A AMÉRICA LATINA E SUA TRADIÇÃO HISTÓRICA

Oliveira Lima IMPRESSÕES DA AMÉRICA ESPANHOLA* A AMÉRICA LATINA E SUA TRADIÇÃO HISTÓRICA ** O Sr. Thomas C. Dawson, que foi por alguns anos o admirável secretário da legação americana em Petrópolis, obtendo como encarregado de Negócios o regime de favor de que gozam presentemente algumas das mercadorias do seu país, e a quem foi … Ler maisA AMÉRICA LATINA E SUA TRADIÇÃO HISTÓRICA

O QUE DEVE SER UMA HISTÓRIA DO BRASIL

Oliveira Lima O QUE DEVE SER UMA HISTÓRIA DO BRASIL O Sr. Angel César Rivas, distinto professor de Direito Internacional na Universidade de Caracas e consultor-jurídico do Ministério das Relações Exteriores de Venezuela, uma das maiores ilustrações e das melhores esperanças da sua formosa e nobre terra, acaba de pronunciar, por ocasião da sua recepção … Ler maisO QUE DEVE SER UMA HISTÓRIA DO BRASIL

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA E DA AMÉRICA INGLESA

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA E DA AMÉRICA INGLESA * A EVOLUÇÃO BRASILEIRA COMPARADA COM A HISPANO-AMERICANA E COM A ANGLO-AMERICANA Oliveira Lima I A conquista da América hispano-portuguêsa é um assunto quase familiar para os muitos que na terra de Jfrescott nutrem o gosto da leitura. Tendes aliás a boa fortuna de contar no … Ler maisEVOLUÇÃO HISTÓRICA DA AMÉRICA LATINA E DA AMÉRICA INGLESA

CAUSAS DA GRANDEZA E DA DECADÊNCIA DOS ÁRABES — SEU ESTADO ATUAL

Fig. 362 — Árabe vendedor ambulante de pães, em Jerusalém.

capítulo ii
CAUSAS DA GRANDEZA E DA DECADÊNCIA DOS ÁRABES. SITUAÇÃO ATUAI. DO ISLAMISMO.
T — CAUSAS DA GRANDEZA DOS ÁRABES. Influência do momento. As mesmas qualidades produzi m resultados diferentes, conforme as épocas. A raça. Importância do caráter na evolução de um povo. Variação aparente destes efeitos. Influência do ideal, que é o mais poderoso fator da evolução das sociedades humanas. Força do ideal criado por Maomé. A decadência de um povo começa quando êle não tem mais ideal para defender. Causas das conquistas dos árabes. Como elas foram facilitadas por uma extrema tolerância para com os vencidos. Porque suas crenças lhes sobreviveram. Fatores da civilização dos árabes. Influência de suas aptidões intelectuais. II — CAUSAS DA DECADÊNCIA DOS ÁRABES. Diversas causas de grandeza podem ser invocadas como causas de decadência. Influência do caráter. Influência das instituições políticas e sociais. Porque em determinado instante elas detiveram a evolução dos árabes. Influência das invasões estrangeiras. Influência da diversidade das raças submetidas ao islamismo. Impossibilidade de submeter durante muito tempo a um mesmo regime povos diferentes. Influência funesta dos cruzamentos. III — LUGAR DOS ÁRABES NA HISTÓRIA. Dificuldade de encontrar uma escala para medir o valor dos indivíduos e dos povos. Essa escala varia em cada época. Importância do caráter, o qual determina os êxitos muito mais seguramente que a inteligência. O que constitui a superioridade de um povo. Comparação dos árabes com os gregos, os romanos e as populações européis de diversas épocas. Comparação entre as camadas médias dos orientais e as camadas européias correspondentes. IV — ESTADO ATUAL DO ISLAMISMO. Progressos constantes do islamismo. Povos submetidos às suas leis. Ação benéfica por êle exercida onde quer que penetra. Conclusão .

