Consciênia - Filosofia e Ciências Humanas
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textos interessantes sobre Amazônica

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):

Belém do Pará

A quem, como nós, aporta, descendo o rio, traz esta cidade à idéia a vista de Montevidéu, pela sua posição num promontório, pela disposição das ruas e templos, e a enseada do arsenal, que também recorda a Ensenada da capital cisplatina. E’ uma das mais belas e saudáveis do Brasil, e talvez a quar­ta em […]

A ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas – Pe. Vieira

A ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas Na grande bôca do rio das Amazonas está atravessada uma ilha de maior comprimento e largueza que todo o reino de Portu­gal e habitada de muitas nações de índios, que, por serem de lín­guas diferentes e dificultosas, são chamados geralmente Nheengaí- has. Ao princípio receberam estas nações […]

O CONGRESSO DOS AMERICANISTAS DE VIENA

Oliveira Lima O CONGRESSO DOS AMERICANISTAS DE VIENA O Congresso que hoje se inaugura é o 16.° da série. O anterior foi em Quebec, o penúltimo em Stuttgart, o antepenúltimo em Nova York; desde algum tempo assim alternadamente numa cidade européia e numa cidade americana. _A série começou por Nancy, *em 1875, num início, como […]

LENDA DO GIGANTE DE PEDRA

LENDA DO GIGANTE DE PEDRA Conta-se que Deus olhava o Novo Mundo como isento das culpas do Paraíso. Por isso, deu-lhe como guarda um Gigante que devia viver só, como Senhor das Terras. Visitando seus domínios, o Gigante alcançou as depressões do Pará. Muitos séculos depois, ainda quando essa parte da terra era ligada à […]

FLORESTA DA ENCOSTA ORIENTAL – Mata Atlântida, Hilésias

FLORESTA DA ENCOSTA ORIENTAL Lindalvo Bezerra dos Santos A CHAMADA "floresta atlântica" do Brasil, ou "mata costeira" ou "floresta oriental" ou ainda "Dryades", segundo Martius, estende-se em latitude, por quase 25°, na encosta oriental do planalto brasileiro, desde o Rio Grande do Norte, indo morrer nas ondulações das serras do Erval e Tapes, ao sul. […]

CARNAUBAIS

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CARNAUBAIS José Veríssimo da Costa Pereira A IMPORTÂNCIA da fisionomia da vegetação, na caracterização de uma paisagem, decorre das próprias funções das plantas e das necessidades fisiológicas de sua existência, […]

BABAÇUAIS – FLORA EXTRA-AMAZÔNICA

BABAÇUAIS

José Veríssimo da Costa Pereira

COBRINDO mais da metade do territorio nacional, a "flora extra-amazónica" ou "geral" encerra, como uma de suas seis zonas características, a dos cocais — florestas quase puras de palmeiras de varias espécies e gêneros. Por sua vez, a zona dos cocais engloba diferentes tipos de vegetação, perfeitamente individualizados, escalonados do litoral do planalto através dos mangues do litoral, das campinas baixas litorâneas, dos ba-baçuais, dos campos cerrados, das caatingas disseminadas; dos carnaubais, buritizais e açaízais; dos areais semidesérticos; dos remansos de flora hidrófila; dos capões de mato e matas ciliares; das transgressões da mata amazônica, com a sua franja característica, dos carrascais em que uma flora rasteira e trançada assinala uma de suas notas características.

Não influenciada pelo regime plúvio-fluvial amazônico, essa imensa província florística do Brasil subordina-se, entretanto, a um regime de seis meses de chuva anual caída sobre a região que, em sua maior área, corresponde a um imenso planalto de forma tabular, em cujo solo poroso, as águas pluviais fácilmente se infiltram ao compasso das respectivas quedas.

