O FIM DA FILOSOFIA E A ESSÊNCIA DA TÉCNICA NA MODERNIDADE

O FIM DA FILOSOFIA E A ESSÊNCIA DA TÉCNICA NA MODERNIDADE Márcio J. S. Lima – [email protected] ¹ O fim da filosofia na era moderna é uma temática tratada por Heidegger em sua conferência intitulada O fim da filosofia e a tarefa do pensamento. Para ele, o fim da filosofia enquanto fim da metafísica é … Ler maisO FIM DA FILOSOFIA E A ESSÊNCIA DA TÉCNICA NA MODERNIDADE

DESCARTES: A METAFÍSICA SOB O JUGO DA RAZÃO

Resumo: Vamos mostrar que Descartes é produto de um momento histórico em que havia uma crise hegemônica pela qual a racionalidade burguesa ainda não se afirmara de todo e a metafísica escolástica ainda não houvera perdido totalmente a sua hegemonia, embora a tivesse significativamente debilitada. Ou seja, ele estava, teórica e metodologicamente, em um rito de passagem entre a velha ordem que vinha sendo desconstruída pelas prática e ideologia burguesas e a nova ordem burguesa em processo de construção. O método por ele proposto pode aparentar uma conciliação entre o velho e o novo, mas, a rigor, por meio de uma prudente e sofisticada sutileza, ele se posiciona contra a velha ordem e a favor da nova. Contra o fundamentalismo religioso ainda então vigente e a favor do racionalismo científico de natureza burguesa.

Giambattista Vico

Vico Tradução de Miguel Duclós do verbete da wiki-en. Giovan Battista (Giambattista) Vico (23 Junho de 1668 – 23 Janeiro de 1744) foi um filósofo político, retórico, historiado e jurista italiano. Ele criticou a expansão e o desenvolvimento do racionalismo e fez uma apologia da antiguidade clássica. Vico é mais conhecido pela sua obra-prma, a … Ler maisGiambattista Vico

Charles Pinot Duclos

Charles Pinot Duclos

Charles Pinot Duclos Traduzido do verbete da Wiki-Fr. por Miguel Duclós para o Consciencia.org   Charles Pinot Duclos. Pastel por Maurice Quentin de La Tour. Saint-Quentin, Museu  Antoine Lécuyer. Charles Pinot Duclos, nascido em Dinan, na Bretanha em 12 de fevereiro de 1704 e morto em Paris em 26 de março de 1772, foi um escritor e historiador francês.    … Ler maisCharles Pinot Duclos

O PROBLEMA FILOSÓFICO DO OUTRO

Sobreleva-se cada vez mais uma Filosofia menos pretensa, ou melhor, menos sistematizada e mais aberta ao diferente.[1] Nosso intento neste ensaio filosófico, não quer ser mais do que insinuações. Até porque, pensamos nós, não são as respostas prontas e acabadas que movem a investigação filosófica. São os problemas, os buracos, as crises, que caracterizam a natureza do pensamento filosófico. Se por um lado, vemos as filosofias, as quais buscam sistematizar o total da existência humana entrar em declínio. Por outro lado, vemos emergir no horizonte da reflexão filosófica, a possibilidade de se pensar o outro, o diferente sem conceitualizá-lo.

Rousseau e a liberdade

Rousseau e a liberdade Pedro Soares de Oliveira neto* Resumo: O artigo tem como objetivo demonstrar que o conceito de liberdade fundamentado por Rousseau é a origem da degeneração do homem; Fazendo uma releitura do seu clássico “A origem da desigualdade entre os homens”. Palavras-chave: Jean-Jacques Rousseau; Liberdade; Estado Natural; Sociedade; Propriedade. * Licenciado e … Ler maisRousseau e a liberdade

O modelo político de Aristóteles e o de Hobbes

Há uma grande diferença entre o modelo político aristotélico e o modelo jusnaturalista ou hobbesiano. A diferença entre ambos os modelos políticos é baseada em divergentes maneiras de ver o homem e sua relação com seus semelhantes, intermediada pela cultura e pelo Estado.

