CIENCIAS NATURAIS E MÉDICAS – A Civilização árabe (1884)

Fig. 244 — Entrada de uma das salas da Universidade de El Azhar, no Cairo (Ebers).

CIÊNCIAS NATURAIS E MÉDICAS
I — CIÊNCIAS NATURAIS. Os árabes publicaram numerosas obras sobre as plantas, os metais, os fósseis, etc. Várias teorias modernas estão já indicadas em seu livros. II — CIÊNCIAS MÉDICAS. Importância das ciências médicas entre os árabes. Indicações das obras de medicina e das descobertas dos principais médicos árabes. Aarão, Arrazi, Ali-Abbas, Avicena, Abulkassim, Averróes, etc. Higiene dos árabes. Os preceitos da escola de Salerno foram ex- • traídos dos livros árabes. Progressos realizados pelos árabes nas ciências médicas. Introdução de vários medicamentos novos na terapêutica. Os árabes são os verdadeiros criadores da farmácia. Suas descobertas cirúrgicas ………………………….

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA – O PATRIARCA DA INDEPENDÊNCIA

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7.

História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.

 LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica)

Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936)

CAPÍTULO III

O PATRIARCA DA INDEPENDENCIA

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA

Nasceu na cidade de Santos (S. Paulo), em uma casa da Rua Direita, a 13 de junho de 1763, e faleceu a 6 de abril de 1838, em Niterói. Era filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada e D. Maria Bárbara da Silva. O seu nome de batismo era José Antonio, por haver nascido no dia de Santo Antonio. Mas substituiu o cognome por Bonifácio, antes de completar 13 anos de idade. Jazem os seus restos mortais em Santos, no Panteão adrede construído em homenagem à sua memória, como também foi erguido, na Praça Marechal Deodoro, o monumento aos três Andradas, por ocasião do centenário da nossa Independência.

Na cidade do Rio de Janeiro, quase no centro do Largo de S. Francisco de Paula, a praça dos comícios, erigiu-se a sua estátua de bronze.

 

NOTÍCIA BIOGRÁFICA E SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO CRÍTICO

Variam as maneiras de se apreciar um homem pelos seus atos e suas obras: ou determinam-se-lhe os valores pelo exame da fase em que atuou, e do meio em que viveu, ou tem-se unicamente em vista a sua existência através da sua ação, como personagem dos acontecimentos em que se desenvolveu sua atividade e como autor de obras mentais, ou, finalmente, como reflexo de sua produção, isto é, deduzindo-lhe o valor, fixando-lhe a psicologia, pelo exame intrínseco dos atestados de sua mentalidade. Na primeira função de julgar,intervindo a conexão empírica de causa a efeito, aparece a critica histórica como elemento fundamental. É o senso histórico que prevalece, como sucedeu desde a mais remota Antiguidade, a partir de Heródoto ou mesmo de historiadores mais antigos, porém menos conhecidos.

(1) A bibliografia serve aos capítulos I e II, indistintamente.

 

Carbono – Minerais e suas Pesquisas – Resumo de geologia

Minerais e suas Pesquisas

CARBONO, seus minerais: Reconhecimento.

CARBONO

O carbono é abundante, na natureza, tanto em liberdade como combinado.

O carbono livre apresenta-se em grande número de variedades que se reúnem sob o nome de carvões naturais; o diamante e a grafita são carbono puro ou quase puro; usados como combustível, contêm uma quantidade maior ou menor de carbono misturado com matérias estranhas.

Sob todas as suas modalidades, o carbono é notável pela sua fixidez. Só começa a volatilizar-se à temperatura do arco voltaico (aos 3.500°C); só é solúvel em certos metais em fusão, como na platina e no ferro fundido. Quando cristalizado, apresenta-se sob duas formas alotrópicas: diamante e grafita. O carbono amorfo é notável por seu poder absorvente.

