O PLANALTO:  SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL.  O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.

O PLANALTO: SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL. O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.

O PLANALTO:

SITUAÇÃO ECONÔMICO-SOCIAL.

O APRESAMENTO E A MINERAÇÃO.

Professor Brasil Bandecchi.

Estreita é a faixa litorânea da Capitania vicentina. Vencidos poucos quilômetros rumo ao interior, logo se alteia a Serra de Paranapiacaba, como um enorme contraforte se opondo à marcha do europeu. No Planalto, entretanto, já se encontrava João Ramalho, o genro do poderoso chefe indígena Tibiriçá.

O planalto piratiningano, recortado de rios e riachos ou ondulado na elevação das colinas e pequenos montes ou assinalado com presença de serras, vai, em declive, até o rio Paraná.

Em 1554, os jesuítas, auxiliados por Tibiriçá, fundaram a vila que despontou no alto de uma colina cercada pelos rios Tamanduateí e Anhangabaú, este correndo pelo vale que lhe toma o nome. Não muito longe passa o Tietê, afluente do Paraná, e na distância, ensinando o caminho do vale do Paraíba, o Jaraguá ergue os cimos, atrevido.

A Capitania de São Vicente, esquecida de Portugal, sem os favores c vantagens que o Norte recebia, resolveu transpor a serra e conquistar o sertão.

A vila de São Paulo do Campo de Piratininga, ao findar o século XVI, tinha junto ao colégio dos jesuítas menos de duzentos brancos e alguns milhares de índios.1

Do cruzamento do português com o índio nasceu o mameluco, gente arrojada, intrépida devastadora do sertão.

No século primeiro, S. Paulo era cercado de muralhas de taipa, construídas com boa técnica militar para guardar-se dos ataques dos aborígines, que por vezes se arremeteram contra o incipiente povoado e que, se não fosse o arrojo e dedicação de Tibiriçá teria sido aniquilado, conforme testemunha Anchieta em preciosa carta.2

No século XVII, porém, o paulista sai da posição defensiva e resolve penetrar o desconhecido. Passa a atacar, ao invés de esperar o ataque.

O colono recém-chegado, ensina Sérgio Buarque de Holanda, teve que abandonar muitos dos seus conhecimentos trazidos de além-mar e passar a utilizar-se das técnicas dos indígenas, simplificando, assim, o trabalho agrícola. É evidente que os portugueses haveriam de trazer para a terra nova, instrumentos desconhecidos dos primitivos habitantes e, também, haveriam de ensinar aos índios o manejo do machado, da enxada, da foice etc. A grande influência que o europeu exerceu sobre a paisagem econômica de São Paulo e do Novo Mundo foi através da introdução de animais e vegetais, inteiramente desconhecidos na América. O gado enviado por Ana Pimentel aumentaria dc tal forma que Fernão Cardim ao encontrar tantas vacas afirmaria que era uma "formosura de ver". Nos primeiros tempos, os cavalos não tiveram, em São Paulo, grande importância. As marchas eram realizadas a pé e as pessoas de categoria, as mulheres e os doentes transportados em redes.3

Só no século XVIII é que o cavalo passa a ser utilizado. As grandes distâncias eram então, para o transporte, vencidas em carros de boi.

As bestas, burros, os muares, só a partir de 1733 começaram a ser empregados em grande quantidade.

A lavoura paulista, pelas referências que se tem da existência de moinhos, teve no trigo produto lucrativo. Plantava-se, também, arroz, cana-de-açúcar, milho, mandioca etc. O arroz somente no século XIX tornou-se um produto comerciável.

Esses produtos eram beneficiados, quer pela técnica indígena, quer pela européia, sendo que nem sempre uma eliminava a outra.

Belmonte escreve que o paulista que dispensava o conforto do mobiliário, que desprezava o luxo c a pompa, não dispensava "as ferramentas e os utensílios de trabalho: enxada, machados, serras, enxós, cunhas, foices de segar e roças, foicinhas de sega, podões. . ." E ainda: "Nem faltam utensílios de uso doméstico: tachos, caldeirões e alambiques de cobre, tijelas, pratos e colheres de estanho, candieiros e caldeirões de ferro, botijas peroleiras de barro, bacias de latão e gamelas de pau."

Da simplicidade do Planalto, fala-nos, com fundamento nos mais sólidos documentos, Alcântara Machado no seu livro Vida e Morte do Bandeirante.

O planaltino vive no mais completo isolacionismo.

