Análise Histórico-Social do século XIX através da obra Helena de Machado de Assis

Análise Histórico Social do século XIX através da obra Helena de Machado de Assis Paula Daltro Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse. Friedrich Nietzsche           SUMÁRIO   … Ler maisAnálise Histórico-Social do século XIX através da obra Helena de Machado de Assis

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS FACES DAS DESIGUALDADES ENTRE OS SERES HUMANOS

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS FACES DAS DESIGUALDADES ENTRE OS SERES HUMANOS Francisco Fernandes Ladeira Especialista em: Brasil, Estado e Sociedade pela UFJF Email: [email protected] Resumo: O presente trabalho apresenta breves considerações sobre as diversas faces das desigualdades entre os seres humanos. Para as concepções clássicas, as desigualdades sociais estão relacionadas, sobretudo, à distribuição irregular da renda … Ler maisCONSIDERAÇÕES SOBRE AS FACES DAS DESIGUALDADES ENTRE OS SERES HUMANOS

D. PEDRO E D. MIGUEL – O DUQUE DE BRAGANÇA

Oliveira Lima D. PEDRO E D. MIGUEL * XLII /O DUQUE DE BRAGANÇA/em> Dom Pedro, mesmo quando nova e simplesmente Duque de Bragança, alimentou sempre uma íntima esperança de que o destino o não deixaria numa posição secundária, sem autoridade direta e efetiva. Só assim se pode explicar que não acedesse às propostas de Luís … Ler maisD. PEDRO E D. MIGUEL – O DUQUE DE BRAGANÇA

A TRASLADAÇÃO DOS RESTOS IMPERIAIS

Oliveira Lima A TRASLADAÇÃO DOS RESTOS IMPERIAIS Se eu fosse deputado — e nesta condicional não vai sombra de desejo — votaria contra a emenda autorizando a trasladação dos restos do Imperador e da Imperatriz de S. Vicente de Fora para a Catedral do Rio de Janeiro, isto é, obedeceria sem titubear ao aceno imperioso … Ler maisA TRASLADAÇÃO DOS RESTOS IMPERIAIS

O PAPEL DE JOSÉ BONIFÁCIO NO MOVIMENTO DA INDEPENDÊNCIA

Oliveira Lima O PAPEL DE JOSÉ BONIFÁCIO NO MOVIMENTO DA INDEPENDÊNCIA   Meus Senhores: O instinto popular raramente ou nunca se engana. As suas simpatias e antipatias distribuem-se com eqüidade. Não se fêz preciso que os estudiosos do passado, acobertando-se com a indulgência da distância no tempo, proclamassem Dom João VI um rei benemérito. O … Ler maisO PAPEL DE JOSÉ BONIFÁCIO NO MOVIMENTO DA INDEPENDÊNCIA

ROBERT SOUTHEY – por Oliveira Lima

ROBERT SOUTHEY por Oliveira Lima Entre os escritores estrangeiros que para nós voltaram sua atenção e de nós se ocuparam desde que temos história, nenhum possui mais justificados títulos à admiração e gratidão nacionais do que Robert Southey, o bem conhecido autor, afora diversos outros trabalhos relativos a Portugal e à América do Sul, de … Ler maisROBERT SOUTHEY – por Oliveira Lima

Processo de independencia do brasil e Primeiro Reinado – História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

 

CAPÍTULO XIV

A independência nacional

"Já podeis, da pátria filhos, Ver contente a Mãe gentil; Já raiou a Liberdade No horizonte do Brasil. Brava gente brasileira, Longe vá temor servil! Ou ficar a Pátria livre, Ou morrer pelo Brasil!"

(Do Hino Nacional Brasileiro.)*.

Os acontecimentos dos últimos meses haviam abalado e transformado tão completamente a disposição constitucional interna dos reinos unidos de Portugal e Brasil, que, antes de prosseguirmos na nossa narração histórica, se torna absolutamente necessário recordarmos o estado atual das coisas políticas.

Um rápido golpe de vista bastará.

O antigo absolutismo pesava desde séculos sobre todo o desenvolvimento do Estado, pelo que tudo, até nos mais extremos ramos da administração, estava intimamente impregnado pela revolução, que irrompia repentinamente; e sobre os seus destroços devia surgir uma nova ordem constitucional de coisas, que tornasse possível ao povo tomar realmente parte nas mais diversas esferas da vida do Estado.

