]

O período da regência – Brasil Império

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

 

II — O período da regência

Se, nas páginas seguintes, incluímos também na órbita de nossas considerações o período da regência, período tão moderno da história brasileira, não pretendemos, nem nos é possível, fazer a respeito uma narração concatenada e acabada; o nosso propósito é, apenas, para tornar possível um golpe de vista histórico, apresentar em ligação as mais importantes datas.

O regresso da família real portuguesa quando da usurpação do trono

Até aqui se haviam desenvolvido os acontecimentos no Brasil por si mesmos; nisto, a sua vida política recebeu de Portugal novo embate. Sabe-se que, no momento, governava ali, em lugar do rei d. João VI, um substituto de origem inglesa, o marechal de Beresford, e que, em parte as condições próprias, e em parte os acontecimentos na vizinha Espanha, deram motivo para um rompimento revolucionário.

A 24 de agosto de 1820, revoltaram-se no Porto o povo e o exército, e exigiram uma nova organização constitucional do Estado; o mesmo aconteceu em Lisboa (15 de setembro), e o exemplo das duas cidades principais produziu ação decisiva em todo o país; o substituto real, quando ele regressou do Rio, onde estivera ausente em visita, foi obrigado a imediatamente voltar, ao passo que, no seu lugar, "uma junta provisória" tomou as rédeas do governo e imediatamente, sem prévio consentimento do rei, convocou as cortes (desde o ano de 1698 não mais se reuniam) para uma sessão extraordinária.

A colônia e o reino absoluto | História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

 

CAPÍTULO XIII

A colônia e o reino absoluto

Ficaram concluídas as duas primeiras seções de nossa narração histórica; descreveu a primeira a luta de um século e meio, na qual a nacionalidade portuguesa conservou a posse do Brasil contra os mais diversos ataques (1500-1660); a segunda narrou como, pouco a pouco, se espalhou geograficamente a colonização brasileira, até cerca de 1750, e como, nos cem anos daí em diante, ela se foi desenvolvendo interiormente.

A capitania geral do Rio de Janeiro – História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

CAPÍTULO X

A capitania geral do Rio de Janeiro

Ao sul do rio Mucuri (18°-30′ de latitude sul), começa o quarto grupo de Estados brasileiros, a capitania geral, depois vice-reino, do Rio de Janeiro, que, a 17 de setembro de 1658, portanto, mais ou menos ao mesmo tempo que a capitania geral de Pernambuco, foi emancipada da autoridade do governador-geral na Bahia.

O capitão-general deste novo território teve a sua sede na cidade de São Sebastião, situada na baía do Rio de Janeiro, e dali governava ele diretamente a real capitania de igual nome e a já completamente incluída, antes capitania feudal, dos Campos dos Goitacases (Paraíba do Sul ou São Tomé), ao passo que sobre os governos hereditários de Espírito Santo, São Vicente e Santo Amaro, apenas exercia fiscalização. Todavia, logo houve uma mudança nessa situação, pois também aqui foram pouco a pouco extintos os poderes feudais. Assim aconteceu com a capitania do Espírito Santo: depois de haver ela ficado século e meio na família do primitivo donatário, Vasco Fernandes Coutinho, um de seus descendentes, Antônio Luís da Câmara Coutinho, vendeu-a, cerca do ano 1690, pela quantia de 40.000 cruzados, ao coronel Francisco Gil Araújo; mais tarde, ainda mudou de dono duas vezes, até que, finalmente, em 1717, o rei d. João V comprou por 40.000 cruzados o Espírito Santo e incorporou o mesmo às terras da coroa.

O TEMPLO DA ANTIGA ALDEIA DO M’BOI (EMBU)

O TEMPLO DA ANTIGA ALDEIA DO M’BOI (EMBU) A lenda também registra a origem da aldeia e sua igreja, envolvendo em seu tema a figura do padre Belchior de Pontes. Assim é que o padre recebeu ordens de fundar um convento no Brasil. De Itanhaém subiu a serra para o planalto por um caminho muito [...]

