Psicologia- A ALMA HUMANA – Curso de Filosofia de Jolivet


Curso de Filosofia – Régis Jolivet

Capítulo Segundo

A ALMA HUMANA

161      Até aqui, limitamo-nos a descrever e analisar os fatos psicológicos, a fim de determinar suas leis empíricas. Trata-se, agora, de deduzir dos fatos observados e das leis estabelecidas a própria natureza desse sujeito metafísico sem o qual os fatos psicológicos e a própria realidade do sujeito são ininteligíveis. É este sujeito metafísico que designamos pelo nome de alma, e que é, como tal, o objeto do que se chama muitas vezes racional, uma vez que seu objeto só é acessível à razão.

Neste último capítulo, que não é, em suma, senão, a conclusão» do conjunto da Psicologia, teremos, então, de tratar das seguintes questões: natureza da alma, união da alma e do corpo e destinoda alma.

ART. I.      NATUREZA DA ALMA

162      O estudo objetivo dos fenômenos psicológicos leva-nos a afirmar que o homem possui uma alma, que é uma substância simples e espiritual. Ao demonstrar cada uma das partes desta asserção, veremos que só temos que tirar conclusões contidas nos resulta dos positivos de nossos precedentes estudos de Cosmologia e de Psicologia.

§ 1.   Existência e unidade da alma

1. Existência da alma. — É impossível negar a existência da alma, sem tornar, no mesmo instante, ininteligíveis todos os. fatos que estudamos.   Com   efeito,   quando   duas coisas têm propriedades opostas, concluímos, legitimamente, que têm duas naturezas diferentes. Ora, constatamos no homem duas categorias de fenômenos perfeitamente distintos: fenômenos materiais, redutíveis a movimentos e por isso quantitativamente mensuráveis (peso, inércia etc), e fenômenos qualitativos (pensamento, vontade, sentimento), irredutíveis a movimentos. Não é possível que fenômenos tão opostos procedam de um só princípio ou, ao menos, de um princípio perfeitamente uno em si mesmo. Devemos, então, admitir no homem a dupla realidade de um corpo e de uma alma, ato primeiro do corpo orgânico.

2.    Unicidade da alma.

a)     O princípio vital único. O homem não é apenas uma inteligência; exerce, também, as funções da vida vegetativa e da vida sensível, que exigem, cada uma, um princípio proporcionado a suas operações próprias. Todavia, o homem, natureza intelectual, não possui três almas, assim como o animal não possui duas almas, uma vegetativa, outra sensitiva. A alma superior assume as funções dos graus inferiores e, sob este aspecto, a alma humana é a um tempo principio da vida vegetativa, da vida sensível e da vida intelectual.

É isto, por outro lado, o que mostra a análise psicológica da consciência: ela nos revelou a existência de um "eu", que aparece no turbilhão e no fluxo incessante dos fenômenos interiores, de qualquer natureza que sejam, como centro de convergência de todos estes fenômenos, como fonte ativa de todos os estados psíquicos (158). Ora, esta consciência do "eu", com seus caracteres, seria completamente inexplicável se a alma não fosse única.

b)     O sentimento de identidade e de responsabilidade. Por outro lado, a alma não é apenas una em número, é também uma no tempo, ou seja, permanece idêntica a si mesma. É isto o que demonstra, claramente, nossa consciência invencível de identidade através de todas as transformações de nossa vida. É o que demonstra, também, o sentimento da responsabilidade: sentimos que temos de responder por nossos atos passados e não poderíamos experimentar um tal sentimento se nossa alma não permanecesse idêntica a si mesma.

§   2 .      SUBSTANCIALIDADE DA ALMA

163      1. Noção. — Certos filósofos materialistas quiseram reduzir a alma apenas a uma coleção de fenômenos. Mas esta doutrina contradiz os fatos psicológicos mais positivos. Esses fatos nos obrigam a admitir que a alma é uma substância, quer dizer, uma realidade -permanente, fonte e suporte dos fenômenos da vida.

2. Prova. — Com efeito, se eu posso, a cada instante, evocar meus atos de consciência passados e reconhecê-los como meus, é necessário que alguma coisa de permanente subsista em mim, senão, longe de me reconhecer nos meus estados passados, minha consciência de mim mesmo se desvaneceria à medida que esses estados desaparecessem, e eu só teria de mim mesmo uma consciência sucessiva, sempre limitada ao imediatamente presente.