Semelhante missão não se resolve facilmente, nem depressa, pois para a sua resolução era ao mesmo tempo necessária uma regeneração do povo; de um lado, tanto como do outro do Atlântico, foi preciso que primeiro, durante anos, se travassem duros combates, antes que se firmassem seguros alicerces, e, para a geral satisfação, nada mais que as formas externas da nova Constituição; porém, sob essa estrutura, escondia-se ainda, especialmente nos círculos inferiores da vida do Estado, o antigo sistema inalterado.

"No Brasil continuava apenas o velho regime português".

A princípio, de fato, deu-se somente pouca atenção, no lado brasileiro, à parte liberal da nova organização do Estado; é que o antagonismo nacionalista, que lavrava entre ambos os povos irmãos, de aquém e de além-mar, a relegava ao segundo plano. Antes de tudo importava, pois, a posição política de ambas essas partes do reino, uma para com a outra.

* Os versos de Evaristo da Veiga colocados à guisa de moto neste capítulo e para os quais D. Pedro I escreveu a música, nunca tiveram o caráter de hino nacional brasileiro, pelo menos oficialmente. Ê possível, contudo, que, até o aparecimento do belo hino de Francisco Manuel da Silva, o que ocorreu para celebrar a abdicação do primeiro Imperador, em 1831, fosse, de fato, o hino de Evaristo-D. Pedro I freqüentemente tocado em cerimônias oficiais. Possível, escrevemos, porque nada há documentado a respeito. Atualmente essa composição é conhecida como Hino da Independendo. (O.N.M.).

 

A ascendência da democracia e do nacionalismo na Europa – (1830-1914)

Capítulo 24

A ascendência da democracia e do nacionalismo

(1830-1914)

Após as revoluções de 1830, muitas nações do mundo ocidental experimentaram um renascimento da democracia.    Na Europa, a Grã-Bretanha tomou a dianteira, mas a França, a Alemanha, a Suíça, a Holanda,  a  Bélgica e a  Itália não  lhe  ficavam muito atrás.  Por último, até a Espanha, a Turquia      e os reinos balcânicos adotaram pelo menos certas formas de governo democrático. O que interessava à maioria desses países era a democracia governamental e política, tipificada pelos parlamentos, pelo sufrágio universal masculino e pelo governo de gabinete. Somente ao aproximar-se o fim do período foi que se começou a pensar a sério na democracia social ou econômica. Havia o temor natural de que ela constituísse uma grave ameaça para a posição da aristocracia hereditária ou obrigasse os tubarões da indústria a devolver uma parte das suas riquezas em proveito dos desfavorecidos.

A Revolução Industrial dos séculos XIX e XX

Tributação dos rendimentos pessoais nos eua em 1949

EDWARD   McNALL   BURNS
PROFESSOR DE  HISTÓRIA  DA  RUTGERS  UNIVERSITY

HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL
Volume II

Tradução de LOURIVAL GOMES MACHADO, LOURDES SANTOS MACHADO e LEONEL VALLANDRO

 

1. O COMPLEXO DE CAUSAS

A Revolução Industrial nasceu de uma multiplicidade de causas, algumas das quais são mais antigas do que habitualmente se pensa. Talvez convenha considerar em primeiro lugar os aperfeiçoamentos iniciais da técnica. As maravilhosas invenções dos fins do século XVIII não nasceram já completas, como Minerva da testa de Júpiter. Pelo contrário, já desde algum tempo havia um interesse mais ou menos fecundo pelas inovações mecânicas.[..]

O ESPÍRITO LIBERAL E O ESPÍRITO CONSERVADOR. A EUROPA DE 1820 A 1848

Liberais e Conservadores

A revolução de 1820 e a Vilafrancada

A arma da Santa Aliança foi a intervenção aplicada às nações que davam mostras de querer dotar-se de instituições liberais. Em Nápoles intervieram os austríacos para derrubar a constituição imposta ao rei. No Piemonte um movimento análogo foi abafado, instalando-se em Turim uma guarnição austríaca e sendo dizimados os patriotas lombardos. Foi nessa ocasião que Sílvio Pelico, por haver celebrado a liberdade, foi condenado a 15 anos de “cárcere duro”, onde, no isolamento e na tortura da alma, escreveu esse livro patético — Minhas Prisões, que, no dizer de um historiador, preparou uma nova geração de patriotas italianos, essa geração que em 1846 julgaria encontrar no papa Pio IX o centro da independência nacional e um fator decidido da liberdade na Europa, e que, desiludida dessa esperança que eles próprios destruíram por seus excessos, se lançaram com Mazzini e Garibaldi no caminho da revolução sem tréguas.

