Consciência - Filosofia e Ciências Humanas

Textos no tema 'Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos'

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12
mar

Responsabilidade Pessoal e Coletiva em Hannah Arendt

Responsabilidade Pessoal e Coletiva em Hannah Arendt.[1]

Cristian Abreu de Quevedo[2]

Resumo

A sociedade e o indivíduo tendem a esquecer de suas responsabilidades para com os acontecimentos políticos. Como se as decisões dissessem respeito somente aos seus representantes e as responsabilidades pessoais e coletivas fossem inexistentes, sendo incapazes de julgar as ações realizadas. Este artigo pretende abordar estes temas a partir de Hannah Arendt, possibilitando uma reflexão atual sobre a política.

Palavras-chaves: responsabilidade pessoal e coletiva, julgamento humano, sistema e totalitarismo.


28
fev

O tempo, os deuses e nós

Por Lúcio Marques.
Analisamos aqui algumas relações que podemos estabelecer na sociedade pós-moderna ou que talvez relegamos ao segundo lugar em nossa existência. No tempo da vida relacionamos com os deuses, os outros e conosco ou com o si mesmo, enquanto alguém. Porém, que espécie de relação identifica o sujeito na sociedade pós-moderna? Que tempo dedicamos aos relacionamentos em nossa existência?


10
fev

Modernidade e Ambivalência – Zygmunt Bauman

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA
CATARINA

Centro de Filosofia e Ciências
Humanas

Programa de Pós-graduação em
Sociologia Política

Disciplina: SPO 7007 –
Sociologia do Racionalismo

Semestre: 2008.2

Professor: Phd Carlos Eduardo
Sell

Acadêmico: Adhemar Tavares Vieira
Filho

 

 

Bauman, Zygmun, 1925-.
Modernidade e Ambivalência. Tradução Marcus Penchel. RJ: Jorge Zahar Editora,
1999, 334 pg..

 

 

Introdução

O livro inicia procurando
demonstrar os conflitos contra uma ambivalência que tem o bojo da desordem
lingüística, interpretado e refletido como [...]


06
fev

Breve Reflexão Sobre a Trajetória Intelectual de Johannes Kepler E AS FUNDAÇÕES DA ASTRONOMIA MODERNA

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC
O astrônomo e matemático alemão Johannes Kepler é notoriamente conhecido por elaborar as três leis dos movimentos planetários que revolucionaram toda uma cosmologia que vigorou desde aproximadamente o século II aos Seiscentos. Kepler, num período envolto em conflitos religiosos entre católicos e protestantes, lançou as bases da astronomia moderna interpretando os fenômenos celestes a partir de causas físicas. Advogou ao longo de sua vida a favor do heliocentrismo de Nicolau Copérnico em oposição ao geocentrismo aristotélico-ptolomaico. Partindo destes pressupostos, este trabalho pretende fazer uma breve reflexão sobre a trajetória intelectual de Johannes Kepler e as fundações da astronomia moderna. 

Palavras-Chave: Cosmologia. Geocentrismo. Heliocentrismo. Astronomia. Física. Conflitos Religiosos. Católicos. Protestantes. Kepler.


18
jan

Habermas e a Virada Linguística

Habermas e a Virada Linguística
Miguel Duclós
Originalmente apresentado para o CFH/UFSC (2007)
O livro Verdade e Justificação (1999), do filósofo alemão Jürgen Habermas, traz discussões que retomam e repensam, de certa forma, pontos de vista desenvolvidos em trabalhos anteriores. O Habermas de Mudanças estruturais da esfera pública (1962) e de Conhecimento e [...]


25
dez

Cântico das Criaturas

Ao discorrer sobre o “Cântico das Criaturas”, este trabalho não procura relatar fatos históricos e muitos menos fatos da vida de São Francisco, mas procura mostrar alguns apontamentos da experiência de Deus, que São Francisco viveu em si mesmo e na natureza que o rodeava.


09
dez

NUDEZ E VERGONHA

ALBERTO SIUFI
JUNIOR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro
Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Licenciatura em
Filosofia. Orientador: Prof. Adriano Volpini.