Assim, a alma é uma substância. Mas esta substância é material ou espiritual? É o que nos falta estabelecer.

§ 3.    Simplicidade da alma

164        A alma é simplesmente una em número e una no tempo, quer dizer, idêntica a si mesma, ela é ainda una em sua essência, quer dizer, simples e indivisível, ao contrário das coisas materiais, que são compostas e divisíveis. É o que demonstra a análise das operações da alma.

a)         A sensação. Temos das coisas materiais uma percepção indivisa. Ora, isto não se pode explicar senão pela simplicidade da alma. Se a alma fosse composta de partes, cada uma destas partes perceberia ou todo o objeto ou uma parte apenas do objeto, e nós teríamos então, no primeiro caso, tantas percepções totais quantas partes a alma tivesse, e, no segundo caso, tanta percepções parciais quantas partes tivesse a alma, mas jamais uma percepção una e indivisa do objeto.

b)          A reflexão. A alma pode voltar-se sobre si mesma para conhecer-se nos seus atos. Ora, o que é composto não pode conhecer-se a si mesmo como um todo, porque as partes do composto permanecem necessariamente exteriores umas às outras. A supor que uma parte possa conhecer-se a si mesma, as outras permaneceriam sempre estranhas a ela. Unicamente uma substância simples é capaz de se voltar sobre si mesma, quer dizer, conhecer-se por reflexão.

§ 4.    Espiritualidade da alma

165 Chama-se espiritual todo ser que não depende da matéria nem na sua existência, nem nas suas operações. Ora, dizemos que a alma humana é espiritual. Mas é necessário entender bem em que sentido nós o dizemos. É um fato que as operações sensíveis da alma aproveitam o concurso direto do corpo e que as operações superiores, inteligência e vontade, não podem exercer-se senão através de certas condições orgânicas. Mas a alma, por sua própria natureza, permanece independente do corpo, no sentido de que exerce sem órgão suas funções superiores de inteligência e de vontade, e que é capaz de existir sem o corpo. Dito isto, quais são as provas da espiritualidade da alma?

a)     Prova pela natureza da inteligência. Tal operação, tal natureza. Ora, as operações da inteligência e da vontade, em si mesmas ou intrinsecamente, não dependem do corpo. Logo, a alma, de que procedem, não depende dele, com maior razão, e deve ser chamada subsistente, quer  dizer, capaz de existir sem o corpo.

A inteligência, pelas idéias, conhece imaterialmente as coisas corporais, e seu ato, que nada tem de material nem de quantitativo, não pode proceder de uma faculdade orgânica. A inteligência é, então, uma faculdade espiritual, e a alma de que procede não pode ser senão uma substância espiritual.

b)         A vontade manifesta igualmente a espiritualidade da alma: tende ao bem imaterial e , deseja os bens espirituais, persegue a ciência e a . Ora, isto não se poderia dar se a vontade não fosse uma faculdade espiritual; nenhum ser deseja o que ultrapassa essencialmente a sua natureza e lhe é, portanto, incognoscível. Uma pedra não pode desejar pensar. Devemos, por isso, concluir que a alma, de que procede a vontade, é uma substância espiritual.

c)          Todavia, a alma não é um espírito puro; ela é apenas incompletamente   espiritual.   Porque,   como  já   dissemos,   certas   de suas funções (vegetativas e sensitivas) dependem intrinsecamente dos órgãos corporais, e suas funções superiores (inteligência e vontade) deles dependem extrinsecamente (82). Por isso, é uma substância incompleta, destinada a ser unida a um corpo, e a formar com ele uma única e mesma substância composta que se chama, por esta razão, o composto humano.

Art. II.    A UNIÃO DA ALMA E DO CORPO

166 1. União acidental e união substancial. — É necessário distinguir dois modos de união: a união acidental, que é aquela que existe entre dois seres completos em si mesmos, e independentes um do outro (como a união dos anéis de uma corrente, ou ainda a união de dois amigos), — e a união substancial, ou fusão de duas realidades incompletas, que constituem por sua união uma substância única, embora composta.

