Filosofia e Ciências Humanas

empirismo

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Ricardo Ernesto RoseJornalista, autor, pós-graduado em sociologia e gestão ambiental. Graduado e pós-graduado em filosofia1.  A epistemologia evolutiva: suas origens e formação

 

Introdução

 Diógenes Laércio em seu Vida e opiniões de filósofos famosos escreve que o… Continue lendo

A SOCIOLOGIA EVOLUTIVA

Ricardo Ernesto Rose

Jornalista, Graduado em Filosofia, Pós-graduado em Gestão Ambiental e Sociologia

1. A Sociologia Evolutiva

1. a) O que é a sociologia evolutiva e qual sua relação com a sociologia clássica?

A sociologia evolutiva é ciência recente. Surgiu com este nome há cerca de trinta anos, como sucessora da sociobiologia. Esta nova área de estudos da sociologia tem sua base científica tanto nas ciências sociais, quanto nas biológicas e no neodarwinismo; a teoria da evolução de Darwin associada às descobertas genéticas de Mendel, chamada de síntese evolucionária moderna. A expressão foi proposta pelo biólogo Julian Huxley, em seu livro Modern Synthesis (Síntese Moderna) publicado em 1942. Outra disciplina associada à sociologia evolucionista é a psicologia evolucionista, igualmente fundamentada nos corolários teóricos do neodarwinismo e voltada para o estudo da mente humana.

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Cartas Filosóficas de Voltaire

 

CARTA XIII

Sobre Locke 7

Nunca houve, talvez, espírito mais sagaz, mais metódico, um lógico mais exacto do que Locke; não obstante, não era grande matemático. Nunca pudera submeter-se à fadiga dos cálculos nem à… Continue lendo

93. FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso (82).

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88. DECADÊNCIA DA ESCOLÁSTICA — SUAS CAUSAS — O precioso legado intelectual do grande século bem depressa se tornou estéril nas mãos de herdeiros degenerados. A começar do século XIV, a escolástica decaiu rápida e incessantemente. As correntes contrárias favorecidas pelas circunstâncias foram tomando incremento e vigor, até invadirem e ocuparem, de todo, o campo que ela outrora havia tão brilhantemente defendido.GUILHERME OCKHAM (1295-1349), por isso denominado Venerabilis inceptor. Inglês de origem e franciscano, estudou em Oxford, entre 1312 e 1318 e veio depois para Paris onde se imiscuiu em discussões políticas, advogando as pretensões regalistas de Felipe o Belo e mais tarde de Luiz de Baviera contra Bonifácio VIII. Conta-se que ao príncipe bávaro dirigiu um dia o frade as arrogantes palavras: Imperator, defendas me gladio, ego te defendam calamo. Continue lendo

Noções de História da Filosofia (1918)

Manual do Padre Leonel Franca.

CAPITULO III

TERCEIRO PERÍODO — (300 a. C. — 529 p. C.)

36. CARÁTER GERAL — Apesar dos esforços construtivos da escola estóica e epicuréia, este período assinala a… Continue lendo

Uma das grandes dificuldades apontada por diversos autores na psicologia é a construção de uma história desta ciência. A maneira mais simples consiste em descrevê-la em uma seqüência cronologicamente ordenada – porém não logicamente correta – no que se refere à análise dos problemas e tentativas de soluções. A perspectiva mais coerente focaria as questões isoladas, seguida das análises lógica e cronologicamente ordenadas das soluções que lhe foram propostas.

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Desde as origens da filosofia o problema do conhecimento sempre ocupou a maioria dos filósofos. O tema já era tratado pelos pensadores pré-socráticos, os quais, dada a maneira como abordavam o assunto, se dividiam entre racionalistas e empiristas. O racionalismo e o empirismo representam visões opostas na maneira de explicar como o homem adquire conhecimentos. A classificação em correntes de pensamento, evidentemente, foi realizada pelos pensadores posteriores, já que nem os gregos ou os medievais tinham clara a separação entre as duas tendências. Parmênides (cerca de 530

a.C. -460 a.C.) e os pitagóricos (século VI a.C.) concordam que além do conhecimento empírico existe também o racional, e é somente este último que efetivamente tem valor absoluto. Por outro lado, os sofistas Protágoras (480 a.C. -410 a.C.) e Górgias (480 a.C.375 a.C.) reconhecem somente o conhecimento sensível. Assim, como sabiam que as experiências eram falhas e que não eram as mesmas para todo e qualquer indivíduo, os sofistas concluíram pela rel Continue lendo

 

Francisco Nunes de Carvalho

Licenciado em Filosofia – fnunescarv@hotmail.com

 

O presente trabalho objetiva apresentar o processo histórico-filosófico de decadência da metafísica enquanto ciência sobre o mundo objetivo em sua totalidade – ciência do ser – na vertente de Aristóteles, relacionando-o à afirmação do sujeito cognoscente que se volta para si mesmo e estabelece a própria autonomia racional, o que ocorre na chamada Modernidade e atinge momento privilegiado em Immanuel Kant. Analisaremos assim a transição de uma racionalidade ontológica, típica da metafísica aristotélica do ser, a um pensamento centrado no problema gnosiológico como pressuposto para ulteriores desenvolvimentos filosóficos, inclusive na ética.