VAQUEIRO DO RIO BRANCO – Tipos e aspectos do Brasil

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VAQUEIRO DO RIO BRANCO José Veríssimo da Costa Pereira   APROPRIADOS à criação de gado, em geral, os vastos campos do Rio Branco constituem o cenário onde se desenvolve a […]

VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA Antônio Teixeira Guerra A PAISAGEM física da Amazônia é caracterizada pela existência de uma densa e pujante floresta que extravasa os limites políticos da Amazônia clássica, […]

REGATÕES – Região Amazônica do Brasil

REGATÕES José Veríssimo da Costa Pereira O DEVASSAMENTO e a conseqüente forma do povoamento na região amazônica não são apenas o resultado da audácia e do espírito de aventura dos conquistadores luso-brasileiros, nos séculos passados. São ainda um corolário da função antropogeográfica dos rios, numa região de floresta espessa, maciça, em muitos pontos impenetrável, porém […]

PESCA DO PIRARUCU NO RIO AMAZONAS

A pesca do pirarucu, ainda que periodicamente, constitui indústria regional, cujos produtos já atingem mercados internacionais sem esquecer os nacionais situados fora do âmbito propriamente amazônico. A indústria, além de abastecer as populações ictiófagas da grande Região Norte, chega a exportar pirarucu seco para os estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. Fora dos mercados brasileiros atinge alguns países sul-americanos como Venezuela, Colômbia e Peru.

As pescarias são mais comuns nos meses chamados de verão. Estes, como se sabe, correspondem ao período da vazante, que principia nos meados de agosto e se prolonga até meados de novembro. A máxima vazante dá-se nos meses de setembro e outubro. Todavia, a pesca do pirarucu também se realiza no período da enchente, que principia em novembro e termina em princípios de agosto.

CASTANHAIS NO AMAZONAS

Ebook de geografia – Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CASTANHAIS José Veríssimo da Costa Pereira DE VINTE a trinta quilômetros da margem do rio Amazonas e também às margens do Alto Beni, na bacia do […]

CAMPOS DO RIO BRANCO – Amazônia – Região Norte do Brasil

Ebook de geografia – Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CAMPOS DO RIO BRANCO José Veríssimo da Costa Pereira DE MODO geral, o termo "campo" no Brasil designa a área descoberta que não possui floresta. Tal […]

CABOCLO AMAZÔNICO – Tipos e aspectos do Brasil

Tipos e aspectos do Brasil Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CABOCLO AMAZÔNICO José Veríssimo da Costa Pereira DADOS estatísticos gerais da Sinopse do Censo Demográfico de 1940 confirmam que o fundo da população da Região Norte ou Amazônica, é constituído de tipos mestiços (caboclo, moreno, mulato etc.)- […]

SERINGUEIROS DA AMAZÔNIA – Tipos e Aspectos do Brasil

 José Veríssimo da Costa Pereira

SlGNIFICANDO formas de civilização decorrentes da cooperação da natureza e do homem, os conceitos de gêneros de vida e de horizontes de trabalho encontram, na planície amazônica, especialmente nas terras baixas do Solimões e nas dos afluentes da margem direita, a montante do Madeira, todo o seu interesse geográfico sintetizado no ajustamento do "seringalista", a um quadro, cuja fisiografia uniforme tem, como um dos seus corolários, a simplicidade da vida econômica.

Como aconteceu o Descobrimento do Brasil – História do Brasil de Handelmann

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IBGE)

CAPÍTULO I – O descobrimento

A história dos tempos primitivos do império do Brasil é tão desconhecida e obscura como a dos Estados Unidos da América do Norte, até ainda mais, pois nem ao menos um raio de luz penetra ali a espessa treva.

Acontece, entretanto, ter chegado ao nosso conhecimento um ou outro monu mento, que atesta fatos de remota antiguidade.

Silvio Romero sobre Manuel de Araújo Porto-alegre

Silvio Romero (Lagarto, 21 de abril de 1851 — 18 de junho de 1914) – História da Literatura Brasileira

Vol. III. Contribuições e estudos gerais para o exato conhecimento da literatura brasileira. Fonte: José Olympio / MEC.

