Oliveira Lima NO JAPÃO* DIREÇÃO E INSPIRAÇÃO NACIONALISTA Destarte, quando chegou o momento em que o Japão teve, per fas aut nefas, de entreabrir seus portos à influência ocidental, a revolução nos espíritos, precursora da revolução pelas armas, estava parcialmente realizada, ainda que numa direção nacionalista, a qual veremos que não foi afinal sacrificada na [...]
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Oliveira Lima A SITUAÇÃO DA MULHER NA SOCIEDADE MODERNA Entre o que os americanos chamam experiências da vida e que nem sempre infelizmente emprestam experiência à vida, faltava, na parte que me coube por lote, o ser paraninfo de uma turma de graduadas de uma Escola Doméstica; experiência tanto mais rara no Brasil quanto é [...]
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A DIGNIDADE HUMANA José da Silva Pereira jose_dasilvapereira@hotmail.com O homem, no curso de sua existência, desde o seu surgimento na terra até os dias correntes, tem empreendido esforços sistemáticos e constantes no sentido da superação do seu estágio primordial. Não foi fácil o incremento de tal intento nesse período em que ele vivia sob o [...]
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O BOM JESUS DE CUIABÁ A 5 de Junho de 1728, regressou a São Paulo numa luzida canoada, Cuiabá abaixo, o governador de São Paulo, D. Rodrigo Cesar de Meneses. Após dezoito meses e dez dias de humilhação e vexames, o povo cuiabano respirou afinal, menos oprimido. Deixara D. Rodrigo o capitão-mor Luís Rodrigues Vilares, [...]
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A VIRGEM SANTÍSSIMA DO QUARTO DE JOANA Joana estava agachada num canto da sala de chão úmido, com o cadáver de uma criança nos braços. Ambos sujos de sangue. A criança roxa, escangotada, em cuja boca aberta a mulher metia a pelanca dos peitos murchos. O doutor chegou com o delegado e a mulher nem [...]
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A LENDA DO CARI A soalheira era intensa; as árvores com as folhas murchas e amarelecidas, pendiam tristes seus galhos para a terra; o chão era ressequido e ardente. Pela estrada longa e poeirenta, coberta de sulcos, caminhava uma mulher: era linda, uma auréola de mistérios e de inspiração, cercava sua cabeça tinha olhos doces, [...]
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Inglaterra
O CAVALEIRO VERDE
Este célebre conto, contemporâneo dos romances de Cavalaria, e passado na Corte do Rei Artur, tem sido, segundo Schröer, autor de uma História da Literatura Inglesa, considerado "uma pérola da literatura romântica medieval, pois, embora a questão das fontes e dos possíveis modelos ainda sejam problemas sem solução detalhada, não há dúvida alguma quanto ao valor artístico da sua estruturação, de seus motivos, e das descrições tão cheias de vida. É poema que ainda hoje pode ser lido e relido, sem que o interesse do leitor diminua."
Nas antologias do conto inglês este trabalho aparece sob a indicação de Tradicional.
QUANDO Artur era rei da Bretanha e assim reinava, aconteceu, em certa estação invernosa, que êle realizasse em Camelot sua festa de Natal, com todos os Cavaleiros da Távola Redonda, durante quinze dias completos. Tudo era alegria, então, nos vestíbulos e nos aposentos, e quando chegou o Novo Ano foi recebido com grande regozijo. Ricos presentes foram dados, e muitos fidalgos e fidalgas tomaram lugar à mesa, onde a Rainha Guinever sentava–se ao lado do rei, e ninguém jamais vira senhora tão formosa diante de si. Mas o Rei Artur não quería comer nem sentar-se por muito tempo, enquanto não tivesse testemunhado alguma aventura prodigiosa. A primeira iguaria foi servida sob o soar das trombetas, e diante de cada hóspede colocaram doze pratos e vinho brilhante, para que de nada carecessem.
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O objetivo deste texto é enfocar a Universidade hoje, segundo os valores evangélicos que permitam uma orientação que obvie as funestas distorções conducentes a uma neo-escravização do ser racional, as quais impedem uma ordem que favoreça o desenvolvimento integral do homem, nem propiciam condições para que ele se situe no mundo a fim de, com seu agir e operar, transformá-lo, humanizando-o.
