João de Barros Falcão de Albuquerque Maranhão (1807-1882). — Foi um tipo singular este. Idealista, fantástico, alimentou-se de quimeras durante sessenta anos.
Descendente de uma das mais antigas e ilustres famílias pernambucanas, nasceu Barros Falcão em 1807, ao que presumo. Espírito móbil e entusiasta, os movimentos revolucionários de 17 e 24 deixaram nele uma impressão indelével. A. república tornou-se para o jovem irrequieto um sonho de todos os momentos.
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Silvio Romero – História da Literatura Brasileira (ebook por capítulos)
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TRANSIÇÃO
POETAS DE TRANSIÇÃO ENTRE CLÁSSICOS E ROMÂNTICOS (continuação)
Firmino Rodrigues Silva (1816-1879). — A literatura do Brasil é em grande parte, na máxima parte, uma colaboração de vadios, ou de infecundos.
Nas páginas de sua história há de figurar sempre e sempre um grande número de sujeitos que deixaram três ou quatro poesias, três ou quatro artigos de prosa, e nada mais.
Entre nós há tal poeta, cujo título de benemerência é uma só poesia. Odorico Mendes é o poeta do Hino à Tarde; Rodrigues Silva é o poeta da nênia Niterói. Como riscar este homem de nossa história literária, se sua produção maitresse é um dos mais saborosos frutos da poesia nacional?
Firmino Rodrigues Silva era fluminense, nasceu no ano de 1816. Estudou Direito em São Paulo, formando-se em 1837. Atirou-se à política, foi jornalista de algum mérito, ainda que inferior a Justiniano da Rocha. Era conservador e acabou senador do Império.
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Francisco Bernardino Ribeiro. — Na série dos nossos poetas e escritores mortos em verdes anos ocupa este um lugar conspícuo. Faleceu antes dos vinte e três anos e teve tempo de estudar preparatórios, formar-se em Direito, defender teses para o grau de doutor, fazer concurso, tirar uma cadeira na Faculdade de São Paulo, escrever artigos e poesias pelos jornais!… Foi uma vida curta e demasiado cheia. Eis aqui as datas principais: nasceu aos 12 de julho de 1814; matriculou-se em São Paulo no curso jurídico em março de 1830; publicou a Voz Paulistana em 1831; formou-se em 1834; teve o grau de doutor em 35, foi nomeado lente em 36; faleceu no Rio de Janeiro a 15 de junho de 37. Era uma talento sério, inclinado aos estudos políticos e jurídicos; cheio de gravidade, não possuía a descuidosa e ardente imaginação de um grande poeta. Suas poesias são medíocres; declamatórias em essência, falta-lhes o sentimento artístico. Em poesia não ocultava suas preocupações doutrinárias. O fragmento seguinte põe a descoberto seus gostos, suas leituras prediletas na poesia e revela a intuição dominante em São Paulo em 1831. O poeta escreve a um companheiro :
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Plutarco – Vidas Paralelas OBSERVAÇÕES SOBRE A VIDA DE CÍMON CAP. VIII, pág. 16. Cornélio Nepos, em seu prefácio e na Vida de Cimon, diz categoricamente que Cimon esposara sua irmã, sem que tal casamento produzisse o menor dano à sua reputação, por ser permitido pelas leis atenienses. A lei, com efeito, permitia que [...]
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PLUTARCO – VIDAS PARALELAS CONFRONTO ENTRE CRASSO E NÍCIAS Para se estabelecer o confronto entre os dois, deve-se, em primeiro lugar, dizer que a riqueza de Nícias foi mais honestamente adquirida ou menos censurável que a de Crasso, embora custe, não há dúvida, louvar o ganho dos que exploram as minas de metais, valendo-se geralmente [...]
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Plutarco – Vidas Paralelas
Ebook da Biografia de ARATO
Desde o segundo ano da 127.ª olimpíada, até o terceiro ano da 141.ª. antes de Cristo, ano 214.
- Por que Plutarco dedica a Vida de Arato a Polícrates.
- II. Arato, criança, salvo das mãos de Abântidas.
- III. Exercícios a que se entrega na sua juventude.
- IV. Nicocles apodera-se do poder em Sicíone depois da morte de Abântidas.
- V. Arato toma a deliberação de dar a liberdade à sua pátria.
- VI. Determina tentar a escalada da cidade.
- VII. Preparativos: como êle engana as sentinelas e os espiões de Nicocles.