COMÉRCIO DOS ÁRABES — RELAÇÕES ÁRABES COM EUROPA, CHINA E ÁFRICA

Fig. 326 - Vaso de bronze sino-ãrabe (coleção Schefer)

COMÉRCIO DOS ÁRABES. SUAS RELAÇÕES COM DIVERSOS POVOS
I — RELAÇÕES DOS ÁRABES COM A ÍNDIA. Antiguidade dessas relações. Rotas terrestres e marítimas. Importância das relações comerciais dos árabes com a índia. O Egito era o entreposto comercial e servia de traço de união entre o Ocidente e o Oriente. II — RELAÇÕES DOS ÁRABES COM A CHINA. Rotas terrestres e marítimas. Viagens dos ára bes pela China no século IX. Objetivo de seu trá- • fico. III — RELAÇÕES DOS ÁRABES COM A AFRICA. Importância das explorações dos árabes na África. Elas já se estendiam a regiões que hoje mal começamos a explorar. IV — RELAÇÕES DOS ÁRABES COM A EUROPA. Relações com as regiões limítrofes do Mediterrâneo. Relações com a Rússia, a Dinamarca e a Noruega. Rotas que conduziam ao norte da Europa …………………………

ORIGENS DOS CONHECIMENTOS DOS ÁRABES, SEU ENSINO E SEUS MÉTODOS

arquitetura arabe

I ORIGEM DOS CONHECIMENTOS C1ENTÍFICOS E LITERÁRIOS DOS ÁRABES. Influência civilização dos persas e bizantinos .sobre os árabes. Como a ciência grega penetrou no Oriente. Traduções dos autores gregos ordenadas pelos califas. Entusiasmo dos árabes pelos estudos científicos e literários. Fundações de bibliotecas, universidades, laboratórios e observatórios. II — MÉTODOS CIENTÍFICOS DOS ÁRABES. Partido que souberam tirar os árabes dos materiais que tinham em mãos. Logo substituem ao estudo dos livros a experiência e a observação. Foram os primeiros a introduzir a experimentação no estudo das ciências. Precisão que este método deu aos seus trabalhos, tornan-do-lhes possíveis importantes descobertas

O PROTO-ROMANTISMO BRASILEIRO e a ARCÁDIA LUSITANA

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) LIVRO SEGUNDO ÉPOCA DE TRANSFORMAÇÃO (1800-1835) PERÍODO DE TRANSIÇÃO DOS CLÁSSICOS PARA OS ROMÂNTICOS Manifestação literária, artística, científica e filosófica CAPÍTULO … Ler maisO PROTO-ROMANTISMO BRASILEIRO e a ARCÁDIA LUSITANA

romance – LIÇÃO XII do CURSO DE LITERATURA NACIONAL de Fernandes Pinheiro

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876) CURSO DE LITERATURA NACIONAL LIÇÃO XII romance Forma o romance a transição entre a poesia e a prosa: conservando da primeira a faculdade inventiva, e os floreios da imaginação, e da segunda a naturalidade da frase. A atenção que importa prestarmos às composições em verso impede que seja duradoura, … Ler maisromance – LIÇÃO XII do CURSO DE LITERATURA NACIONAL de Fernandes Pinheiro

ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876) CURSO DE LITERATURA NACIONAL ………………Fungar vice colis, acutum Reddere quae ferrum valet, exors ipsa secondi Horat., ad Pisones, vrs. 304-305. Por contente me dou, fazendo as vezes De pedra d’amolar, que em si não tendo Virtude de cortar, dá corte ao ferro. Tradução de Cândido Lusitano LIÇÃO I ORIGEM … Ler maisORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA

O PREPARO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – Artur Mota

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7.

História da Literatura Brasileira
TOMO I. vol 3.