Embora não seja muito abundante na crosta terrestre, o carbono é o segundo elemento em abundância no corpo humano. Ocorre em todos os tecidos animais e vegetais, combinado com hidrogénio e oxigénio, e em seus derivados geológicos, petróleo e carvão-de-pedra, onde está combinado principalmente com hidrogénio, na forma de hidrocarbonetos. Combinado com oxigênio, existe também na atmosfera como gás carbônico e nas rochas, sob forma de carbonatos, calcário, por exemplo. No estado livre, ocorre em pequena quantidade como diamante e grafita, que são as duas formas alotrópicas do elemento.

A pré-história da arte

A idade a que pertencem todos estes documentos chama-se quaternária, ou pleistocénica, ou paleolítica — e as diversas camadas de terra onde se encontraram distinguem-se umas das outras pelo aspecto das armas c utensílios dc pedra nelas descobertos. Algunsarqueológos extasiam-se perante os requintes de arte de que nos dá testemunho a talha destes objectos utilitários. É certo que ela mostra, frequentemente habilidade considerável, mas que pouco nos elucida acerca das aspirações daqueles que a praticaram. Com efeito. uma convenção tácita não autoriza a reconhecer o carácter de arte senão à interpretação ou até à imitação das formas vivas. As épocas aurignacense (que tira o seu nome da localidade de Aurignac), solutreense (que tira o seu nome da localidade de Solu-tré) e madalenense deram as colheitas mais frutuosas e mais precoces.

Geologia – AS MARAVILHAS DA TERRA

AS MARAVILHAS DA TERRA

Henry Thomas

Os anais das rochas

AFIM de compreendermos a longa e notável histó ria da Terra, devemos ler o Livro das Rochas. Aqui encontramos a fascinante história do desenvolvimento da terra, desde o tempo em que era uma massa sem vida até o bem povoado planeta de hoje. As rochas ígneas revelam volumosas histórias acerca das erupções vulcânicas prehistóricas e da torrente de grandes mares de lava, no interior da terra. As rochas aquosas relatam uma eloquente história do tempo em que os mares cobriam os cumes da montanhas. Dentro de si mesmas essas rochas conservam, em poderoso escrínio, os esqueletos dos monstros prehistóricos, que se arrastavam sobre a terra ou nadavam no mar. Sabemos que o mar outrora cobria as montanhas, porque encontramos inumeráveis conchas marinhas encravadas nas rochas de alguns dos mais elevados picos. As rochas metamórficas transformadas apresentam uma descrição antiquíssima da batalha dos elementos: o choque da chuva, da neve e do raio, no qual as montanhas desfaziam-se em areia e a areia por sua vez se solidificava em montanhas.

Tudo isso podemos ler no Livro das Rochas. E esse livro, bastante fascinador, está atualmente arranjado em páginas de pedra. Porque as rochas estão empilhadas em estratos ou camadas, representando, cada uma, uma idade geológica de muitos milhares e mesmo milhões de anos. Desse modo podemos ler, página por página, a emocionante história da formação da Terra.

Contudo, não se deve pensar que os anais das rochas falam uma língua clara. Muito se teve de fazer antes que a sua história pudesse ser decifrada; muito ainda está para ser feito na revelação de seus segredos.

Esqueletos de antigos animais e plantas

NOS milhões de anos de vida sobre este planeta, estranhos seres evolveram, viveram e morreram, para nunca mais reaparecer. Porque é um truísmo que, uma vez extinta, nenhuma espécie vivente jamais tornou a aparecer. Em consequência, na sua investigação dos curiosos mitérios do passado, os geologistas, ou mais propriamente, os paleontologistas (estudiosos da vida an tiga), voltaram-se para os fósseis, como a chave que abriria a porta de uma fantástica história.

Vôo Noturno – Antoine de Saint-Exupéry

Vôo Noturno – Antoine de Saint-Exupéry I Na tarde dourada, já as colinas, sob o avião, iam cavando o seu rasto de sombra. Os campos tomavam-se luminosos, duma luminosidade perene: naquelas regiões, os campos não cessam de espalhar o seu ouro, assim como no inverno não findam a sua apoteose de neve. E o piloto … Ler maisVôo Noturno – Antoine de Saint-Exupéry