Que vergonha, estou nu! Nudez não é coisa simples, ela
aparece logo nas primeiras páginas da Biblia e de outros textos fundadores da
civilização, afirma Marcelo Bortoloti em sua reportagem para a revista Veja em
dezembro de 20081. A verdade é que se Ulisses, personagem de Homero,
naufragasse hoje e aparecesse nu diante de sua princesa Nausícaa assim como foi
relatado na Odisséia, ainda sentiria uma vergonha e um desconforto enorme. O
fato de ter passado mais de 2500 anos não mudaria a sensação de desconforto do
herói e, pelo contrário, sentiria uma culpa religiosa que não existia naqueles
tempos. O resultado de morder o fruto proibido é o sentimento da vergonha,
fraqueza e derrota diante de si mesmos e de Deus. Percebemos como é imoral
estar nu. Todos nós já sentimos vergonha por alguma coisa. E isso parece ser
normal. Quantas vezes não nos sentimos “nus” diante dos olhos dos outros? Este
sentimento de vergonha e pudor, é o que Dietrich Bonhoeffer identifica como a
indestrutível lembrança do ser humano da sua separação da origem, é a dor
decorrente desta separação e o desejo impotente de desfazê-la2. Perdemos
nossa essência original.


07
dez

A RELIGIÃO E O RISO

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ricardo Rose para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia no Centro Universitário Claretiano.

A idéia de escrever este ensaio sobre o tema da religião e do riso
me ocorreu há cerca de um ano, quando assisti no Youtube a um vídeo do
humorista americano George Carlin, falecido por aquela época. No filme, Carlin
faz uma engraça crítica à religião (Religion is bullshit -Religião é
besteira
), que arrancou muitas gargalhadas da audiência em Nova York. Ator,
humorista e comediante, George Carlin (1937­2008) sempre foi um grande crítico
do “American way of living” (o jeito americano de viver). Ridicularizava
o excessivo patriotismo dos americanos, seu impulso consumista e até o
exagerado engajamento ambiental. O maior alvo de Carlin, no entanto, sempre
foram as religiões; em tudo o que elas têm de autoritário, obscurantista e
fanático. O comediante era um ardoroso defensor da democracia, da liberdade
individual e dos valores seculares.

[...]
O trabalho A religião e o riso, abordará o tema
inicialmente em sua dimensão propriamente dita, descrevendo o significado do
riso e sua relação com a religião ao longo do tempo. O período considerado
neste estudo vai aproximadamente da Pré-História ao Renascimento, já que é
neste espaço de tempo que a influência da religião sobre as sociedades é mais
acentuada. O texto, entretanto, não esgota o assunto; apresenta apenas alguns
fatos e análises que caracterizaram a relação do riso com a religião durante
este período histórico.

Em seguida, serão descritos
alguns aspectos da relação entre a religião e o riso, sob ponto de vista
filosófico e cultural. É fato que pouquíssimos filósofos se ocuparam
especificamente do fenômeno do riso, menos ainda do riso em relação à religião,
o que fez com que as fontes de pesquisa para este trabalho fossem bastante
reduzidas e tivessem que ser encontrados subsídios em um universo bibliográfico
mais amplo e não dirigido exclusivamente para este tema. Assim, o estudo se
vale das contribuições de filósofos e escritores que abordaram o assunto da
religião sob um aspecto crítico, mas que também olharam além do simples
fenômeno religioso, tentando apontar-lhe outros significados. A análise
filosófica e cultural, todavia, não coincidirá necessariamente com os períodos
históricos focados, já que as informações disponíveis sobre a história da
religião e da filosofia, no que se refere ao riso, não são necessariamente de
períodos históricos coincidentes.

Ao
final o estudo apresenta uma conclusão, na qual se pretende demonstrar que a
crítica da religião, seja através do riso ou da argumentação, longe de ter como
alvo principal a divindade e sua instituição é, na realidade, um estudo crítico
da sociedade e do homem. Examinar o fenômeno religioso, seja sob que aspecto
for – inclusive o riso – é analisar o homem e sua cultura, tentando entendê-los
através de uma abordagem diferente.


30
nov

TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.

TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.
Felipe Luiz Gomes e Silva style='font-size:8.0pt;color:black'>

Resumo

O
objetivo deste texto é refletir sobre novos desafios e velhos dilemas presentes
na esfera do trabalho no século XXI: desemprego estrutural, precarização
laboral e apropriação da subjetividade humana pelo capital. Na década de 1970,
alguns pesquisadores brasileiros entendiam que a chamada "marginalidade
social" constituía, na realidade um enorme exército de reserva de força de
trabalho funcional ao processo de acumulação de capital; a “ocupação informal”
era entendida como uma forma peculiar de inclusão na divisão social do
trabalho. Mas, atualmente, para M. Davis (2006), os trabalhadores desempregados
da América Latina, por exemplo, compõem um vasto “proletariado informal”, o
qual não pode ser chamado de lumpesinato e muito menos de exército de reserva,
pois já não são reservas de nada. Para Robert. Castel (1998), os desempregados
são na realidade “desfiliados”, “supranumerários” e inúteis para o mundo
capitalista. A ideologia do progresso e da modernidade justificou que muitas
lutas de oposição à mercantilização das atividades humanas fossem destruídas
pelo avanço das forças produtivas do capital. Mas mesmo com a destruição das
lutas de resistência o que surpreende é que o desenvolvimento capitalista,
depois de pelo menos quatrocentos anos, não tenha assalariado a totalidade da
força de trabalho na economia-mundo. Dados atuais indicam que trabalhadores
tipicamente assalariados incorporados às cadeias mercantis mundiais abrangem
uma pequena parte da força de trabalho. A metade da população do mundo vive na
pobreza, com menos de US$ 2 por dia, são 3 bilhões de seres humanos. E segundo
a Organização Internacional do Trabalho, diante da atual crise do capitalismo,
serão adicionados mais de 50 milhões de desempregados no mundo; o acelerado
crescimento da indigência é a grande novidade do século XXI. Quem são os
miseráveis de ontem e os de hoje? O que fazer?
Palavras-chave: trabalho,
exclusão, pauperismo, proletariado, indigência.

style='font-size:6.5pt'> Professor Doutor
UNESP, campus de Araraquara, membro do Grupo de Pesquisa em História Econômica
e Social Contemporânea.
Endereço:
felipeluizgomes@terra.com.br


30
nov

ATUALIDADE DA FILOSOFIA ANTIGA

Uma questão se levanta: Uma filosofia antiga pode ser atual?

Poder-se-ia também formular este tema desta maneira: Como uma filosofia antiga pode ser ela atual?

Cumpre de plano esclarecer os conceitos.

Uma filosofia antiga é uma doutrina pertecendo a um passado longínquo, a uma época pretérita.


30
nov

Crer para quê? Crer em quê? Feuerbach anuncia a morte de Deus.

Este artigo é uma tentativa pessoal para um aprofundamento de Feuerbach, e principalmente em sua obra “Essência do Cristianismo”, onde está a religião como antropologia, isto é, ele faz uma redução da religião a antropologia, que os atributos divinos, são qualidades que o sujeito projeta nesse ser transcendental. Percebemos o homem como perfeito, pois a própria consciência é perfeita e ilimitada. E o homem percebendo compreende o ser absoluto chega a seu próprio conhecimento, sendo a religião encontro consigo mesmo. Assim a morte de Deus é anunciada, então Crer para quê? E Crer em quê? Mas chegando a conclusão que seu pensamento trouxe grandes contribuições, mas que a própria religião continua um mistério, e que não podemos justificar Deus, e que a modernidade teve foi um crescimento de grande fervor religioso, e que, portanto Deus continua vivo, e que a modernidade se percebeu mais ainda como uma dualidade de razão e fé, ou seja razão e desejo.

Palavras- Chaves: Feuerbach, Deus, Redução, Antropologia, Essência do Cristianismo, Filosofia, sujeito, transcendental, humano, animal, alienação e religião.


28
nov

O MÉTODO DE ANÁLISE EM DESCARTES – DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS À CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA DO CONHECIMENTO

Ebook de livro universitário de filosofia em versão digital enviada pelo autor.
Este livro discute a velha questão do método cartesiano a partir de uma perspectiva pouco explorada: a da tradição dos praticantes do méto-do de análise, solucionadores de pro-blemas matemáticos.
Após aproximar o modo de produção dos geômetras antigos e algebristas modernos ao de Descartes, o texto percorre a obra car-tesiana para mostrar como o filósofo se filia a essa tradição e de que forma constrói sua concepção metodológica.
Contrabalançando reflexões sobre o método e ilustrações de sua atu-ação, ganha sentido também a tese sobre a sua abrangência univer-sal.
Não há como negar uma visão diferente sobre a filosofia de Descartes.