RELIGIÃO – verbete do Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados RELIGIÃO – Definição do que é religiã Primeira questão sobre religião O bispo de Gloucester, Warburton, autor de uma das mais sábias obras até hoje escritas, exprime-se assim, pág. 8, tomo 1.°: "Uma religião e uma sociedade que não se fundam na crença de uma outra vida necessitam … Ler maisRELIGIÃO – verbete do Dicionário Filosófico de Voltaire

O que são PRECONCEITOS – Dicionário Filosófico

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados PRECONCEITOS O preconceito é uma opinião sem julgamento. Assim, em toda a terra, inspiram-se às crianças todas as opiniões que se desejam, antes que elas possam julgá-las. Há preconceitos universais necessários, que constituem a própria virtude. Em todo país ensina-se às crianças a reconhecer um deus recompensador e … Ler maisO que são PRECONCEITOS – Dicionário Filosófico

MILAGRES – Dicionário de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados MILAGRES Um milagre, pela força da palavra, é uma coisa admirável. No fundo, tudo é milagre. A ordem prodigiosa da natureza, a rotação de cem milhões de globos em torno de milhões de sóis, a actividade da luz, a vida dos animais, são milagres perpétuos. Segundo as ideias … Ler maisMILAGRES – Dicionário de Voltaire

Da LIBERDADE – Diálogo Filosófico por Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados Da LIBERDADE (Dois Interlocutores) A — Eis uma bateria de canhões que dispara aos nossos ouvidos; tens a liberdade de ouvi-la ou deixar de ouvi-la? B — Decerto que não. A — Gostarias que esse canhão te levasse a cabeça, a de tua mulher e de tua filha, … Ler maisDa LIBERDADE – Diálogo Filosófico por Voltaire

IGUALDADE no Iluminismo de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados IGUALDADE Voltaire. Que deve um cão a um cão e um cavalo a um cavalo? Nada. Nenhum animal depende do seu semelhante. Mas para o homem, que recebeu esse raio da Divindade que se chama razão, qual o fruto? Ser escravo em quase toda a terra. Se o … Ler maisIGUALDADE no Iluminismo de Voltaire

O Que é Guerra? Dicionário de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados GUERRA É sem dúvida uma bela arte essa que desola os campos, destrói as habitações e faz perecer num ano quarenta mil homens sobre cem mil. Tal invenção foi primeiro cultivada pelas nações congregadas por um interesse comum; por exemplo, a dieta dos Gregos declarou à dieta da … Ler maisO Que é Guerra? Dicionário de Voltaire

CRISTIANISMO – Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados CRISTIANISMO Investigações históricas sobre o Cristianismo — Vários sábios notaram, com surpresa, não encontrar no historiador José nenhum vestígio da existência de Jesus Cristo, pois todo mundo concorda que a pequena passagem, onde ele alude ao assunto na sua História, é interpolada. O pai de José devia ter … Ler maisCRISTIANISMO – Dicionário Filosófico de Voltaire

Definição de Bibliotecas pelo Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados BIBLIOTECAS Uma grande biblioteca tem isto de bom: espanta a quem a contempla. Duzentos mil volumes desencorajam um homem tentado a fazer-se imprimir; mas infelizmente ele diz logo a si mesmo: "Não se lêem esses livros, mas poderão ler-me". Compara-se à gota de água que pranteava a fatalidade … Ler maisDefinição de Bibliotecas pelo Dicionário Filosófico de Voltaire

ATEU, ATEÍSMO – Definição de Voltaire no seu Dicionário

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados ATEU, ATEÍSMO O que outrora possuísse o segredo de uma arte corria o risco de passar por feiticeiro; toda a nova seita que aparecesse era acusada de degolar crianças durante a celebração de seus mistérios. E todo o filósofo que abandonasse a gíria da Escola era acusado de … Ler maisATEU, ATEÍSMO – Definição de Voltaire no seu Dicionário

AMOR-PRÓPRIO – segundo o filósofo Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados AMOR-PRÓPRIO Um mendigo dos arredores de Madrid esmolava nobremente. Um transeunte disse-lhe: "— Você não tem vergonha de se dedicar a este ofício infame, quando pode trabalhar?" "— Senhor — responde o pedinte — pedi-vos dinheiro, não conselhos"; e voltou-lhe as costas com toda a dignidade castelhana. Era … Ler maisAMOR-PRÓPRIO – segundo o filósofo Voltaire