- VIII. Põe-se em marcha.
- IX. Embaraço que lhe causam alguns cães e as patrulhas da cidade.
- X. Apodera-se da cidade, Nicocles foge.
- XI. Êle associa Sicíone à liga dos acaios.
- XII. Caráter de Arato.
- XIII. Sua moderação e liberalidade.
- XIV. Vai ao Egito.
- XV. História do quadro de Aristrato.
- XVI. Arato restabelece a concórdia entre seus concidadãos.
- XVII. Antígono procura indispô-lo com Ptolomeu.
- XVIII. Determina apoderar-se da cidadela de Corinto.
- XIX. Importância dessa praça.
- XX. Como Antígono se tinha apoderado dela.
- XXI. Ergino promete entregá-la a Arato, mediante 50 talentos.
- XXII. Arato empenha seus objetos de valor para reunir a importância.
- XXIII. Como a empresa pensou terminar.
- XXIV. Arato entra na cidade de Corinto.
- XXV. Ataca a fortaleza.
- XXVI. Toma-a.
- XXVII. Convence os coríntios a entrar na liga dos acaios.
- XXVIII. Outros feitos de Arato.
- XXIX. Grande autoridade que êle obtém na liga dos acaios.
- XXX. Determina libertar Argos da tirania de Aristômaco.
- XXXI. Aristômaco é morto. Aristipo se põe em seu lugar.
- XXXII. Vida miserável deste tirano.
- XXXIII. Arato tenta apoderar-se de Argos, de surpresa.
- XXXIV. Inutilmente tenta apoderar-se dela à força.
- XXXV. Bate Aristômaco, que é morto.
- XXXVI. Esta vitória restabelece a sua reputação.
- XXXVII. Lisíadas, tirano de Megalópolis, deixa a tirania e anexa sua cidade à liga dos acaios.
- XXXVIII. Lisíadas, antes muito estimado; perde o seu crédito.
- XXXIX. Vitória de Arato, conquistada sobre os etólios em Palene.
- XL. Singular aventura no templo de Diana.
- XLI. Tenta surpreender o Pireu.
- XLII. Paz entregar o Pireu aos atenienses.
- XLIII. Paz Aristômaco segundo entrar na liga dos acaios.
- XLIV. Surpreende Mantinéia.
- XLV. Morte de Lisíadas: descrédito em que este fato faz Arato cair.
- XLVI. Êle recusa a preteria.
- XLVII. Reflexões sobre o proceder de Arato.
- XLVIII. Impede a Cleômenes entrar na liga dos acaios. Conseqüências funestas deste fato.
- XLIX. Êle torna-se odioso, fazendo castigar os que tinham ligações com Cleômenes.
- L. Os coríntios querem-se apoderar da sua pessoa. Êle lhes escapa.
- LI. Recusa os vantajosos oferecimentos de Cleômenes.
- LII. Chama Antígono em auxílio dos acaios.
- LIII. Honrosa maneira com que Antígono o trata.
- LIV. Êle retoma Argos de Cleômenes.
- LV. Diversas censuras feitas a Arato.
- LVI. Seu proceder com relação à cidade de Mantinéia, inescusável.
- LVII. É vencido pelos etólios, perto de Cáfias.
- LVIII. Prestígio de Arato perante Felipe.
- LIX. Felipe muda de proceder.
- LX. Arato convence-o a entregar Itome aos messênios.
- LXI. Arato retira-se da corte de Felipe.
- LXII. Felipe fá-lo envenenar.
- LXIII. É enterrado em Sicíone. Honras fúnebres que lhe prestam.
- LXIV. Como o céu castigou Felipe por seu crime.
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FERNÃO LOPES (1387-1450?) — "É o maior dos mais antigos cronistas, — escreve João Ribeiro — é o criador da prosa portuguesa e o primeiro exemplar do estilo da História". Fernão Lopes, de fato, supera os que, na época, manearam a nossa língua. Como historiógrafo, mantém-se adstrito à verdade e narra singela mas convictamente os [...]
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O Homem Medíocre (1913)
José Ingenieros (1877-1925)
Capítulo VII – A MEDIOCRACIA
I. O clima da mediocracia. — II. a pátria. — III. a política das piaras. — IV. os arquetipos da mediocracia.— V. a aristocracia do mérito.