César Augusto Bat-tisti é Doutor em Filosofia pela Uni-versidade de São Paulo (USP), tendo realizado parte de seus estudos na Université Paris VII, França (Doutorado-Sanduíche). Professor do Curso de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus de Toledo, possui trabalhos publicados e em fase de publicação sobre Descartes e sobre a história do método de a-nálise. Atualmente, está traduzindo o Monde de Descartes.


24
nov

A filosofia a partir da visão do aluno de escola pública

Esse trabalho tem uma pretensão de dizer os sentimentos dos alunos diante da filosofia na sala de aula. Ele acontece através de uma pesquisa na escola com os próprios alunos. Pois é uma preocupação de vários estudantes de filosofia o encontro com a sala de aula e como é um trabalho exigente, sacrificante, devido às grandes dificuldades, sejam elas políticas, educacionais, e culturais. Pode chegar ao absurdo em falar que não existe filosofia na escola pública e sair enumerando os problemas, mas não se apresenta propostas, e às vezes culpam os alunos dizendo que “eles não querem nada com a vida”. Esse trabalho realizado com os alunos mostra as dificuldades da filosofia na escola publica, mas fica perceptível que a filosofia é real, portanto viva na escola pública, e existe o desejo de aprofundamento por parte dos alunos.


08
nov

Aristóteles: Saber e Ciência – História da Filosofia na Antiguidade

a) Lógíca
α) Caráter geral da lógica, aristotélica. — Sobre o saber e a verdade, já muito tinha ensinado a Filosofia anterior a Aristóteles. Mas, é com êle que nasce uma Filosofia formal do saber, a lógica. Não se trata apenas do nascimento da lógica. Ela é, desde logo, estruturada de um modo tão classicamente perfeito, que, ainda hoje, os caminhos trilhados nessa matéria são os mesmos traçados por Aristóteles. É marcante, a este propósito, a palavra de Kant, de que a lógica, depois de Aristóteles, não podia, em nada, retroceder, mas também não podia dar mais nenhum passo para a frente. A Idéia fundamental da lógica está nos Analíticos. O simples título do livro já manifesta o caráter desta lógica: é uma análise do espírito. Como a anatomia decompõe o corpo humano nas suas partes integrantes, assim a lógica aristotélica, o pensamento e a linguagem do homem. Aristóteles foi o primeiro a ver que também o espírito tem a sua estrutura própria, consta de elementos e funções fundamentais e, a esta luz, pode ser estudado e descrito. Como últimos elementos se consideram — o conceito, o juízo e o raciocínio. Ainda hoje constituem os três mais importantes capítulas da lógica. E Aristóteles procura sempre, em seu estudo, descrever e dividir. Já na lógica se manifesta uma tal tendência. — examinar o mundo experimental nos seus variados aspectos, e ordenar e classificar o concreto. Mas Aristóteles determina as formas elementares do espírito por interesses não só teóricos, mas também práticos. Quer, ao mesmo tempo, fornecer o meio seguro e científico de pensar, provar e refutar. Isto se dá principalmente nos Tópicos e nos Elencos Sofísticos. Sua lógica é, assim, não somente teórica, mas também prática. E, .simultaneamente, também o preocupa a questão de saber até que ponto os nossos meios de pensamento não somente como instrumentos, formalmente considerados, estão bem ordenados, mas, também, se eles realmente captam o material do saber, que devem captar; i.é, a sua lógica não é somente formal, mas ainda material, sendo, também, uma teoria do conhecimento, como hoje se diz.


19
out

Com o progresso surgem as desigualdades

RESUMO

O estudo realizado aponta que a questão histórica da saída do homem do estado de natureza aconteceu a partir da própria evolução da espécie no tempo e no espaço geográfico e, não da necessidade em si de aperfeiçoar. Evolução adquirida através do progresso, da capacidade de perfectibilidade e da consciência ingênua do homem no estado de natureza. O marco definitivo para o pacto de desigualdade foi à propriedade privada.
Marcado pela efervescência de um movimento conhecido como iluminismo (época das luzes e evolução das ciências e das artes). Deste fato à grande importância da filosofia política e pedagógica escrita por Rousseau e sua grande repercussão em todo campo filosófico, principalmente dentre os contratualistas. Trás a tona o pensamento filosófico político do autor sobre “O Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens”. Para reparar a situação de desigualdade é importantíssima a educação de qualidade, à ação do educador frente ao progresso, deve ser a ação natural, que leva em considerações as peculiaridades da infância, a “ingenuidade e a inconsciência” que marcam a falta da razão adulta.