2.    O problema da união da alma e do corpo.

a) As de Descartes, Malebranche e Leibniz. O problema da união da alma e do corpo tornou-se insolúvel nas doutrinas filosóficas tais como as de Descartes, de Malebranche, i que concebem o corpo humano e a alma humana como substâncias ou seres completos por si mesmos. Para estes filósofos, a alma é essencialmente pensamento e o corpo essencialmente extensão. Duas substâncias completas, tão radicalmente opostas, não podem ter entre si mais do que uma união acidental. Por isso, para explicar suas relações (relações do físico e do moral), Malebranche foi levado a propor uma solução pouco natural quanto a do ocasionalismo, em virtude do qual os movimentos da alma seriam produzidos por Deus, diretamente, por ocasião dos movimentos do corpo, e inversamente. Leibniz, por seu lado, propõe, para resolver o mesmo problema, a teoria da harmonia preestabelecida, segundo a qual Deus teria de alguma forma sincronizado, desde a origem, a série dos fatos psíquicos e  dos  fatos corporais.

Estas teorias cederam lugar rapidamente às doutrinas que, para resolver um problema tão mal considerado, negaram ora a realidade da alma (materialismo de Hume), ora a realidade da matéria  (imaterialismo de Berkeley).

b) O todo substancial. O problema das relações da alma e do corpo não pode ser resolvido de uma maneira inteligível, a não ser que se admita que o corpo e a alma se unam em um só todo substancial, ou, em outros termos, explicados em Cosmologia (76-77; 81), que a alma é a forma imediata e única do corpo, o que quer dizer que é por ela, e apenas por ela, que o homem não apenas é homem, mas ainda animal a ser vivo, corpo, substância e ser (78; 82). Segue-se daí que a alma não esta no corpo como um piloto no seu navio (união acidental), mas que, formando com ele um único todo natural, a alma está inteiramente em todo o corpo, e inteiramente em cada parte do corpo. O homem não é composto de dois seres; é um único ser composto.

167     3. Relações do físico e do moral. — Apenas a união substancial pode explicar o que se chamam as relações do físico e do moral, quer dizer, do influxo mútuo das funções vegetativas, sensitivas e intelectuais. Uma digestão penosa, uma enxaqueca, tornam impossível o trabalho do espírito. Inversamente, uma intensa atividade intelectual paralisa a digestão, acelera ou relaxa o movimento do coração. As operações sensíveis da alma dependem intrinsecamente dos órgãos corporais. As funções intelectuais deles não dependem, senão extrinsecamente, quer dizer, como condições exteriores a si mesmas; é nos dados sensíveis, com efeito, que nossa inteligência vai buscar o primeiro objeto de suas operações.

Todos estes fatos bem conhecidos não podem ser explicados de uma maneira satisfatória a não ser que se admita que corpo e alma formam uma única substância em que todas as funções estão solidárias.

ART. III.    O DESTINO DA ALMA

168        A união da alma e do corpo não é indissolúvel: chega um dia em que ela se rompe. Sabemos o que acontece ao corpo. Mas que acontece à alma? Morremos completamente? Esta questão é grave: toda a orientação de nossa vida depende dela, e esta palavra de PASCAL é profundamente verdadeira: "Concordo em que não se aprofunde a teoria de Copérnico, mas isto sim! é muito importante saber se a alma é mortal ou imortal."

Mas antes de mostrar que a alma humana é imortal, cumpre; precisar bem o que se deve entender por .

§ 1.   Noção de imortalidade

1.       Definição. — A imortalidade natural é uma propriedade em virtude da qual um ser não pode morrer. Tal é a imortalidade da alma humana. Chama-se natural, enquanto deriva da própria, natureza da alma.

2.       Condições da imortalidade. — A imortalidade natural exige três condições, a saber: que a alma continue a existir, após a dissolução do composto humano, — que, nesta sobrevivência, a alma, conserve sua individualidade e permaneça, por conseguinte, consciente de si mesma e de sua identidade, — que a sobrevivência seja ilimitada.

3.       A imortalidade panteística. — Trataremos do panteísmo em Teodicéia, Aqui basta notar que esta doutrina professa que a alma humana constitui com Deus uma única e mesma substância, de que seria uma emanação, ou uma manifestação passageira. Após a morte a alma iria reunir-se ao grande Todo, onde ela não possuiria mais nem individualidade nem consciência de si mesma.

É por um abuso que uma tal doutrina fala ainda de imortalidade da alma, pois a imortalidade exclui absolutamente o aniquilamento da personalidade. Ela exige, para ser verdadeira, uma tal sobrevivência individual e substancial, que nós conservemos nosso poder de conhecer e de amar, a consciência de nós mesmos e de nossa identidade pessoal.