Sobre o AMOR – Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire – verbetes selecionados AMOR Amor omnibus idem 1. Temos que recorrer a uma imagem física: é o estofo da natureza bordado pela imaginação. Se quiseres ter uma ideia do amor, vai ver os pardais e os pombos do teu jardim; repara no touro que levam à tua novilha; olha para esse … Ler maisSobre o AMOR – Dicionário Filosófico de Voltaire

O que é Amizade? Dicionário de Voltaire

AMIZADE Éum contrato tácito entre duas pessoas sensíveis e virtuosas. Digo sensíveis, porque um anacoreta, um solitário, pode não ser mau e, no entanto, viver sem conhecer a amizade; virtuosas, porque os maus têm apenas cúmplices, os voluptuosos, parceiros da devassidão, os interesseiros, sócios. Os políticos congregam facciosos, o comum dos homens ociosos têm apenas … Ler maisO que é Amizade? Dicionário de Voltaire

PRÓLOGO DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES DE VOLTAIRE

VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES PRÓLOGO (Trechos) QUEREIS, enfim, dominar o tédio que vos causa a história moderna, desde a decadência do império romano, e obter uma ideia geral das nações que habitam e afligem a terra? Não procureis nessa imensidade senão o que merece ser conhecido: o … Ler maisPRÓLOGO DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES DE VOLTAIRE

Dos Normandos no século IX – VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES

VOLTAIRE – DO ENSAIO SOBRE OS COSTUMES E O ESPÍRITO DAS NAÇÕES

CAPÍTULO XXV

Dos Normandos no século IX

Estando tudo dividido 1, tudo redundava em desgraça e fraqueza. Tal confusão abriu passagem aos povos da Escandinávia e aos habitantes das margens do mar Báltico. Esses bárbaros, bastante numerosos, não tendo para cultivar senão terras estéreis, não possuindo manufacturas e privados das artes, procuravam uma oportunidade para expandir-se longe da pátria. O banditismo e a pirataria lhes eram necessários, como a carnificina aos animais ferozes. Na Alemanha, chamavam-nos Normandos, homens do Norte, sem distinção, como dizemos ainda, generalizando, os corsários da Barbaria. Desde o século IV eles se misturavam às vagas dos outros bárbaros que levavam a desolação até Roma e a África. Vimos que, com os movimentos tolhidos e sob controle no reinado de Carlos Magno, temeram a escravidão. A partir da época de Luís, o Bonachão, puseram-se a deslocar-se e a incursionar pelas regiões vizinhas. As florestas que abundavam em suas terras forneceram-lhes madeira suficiente para a construção de barcos de remo e a duas velas, com capacidade para cem homens, com suas provisões de cerveja, biscoitos, queijo e carne defumada. Assim equipados, faziam-se ao mar, costeando as terras, desembarcando onde não encontravam nenhuma resistência e regressando com o fruto da pilhagem, que repartiam em seguida, de acordo com as leis do banditismo, tal como se pratica na Barbaria. No ano 843 penetraram na França pela embocadura do Sena e saquearam a cidade de Ruão. Outra frota entrou pelo Loire e devastou tudo até a Touraine. Levavam consigo os homens, para servirem de escravos, apoderando-se até das crianças, para ensinar-lhes a arte da pirataria. O gado, os móveis, tudo carregavam. Vendiam, às vezes, numa costa, o que haviam pilhado em outra. Seu bom êxito inicial excitou a cupidez dos seus compatriotas indigentes. Os habitantes das costas germânicas e gaulesas a eles se juntaram, do mesmo modo como tantos renegados da Provença e da Sicília tinham servido nos navios da Argélia.

PRECONCEITOS – Dicionário Filosófico de Voltaire

voltaire

Preconceitos históricos

A maior parte das histórias formaram-se sem exame e tal crença é um preconceito. Fabius Pictor conta que vários séculos antes de ele existir, uma vestal da cidade de Alba indo buscar água com seu jarro, foi violada e deu a luz a Rómulo e Remo, sendo eles alimentados por uma loba, etc. O povo romano acreditou nessa fábula; não examinou, absolutamente, se naquele tempo havia vestais no Lácio; se era verossímil a filha de um rei sair do convento com seu jarro; se era provável uma loba aleitar duas crianças em lugar de devorá-las. O preconceito firmou-se.