TERCEIRA ÉPOCA OU PERÍODO DE TRANSFORMAÇÃO ROMÂNTICA — POESIA (1830-1870)

CAPITULO II – continuação

PRIMEIRA FASE DO ROMANTISMO: O EMANUELISMO DE GONÇALVES DE MAGALHÃES E SEU GRUPO

Manuel de Araújo Porto Alegre (1806-1879). — Este escritor ainda não foi bem estudado. Coberto de exagerados elogios pela velha crítica do país, alçado ao sétimo céu por Fernandes Pinheiro e Wolf, não é diretamente conhecido pelo público. Sabe-se que foi autor de uma coleção de versos sob o título de Brasilianas e de um enorme poema em dous volumes sobre Colombo. Hoje a idéia geralmente aceita é a de ser esse homem a encarnação da poesia prosaica, empolada, campanuda. Entretanto, é preciso rever estes juízos e estudar o amorável rio-gran-dense com doçura e imparcialidade.

E um tal estudo não é fácil, como à primeira vista se pode supor.

Araújo Porto Alegre teve uma vida trabalhosa e exercida em mais de uma atividade. Foi pintor, arquiteto, poeta lírico, poeta épico, dramatista e crítico. Seus produtos de pintor e de arquiteto estão quase esquecidos.

Não são de uma grandeza que se imponha; o selo da mediania é neles irrecusável. Os principais dentre todos são: um Hércules na fogueira, um retrato de D. Pedro I, o quadro da fundação da Academia das Belas-Artes, a antiga decoração do teatro de S. Pedro de Alcântara, a galeria da Sagração de D. Pedro II, o plano da igreja de SanfAna e do Banco do Brasil. O desenho é bom; a pintura de pouca vida, e a arquitetura sem audácias e sem originalidade.

Os ensaios de Porto Alegre para o teatro são também de pequena monta. Não assim os produtos do lirista, do épico e do crítico.

Por eles é que o ilustre rio-grandense é um imortal para este país. É onde vai ser o centro de minhas apreciações. A biografia do autor do Colombo vem muito bem traçada em Fernando Wolf, sobre apontamentos fornecidos pelo próprio escritor. Darei uns ligeiríssimos toques.

Porto Alegre nasceu em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, em 1806; estudou Humanidades na capital da província. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1826. Estudou Pintura com João Batista Debret; viajou a Europa de 1831 a 37. De volta ao Brasil residiu no Rio de Janeiro até 1859.23 Neste ano abraçou a carreira consular na Europa, onde morreu, em 1879, vinte anos depois.

23. Le Brésil Littéraire, págs. 169 e segs.
24. Brasilianas, Viena, 1863, Observação.

 

Para bem compreender a vida intelectual de Porto Alegre e assistir à sua evolução íntima, é mister recorrer às datas de suas obras.

A pintura foi seu ponto de partida; a escola das Belas-Artes serviu-lhe de aprendizado (1826-1828). Seus primeiros quadros são de 1829 e 30. Isto foi passageiro; de 1835 em diante a poesia, a crítica, a literatura em geral, são a sua principal preocupação.

Em 1836 redige com Magalhães e Torres Homem a pequena revista Niterói em Paris; aí aparecem um estudo sobre a Música no Brasil, um artigo de viagem sobre os Contornos de Nápoles, e o Canto Sobre as Ruínas de Cumas.

O Prólogo Dramático é de 1837; os primeiros artigos sobre a escola fluminense da pintura de 1841; Angélica e Firmino de 1843; deste ano são O Voador e diversos artigos de crítica artística publicados na Minerva Brasiliense.

A Destruição das Florestas é de 1845; o Corcovado de 1847, a Estátua Amazônica de 1848.

Estas datas não vêm a esmo; servem bem para marcar o lugar do escritor em nossa literatura e determinar os degraus de sua evolução intelecto-emocional.

Geralmente se repete que Porto Alegre foi um discípulo subserviente de Magalhães, por um lado, e por outro, o pai intelectual de Gonçalves Dias. Erro e erro nocivíssimo. O próprio poeta era o primeiro a colocar-se assim por aquele modo incorretamente. No prólogo de suas Brasilianas declara ser discípulo e continuador de Magalhães e dá a entender que influiu noutros poetas: "O nome Brasilianas, que dei a este livrinho, provém das primeiras tentativas que se estamparam há vinte anos na Minerva Brasiliense, e da intenção que tive; a qual me pareceu não ter sido baldada, porque foi logo compreendida por alguns engenhos mais fecundos e superiores, que trilharam a mesma vereda.