§ 2.   Provas da imortalidade da alma

169 Temos de demonstrar que nossa alma é imortal de direito e de fato. O que nos obriga a dividir assim nossos argumentos, é que, se a alma é por sua natureza, quer dizer, de direito, imortal,. fica ainda por provar que nenhum poder exterior virá aniquilá-la.

1. A imortalidade intrínseca. — A alma é imortal intrinsecamente, quer dizer, a alma, é, por natureza, incorruptível e imortal. É isto o que se pode provar por três  argumentos principais.

a)    Prova metafísica. Esta prova se apóia na simplicidade da alma. Uma substância pode perecer de duas maneiras: diretamente (ou por si), ou indiretamente (ou por acidente). Uma substância perece diretamente, quando estiver separada do princípio de que tira o ser, a vida e suas funções; é assim que o corpo, separado da alma, que é seu princípio vital, se decompõe e retorna a seus ele mentos. — Uma substância perece indiretamente, ou por acidente, quando está privada do sujeito sem o qual não pode exercer suas funções vitais: é o caso da alma dos brutos, cujas funções são todas orgânicas, e não podem, portanto, exercer-se sem o corpo.

Ora, a alma humana não pode perecer diretamente, porque é uma substância simples, portanto incapaz de se decompor, nem indiretamente, porque não tem necessidade do corpo e de seus órgãos para exercer suas funções próprias de conhecimento e de vontade. A alma é, então, por sua própria natureza, incorruptível e imortal.

b)        Prova moral. Esta prova se baseia na justiça de Deus, que exige que a virtude e o vício recebam as sanções que lhes são devidas: recompensa ou punição. Aqui no mundo, as sanções da virtude e do vício são evidentemente insuficientes; muitas vezes mesmo, é o vício que triunfa, e a virtude que fica humilhada. A justiça quer que cada um seja tratado segundo suas obras, e isto não pode ser feito a não ser com a imortalidade da alma.

c)        Prova psicológica. Esta prova se apóia nas tendências essenciais de nossas faculdades. É um fato que nós aspiramos a conhecer a verdade absoluta, possuir o bem supremo e a felicidade perfeita, quer dizer, a gozar de objetos que ultrapassam o tempo. Isto é tão verdadeiro que jamais nos sentimos saciados de verdade e de felicidade; quanto mais avançamos no conhecimento da verdade, na prática do bem, mais aumenta nosso desejo, a ponto de nada parecer poder satisfazer-lhe, fora da Verdade, da Bondade, da Beleza perfeitas, ou seja, fora de Deus. Aí está nosso fim, tal como o manifestam as nossas tendências mais profundas e mais vivas, quê mostram, da mesma forma, que a alma ultrapassa qualquer tempo particular e finito, e é realmente imortal por sua natureza.

Ora, a imortalidade seria uma palavra vã, se a alma, na sua sobrevivência, não conservasse a consciência de si mesma, de sua identidade, e não pudesse exercer suas operações. Que assim não é, mas que a alma conserva a sua individualidade, é o que demonstram os três argumentos precedentes. A prova metafísica supõe, com efeito, que a alma, perseverando no seu ser, continue ao mesmo tempo a exercer as operações que se realizam sem órgão próprio. A mesma conclusão se impõe por duas outras provas: para que as sanções da outra vida sejam eficazes, é necessário que a alma se conheça e se conheça como idêntica ao que era durante a vida terrestre; e, para que suas aspirações à felicidade perfeita sejam satisfeitas, é necessário que ela mantenha a consciência de si mesma e de sua individualidade. Enfim, a sobrevivência ilimitada aparece como uma condição essencial da felicidade perfeita: não se pode ser verdadeiramente feliz, quando não se está convicto de jamais perder o bem que se possui.

2. A imortalidade extrínseca. — A alma c, então, de direito, imortal. Mas sê-lo-á, de fato? Para tanto, é necessário que nenhuma força exterior  à  alma venha aniquilá-la.

Ora, apenas aquele que cria pode aniquilar. Deus, então, e apenas Deus, poderia lançar a alma para o nada, de onde a retirou pelo seu poder. Mas a razão nos prova que ele não o fará e que não deu à alma uma natureza imortal a não ser para garantir-lhe, de fato, a imortalidade. Sua sabedoria e sua o exigem.