NEGRAS BAIANAS

NEGRAS BAIANAS Lúcio de Castro Soares A NEGRA baiana ou simplesmente a "baiana", como é vulgarmente mais conhecida, é figura das mais características da pitoresca e tradicional capital do estado da Bahia — a cidade do Salvador, dentre os diversos tipos humanos lá ocorrentes, desde o elemento branco até o negro puro, através de vários [...]

GRUTAS CALCÁRIAS DO SÃO FRANCISCO

GRUTAS CALCÁRIAS DO SÃO FRANCISCO José Veríssimo da Costa Pereira ABRANGENDO uma área considerável que engloba as cabeceiras do São Francisco, em Minas Gerais, a formação calcária do São Francisco se estende, acompanhando o rio, em rumo norte, até o rio Grande, seu afluente da margem esquerda, na Bahia, prosseguindo, naquela direção, mas, pela margem [...]

FAISCADORES – história da mineração

FAISCADORES * José Veríssimo da Costa Pereira AINDA hoje, sobretudo em certas regiões do Pará, Amapá, Guiana Maranhense, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, constitui o ouro o eixo em torno do qual gira incessantemente toda a vida de pequenas povoações que, em pleno século XX fazem reviver condições de trabalho e de meio [...]

BARRANQUEIROS DO RIO SÃO FRANCISCO

BARRANQUEIROS José Veríssimo da Costa Pereira CONHECIDOS tipos humanos do São Francisco, habituados a enfrentar e a suportar os caprichos do rio bem como a situação de abandono em que tem economicamente vivido a região, os "barranqueiros", são, antes de tudo, habitantes ribeirinhos, em geral paupérrimos e vivendo em toscas habitações erguidas nos barrancos do [...]

O PAU-DE-ARARA – Transporte e correntes de migrantes nordestinos

Reproduzido de Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. MUTIRÃO * "O PAU-DE-ARARA" Francisco Barboza Leite SENDO uma das áreas mais povoadas do Brasil, o Nordeste e o filão incansável que fornece ao país os contingentes impressionantes [...]

FEIRAS DO SERTÃO NORDESTINO

(Percy Lau) Reproduzido de Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. FEIRAS DO SERTÃO NORDESTINO Francisco Barboza Leite NA VIDA sertaneja as "feiras" têm importância fundamental. Diferem flagrantemente das que ocorrem nas capitais, não obstante apresentarem a [...]

ENGENHOS E USINAS – A INDÚSTRIA açucareira do Brasil

A INDÚSTRIA açucareira do Brasil, constrastando com as grandes usinas, dotadas de todos os aparelhamentos modernos, instalados com o fim de se obter o máximo rendimento possível de cana e a maior pureza dos produtos, subsistem, ainda, os engenhos de tipo colonial nas suas diferentes modalidades os engenhos movidos por animais, que no caso de serem bois, são chamados "trapiches", os "engenhos de água" com as suas três variantes: "copeiro", no qual a roda se move com água que lhe cai em cima nos cubos mais altos; "covilhete" ou "meio copeiro", que recebe a água em meio da roda e "rasteiro", movido pela água que vem de um nível muito baixo e, finalmente, os engenhos de vapor.

CRIAÇÃO DE CAPRINOS NO NORDESTE DO BRASIL

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CRIAÇÃO DE CAPRINOS NO NORDESTE Francisco Barboza Leite UMA das fontes de renda subsistentes na economia nordestina desde os primórdios da colonização tem sido a criação de caprinos. O clima [...]

COQUEIRAIS DAS PRAIAS DO NORDESTE BRASILEIRO

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. COQUEIRAIS DAS PRAIAS DO NORDESTE Lindalvo Bezerra dos Santos O LITORAL nordestino oferece dois belos espetáculos: o jangadeiro pescador e o debrum vivo dos coqueirais esguios, imprimindo à paisagem feição [...]

CARNAUBAIS

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CARNAUBAIS José Veríssimo da Costa Pereira A IMPORTÂNCIA da fisionomia da vegetação, na caracterização de uma paisagem, decorre das próprias funções das plantas e das necessidades fisiológicas de sua existência, [...]

O tradicional transporte por BALSAS nos rios Brasileiros

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. BALSAS José Veríssimo da Costa Pereira Em TODO o interior do Brasil, particularmente nos grandes rios navegáveis que banham regiões ainda muito despovoadas — não excluídos mesmo os maiores cursos [...]