"O que nos dá ainda uma idéia completa de quanto se mostram as atas de São Paulo alheias aos acontecimentos extra-locais é a nenhuma alusão que nelas se encontra ao assalto e à tomada de Santos pelos piratas de Cavendish, que, no entanto, estiveram senhores da vila durante dois meses, em 1591. (…) O único e curioso vestígio de solidariedade com a civilização ocidental, que nas atas desse tempo se nos depara, é a introdução do calendário gregoriano cm São Paulo."4

Mas é desse povoado pobre, rude e esquecido que partiram as bandeiras que, atravessando o Meridiano de Tordesilhas, dariam ao Brasil dois terços do seu atual território.

Oliveira Vianna escreve:

"Pernambucanos, baianos e portugueses, de comparsaria com os paulistas, operam o povoamento do Norte e do extremo Norte. Do Brasil central e meridional a obra gigantesca do povoamento vai ser, porém, realizada integralmente pelos paulistas, sem outro auxílio senão o da sua energia, da sua ambição c da sua bravura. (…) Não será exato, porém, dizer que é o ouro, a sua descoberta, a sua exploração, a principal força motriz que impele os bandeirantes paulistas para os sertões do Norte, do Oeste e do Sul. Na fase mais intensa, já não diremos da descoberta, mas mesmo da exploração efetiva dos campos auríferos, vemos uma larga e tranqüila migração de colonizadores paulistas para rumos diversos dos das regiões do ouro. O povoamento dos altos platôs do Iguaçu, por exemplo, dos campos gerais do Paraná e Santa Catarina, não tem outro objetivo senão o da fundação de currais, nem outro fundamento econômico senão os vastos rebanhos de gado grosso. Os paulistas antigos, embora feitos provisoriamente caçadores de índios e mi-neradores de ouro, são, antes de tudo, uma raça de homens dominada por indissimuláveis predileções pastoris. Criadores de gado, por tradição e gosto, onde quer que encontrem campos adaptáveis à criação, eles logo fundam suas fazendas pastoris: no vale do S. Francisco, nos sertões de Goiás, nas caatingas do Nordeste, nos planaltos de Curitiba ou nas planícies imensuráveis do extremo Sul. Só nas suas diretrizes os sertões do Norte e do Oeste é que os objetivos principais são as descobertas e a exploração do ouro. Há dois focos iniciais da irradiação paulista: São Vicente e São Paulo de Piratininga. Estes geram três outros: Taubaté, Itu e Sorocaba. Destes três centros partem as migrações colonizadoras que senhoreiam todo o Brasil central e meridional."5

 

SELEM

ESQUEMA DAS BANDEIRAS SEGUNDO CAPISTRANO DE ABREU
ESQUEMA DAS BANDEIRAS SEGUNDO CAPISTRANO DE ABREU

Ciclo da caça ao índio

Alfredo Ellis Júnior mostra que a indústria açucareira do Nordeste e demais trabalhos agrícolas e domésticos, exigiam cerca de 12.000 escravos, anualmente.

A mão-de-obra era o escravo.

De onde viria ela?

Do próprio Nordeste, da Capitania de São Vicente e da África.

"A África (…) só podia atender o Nordeste, cm um terço de suas precisões em mão-de-obra. (…) Daí o bandeirantismo apresador na Capitania vicentina, que, não tendo outra fonte de riqueza, esteve diante da imperiosa necessidade de apresar índios."0

O ciclo da caça ao índio teve início no século XVI, inten-sificando-se no seguinte, entre 1628 e 1680, e penetrando, notadamente, a região além do Paranapanema.

O sonho do ouro, da prata e das pedras preciosas incendiava as mentes dos que sonhavam fabulosas riquezas de que falavam as lendas e narrativas que vinham do sertão e corriam no litoral.

Aleixo Garcia e Francisco Chaves já haviam, na primeira metade do século XVI, penetrado o Sul, ambos não retornando, sendo que o segundo, com os 80 homens que lhe cedera Martim Afonso, fora massacrado na foz do Iguaçu, conforme notícias colhidas por Cabeza de Vaca, quando por ali passou, em 1541, a caminho do Paraguai.

Francisco Chaves, tendo saído de São Vicente e sendo exterminado na foz do Iguaçu, o rumo que seguiu foi o Leste-Oeste.

São Vicente ameaçava os espanhóis, ao Sul, c, por isso, os súditos do rei da Espanha, para garantirem seus domínios delimitados pela linha de Tordesilhas, subiram para Leste e se estabeleceram no Guairá, fundando a Cidade Real, em 1551; Ontiveros, em 1554, e Vila Rica, em 1557. Isto na metade do século XVI, como que prevendo o que iria acontecer no século XVII.