 

Artur Mota ( Arthur Motta) (1879 – 1936)

CAPÍTULO I

O PREPARO DA INDEPENDÊNCIA

Afigura-se a quem lê as páginas da história do Brasil, que a proclamação da independência da colônia lusitana na América tivesse sido uma conseqüência exclusiva dos erros políticos e econômicos de vários governos de Portugal, principalmente no reinado de D. João VI. Acode-nos à mente, quando acompanhamos as explicações e o exame das causas do fenômeno social que determinou a emancipação do nosso país, a imagem de um fruto amadurecido em uma árvore anosa, comprometida por várias lesões, provenientes de vícios de constituição orgânica e devidas a acidentes de natureza extrínseca. Sobreveio uma rajada impetuosa e o fruto tombou, porque apresentava maturidade perfeita, a árvore estava comprometida por uma moléstia qualquer e o esforço externo precipitou-lhe a queda.

CABEZA DE VACA e o Caminho de Peabiru

Cabeza de Vaca e índio

Cabeza de Vaca e índio

ÁLVARO NUNES CABEÇA DE VACA

1543 a 1544

Álvaro Nunes Cabeça de Vaca, em 1527, numa expedição à América, foi prisioneiro dos índios da Flórida, dos quais ficou cativo durante dez anos.

Resgatado, voltou à Europa em 1537.

Achava-se, assim, na corte da Espanha, quando da notícia ali chegada da desastrosa expedição de Mendonça e dos socorros pedidos em vista dos ataques seguidos os índios a Buenos Aires, incumbiu-se de pôr termo a tais misérias, assentando num contrato que assinou em Madri, as bases dos serviços que devia prestar à pátria.

Partiu em 1540, para o desempenho do cargo que lhe fora confiado embarcando a 2 de novembro, no porto de São Lucas de Barrameda, com 5 naus, quatrocentos soldados e suas famílias, 46 cavalos e chegou a 29 de março do ano seguinte, em Santa Catarina — si el grilo no cantara — escreve nos seus "Los Comentários", tendo antes abordado em Cananéia, que tomou posse em nome de "Su Magestad".

— Si el grilo no cantara, diz Cabeça de Vaca, porque, se um grilo, uma hora antes do amanhecer do dia, não tivesse despertado os marinheiros de bordo, com o seu canto, os seus navios, que rumavam para terra, teriam naufragado.

FASTOS DE COIMBRA – Forte Novo de Coimbra – Rio Paraguai – MS

FASTOS DE COIMBRA Coimbra, a fortaleza fundada à margem ocidental do Paraguai, como sentinela avançada ao sul de Mato Grosso, inscreve-se nos fatos militares do país com duas páginas do heroísmo que nos enchem de ufania quando contemplamos as suas altas muralhas, erguidas à encosta em que se assenta sobranceira à vasta planura dos seus … Ler maisFASTOS DE COIMBRA – Forte Novo de Coimbra – Rio Paraguai – MS

CRISTIANISMO – Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados CRISTIANISMO Investigações históricas sobre o Cristianismo — Vários sábios notaram, com surpresa, não encontrar no historiador José nenhum vestígio da existência de Jesus Cristo, pois todo mundo concorda que a pequena passagem, onde ele alude ao assunto na sua História, é interpolada. O pai de José devia ter … Ler maisCRISTIANISMO – Dicionário Filosófico de Voltaire

A colônia e o reino absoluto | História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

 

CAPÍTULO XIII

A colônia e o reino absoluto

Ficaram concluídas as duas primeiras seções de nossa narração histórica; descreveu a primeira a luta de um século e meio, na qual a nacionalidade portuguesa conservou a posse do Brasil contra os mais diversos ataques (1500-1660); a segunda narrou como, pouco a pouco, se espalhou geograficamente a colonização brasileira, até cerca de 1750, e como, nos cem anos daí em diante, ela se foi desenvolvendo interiormente.

Formação histórica das fronteiras – História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

 

CAPÍTULO XII

Formação histórica das fronteiras

A segunda seção da nossa narração histórica mencionou até aqui (caps. VII-XI) como a colonização brasileira se desenvolveu e espalhou de dentro para fora; para complemento, vamos agora examinar os fatores externos que lhe embargaram o passo e, pouco a pouco, consubstanciando o direito internacional, traçaram uma barreira em torno dela.