A sabedoria do Criado?* exige que ele não destrua sua obra; o arquiteto não constrói para demolir, e Deus não deu à alma uma natureza incorruptível para lançá-la ao nada.

A bondade de Deus exige que a alma desfrute desta imortalidade, sem a qual suas aspirações mais ardentes e mais profundas ficariam insatisfeitas. Frustrada em suas tendências essenciais. a alma humana teria uma sorte pior que a dos brutos que, ao menos, atingem seu fim, e estaria fadada ao desespero. Mas isto seria indigno da bondade divina.

Assim, de direito como de fato, a alma é imortal, de uma imortalidade pessoal e sem fim.




Índice   [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14] [15] [16] [17] [18] [19] [20] [21] [22] [23] [24] [25] [26] [27] [28] [29] [30] [31] [32] [33] [34] [35] [36] [37] [38] [39] [40] [41] [42] [43] [44] [45] [46]

Comentários

Mais textos

About the Author

Profile photo of Régis Jolivet

Régis Jolivet

Comments

  1. A VIDA E UM MONENTO PASSAGERO..MAIS QUE TRAZ, UM MONENTO DE REFLECCAO IDEFINIDA, QUE SUJEM DIANTE DE UMA SOCIEDADE …..QUE TRAZ IVERSA DOUTRINA CULTURA…..O SER SO PODER SE INDENTIFICA APARTI DE SEU PENSAMENTO CONTUBADO ENTRE SI….

  2. trabalho maravilhoso com grande resposabilidades, eu, tirei bastante proveito desta linda escrita, dei continuidade, e acredita nesta caminhada que esteja abraço…

  3. NESTE NOSSO ACTUAL MUNDO TEMOS TODOS OS MEIOS DE INFORMAÇÃO DISPONÍVEL AO PONTO DE QUALQUER PESSOA FICAR ESCLARECIDA SOBRE TODOS OS CONTEÚDOS, QUE PERANTE A SUA MENTE SEJAM POSSÍVEIS, OU IMAGINÁRIOS. AINDA CONSIDERO CARICATO, MUITA GENTE NÃO SE APERCEBER DA TRANSIÇÃO QUE NOSSO ACTUAL MUNDO ESTÁ A TER. PARA OS CURIOSOS QUE PRETENDEM DEFINIR A ALMA HUMANA, APENAS LHES DIGO: A ALMA HUMANA É ÍNDEFÍNÍVEL. E QUANDO ALGUÉM SABER DEFINIR A ALMA HUMANA DEFINIRÁ DEUS.

  4. Caro Danyllo, na minha singela opinião esse mundo é um imenso palco com pessoas representando a verdade, outros mentiras e outros ainda a maldita ficção. Pois alguém disse que em terra de cego quem tem um olho é rei. Deus fez o sua imagem e semelhança. Deus etres pessoa em uma: é como o sol ele é um corpo que transmite luz e calor ao mesmo tempo. ele fez o homem em tres parte corpo, alma e espirito.Ap6:9 .1° ts 5:23. heb 4:12. E lembre que Nicodemos Era dr.da lei e não emtendia de coisas espirituais,João 3:1-15

  5. Basta estudarmos a história e veremos que “a doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho…” (Professor Otoniel Mota, Pastor Presbiteriano, em Meu Credo Escatológico [opúsculo], ed. 1938, p. 3.)
    As conotações que o termo “alma” geralmente transmite à mente da maioria das pessoas provêm primariamente, não do uso dos escritores bíblicos, mas da antiga filosofia grega. Os antigos escritores gregos aplicavam psy.khé de vários modos, e não eram coerentes, suas filosofias pessoais e religiosas influenciando seu uso do termo. Segundo os léxicos grego-inglês, fornecem definições tais como “o Eu consciente” ou “ser vivente (humano ou animal)”. Até mesmo em obras gregas não-bíblicas, o termo era usado para animais. O termo hebraico para alma é né.fesh. Num sentido literal, exprime a idéia de um “ser que respira” e cuja vida é sustentada pelo sangue.

    Os termos das línguas originais (hebraico: né·fesh; grego: psy·khé), segundo usados nas Escrituras, mostram que a “alma” é a pessoa, o animal ou a vida que a pessoa ou o animal usufrui.

    As conotações que a palavra portuguesa “alma” geralmente transmite à mente da maioria das pessoas não estão de acordo com o significado das palavras hebraica e grega usadas pelos inspirados escritores bíblicos.