Em 1580, Portugal, suas colônias e domínios passam para a coroa espanhola. Este acontecimento é sumamente importante para a história da expansão territorial brasileira, pois que, praticamente, a divisa traçada em Tordesilhas perde sua razão de ser.

Em 1585, os vicentinos sob o comando de Jerônimo Leitão, descem ao Paranaguá, onde vão prear índios.

Em 1608, uma Carta Régia determinou a criação das reduções do Guairá, sob a orientação dos jesuítas Mazzeta e José Cataldino.

Em busca de índios para a lavoura, entre os bandeirantes que invadiram o Guairá, encontram-se Manuel Preto e Antônio Raposo Tavares. O primeiro já por vezes lá estivera e, agora, associado a Raposo Tavares iria realizar "um dos mais notáveis episódios da história do bandeirismo, ou seja, a destruição das grandes reduções jesuítas do Guairá."

Esta expedição era composta de elevadíssimo número de brancos e muito maior de índios.

Bandeira impiedosa que apresou quantos índios mansos pôde nas reduções dos inacianos.

"Foi empresa cruel, crudelíssima mesmo, ninguém pode negar. Teve, porém, as mais notáveis conseqüências para o futuro do Brasil. Não fora a ação de Antônio Raposo Tavares, e a fronteira do Brasil seria hoje o Paranapanema."7

Outras bandeiras incursionaram pelas terras além-Parana-panema, entre elas a de Fernão Dias Paes (Leme) e Gabriel de Lara, que obteve, em 1648, (Portugal já se havia libertado da Espanha), alvará que elevou Paranaguá a vila, separando-se, assim, da administração de Cananéia.

Não pararam aí os bandeirantes e nas suas marchas atingiram o Rio da Prata.

Ciclo do ouro de lavagem

Os espanhóis encontraram, logo após o descobrimento da América, as sonhadas riquezas minerais, o que levou os portugueses a incentivar a busca do ouro, da prata e de pedras preciosas. As primeiras expedições não deram o resultado esperado, isto é, não revelaram as fabulosas minas, embora em São Vicente, na metade do século XVI, já existissem amostras dessas riquezas.

Os primeiros exploradores foram Brás Cubas e Jerônimo Leitão. Depois Afonso Sardinha, o Moço, que encontrou ouro de lavagem na serra da Mantiqueira, em Guarulhos, Jaraguá e São Roque. Ouro foi ainda achado cm Ibituruna (Parnaíba), Ibiraçoaiaba (Sorocaba), em Iguapé etc.

Grande ciclo dc ouro e do diamante

No século XVII, o território de Minas já havia sido percorrido por algumas bandeiras, entre elas a de André de Leão, 1601, que indo pelo vale do Paraíba, transpôs a serra da Mantiqueira, atingindo as cabeceiras do São Francisco; e a de Lourenço Castanho Taques, em 1668, que chegou à região dos índios cataguases, não havendo, entretanto, notícia do seu itinerário.

O sonho das esmeraldas fascinava o rei D. Afonso VI, que, sabedor dos conhecimentos sertanejos de Fernão Dias Paes Leme, desejando a riqueza das pedras verdes, escreveu-lhe uma carta que trazia muitas promessas e o título de Governador das Esmeraldas. Mesmo estando em anos avançado para a dura jornada, aceitou o encargo.

Em 1674 iniciou sua marcha que duraria sete anos de lutas tremendas, privações c sacrifícios, vindo a morrer nas margens do Guaicui, hoje Rio das Velhas, e certo de haver descoberto as famosas pedras. . .

Fernão Dias, de acordo com o roteiro deixado por seu neto Pedro Dias Paes Leme e divulgado por Robert Southey, estacionou nos seguintes lugares: Vituruna, Paraopeba, Sumidouro do Rio das Velhas, Rocha Grande, Tucumbira, Itamerendiba, Esmeraldas, Mato das Pedreiras e Serra Fria, todos em Minas Gerais. Andou, ainda, pela Bahia.8

Conforme Taunay, Fernão Dias não foi pelo vale do Paraíba, atravessando a Mantiqueira pela garganta do Embaú como viriam a fazer quase todos que demandavam as Gerais, saindo de São Paulo. Seu roteiro foi o de Atibaia.

A expedição de Fernão Dias serviu de ponto de partida para outras importantes descobertas. De sua bandeira fizeram parte o seu genro Borba Gato, que durante 17 anos explorou o vale do Rio das Velhas, onde descobriu as mais fecundas minas de ouro; seu filho Garcia Rodrigues Paes, que abriu caminho mais fácil para o Rio de Janeiro e Martim Cardoso, que fêz comunicação com o Rio São Francisco.