"Assim, pois, esta pequena coleção não tem hoje outro merecimento além do de mostrar que também desejei seguir e acompanhar o Sr. Magalhães na reforma da arte, feita por ele em 1836, com a publicação dos Suspiros Poéticos, e completada em 1856 com o seu poema da Confederação dos Tamoios."24

Não há contestar uma tal ou qual influência de Magalhães no espírito de Porto Alegre, quanto às tendências gerais da poesia.

Uma influência oriunda das relações da amizade e nada mais.

Porto Alegre era talento muito diverso e muito mais bem dotado. Tinha mais objetividade intelectual, mais imaginação, maior profusão de linguagem, mais colorido, mais vida em suma.

Em Porto Alegre predominava o talento descritivo, em Magalhães um filosofismo impertinente que lhe inspirava declamatórias tiradas.

De resto, os dois amavam-se muito e citam-se nos respectivos poemas. Pode-se dizer que o poeta rio-grandense pertencia ao cenáculo de Magalhães, mas "entrava em perfeito pé de igualdade.

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA – História

OCUPAÇÃO DO LITORAL. A CONQUISTA DO NORTE E A PENETRAÇÃO DA AMAZÔNIA. Professor Brasil Bandecchi. Garantidos os direitos portugueses pelo Tratado de Tordesilhas, que fixou fronteiras na América, ficou a Portugal a preocupação, inicialmente, de defender o litoral que ia da Uha de Marajó (na parte mais próxima do Estado do Maranhão) até Laguna e […]

AS INTRIGAS PLATINAS – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

CAPITULO VII

AS INTRIGAS PLATINAS

É fora de dúvida que Dom João VI esteve a começo de acordo com o
projeto que teria a dupla vantagem de livrá-lo da presença nefasta da mulher, enxotando-a com
todas as honras para Buenos Aires e com ali entronizá-la dando aplicação à
sua daninha atividade, e ao mesmo tempo estender com essa parceria distante a sua
importância dinástica, pois que no futuro o império hispano-americano, arredado da
solução da independência, a qual para mais era contagiosa e poderia propagar-se ao Brasil,
reverteria para a sucessão de Dona Carlota, que era a sua própria. Não contaria ele com tamanha
resistência do governo britânico, mais propenso a favorecer a emancipação das
possessões espanholas, aos projetos de Dona Carlota Joaquina, nascidos da justa
persuasão de que o domínio colonial da Espanha tinha entrado em franca
desagregação e que mais valia conservá-lo para uma nova dinastia Bourbon-Bragança do
que abandoná-lo ao vórtice
republicano.

ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL

ORIGENS DOS INDÍGENAS DO BRASIL
Paulo Setúbal

Dos “Ensaios Históricos”

 

ONFROY DE
THORON

Não há, no pórtico da nossa História, pergunta mais natural do que
esta: de onde vêm esses bugres que os mareantes toparam no Brasil alvorecente?
De que estranhas terras, e como, e de que jeito, e quando, surgiram por aqui
esses gentios emplumados, de batoque no beiço, que atroavam os matos brutos com
o ribombo dos trocanos e o estrépito das inúbias bárbaras? Uma curiosidade
ferretoante, desde a primeira página, chuça o nosso fundo racional. A gente
anseia logo por desvendar a origem daqueles dois selvagens, "pardos,
maneira de avermelhados, de bons olhos e bons narizes" que Cabral recolheu
a bordo, que agasalhou mimosamente, que fez dormir na capitânea sobre coxins da
Pérsia, entre muitas fofezas, num aturdimento. Mas a curiosidade aguça-se
apenas: não há resposta cabal. Teses, muitas. Autores, muitos. Mas tudo cipoal
desnorteante.

A Cidade Perdida – Jerônimo Monteiro

A Cidade PerdidaJerônimo Monteiro Fonte: Editora Ibrasa, 1948 EXPLICAÇÃO INDISPENSÁVEL TANTO SÁLVIO COMO EU ESTAMOS CERTOS DE QUE ENTRE os ocasionais leitores deste livro há de se encontrar algum atlante. É a esse provável leitor que vão especialmente dedicadas estas linhas. Nada devem recear os atlantes que habitam ainda o coração do Brasil. O que […]



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