I — O clima da mediocridade
Em raros momentos, a paixão caldeia a história, e se exaltam os idealismos; quando as nações se constituem, e quando elas se renovam. Antes, é secreta ânsia de liberdade, luta pela independência; mais tarde, crise de consolidação institucional a seguir e, depois, veemência de expansão, ou pujança de energias. Os gênios pronunciam palavras definitivas; os estadistas plasmam os seus planos visionários; os heróis põem o seu coração na balança do destino.
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A
MEDIOCRIDADE INTELECTUAL Capítulo II de “O Homem Medíocre de José Ingenieros”
I. o homem rotineiro. —II. os estigmas da mediocridade intelectual. — III. a maledicência: uma alegoria de botticelli — IV. a senda da glória.
I
— O homem
rotineiro
A rotina é um esqueleto fóssil, cujas
peças resistem à carcoma do século. Não é filha da experiência; é a sua
caricatura. A primeira é fecunda, e engendra verdades; a outra é estéril, e as
mata.
Na sua órbita giram os espíritos
medíocres. Evitam sair dela, e cruzar espaços novos; repetem que é preferível
o mau conhecido ao bom ignorado. Ocupados em desfrutar o existente, alimentam
horror a toda inovação que perturbe a sua tranqüilidade, e lhes traga
desassossegos. As ciências, o heroísmo, as originalidades, as invenções, a
própria virtude, parecem-lhes
instrumentos
do mal, posto que desarticulam o edifício dos seus erros: como nos selvagens,
nas crianças nas classes incultas.
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D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPITULO XVIII – ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA. OS INTERESSES AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS Mercê de uma crítica sentimental mais do que de um discernimento, exercido como é o critério à distância dos acontecimentos históricos analisados e, no geral, sem exame judicioso dos fatos e menos ainda dos documentos, tem-se [...]
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Antón Tchecov A ESTEPE (HISTÓRIA DE UMA VIAGEM) Tradução de Costa Neves. Fonte: Clássicos Jackson. I DA cidade de N, na província de Z…, saiu ruidosamente, numa bela manhã de julho, e tomou a estrada da posta uma briska sem molas, suja, arrebentada, um desses veículos anti-diluvianos em que, na Rússia, só viajavam, então, os [...]
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A Cidade PerdidaJerônimo Monteiro Fonte: Editora Ibrasa, 1948 EXPLICAÇÃO INDISPENSÁVEL TANTO SÁLVIO COMO EU ESTAMOS CERTOS DE QUE ENTRE os ocasionais leitores deste livro há de se encontrar algum atlante. É a esse provável leitor que vão especialmente dedicadas estas linhas. Nada devem recear os atlantes que habitam ainda o coração do Brasil. O que [...]
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Download de Verdade-Metafísica-Poesia: Um ensaio de filosofia a partir dos haicais de Luís Antônio Pimentel Verdade-Metafísica-Poesia Um ensaio de filosofia a partir dos haicais de Luís Antônio Pimentel por R. S. KAHLMEYER-MERTENS NOTA PRELIMINAR DO AUTOR O presente livro é produto de um curso de Filosofia intitulado Fundamentos filosóficos da cultura ocidental. Ministrado durante [...]
Texto arquivado em Biblioteca, Filosofia Contemporânea, Heidegger, Literatura, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos |
Denis Diderot – Cartas a Sofia Volland Tradução de J. Brito Broca e Wilson Lousada Fonte: Clássicos Jackson D I D E R O T Filho de um artesão de Langres, Denis Diderot ali nasceu em 1713. Pez os primeiros estudos com os jesuítas, na cidade natal, vindo terminá-los em Paris. Não tendo seguido a [...]
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Fundamentação da Metafísica dos Costumes Immanuel Kant Tradução de Antônio Pinto de Carvalho Companhia Editora Nacional PREFÁCIO A antiga filosofia grega repartia-se em três ciências: a Física, a Ética e a Lógica. Esta divisão está inteiramente de acordo com a natureza das coisas, nem temos que introduzir-lhe qualquer espécie de aperfeiçoamento, a não ser acrescentar [...]
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Fontes Gregas Introdução em Pdf Introdução em rtf Ebook de Píndaro – Oitava Pítica (pdf) Ebook de Píndaro – Oitava (rtf) – necessárias para a correta visualização dos documentos acima. Oitava “Ode Pítica” de Píndaro Humberto Zanardo Petrelli Mestre em Filosofia pela USP Píndaro (P…ndaroj) foi o mais brilhante poeta do século V a.C.. [...]
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