Segue-se Vila Rica, que depois passou a chamar-se Ouro Preto, cujas minas foram descobertas por um mulato de Taubaté.

A importância dc Ouro Preto é enorme.

E, assim, o sertão de Minas Gerais vai sendo percorrido, devassado, desbravado.

Pascoal Moreira chega a Cuiabá, em 1718.

Os dois Anhangüeras (Bartolomeu Bueno da Silva, pai e filho) descobrem as minas de Goiás.

E assim grande parte da América do Sul vai sendo conquistada pelas bandeiras paulistas.

Não tardou a serem descobertos, também, os diamantes e isto em 1729, sendo que as principais e mais famosas jazidas se encontravam em Minas, na região que, por isso mesmo, passou a chamar-se Diamantina.

As descobertas das minas nas Gerais, Goiás e Mato Grosso, nos fins do século XVII e princípios do XVIII, levaram o povoamento àquelas áreas do país, e como tal surgiram arraiais e vilas.9 E não só houve movimento interno, como também vieram de Portugal inúmeros imigrantes em busca de riquezas, agora mais do que antes. Daí resultou que, em 1700, metade da população brasileira se encontrava no interior, e como conseqüência, a abertura de caminhos e o abastecimento desses núcleos que se formavam na febre do ouro.10

As conseqüências da mineração foram as mais destacadas.

Ouro Preto transformou-se num centro de cultura como não houve outro no Brasil Colonial. Os produtos eram levados para as zonas de mineração e alcançavam preços elevados, o que ocasionou sua falta em outros mercados do Brasil, além da elevação dos preços. O Rio de Janeiro a partir de 1763 passou a ser capital da Colônia. Com a grande migração para o sul cai a produção do açúcar no Norte e este produto passa a ser mais produzido no Sul, principalmente na zona de Itu, para abastecimento das regiões mineradoras.

O Brasil atinge o máximo da sua expansão colonial e essa conquista seria reconhecida, pela Espanha, em 1750, com a assinatura do Tratado de Madrid, onde sobressaiu o gênio de Alexandre de Gusmão, seu redator e principal autor.

Imagens

NOTAS

  • 1 — Belmonte, No Tempo dos Bandeirantes, São Paulo, 1948, 4ª edição.
  • 2 — Carta de 16 de abril de 1563.
  • 3 Caminhos do Sertão, Revista de História, N*? 57.
  • 4 — Afonso de E. Taunay, São Paulo no século XVI, França, Tours, 1921.
  • 5 Evolução do Povo Brasileiro, Rio de Janeiro, 1956, 4ª edição.
  • 6 Curso de Bandeirologia, 1946.
  • 7 — Afonso de E. Taunay, História das Bandeiras Paulistas, (3 volumes), São Paulo s/d.
  • 8 História do Brasil, introdução de Brasil Bandecchi, 3′? edição brasileira, São Paulo, 1965.
  • 9 — "No dia que se fizer um mapa do Brasil com a localização de lodos os aglomerados que receberam o designativo de arraiais, teremos ante os olhos um mapa da expansão do bandeirismo minerador", escreve Aroldo de Azevedo no trabalho Embriões de Cidades Brasileiras, Boletim Paulista de Geografia, n? 25.
  • 10 — Myriam Ellis, Contribuição Para o Estudo do Abastecimento nas Zonas Mineradoras do Brasil no Século XVIII, Revista de História, n? 36.

BIBLIOGRAFIA SUBSIDIÁRIA

  • Alcântara Machado — Vida e Morte do Bandeirante, São Paulo, 1943. Alfredo Ellis Júnior — Raposo Tavares e sua Época, Rio de Janeiro, 1944.
  • Afonso de E. Taunay — Os Primeiros Anos de Goiás (1722-1748), São Paulo, 1950.
  • Afonso de E. Taunay — História da Cidade de São Paulo, São Paulo, s/d.
  • Basílio de Magalhães — Expansão Geográfica do Brasil Colonial, Rio de Janeiro, 1944.
  • Cassiano Ricardo — Marcha para Oeste (A Influência da "Bandeira" na Formação Social e Política do Brasil), Rio de Janeiro, 1940.
  • Romário Martins — Bandeiras c Bandeirantes em Terras do Paraná, Curitiba, s/d.
  • Sérgio Buarque de Holanda — Monções, Rio de Janeiro, 1945. Vianna Moog — Bandeirantes e Pioneiros, Rio Grande do Sul, 1954. Victor de Azevedo — Atuação Real de Raposo Tavares na Viagem ao "Rio das Almanzonas", São Paulo, 1966.

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