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David Hume apresentou uma nova abordagem da moral diferente daquela apresentada pelos filósofos racionalistas, sobretudo Kant. Baseado no empirismo britânico, Hume mostrou que as ações morais são determinadas pelas paixões e não pela razão. Segundo o filósofo, a razão deve servir e obedecer às paixões sem que haja divergência entre ambas. Continue lendo

A BUSCA DO CRITÉRIO DE MORALIDADE NA REFLEXÃO ÉTICA DE KANT

Francisco Nunes de Carvalho

Estudante de Filosofia – fnunescarv@hotmail.com

 

INTRODUÇÃO

Procuraremos aqui apresentar e discutir a busca do critério de moralidade na reflexão ética de Kant. Portanto, nossa… Continue lendo

CONSOLANDO O ESPECIALISTA1 PAUL FEYERABEND

University of California, Berkeley

Tradução de Octavio Mendes Cajado. Fonte: Atas do Colóquio Internacional sobre Filosofia da Ciência, Londres 1965

"Há anos venho enforcando gente, mas nunca vi tamanho estardalhaço." (Observação feita por Edward "Lofty"… Continue lendo

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares

Lição XVI

A METAFÍSICA DO RACIONALISMO

121. PONTO DE PARTIDA NO EU. — 122. MOVIMENTO, MATÉRIA E FÔBCA. — 123. O CALCULO INFINITESIMAL. — 124. A MONADA: PERCEPÇÃO E APETIÇÃO. — 125.… Continue lendo

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares

Lição XV

O RACIONALISMO

115.  BALANÇO  DO  EMPIRISMO  INGLÊS.   —  116.   CRÍTICA  DO   EMPIRISMO INGLÊS: A VIVÊNCIA COMO VEICULO DO PENSAMENTO.  — 117.  LEIBNIZ. — 118. VERDADES DE PATO E VERDADES DE… Continue lendo

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia Morente Lições Preliminares Lição XIV O EMPIRISMO INGLÊS 98. PSICOLOGISMO. — 99. LOCKE. — 100. AS IDÉIAS INATAS. — 101. A ORIGEM DAS IDÉIAS. — 102. ORIGEM PSICOLÓGICA. — 103. SENSAÇÃO E REFLEXÃO.— 104. QUALIDADES PRIMARIAS E SECUNDáRIAS. — 105. BERKELEY. — 106. — IMATERIALISMO. — 107. A REALIDADE COMO VIVÊNCIA. — 108. HUME. — 109. IMPRESSÕES E IDÉIAS. — 110. SUBSTÂNCIA. — 111. O EU. — 112. CAUSALIDADE, — 113. A «CRENÇA» NO MUNDO. — 114. POSITIVISMO METAFÍSICO Continue lendo

Curso de Filosofia – Régis Jolivet

INTRODUÇÃO GERAL

Art.    I.   NATUREZA   DA  FILOSOFIA

1.    O desejo de saber, fonte das ciências.

Todo homem, diz Aristóteles, está naturalmente desejoso de saber, isto é, o desejo de saber é inato; esse… Continue lendo

David Hume

David Hume (1711-1776) nasceu em Edimburgo, Escócia, no dia sete de maio. Seu pai era um fidalgo da aldeia de Chirnside, onde tinha um sítio chamado Ninewells. Lá Hume passou a infância. Aos três anos perdeu o pai.… Continue lendo

George Berkeley – (1685-1753) nasceu em Kilkenny, Irlanda do Sul. Foi o primogênito de seis filhos. Estudou em Dysert Castle. Aos onze anos estudou no colégio da cidade natal, onde há poucos anos fora aluno Jonathan Swift, autor do célebre… Continue lendo

John Locke (1632-1704) nasceu em Wrington, Inglaterra. Wrington fica perto de Bristol, de onde era a família de Locke. Eles eram burgueses, comerciantes. Com a revolução Inglesa de 1648, o pai de Locke alistou-se no exército. Locke estudou Continue lendo
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