A formação histórica das fronteiras do Brasil está, porém, em tão íntima relação com a história da guerra e da paz da mãe-pátria portuguesa, que, somente tomando a esta em consideração, ponto por ponto, poderá ser narrada aquela; todavia, como aqui o nosso ponto de vista é inteiramente americano, teremos que nos contentar nesse sentido com as mais resumidas referências.

História da colonização do Centro Oeste e Norte do Brasil até o século XIX

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

CAPÍTULO XI

A capitania geral de São Paulo (continuação)

Os dois mais novos Estados filiais de São Paulo, que o rio Paraná separa do Estado paterno, as províncias de Goiás e Mato Grosso (com a sua vizinha do Norte, o Alto Amazonas, e parte do Pará) constituem para o Brasil aquela parte a que na América do Norte se costuma chamar o "longínquo Oeste"; acham-se ainda quase inteiramente no seu estado primitivo natural e no mais baixo grau de cultura das regiões do interior; e, portanto, por maior que seja o seu interesse para o naturalista, pouco material oferecem para o historiador, pois até hoje aqui não há desenvolvimento histórico.

A província de São Pedro – História e Colonização do Rio Grande do Sul

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

CAPÍTULO X

A capitania geral do Rio de Janeiro

(continuação)

A província de São Pedro ou, como é chamada habitualmente, Rio Grande do Sul, situada no extremo sul do império do Brasil, compreende, segundo as mais novas avaliações, uma área de 8.230 léguas quadradas e uma população de 201.300 almas; deve-se, porém, notar que, do conjunto dessa área, cerca de um terço é coberto com lagoas e pântanos, ou é impróprio para o cultivo.

De mais a mais, são necessárias algumas palavras sobre a formação geográfica do território. As montanhas da costa, que separam a leste a província da de Santa Catarina e que podem ser consideradas última ramificação do núcleo de rocha do Brasil, estendem-se, na parte nordeste de São Pedro, em um planalto diversamente ramificado, a chamada Serra Geral; para oeste, partem dali, em todas as direções, os primeiros veios da bacia fluvial do Prata e jazem as férteis regiões do Paraná e do Uruguai, que pertencem principalmente à província brasileira do Paraná e às repúblicas da Confederação Argentina; todavia, também possui São Pedro uma importante parte delas, que, porém, até hoje, pouco entram em consideração no ponto de vista de colonização e história provincial.

História e Colonização de Santa Catarina

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931. TOMO II CAPÍTULO X A capitania geral do Rio de Janeiro (continuação) * * * Passamos agora para as duas dependências da antiga capitania do Rio de Janeiro, as duas províncias … Ler maisHistória e Colonização de Santa Catarina

O Estado do Maranhão – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil – SEGUNDA SEÇÃO – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.   CAPÍTULO VII O Estado do Maranhão Começamos com o Estado do Maranhão, que, constituído pelo decreto real de 13 de junho de … Ler maisO Estado do Maranhão – A COLONIZAÇÃO DO BRASIL

Dominação Espanhola e Segunda Invasão Francesa no Brasil

A voz do povo decidiu-se pelo primeiro e tumultuosamente foi ele aclamado rei; a sorte das armas, porém, se decidiu pelo último, e após pequena resistência submeteu-se todo o Portugal ao vencedor, no que foi acompanhado pelas colônias portuguesas. Assim também o Brasil. Verdade é que apareceram ali, em 1581, diversos navios franceses com cartas do prior do Crato, nas quais ele exigia submissão, como mais próximo herdeiro e rei aclamado; a mensagem, porém, chegou tarde demais, pois já haviam as autoridades reconhecido o rei de Espanha, além de que viera sob uma bandeira, que os brasileiros desde muito estavam habituados a considerar como a de seus mais acirrados inimigos e, assim, foi ela rejeitada sem mais cerimônia. As capitanias, uma após outra, prestaram submissão ao rei Filipe II, provisoriamente com simples manifestações de contentamento, e mais tarde, por ordem expressa, foi-lhe prestado o juramento formal na Bahia, aos 25 de maio de 1582.