Palavras-chave: sociedade, desigualdade, estado de natureza, contrato social, educação.


18
out

Emil Cioran e a crítica ao pensamento utópico

A explanação do pensamento do filósofo Emil Cioran (1911-1995), apresentando a sua relevância para a intelectualidade contemporânea, é o fim a que se propõe este artigo. Tendo como ponto de partida as obras História e Utopia (1960) e Breviário de Decomposição (1949), sem deixar no esquecimento as demais obras do autor e entrevistas, se verá, nas linhas que se seguem, a idéia de que é na negação que o ser humano encontra a lucidez e que toda forma de utopia, toda crença no progresso, é vã. Desse modo, sendo Cioran, pensador romeno radicado na França, investigado no presente tratado, as inevitáveis críticas às instituições e ao pensamento sistemático e, inclusive, ou até principalmente, à tradição filosófica terão grande ênfase, na medida em que a própria subjetividade, o Nada, a Lucidez, o Tempo e a História vão sendo também estudados. Portanto, o lúcido Cioran, ao mesmo tempo um ser que passa pela experiência da insônia, sentindo a realidade que lhe fora revelada, a saber, a inércia, o anonimato, a negação e a Queda, emite crítica ao progressismo, ao utopismo, afirmando o mundo interior e não o exterior como fonte de lucidez. Se buscará aqui exprimir fielmente o pensar deste autor de suma importância não só para a contemporaneidade, porém para todas as eras.

Palavras-Chave: Insônia, Negação, Utopia, Progresso, Queda


17
out

A RELAÇÃO ENTRE O HUMANO E O DIVINO EM BLAISE PASCAL

Este artigo investiga a relevância do pensamento de Blaise Pascal (1623-1662), em especial ao seu conceito de superação do humano mediante a negação do mesmo, para o mundo pós-moderno. Traçando um paralelo entre a idéia de progresso de seu tempo e o conceito cristão de depravação da natureza humana pelo pecado, apresentou-se as implicações práticas do pensamento pascaliano para o mundo globalizado, que fomenta o abandono da religião e é otimista para com o saber científico.

Palavras-chave: Fé. Ciência. Humilhação. Superação. Milagres. Glória.


19
set

A primazia do uso consciente da tecnologia

Ao declararmos a primazia do uso consciente da tecnologia, é comum perceber entre a maioria das pessoas, a ausência de um despertar do sentido real intrínseco em tal declaração; e quando surge qualquer sinal de despertamento, manifesta-se um sentido equívoco de conceitos, ou seja, um sentido eivado de concepção mitológica do que seja “consciência” e “tecnologia”.


24
ago

REFORMA RELIGIOSA: UMA RUPTURA NO SEIO DO CRISTIANISMO

Este trabalho tem a finalidade de apresentar um resumo geral daquilo que ficou conhecido como
a Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica. Serão abordados de forma clara e sucinta os eventos que marcaram a ruptura da Igreja no início da Idade Moderna, tais como: a reforma luterana, calvinista e anglicana e a contra-ofensiva da Igreja Católica. Pretendemos mostrar que a Reforma não foi apenas uma consequência de rebeldia por parte de Martinho Lutero, que estava desconformado com os exageros praticados pela Igreja. Outros pensadores já teriam manifestado seus desejos por mudanças. Havia situações religiosas, políticas, sociais e econômicas que propiciaram um terreno fértil para a propagação das reformas religiosas através de Lutero, Calvino e Henrique VIII.


24
ago

DAVID HUME E O ENTENDIMENTO HUMANO EM RELAÇÃO À MORAL

David Hume
apresentou uma nova abordagem da moral diferente daquela apresentada pelos
filósofos racionalistas, sobretudo Kant. Baseado no empirismo britânico, Hume
mostrou que as ações morais são determinadas pelas paixões e não pela razão.
Segundo o filósofo, a razão deve servir e obedecer às paixões sem que haja
divergência entre ambas.


17
jul

QUEM TEM OUVIDOS

RESUMO do livro
QUEM TEM OUVIDOS de João Batista Mezzomo.
O presente livro é a exposição de uma idéia. A idéia exposta nos diz, entre outras coisas, que a Europa Ocidental é um ser orgânico, que se assenta e se nutre a partir de uma raiz dupla: por um lado ela é racional, pela raiz grega; por outro, ela é fundamentalista, pela raiz que se afunda em um passado envolto em névoas, mas cujo caminho até nós denominamos “tradição judaico-cristã”.