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA, o Moço

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA (Bordéus, 1827-1886) é vulgarmente cognominado o Segundo ou o Moço, para diferençar-se do seu tio e homônimo, patriarca da nossa Independência. Estudou primeiramente a Matemática na antiga Escola Militar do Rio, depois o Direito em São Paulo, onde se formou. Foi provido numa cadeira jurídica da Faculdade do Recife, e, tendo encetado a sua carreira parlamentar na Assembléia provincial de São Paulo, em 1860, chegou a senador, e foi ministro de estado duas vezes, numa das quais apenas sete dias. Depois recusou a presidência do Conselho.

Filosofia política e jurisprudência na Idade Moderna – História Universal

CAPÍTULO XXXI

Filosofia, política e jurisprudência

Tão singulares desconcertos, que se sucederam à vista dos homens, necessariamente desviaram sua atenção das vãs abstrações, para a fixar sobre a realidade poderosa, e lhes fazer aplicar a moral, não mais unicamente ao indivíduo, mas à sociedade, para procurar as regras, descobrir as causas, apreciar o direito dos acontecimentos cuja bulha enchia o mundo.

A Revolução Francesa (1789-1799) – História da Civilização Ocidental

revolução francesa

A Era da Revolução

PROFUNDAS modificações assinalam a história política da última parte do século XVIII. Esse período assistiu à agonia do sistema peculiar de governo e de estruturação social que se desenvolvera na época dos déspotas. Na Inglaterra tal sistema se achava praticamente abolido por volta de 1689, mas ainda persistia em outras partes da Europa, ossificando-se e corrompendo-se cada vez mais com o passar dos anos. Floresceu em todos os países maiores sob a influência combinada do militarismo e da ambição, por parte dos monarcas, de consolidai em o seu poder a expensas dos nobres. Mas quase não houve lugar em que se apresentasse sob uma forma tão abominável como na França, durante o reinado dos três últimos Bourbons. Luís XIV foi a encarnação suprema do poder absoluto. Seus sucessores, Luís XV e Luís XVI, arrastaram o governo aos derradeiros extremos da extravagância e da irresponsabilidade. Além disso, os súditos desses reis eram bastante esclarecidos para sentirem vivamente os seus agravos. Não é de estranhar, portanto, que a França tenha sido o teatro de violenta sublevação para derribar um regime que desde muito vinha sendo odiado e desprezado pelos cidadãos mais inteligentes do país. Não estaremos muito errados sr interpretarmos a Revolução Francesa como o clímax de um século cie oposição que tomara corpo pouco a pouco, oposição ao absolutismo e à supremacia de uma aristocracia decadente.

Resumo completo de História do Brasil até o fim da escravidão

Marechal deodoro da fonseca

Descobre-se uma nova terra

 

ERA
um
domingo festivo. Na praia do Restelo, em Portugal,
apinhava-se uma multidão variegada e entusiasta, que contemplava
com orgulho os mastros de uma numerosa esquadra, prestes a partir para as
índias, afim de levar o Evangelho aos povos do Oriente, combater os mouros c
negociar especiarias.

Celebrava-se uma
missa solene, na ermida
da
praia. Lá estavam, na tribuna de honra, o próprio rei, D. Manuel, o Venturoso,
o
almirante da esquadra a partir, Pedro Álvares Cabral e o bispo de Ceuta, D. Diogo de Ortiz. O bispo benze um
estandarte, que o rei entrega ao almirante.

Forma-se depois
um cortejo solene, em que se vêem padres e frades, cantando, carregando cruzes
e relíquias, oficiais da armada e o povo contente, barulhento, aplaudindo os
atrevidos marinheiros, que partiam a alargar os domínios de Portugal. Levam o
almirante e os seus homens até a praia, onde embarcam.