A colonização do Brasil – PRELIMINAR

A colonização do Brasil PRELIMINAR

"Um país de vastíssima extensão como o nosso, onde a população se acha disseminada em grupos, em muitos pontos separados uns dos outros por grandes distâncias e péssimas estradas; — onde, portanto, é difícil levar a instrução necessária para convencer os habitantes dos seus verdadeiros interesses a muitos respeitos; — onde também dificilmente pode chegar a ação da autoridade, a toda parte, seja para levar socorro rápido a todos os habitantes, quando eles o necessitam, seja para aplicar medidas coercitivas contra aqueles que não se querem submeter às ordens do governo, para o bem geral…" (Luís Pedreira do Couto Ferraz, ministro do Interior, no seu relatório oficial ao Parlamento Brasileiro, 11 de maio de 1855).

FEIRA DE GADO – Tipos e aspectos do Brasil

Tipos e aspectos do Brasil

Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966.

FEIRA DE GADO

Elza Coelho de Souza

NA HISTÓRIA da colonização de extensas regiões do Brasil a criação de gado apareceu desde os primordios do descobrimento, como um meio de conquista da terra e de fixação das populações.

O gado introduzido pelos portugueses em São Vicente, Bahia e Pernambuco não tardou a espalhar-se pela nossa hinterlândia desenvolvendo-se rapidamente nas zonas que se ofereciam mais propícias à sua criação. Esta criação se impôs não só com o fim de fornecer alimento aos habitantes das cidades e povoações incipientes, como também aos trabalhadores das minas, intensamente explotadas nos séculos XVII e XVIII. Ainda se destinavam os bois ao serviço de transporte e ao trabalho nas lavouras e nas indústrias nascentes, como a do açúcar.

Assumia a criação papel importante num país como o Brasil, que contando com escassos e deficientes meios de transporte tinha no gado "uma mercadoria que se transportava por si mesma". Além disso, a escassez da população do país se coadunava bem com uma atividade econômica, como a pastoril, que exigia para seu cuidado, pequeno número de braços.

Deste modo, o sertão do Nordeste, as caatingas, os cerrados e os campos, o vale do São Francisco com a riqueza de suas pastagens e depois os cha-padões de Mato Grosso e Goiás, tornaram-se, desde logo, o domínio da pecuária multiplicando-se as extensas fazendas de criação em regiões, nas quais a lavoura não podia desenvolver-se de forma econômica.

A coroa de Portugal e a primeira guerra francesa

As eloqüentes representações de Luís de Góis, além dos anteriores conselhos do donatário Duarte Coelho, e, talvez, mais do que tudo, a notícia do lutuoso destino do donatário da Bahia, incitaram afinal o rei d. João III a interessar-se seriamente pela colonização do Brasil.

A princípio, cogitou, de fato, apenas de pequenos auxílios: mandaria alguns navios com provisões e novos colonos; cederia a uma companhia de negociantes o monopólio e a proteção do Brasil. Felizmente, porém, a conselho do experimentado donatário Pero de Góis, estes mesquinhos projetos foram abandonados e, em seu lugar, lançou-se mão, mais uma vez, de uma providência de vulto, como se fazia mister. Foi resolvido que a própria coroa se interessaria na colonização brasileira e fundaria neste país uma capitania real, que deveria ser bastante forte para proporcionar às demais auxílio e proteção, toda vez que disso precisassem.

Para sede de tal estabelecimento foi escolhida a antiga capitania da Bahia, preferida por estar situada como que no ponto geográfico central da então América portuguesa; e os herdeiros do donatário Francisco Pereira Coutinho, completamente empobrecidos, não podendo pensar em tomar posse da sua capitania, concordaram do melhor grado em cedê-la de novo à coroa, mediante uma renda anual hereditária de 400$000.

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Contra a ilusão do “intelectual sem ligações nem raízes”, que é uma espécie de ideologia profissional dos intelectuais, eu lembro que enquanto detentores de capital cultural, os intelectuais são uma fração da classe dominante e que muitas de suas tomadas de posição, em política por exemplo, se devem à ambigüidade de sua posição de dominados entre os dominantes. — Bourdieu, Questões de Sociologia

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