15
jul

Participação e democracia nos antípodas da República Brasileira: aproximações comparativas

O presente trabalho tenciona empreender um esforço comparativo entre dois momentos da história republicana brasileira – o momento de instauração da República, em 1889, englobando aí os primeiros anos do século XX; e o momento de constituição da república, dita nova, no período pós-constituição de 1988, quando o Brasil retorna à democracia formal. O intuito de tal empreita é o de fazer um balanço dos dois momentos históricos, focando a análise sobre a participação política prevista na ordem legal brasileira.


09
jul

RELAÇÃO ENTRE CLASSE E COR: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A ASCENSÃO SOCIAL DO NEGRO NO BRASIL

O presente trabalho apresenta uma
análise sobre a relação entre classe e cor no Brasil. A partir de constatações
cotidianas, dados estatísticos e pesquisa de bibliografia pertinente ao tema
proposto, busca-se aferir de que maneira a cor da pele influencia na mobilidade
e aceitabilidade social do elemento negro em nossa sociedade. Deste modo, duas
linhas de pensamento sobre a questão racial no Brasil são confrontadas. De um
lado, o pensamento “classicista”, que acredita que no país o preconceito social
é maior do que o preconceito racial. Por outro lado, para o chamado “pensamento
revisionista” sobre as relações raciais no Brasil, mesmo quando desfruta de uma
situação econômica privilegiada, o negro continua vítima de todo tipo de
preconceito. Destarte, tendo os dois paradigmas em questão como fulcro,
pretende-se apresentar algumas considerações sobre a situação do negro
brasileiro.


19
jun

É possível uma sociedade Justa?

Por meio desse texto, será possível refletir e opinar sobre problemas que envolvem o conceito “justiça”, trazendo a tona questões como: o que é justiça? Será que a consciência do justo é inata ou é apreendida por meio de convenções? A busca pela justiça é sempre justa? Ao seguir as leis, estamos necessariamente sendo justos? O que temos que levar em conta para julgar se algo é justo ou injusto? Quem é capaz de fazer esse julgamento?


04
jun

O agora e a apreensão do tempo na Física de Aristóteles

O ‘agora’, referido também pelos termos instante ou momento é algo que acompanha a definição de tempo como seu contrário e está presente na Física durante todo o tratado do tempo de Aristóteles; também aparece em vários aspectos do tempo. O texto mostra que o aspecto contrário da noção de agora em relação ao tempo é o que permite o conhecimento do tempo por limitação de um tempo
relativo a um movimento.


30
mai

O Papa, a Teodicéia e a questão Islâmica

Ensaio sobre questões envolvendo questões contemporâneas e as decisões do cardeal Ratzinger como papa.


30
mai

O Conhecimento Abstrativo em Duns Escoto

A procura pelo conhecimento necessário em um mundo dominado pela
contingência é o que caracteriza a filosofia de Duns Escoto. A ciência tal como
a conhecemos vulgarmente toma a probabilidade pelo todo, e é a desconstrução
desse tipo de conhecimento e o alcance de uma ciência verdadeira o intuito
deste filósofo medieval.


30
mai

De teístas, idólatras e ateus

É necessário admitir o efêmero (relativo) que tudo perpassa. Uma estrela tem um ciclo de existência de bilhões de anos; um carvalho chega fácil aos 500 anos e uma tartaruga pode viver 200 anos; o homem, em torno de 80 anos; uma pulga nasce, cresce, reproduz-se e morre em torno de 9 dias. Entretanto o Ser, de onde tudo provém, não tem tempo – é eterno. Incriado, não nasce nem perece.


28
mai

Nietzsche e o Futurismo Italiano

O Movimento Modernista Futurista deu-se no início do séc. XX, durante o
chamado período “entre guerras”. Nessa época, a civilização ocidental passava
por um constante crescimento industrial, principalmente na Inglaterra e nos
Estados Unidos.


15
mai

Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia – Deleuze e Guattari

Para Deleuze, o rizoma é
inter-relação entre os conceitos. O rizoma é o modelo de realização dos
acontecimentos, que tem espaços e tempos livres, onde os acontecimentos são
potencialidades desenvolvidas das relações entre os elementos do principio característico
das multiplicidades.

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