Mas só no dia
seguinte, 9 de março de 1500, parte aquela esquadra de dez caravelas e três
navios de transporte. Vai às índias, seguindo o caminho que Vasco da Gama já
devassara. Aventuram-se as naus pelo "mar de largo", isto é, oceano
afora. Desviam-se, porém, de seu roteiro. Para fugir às calmarias, prejudiciais à
navegação? Ou obedecendo a instruções secretas e propósitos determinados?
Discute-se ainda hoje o caso.

O IMPÉRIO – PRIMEIRO REINADO e PERÍODO REGENCIAL.

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

O IMPÉRIO. PRIMEIRO REINADO.

Reconhecimento da Independência

Proclamada a Independência e estando o Brasil com suas finanças arruinadas e política agitada, teve o Imperador que enfrentar não poucas dificuldades para pôr ordem no estado de coisas reinante.

Ao mesmo tempo, na política internacional deveria dar o primeiro e decisivo passo que consistia no reconhecimento de sua independência pelas outras nações e, principalmente, por Portugal.

Na Inglaterra, como encarregado dos negócios brasileiros, mesmo antes da separação, encontrava-se Felisberto Caldeira Brant Pontes, futuro marquês de Barbacena, que gozava de boa e firme reputação naquele país.

Regência Trina Interina, Regência Trina Permanente, Regência Una, Abdicação de D. Pedro I, Código Penal, Constituição de 1824, Fundação dos Cursos Jurídicos, Reconhecimento da Independência

ALTERNATIVAS PARA UMA NOVA ESQUERDA

maravilhas das antigas civizações

Resumo:
O
artigo em questão apresenta algumas colocações sobre a esquerda política. O
conteúdo exposto abrange a origem histórica do termo esquerda, no final do
século XVIII, e suas posteriores acepções ao longo dos anos. Durante um período
considerável as ideias marxistas foram predominantes no pensamento de esquerda.
Esta postura ideológica, de certa forma, prejudicou as ações de seus
militantes, limitando o discurso esquerdista à luta de classes e à revolução
socialista. As profundas transformações político-econômicas ocorridas nas
últimas décadas, como o colapso do comunismo soviético e a crise financeira
capitalista, colocam novas questões para a esquerda global. Deste modo, a
partir do confronto de ideias presentes nas obras de importantes intelectuais,
buscam-se apresentar possíveis alternativas para os movimentos esquerdistas neste
início de século.  

           

Palavras-chave: esquerda; socialismo;
Marx; marxismo; União Soviética.

INDIVÍDUO, LIBERDADE, IGUALDADE E ECONOMIA: COMO AJUSTAR ESSAS NOÇÕES EM PROL DA CULTURA DA VIDA?

maravilhas das antigas civizações

INDIVÍDUO, LIBERDADE, IGUALDADE E ECONOMIA: COMO AJUSTAR ESSAS NOÇÕES EM PROL DA CULTURA DA VIDA? Thiago Felipe Sebben           A proposta desse texto é, a partir da análise das ideias contidas no texto O indivíduo e a liberdade, do autor Georg Simmel, trazer apontamentos para a superação do problema ético/moral/econômico que floresceu juntamente com … Ler maisINDIVÍDUO, LIBERDADE, IGUALDADE E ECONOMIA: COMO AJUSTAR ESSAS NOÇÕES EM PROL DA CULTURA DA VIDA?

EL-REI – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

Dom João VI no Brasil de Oliveira Lima

D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPÍTULO XXIV EL-REI Para bem se aquilatar da parte preponderante que de fato pertencia a Dom João VI no governo, do quanto pesava sobre a administração sua influência pessoal, é mister salientar a circunstância de que, exatamente ao transpor a culminância do seu reinado americano, o monarca … Ler maisEL-REI – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA. OS INTERESSES AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

Dom João VI no Brasil de Oliveira Lima

D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPITULO XVIII – ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA. OS INTERESSES AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS Mercê de uma crítica sentimental mais do que de um discernimento, exercido como é o critério à distância dos acontecimentos históricos analisados e, no geral, sem exame judicioso dos fatos e menos ainda dos documentos, tem-se … Ler maisADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA. OS INTERESSES AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