Esta mudança na dinastia quase não fez diferença alguma no direito público de Portugal e suas colônias, pois no parlamento, em Tomar, concedeu Filipe II que, entre ambos os reinos da Península Ibérica, a união se efetuaria somente na pessoa do monarca: Portugal conservaria a sua língua, as suas leis, as suas colônias, e tanto aqui, como lá, ocupariam os cargos somente os filhos do país.

Estas promessas, todavia, não foram estritamente cumpridas e, assim, Portugal sentiu-se dentro de pouco tempo profundamente ferido na sua nacionalidade, execrando a imposta dominação espanhola.

Diferentemente sucedia no Brasil: aqui se sentiam as pequenas humilhações menos apaixonadamente que além-mar, pois para o Brasil era de fato indiferente que o seu rei residisse em Lisboa ou em Madri, que fosse um português ou um espanhol ocupar os mais importantes cargos da colônia.

Os principados feudais portugueses – História do Brasil de Handelmann

CAPÍTULO II

Os principados feudais portugueses

Voltemos agora ao litoral brasileiro. Ficou já referido como aí, nos primeiros decênios do século XVI, não só os portugueses rendeiros de monopólios, como também mercadores de outras nações, máxime franceses da Bretanha e da Normandia, exploravam lucrativo tráfico no litoral e fundaram até feitorias em vários pontos.

Em vão Portugal havia procurado pôr cobro a isso, por meio de sucessivas reclamações à corte de Paris, contra tais violações dos seus direitos.

Os reis de França, entretanto, não podiam ou não queriam restringir essa atividade por parte dos seus vassalos, e, sendo assim, mercadores, que partiam de Honfleur e de Dieppe para o Brasil, prosseguiram, como dantes, na exploração do seu negócio.

Em vista disso, decidiu-se d. João III de Portugal (1521-1557) a reprimir por si mesmo esses desmandos; e, para esse fim, mandou aprestar uma frota armada, que deveria estacionar nas costas sul-americanas e fazer o cruzeiro contra tais contrabandistas; o almirante nomeado foi Cristóvão Jacques, que, em fins de 1526, apareceu com seis naus nas costas da província de Pernambuco.

INTRODUÇÃO À SABEDORIA – Juan Luís Vives

Juan Luis vives, filósofo moralista espanhol

JUAN LUÍS VIVES (1492-1540)

Nasceu em Valência. Começou os estudos na Espanha, e os acabou ouvindo os mestres das Universidades de Paris, Bruxelas e Lovaina. Nesta última chegou a leccionar grego e latim, as ciências do seu tempo, e literatura.

Foi ainda catedrático na Universidade de Oxford. Conviveu com os mais notáveis intelectuais do seu tempo. Foi familiar de Nebrija e Erasmo, que disse dele: "Não encontro neste século ninguém com quem possa compará-lo".

VOLTAIRE – O século de Luís XIV – Menoridade de Luís XIV

VOLTAIRE – O século de Luís XIV CAPÍTULO III Menoridade de Luís XIV — Vitória dos Franceses sob o grande Conde, então duque d’Enghien Ocardeal Richelieu e Luís XIII acabavam de falecer 1, um admirado e odiado, o outro já esquecido. Tinham legado aos Franceses, então muito inquietos, uma aversão pelo simples nome de ministério … Ler maisVOLTAIRE – O século de Luís XIV – Menoridade de Luís XIV

AS GUERRAS DE RELIGIÃO E A LUTA PELA HEGEMONIA EUROPÉIA

Henry-VIII-by-Hans-Holbein-the-Younger-1540

CAPÍTULO II

AS GUERRAS DE RELIGIÃO E A LUTA PELA HEGEMONIA EUROPÉIA

O papel da Espanha. Ortodoxia e absolutismo

Se a guarda da ortodoxia católica coube à coroa espanhola, especialmente aos Filipes e mais que tudo a Filipe II em comparação com seu pai, era porque Carlos V tinha seu interesse posto em assuntos em demasia variados e o Estado da Alemanha lhe aconselhava certas contemporizações, ao passo que a Espanha podia permanecer alheia a esse gênero de considerações. O professor Altamira íêz uma observação conceituosa quando escreveu que a classe média espanhola, na qual se recrutavam os letrados e os jurisconsultos, que nas universidades aprendiam as doutrinas cesaristas bebidas no direito romano, desejava que um poder forte pusesse ordem na administração. Era pois um elemento de antemão ganho ao absolutismo, tanto mais quanto aquela classe média se achava politicamente quebrantada pelas lutas internas das comunas.