    A Bíblia não diz que temos uma alma. ‘Nefesh’ é a própria pessoa, sua necessidade de alimento, o próprio sangue nas suas veias, seu ser.” — The New York Times, 12 de outubro de 1962.
    A dificuldade reside em que os significados popularmente atribuídos à palavra portuguesa “alma” provêm primariamente, não das Escrituras Hebraicas ou das Gregas Cristãs, mas da antiga filosofia grega, na realidade, do pensamento religioso pagão. Platão, o filósofo grego, por exemplo, cita Sócrates como dizendo: “A alma . . . se ela partir pura, não arrastando consigo nada do corpo, . . . parte para o que é como ela mesma, para o invisível, divino, imortal e sábio, e quando chega ali, ela é feliz, liberta do erro, e da tolice, e do medo . . . e de todos os outros males humanos, e . . . vive em verdade por todo o porvir com os deuses.” — Phaedo (Fédon), 80, D, E; 81, A.

    Em contraste direto com o ensino grego sobre a psy·khé (alma) como imaterial, intangível, invisível e imortal, as Escrituras mostram que tanto psy·khé como né·fesh, conforme usadas com referência a criaturas terrestres, referem-se àquilo que é material, tangível, visível e mortal.

    A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) diz: “Nepes [né·fesh] é um termo de muito maior extensão do que nossa ‘alma’, significando vida (Êx 21.23; Dt 19.21) e suas várias manifestações vitais: respiração (Gn 35.18; Jó 41.13[21] ), sangue [Gn 9.4; Dt 12.23; Sl 140(141).8 ], desejo (2 Sm 3.21; Pr 23.2). A alma no A[ntigo] T[estamento] significa, não uma parte do homem, mas o homem inteiro — o homem como ser vivente. Similarmente, no N[ovo] T[estamento] significa vida humana: a vida duma entidade individual, consciente (Mt 2.20; 6.25; Lu 12.22-23; 14.26; Jo 10.11, 15, 17; 13.37).” — 1967, Vol. XIII, p. 467.

    A tradução católica romana, The New American Bible (A Nova Bíblia Americana), em seu “Glossário de Termos de Teologia Bíblica” (pp. 27, 28), diz: “No Novo Testamento, ‘salvar a alma’ (Mr 8:35) não significa salvar alguma parte ‘espiritual’ do homem, em contraste com o seu ‘corpo’ (no sentido platônico), mas a inteira pessoa, com ênfase no fato de que a pessoa está viva, desejando, amando e querendo, etc., em adição a ser concreta e física.” — Edição publicada por P. J. Kenedy & Sons, Nova Iorque, 1970.

    Né·fesh evidentemente provém duma raiz que significa “respirar”, e, num sentido literal, né·fesh poderia ser traduzido como “alguém que respira”. O Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento; Leiden, 1958, p. 627), de Koehler e Baumgartner, a define como segue: “a substância respiradora, que torna o homem e o animal seres viventes Gn 1,20 , a alma (estritamente distinta da noção grega da alma), cuja sede é o sangue Gn 9,4ss Lv 17,11 Dt 12,23 : (249 X) . . . alma = ser vivente, indivíduo, pessoa.”

    Quanto à palavra grega psy·khé, os léxicos grego-inglês fornecem definições tais como “vida” e “o eu consciente ou personalidade como centro de emoções, desejos e afeições”, “um ser vivente”, e mostram que até mesmo em obras gregas não-bíblicas o termo era usado “para animais”. Naturalmente, essas fontes, que lidam primariamente com os escritos gregos clássicos, incluem todos os significados que os filósofos gregos, pagãos, davam à palavra, inclusive o de “espírito que partiu”, “a alma imaterial e imortal”, “o espírito do universo” e “o princípio imaterial do movimento e da vida”. Evidentemente, porque alguns dos filósofos pagãos ensinavam que a alma emergia do corpo na morte, o termo psy·khé também era aplicado à “borboleta ou mariposa”, criaturas estas que passam por uma metamorfose, transformando-se de lagarta em criatura alada. — Greek-English Lexicon (Léxico Grego-Inglês) de Liddell e Scott, revisado por H. Jones, 1968, pp. 2026, 2027; New Greek and English Lexicon (Novo Léxico Grego e Inglês) de Donnegan, 1836, p. 1404.