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LIVRO TERCEIRO – O LIVRO DAS MARAVILHAS DA RELIGIÃO
Henry Thomas
ESTRANHAS CRENÇAS DO HOMEM ANTIGO
Crença primitiva em fantasmas
A CRENÇA nos fantasmas começou logo que o ho mem principiou a sonhar. Quando um homem sonhava, via certas figuras. Quando despertava, as figuras desapareciam. Que figuras eram essas que vira quando dormia, perguntava ele a si mesmo, e onde estavam elas agora, após seu despertar? E sua mentalidade primitiva achou uma tosca resposta a essa pergunta. Essas "figuras de sonho" eram as almas dos mortos, que o assombravam de noite e que à luz do dia se ocultavam no mundo subterrâneo ou inferno.
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MICHEL DE MONTAIGNE DO ARREPENDIMENTO (Liv. III, Cap. II) Os outros o formam; 852 eu descrevo o homem e apresento um particular bem mal formado, e que, se eu tivesse de afeiçoar de novo, certamente o faria bem outro do que é; mas doravante, está acabado. Ora, os traços do meu retrato não se extraviam, [...]
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DANTE ALIGHIERI – VIDA NOVA Tradução: Atena Editora PREFÁCIO Não é possível, nas poucas palavras de prefação a este pequeno volume, expor a vida de Dante, tãc movimentada e rica de acontecimentos, e ainda menos dar, mesmo em resumo, um conceito completo das suas obras. Quem quisesse conhecer uma e as outras poderia fazê-lo [...]
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Antón Tchecov A ESTEPE (HISTÓRIA DE UMA VIAGEM) Tradução de Costa Neves. Fonte: Clássicos Jackson. I DA cidade de N, na província de Z…, saiu ruidosamente, numa bela manhã de julho, e tomou a estrada da posta uma briska sem molas, suja, arrebentada, um desses veículos anti-diluvianos em que, na Rússia, só viajavam, então, os [...]
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A conquista da felicidade, de Bertrand Russell Danilo Santos Dornas* Bertrand Arthur Millian Russell (1872-1970), filósofo e matemático inglês, escreveu dentre as suas obras, um livro intitulado A conquista da felicidade. Neste livro, o autor adianta que não visa erudição acadêmica, mas tecer algumas considerações sobre a felicidade vivenciada por sua própria experiência. [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Quinto AS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES MORAIS 279 Para completar a exposição precedente, será útil expor as principais concepções da vida moral, que foram propostas no curso da história de um ponto-de-vista diferente daquele que orienta o estudo que acabamos de fazer. Procederemos, assim, a uma espécie de verificação indireta [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo O JUÍZO Ε Α PROPOSIÇÃO ART. I. DEFINIÇÕES 16. Definição do juízo. — O juízo é o ato pelo qual o espírito afirma alguma coisa de outra; "Deus é bom", o "homem não é imortal" são juízes, enquanto um afirma de Deus a bondade, o outro nega [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Terceiro A PROVIDÊNCIA ART. I. NOÇÃO DE PROVIDÊNCIA 231 1. Definição. — Tudo quanto dissemos até agora de Deus volta a afirmar a realidade da Providência divina, isto é, da ação yue Deus exerce sobre a criatura para conservá-la e dirigi-la para seu fim com sabedoria e bondade, [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo PROVAS METAFÍSICAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS 201 Podem-se distinguir dois grupos de provas da existência de Deus: o das provas metafísicas e o das provas morais, conforme estas provas partem da realidade objetiva do universo, ou da realidade moral. Na realidade, toda prova de Deus é metafísica, [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo A ALMA HUMANA 161 Até aqui, limitamo-nos a descrever e analisar os fatos psicológicos, a fim de determinar suas leis empíricas. Trata-se, agora, de deduzir dos fatos observados e das leis estabelecidas a própria natureza desse sujeito metafísico sem o qual os fatos psicológicos e a própria [...]
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