Que é a virtude? Dicionário Filosófico de Voltaire

VIRTUDE Dicionário Filosófico de Voltaire Que é a virtude? Fazer bem ao próximo. Poderei eu chamar virtude a outra coisa senão ao bem que me fazem? Se sou indigente, e tu generoso; se estou em perigo, e tu vens em meu socorro; se me enganam, e tu me dizes a verdade; se me desprezam, e … Ler maisQue é a virtude? Dicionário Filosófico de Voltaire

Que é a tolerância? – Dicionário Filosófico de Voltaire

Dicionário Filosófico de Voltaire TOLERÂNCIA Que é a tolerância? É o apanágio da humanidade. Somos modelados por nossas fraquezas e erros. Perdoarmo-nos mutuamente nossas loucuras é a primeira lei da natureza. Na bolsa de Amsterdão, de Londres, de Surate ou Baçorá vemos o guebro traficar com o baniano, o judeu com o maometano, o deícola … Ler maisQue é a tolerância? – Dicionário Filosófico de Voltaire

TIRANIA – Dicionário Filosófico de Voltaire

voltaire, iluminismo francês

Dicionário Filosófico de Voltaire TIRANIA Chama-se tirano ao soberano que só conhece as leis do seu capricho, que se apossa dos bens de seus súbditos e que depois os convoca e alista para se apossar dos do seu vizinho. Não existem semelhantes tiranos na Europa. Há a tirania de um só e a tirania de … Ler maisTIRANIA – Dicionário Filosófico de Voltaire

INTRODUÇÃO À SABEDORIA – Juan Luís Vives

Juan Luis vives, filósofo moralista espanhol

JUAN LUÍS VIVES (1492-1540)

Nasceu em Valência. Começou os estudos na Espanha, e os acabou ouvindo os mestres das Universidades de Paris, Bruxelas e Lovaina. Nesta última chegou a leccionar grego e latim, as ciências do seu tempo, e literatura.

Foi ainda catedrático na Universidade de Oxford. Conviveu com os mais notáveis intelectuais do seu tempo. Foi familiar de Nebrija e Erasmo, que disse dele: "Não encontro neste século ninguém com quem possa compará-lo".

VOLTAIRE – O século de Luís XIV – Particularidades e anedotas do reinado (trechos)

VOLTAIRE – O século de Luís XIV

CAPÍTULO XXV

(Excertos)

Particularidades e anedotas do reinado de Luís XIV

Luís XIV deu à sua corte, como ao seu reinado, tanto esplendor e magnificência, que os mínimos detalhes de sua vida parecem interessar à posteridade, da mesma maneira por que eram objecto da curiosidade de todas as cortes da Europa e de todos os contemporâneos. O esplendor do seu governo manifestava-se nas mínimas acções. Há maior avidez, sobretudo na França, de conhecer as particularidades dessa corte, do que as revoluções de alguns outros Estados. Tal o efeito de tão grande reputação: interessamo-nos mais em saber o que se passava no gabinete e na corte de Augusto do que em conhecer detalhes das conquistas de Átila ou Tamerlão.

VOLTAIRE – O século de Luís XIV – Menoridade de Luís XIV

VOLTAIRE – O século de Luís XIV CAPÍTULO III Menoridade de Luís XIV — Vitória dos Franceses sob o grande Conde, então duque d’Enghien Ocardeal Richelieu e Luís XIII acabavam de falecer 1, um admirado e odiado, o outro já esquecido. Tinham legado aos Franceses, então muito inquietos, uma aversão pelo simples nome de ministério … Ler maisVOLTAIRE – O século de Luís XIV – Menoridade de Luís XIV

CORRESPONDÊNCIA DE VOLTAIRE – Cartas de Voltaire para vários destinatários.

CORRESPONDÊNCIA DE VOLTAIRE – Cartas de Voltaire para vários destinatários.

Sobre a comédia – CARTA XIX – Voltaire

Cartas Filosóficas de Voltaire CARTA XIX Sobre a comédia Se na maior parte das tragédias inglesas os heróis são emproados e as heroínas extravagantes, em compensação o estilo é mais natural na comédia. Mas esse natural nos parece, com frequência, antes o do deboche do que o da honestidade. Ali chama-se cada coisa pelo seu … Ler maisSobre a comédia – CARTA XIX – Voltaire