    Os antigos escritores gregos aplicavam psy·khé de vários modos, e não eram coerentes, suas filosofias pessoais e religiosas influenciando seu uso do termo. Sobre Platão, a cuja filosofia podem ser atribuídas as idéias comuns sobre a palavra portuguesa “alma” (como geralmente se reconhece), declara-se: “Ao passo que às vezes ele fala de uma das [supostas] três partes da alma, a ‘inteligível’, como necessariamente imortal, ao passo que as outras duas partes são mortais, ele também fala como se houvesse duas almas em um só corpo, uma imortal e divina, e a outra mortal.” — The Evangelical Quarterly (Publicação Trimestral Evangélica), Londres, 1931, Vol. III, p. 121: “Idéias Sobre a Teoria Tripartida da Natureza Humana”, de A. McCaig.

    Em vista de tal incoerência dos escritos não-bíblicos, é essencial deixar que as Escrituras falem por si, mostrando o que os escritores inspirados queriam dizer ao usarem o termo psy·khé, bem como né·fesh. Né·fesh ocorre 754 vezes no texto massorético das Escrituras Hebraicas, ao passo que psy·khé aparece sozinha 102 vezes no texto de Westcott e Hort das Escrituras Gregas Cristãs, perfazendo um total de 856 ocorrências. Esta freqüência de ocorrências torna possível um conceito claro do sentido que tais termos transmitiam à mente dos inspirados escritores bíblicos e o sentido que seus escritos devem transmitir à nossa mente. Um exame mostra que, embora o sentido destes termos seja amplo, com diferentes matizes de significado, entre os escritores bíblicos não havia nenhuma incoerência, confusão ou desarmonia quanto à natureza do homem, tal como a existente entre os filósofos gregos do chamado Período Clássico.

    Segundo o conceito católico, a alma é criada por Deus e implantada no corpo por ocasião da concepção. Esta doutrina, é um dos fundamentos da filosofia e teologia cristãs. Mas, a aceitação de filosofias gregas significava que abandonava o conceito expresso em Génesis 2:7 de que “o homem veio a ser [e não ter] uma alma vivente.” Segundo a Enciclopédia Judaica, “a crença na imortalidade da alma chegou aos judeus através do contacto com o pensamento grego e principalmente através da filosofia de Platão (427-347 a.C.), seu principal expoente”. Apartir de meados do 2.° Século d.C., os primitivos filósofos cristãos adoptaram o conceito grego da imortalidade da alma.

    Na doutrina espiritualista, o ser humano é um espírito preso temporariamente num corpo material. A este estado temporário, é denominado de alma.

  6. gostei muito do site . pna e que eu nao tenho condiçao de pagar por um curso de filosofia da religiao. estou estudondo filosofia comum na UFSJ de sao joao del rei. obrigado

  7. O homem é uma alma encarnada em expiação e com sintese personalizada no organico e no imaterial, portador de sentimento pensado e pensamento sentido, o que conduz a complexidades que desafiam todas as vertentes pensadoras, que arbitram entre os diferentes bens e males que se lhes oferecem.

  8. O texto vem de aparensia boa mas voces estam trabalhando como se humanos fossem maquinas e colocam essa opinão no texto so pelo o fate de vocês tentarem detalhar por topicos a “ciência” humana e isso e totalmente inaseitavel diacordo com minha opinão.
    o ser humano não é uma coisa e sim algo que tem sentimentos e pequenos gestos que cometemos mostra tudo o que sentimos em instantes, a anatômia humana e algo a ser observado e não discutido pelo menos declaro essa minha opinião.

    Desculpoe pelos erro de português, não sou muito bom na lingua e fora que so tenho 14 anos mas esperos que meu comentaria tenha servida para algo.

  9. Os anjos são com vocé OSMAR basta se olhar no espelho ,na verdade não acho graça falar de filosofia,só se for num lugar bem filosofaol onde passaremos uma tarde inesquessível papeando sobre coisas que não compreendemos. Se gostou da um aló no número; 97914536

  10. Olá pessoal, por favor mende-me algo,falando sobre a história dos anjos rebeldes que cairam do céu
    eu já lie um livro que falava ,que segundo a literatura helenista esses seres,foram punidos pelo Criador e hoje são a humanidade em decadência…
    mende-me algo sobre isso …
    muito obrigado e um abraço a todos…
    Osmar Santos…

Deixe uma resposta