NO CONGRESSO DE VIENA – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

Dom João VI no Brasil de Oliveira Lima

D. João VI no Brasil – Oliveira Lima CAPITULO XII– NO CONGRESSO DE VIENA Apesar de ter como principal representante no Congresso de Viena um diplomata do tino de Palmela e da gestão dos seus negócios estrangeiros somente sair das mãos experimentadas de Aguiar para cair nas mãos hábeis de Barca, Portugal, conquanto recebesse todas … Ler maisNO CONGRESSO DE VIENA – D. João VI no Brasil – Oliveira Lima

UM RETRATO DO IMPERADOR (Dom Pedro I)

UM RETRATO DO IMPERADOR
Paulo Setúbal

Dos “Ensaios Históricos”

Tema do mais vivo interesse, que ainda
não tentou a análise da psiquiatria brasileira, mas tema altamente fascinante,
e, ao mesmo tempo, valiosíssima contribuição histórica, seria o estudo, através
de determinantes genealógicos, da individualidade complexa e sedutora desse
irregular D. Pedro I, fundador do império do Brasil. Um psiquiatra de talento,
modernizado, sabendo escrever com agilidade e cor, faria, sem dúvida, dessa
tese, ainda virgem, uma encantadora página de literatura e ciência. Trabalho
penoso, trabalho de esforço e paciência, é certo. Mas que precioso trabalho,
precioso e belo, não seria o de se fixar, através das heranças mentais e dos
atavismos acumulados, a estrutura psicológica desse monarca ardente. Descarnar,
através das taras, dos estigmas, dos legados mórbidos dos avós, os componentes
da alma bravia, da alma desordenada, desse iletrado e desse iluminado, desse
vulgar e desse genial, desse aristocrata e desse plebeu, desse absolutista e
desse liberal, desse piedoso e desse erótico, que foi, ao mesmo tempo, em
contrastes chocantes, aquele galhardo imperador do Brasil.

Capítulo IV – O PRIMEIRO MINISTÉRIO E AS PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS – D. João VI no Brasil, – Oliveira Lima

O PRIMEIRO MINISTÉRIO E AS PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS Capítulo IV de D. João VI no Brasil, de Manuel de Oliveira Lima. É axiomático que, tendo acabado por francamente repudiar a tutela francesa que lhe andara imposta pelos acontecimentos, e proclamar sem rebuço suas sinceras predileções britânicas, o príncipe regente, ao organizar o seu primeiro ministério brasileiro, … Ler maisCapítulo IV – O PRIMEIRO MINISTÉRIO E AS PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS – D. João VI no Brasil, – Oliveira Lima

ASSIS BRASIL E A CONSTITUIÇÃO DE 1891: UM LIBERAL NA REPÚBLICA

ASSIS BRASIL E A CONSTITUIÇÃO DE 1891: UM LIBERAL NA REPÚBLICA Ida Duclós Originalmente apresentado na FFLCH/USP INTRODUÇÃO O pensamento político de Assis Brasil faz a ligação entre o liberalismo do Império e o da República Velha. Seu trajeto coloca em evidência as dificuldades que esta corrente política enfrentou, lidando com a ambiguidade do autoritarismo, … Ler maisASSIS BRASIL E A CONSTITUIÇÃO DE 1891: UM LIBERAL NA REPÚBLICA

Matizes da Democracia

maravilhas das antigas civizações

MATIZES DA DEMOCRACIA Cesar Augusto Duarte Ramoshttp://allmirante.blogspot.com A democracia é estratégia provinda da Grécia antiga. Por longo período ela permaneceu apenas nos pergaminhos. Em Florença foi trancada a sete chaves. Seu resgate deu-se na Inglaterra do século XVIII. Até então os reis personificavam todo o poder, inclusive o “divino”. Ao implementar a solução de John … Ler maisMatizes da Democracia

Moral Social – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo  Segundo MORAL  SOCIAL 295 A Moral social tem por finalidade solucionar os problemas morais, que se referem aos três graus da vida social, a saber: a sociedade doméstica, a sociedade civil e a sociedade internacional. ART. I.    NOÇÃO DE SOCIEDADE 1.       Definição. — Geralmente, uma sociedade humana é … Ler maisMoral Social – Curso de Filosofia de Jolivet

John Locke – biografia e pensamentos

John Locke (1632-1704) nasceu em Wrington, Inglaterra.
Wrington fica perto de Bristol, de onde era a família de Locke. Eles eram burgueses, comerciantes. Com a revolução Inglesa
de 1648, o pai de Locke alistou-se no exército. Locke estudou