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA – História

Marechal deodoro da fonseca

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA. Professor Brasil Bandecchi. Garantidos os direitos portugueses pelo Tratado de Tordesilhas, que fixou fronteiras na América, ficou a Portugal a preocupação, inicialmente, de defender o litoral que ia da Uha de Marajó (na parte mais próxima do Estado do Maranhão) até Laguna e … Ler maisOCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA – História

Quinto Sertório

mapa roma itália

SUMÁRIO DA VIDA DE SERTÓRIO
Homens do mesmo nome sujeitos a acontecimentos semelhantes. II. Primeiras campanhas de Sertório nas guerras contra os cimbros e os teutões. III. Façanhas de Sertório na Espanha, sob o comando de Dídio. IV. Coragem de Sertório na guerra mársica. Êle perde um olho no combate. V. Êle declara-se favorável a Mário e Cina contra Sila. VI. Mário junta-se a Cina e Sertório. VII. Sertório manda matar quatro mil escravos em seu acampamento, dos quais Mário se valia para praticar toda sorte de crueldades. VIII. Êle parte para apoderar-se da Espanha. IX. Êle torna-se chefe; conduta que o faz querido. X. Êle é obrigado a deixar a Espanha; êle retorna. XI. Descrição das Ilhas Felizes. XII. Sertório passa para a África, e faz guerra a Ascálio. XIII. Êle manda abrir o suposto túmulo de Anteu. XIV. Caráter de Sertório. XV. A cerva de Sertório. XVI. Vários êxitos de Sertório contra os generais de Roma. XVII. Como Sertório importuna Metelo. XVIII. Êle impede-lhe a empresa contra a cidade de Langobrija. XIX. Liberalidades que tornam Sertório querido de todos. XX. Educação que êle faz ministrar aos filhos dos espanhóis. XXI. As forças de Perpena obrigam-no a unir-se a Sertório. XXII. Como Sertório consegue moderar a fúria dos bárbaros que se juntaram a êle. XXIII. Estratagema pelo qual êle subjuga os caracitanianos. XXV. A reputação de Sertório aumenta depois da chegada de Pompeu.
XXVI. Êle toma e incendeia a cidade de Laurão em sua presença.
XXVII. Êle vence um grande combate contra Pompeu. XXVIII. Como êle reencontrou sua cerva. XXIX. Combate de Sertório contra Pompeu e Metelo. XXX. Êle obriga Pompeu e Metelo a se separarem. XXXI. Metelo põe a cabeça de Sertório a preço. XXXII. Elogio à conduta de Sertório. XXXIII. Seu amor à pátria e à sua mãe. XXXIV. Grandeza de alma de Sertório em seu tratado com Mitrídates. XXXVII. Perpena revolta seus amigos contra Sertório. XXXVIII. Como eles procuram arruinar os negócios de Sertório. XXXDC. Conspiração de Perpena contra Sertório. XL. Sertório é assassinado. XLI. Pompeu manda matar Perpena.
Do ano 620 aproximadamente, ao ano 681 de Roma, 73 antes de Jesus Cristo.

AS SOLENIDADES DA CORTE – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

Dom João VI no Brasil de Oliveira Lima

D. João VI no BRASIL – Olivera Lima CAPITULO XXVI AS SOLENIDADES DA CORTE Aos poucos fora a corte emigrada refazendo seu ambiente de etiquetas. O desembarque em 1808 tinha sido jubiloso e cordial na sua feição antes popular do que nobre, mas relativamente modesto nas suas galas. Em 1817, porém, já a arquiduquesa Leopoldina … Ler maisAS SOLENIDADES DA CORTE – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima