Filosofia como exercício de escuta em Edmund Husserl

O presente ensaio filosófico buscará apontar, não de modo exaustivo, no pensamento de Husserl a possibilidade de um pensar filosófico originário, isto é, busca-se no pensamento de tal pensador aludido aquela experiência filosófica não determinada pelos conceitos

O PROBLEMA FILOSÓFICO DO OUTRO

Sobreleva-se cada vez mais uma Filosofia menos pretensa, ou melhor, menos sistematizada e mais aberta ao diferente.[1] Nosso intento neste ensaio filosófico, não quer ser mais do que insinuações. Até porque, pensamos nós, não são as respostas prontas e acabadas que movem a investigação filosófica. São os problemas, os buracos, as crises, que caracterizam a natureza do pensamento filosófico. Se por um lado, vemos as filosofias, as quais buscam sistematizar o total da existência humana entrar em declínio. Por outro lado, vemos emergir no horizonte da reflexão filosófica, a possibilidade de se pensar o outro, o diferente sem conceitualizá-lo.

A Metafísica e suas fases históricas

A Metafísica e suas fases históricas Ricardo Ernesto Rose, Jornalista, Graduado em filosofia e pós-graduando em sociologia A questão do ente, “o que é?”, foi uma das principais idéias que deram origem à metafísica. Historicamente,  a  metafísica  remonta  a  Aristóteles,  que  a  chamava  de “filosofia primeira”, pois a partir dela é que construiu todo o seu … Ler maisA Metafísica e suas fases históricas

Resenha do livro A caminho da linguagem, de Martin Heidegger

Sob o título de A caminho da linguagem (Unterwegs zur Sprache), encontramos alguns dos textos de maturidade do filósofo alemão Martin Heidegger apresentados na forma de conferências ou redigidos como ensaios durante a década de 1950 (estes, reunidos tal como sua primeira publicação em 1959). Nestes escritos temos Heidegger ocupado em tratar a linguagem como questão do pensamento comprometido com a verdade. Contudo, este problema no momento aparece de maneira diversa daquela presenciada nos escritos da década de 1920, como em Ser e tempo, um de seus principais livros (no qual Heidegger ainda operava com o método fenomenológico, tratando a linguagem como algo ainda sobreedificado à noção de verdade). Em A caminho da linguagem, encontramos um reposicionamento do autor diante de sua compreensão feita; apontando a linguagem como a essência originária da verdade e abertura de sentido ao homem.

Resenha do livro Heidegger, de Zeljko Loparic

Foi lançado recentemente, integrando coleção Passo-a-passo da Jorge Zahar Editora, o pequeno livro intitulado Heidegger, de autoria de Zeliko Loparic (UNICAMP). A obra propõe uma introdução às ideias do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976). Este trabalho não segue o modelo de uma introdução aos moldes dos manuais, apresentando ideias e fatos de maneira isolada; tendo como produto, conhecimentos gerais ou elementos de curiosa apreciação. Ao contrário, efetua uma introdução temática, ou seja, coloca o leitor no universo dos termos e questões fundamentais ao pensamento do filósofo; ‘convidando’ o leitor a interagir com estas questões. Embora Loparic utilize notas biográficas do autor alemão e explicações didáticas de suas ideias, isto é feito de maneira dosada; sem uma diluição demasiada dos conceitos, o que poderia acarretar a banalização das ideias do pensador.

Resenha do livro, Ética e finitude de Zeljko Loparic

A comunidade acadêmica de filosofia já dispõe da 2ª edição revisada e ampliada do livro Ética e finitude. O trabalho, assinado pelo Professor Zeljko Loparic, é contribuição relevante não só àqueles que buscam pensar a ética na contemporaneidade, mas aos que se ocupam em tratar de seus desdobramentos no pensamento de Heidegger.

Ontological Determination of the Environment Concept Based on Heidegger’s Philosophy

The essay aims to objectively address the environment concept within current’s environmental conservation discourse. The author defines the ontological concept of environmentbased on the phenomenological evidence provided by the German philosopher Martin Heidegger. The author intends to indicate that theusual understanding of the environment concept is derived from a more radical experience, which points to the between this surrounding world and human existence. This paper intends to clarify this concept, freeing it from its ambiguous use, and also to offer notesso that his issue can be revisited withbenefits to theenvironment epistemology issues. The text will also outline the discussion about an ethic and conservative posture concerning the environment and its bonds with the dwell, inhabit and responsibility notions.

As ciências humanas segundo Dilthey

Em 2011 se celebra o centenário de morte de Wilhelm Dilthey (1833-1911). Para esta data, no Brasil e no exterior, editoras e universidades vêm se mobilizando desde o ano passado para organizar novas edições das obras do filósofo alemão. Associados à Universidade de Colônia – Alemanha, tradutores de diversos países vêm vertendo a obra para o inglês, o russo e o japonês. Também traduções para o português vêm sendo publicadas tanto no Brasil quanto em Portugal.

Em nosso país, trabalhos de diferentes fases da obra de Dilthey já foram publicados por editoras de expressão. Até o momento, o resultado desses lançamentos é um desenho sincopado da produção do filósofo, hermeneuta, psicólogo, historiólogo e pedagogo. Com as lacunas que possui, entretanto, tal política editorial ainda nos é mais favorável do que a situação de penúria que enfrentávamos até a presente data, quadro em que eram praticamente inexistentes as traduções confiáveis de Dilthey.

DA EDUCAÇÃO COMO POSSIBILIDADE EXTREMA DE FORMAÇÃO DE COMPREENSÃO À LUZ DA HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE H-G. GADAMER

DA
EDUCAÇÃO COMO POSSIBILIDADE EXTREMA DE FORMAÇÃO DE COMPREENSÃO À LUZ DA
HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE H-G. GADAMER[1]

Roberto
S. Kahlmeyer-Mertens[2]

Resumo [171]

O trabalho
assume por tema a hermenêutica filosófica e sua conexão possível com a educação
a partir da obra do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer. No interior deste,
desejamos colocar e buscar responder o problema: como a educação poderia
constituir-se como extrema possibilidade de formação de compreensão? Entendemos
que, com a resposta a esta pergunta, alcançaríamos o objetivo de ressaltar as
potencialidades pedagógicas da hermenêutica filosófica em Gadamer,
especialmente no que concerne ao processo ensino-aprendizagem. Para tanto, a
presente comunicação compilará diversas ideias avulsas na obra do autor,
buscando apresentar o que é a hermenêutica filosófica, bem como ressaltar o
serviço que ela prestaria à educação. O trabalho comunica os saldos de uma
pesquisa em fase inicial de desenvolvimento, devendo receber fundamentação
suplementar ao longo dos próximos semestres da pesquisa.

Palavras
chave:
Hermenêutica filosófica, Gadamer, Educação, Filosofia na educação,
compreender.

A angústia e o existencialismo

A angústia e o existencialismo

Ricardo Ernesto Rose
Jornalista e Licenciado em Filosofia

“Que o homem, voltado para si próprio, considere o que é diante do que existe; que se encare como um ser extraviado neste canto afastado da natureza, e que, da pequena cela onde se acha preso, isto é, do universo, aprenda a avaliar em seu valor exato a terra, os reinos, as cidades e ele próprio. Que é um homem dentro do infinito? – Blaise Pascal, Pensamentos

 


A palavra “angústia” é um termo relativamente recente no linguajar filosófico. Não é possível identificar exatamente sua origem, mas parece ter sido utilizado pela primeira vez em seu sentido atual na obra “O conceito de angústia", de Sören Kierkegaard, em 1844. A palavra passou a ser cada vez mais empregada pelos filósofos voltados aos problemas humanos em sua essência e foi traduzida para diversas línguas. Sartre e outros franceses falam em angoisse, Heidegger; Jaspers e outros alemães utilizam a palavra Angst (que também quer dizer medo); Abbagnano em sua "Introdução ao Existencialismo” usa a palavra angoscia; e John Macquarrie, filósofo e teólogo escocês, prefere em sua obra “Existentialism” o termo anxiety ao invés de dread; esta, segundo ele, palavra mais relacionada com medo do que com angústia.


A palavra, com a acepção moderna que tem nas línguas ocidentais, não era conhecida pela filosofia grega com o mesmo sentido. Foram necessários dois mil e quinhentos anos de metafísica e cristianismo, para que o homem ocidental desenvolvesse a consciência para a qual a palavra angústia – e tudo que o termo implica sob o aspecto psicológico, emocional, social e filosófico – tivesse o significado que lhe damos na modernidade. O monoteísmo; a metafísica; os conceitos de individualidade, de liberdade individual e de responsabilidade; foram idéias – paradigmas culturais – que levaram à formação da idéia de angústia.

O que é fenomenologia – Noções de Filosofia

Noções de Filosofia – Pe. Leonel Franca CAPÍTULO III A FENOMENOLOGIA 202. Com o nome antigo de fenomenologia ao qual se emprestou uma nova significação (249) surgiu em fins do século passado e desenvolveu-se poderosamente a mais forte e original corrente do pensamento alemão contemporâneo. Aplanaram-lhe o leito os estudos do neo-aristotélico Francisco Brentano (1838-1917), … Ler maisO que é fenomenologia – Noções de Filosofia

O que é metafísica, porta de entrada ao pensamento de Martin Heidegger

A obra de Martin Heidegger desenvolve-se em um contexto de reformulação da filosofia, especificamente da metafísica. Esta já vinha sofrendo críticas com o positivismo (na realidade desde a crítica kantiana), a filosofia de Nietzsche e a fenomenologia, entre outras correntes de pensamento. A própria evolução das ciências – principalmente da física teórica – também exerceu uma influência sobre o desenvolvimento da filosofia entre o final do século XIX e início do século XX. Freud, na psicologia, Max Planck e Einstein, na física, reformularam a visão de nós mesmos e do mundo. É nesse contexto que se desenvolve a formação acadêmica e a práxis filosófica de Heidegger. Bastante influenciado pela religião – especialmente o catolicismo – no início de sua carreira universitária, escreve sua tese de habilitação ao ensino universitário sobre Duns Scotus, em 1916 (“A doutrina das categorias e do significado em Duns Scotus”).

A EVOLUÇÃO DA METAFÍSICA E A CRÍTICA KANTIANA

A metafísica como disciplina filosófica tem sua origem em Aristóteles, que caracterizava sua “filosofia primeira” como “o estudo do ser enquanto ser”. No livro IV da Metafísica, Aristóteles faz a seguinte afirmação: “Há uma ciência que investiga o ser como ser e as propriedades que lhe são inerentes devido à sua própria natureza” (Aristóteles, 2006).

KANT E O JUÍZO DE GOSTO COMO FUNDAMENTO SUBJETIVO DA ESTÉTICA

Resumo: O artigo analisa o que é a estética na filosofia em
Kant? De que falamos quando falamos de Estética? Muitas perguntas, muitas
respostas…. Primeiramente o artigo expõe questões da releitura de Lyotard das
meditações em Kant, com grande destaque para a idéia de que sem o juízo
estético reflexionante o sistema das três Críticas perderia o enfoque em torno
da sua criticidade. Percebe-se que a incompatibilidade da estética com a razão
teórico-instrumental não é sinal de sua fraqueza ou menoridade, frente ao
conceito, e sim o indício de sua profundidade na expressão do que este não
consegue atingir. Este artigo expõe os seguinte objetivos a saber, compreender
o significado filosófico do temo estética; caracterizar e discutir a noção de
experiência estética; compreender o problema da justificação do juízo estético
e tomar posição sobre as respostas subjectivista e objectivista ao problema da justificação
do juízo estético.Concluímos que a estética revela-se como crítica da crítica,
sem a qual não há razão possível alcançar a sua reflexão. Até o presente
momento, utiliza-se neste artigo a palavra estética com considerável
freqüência. Mas, afinal, o que vem a ser estética?

 

Palavras-Chave:
Estética Moderna – Kant – Filosofia.

A UNIVERSIDADE À LUZ DA FILOSOFIA CRISTÃ

Representation of a university class in the 1350s (wiki)

O objetivo deste texto é enfocar a Universidade hoje, segundo os valores evangélicos que permitam uma orientação que obvie as funestas distorções conducentes a uma neo-escravização do ser racional, as quais impedem uma ordem que favoreça o desenvolvimento integral do homem, nem propiciam condições para que ele se situe no mundo a fim de, com seu agir e operar, transformá-lo, humanizando-o.

Nietzsche: Metafísica e Linguagem Subjetiva

RESUMO: O artigo visa abordar a metafísica a partir de um encadeamento de seu processo histórico, apontando a necessidade de ressaltar o papel da subjetividade ao longo desse projeto metafísico. Tendo como inspiração e ponto de partida de nossa análise o Prólogo do Assim Falou Zaratustra procuramos acompanhar a crítica que Nietzsche empreende ao modelo metafísico de pensamento, mostrando a necessidade de percorrer o caminho da Metafísica no ocidente, tendo como base os textos de maturidade do filósofo, onde fica evidente a orientação dada por Heidegger para a condução do problema.

Palavras-chave: Metafísica, Nietzsche, Subjetividade.

ABSTRACT: This essay aims to approach metaphysics coming from an enchainment of its historical process, indicating the necessity of making noteworthy the role of subjetivity along this metaphyisical project. Taking as inspiration and starting point of our analysis the Prologue of Thus said Zaratustra we try to follow the critics that Nietzsche undertakes the metaphysics model of thought, showing the necessity of covering the metaphysics way in the West, where the orientation given by Heidegger to the conduction of the problem is evident.

Keywords: Metaphysics, Nietzsche, Subjectivity.

Do conceito de “meioambiente”: Um esforço por pensar uma filosofia ambiental a partir de Heidegger

filosofia ambiental

RESUMO

A proposta do texto é
delimitar o conceito de meioambiente tal qual abordado no discurso de
conservação ambiental. Temos o objetivo de distinguir, em seus significados
derivados, o significado romântico de natureza; evitando o uso ambíguo e,
mesmo, equívoco desta noção. Esta tarefa justifica-se por ser um exercício de
compreensão, desenvolvido por meio de uma breve contextualização dos termos
atuais da chamada questão ambiental, na medida em que comentaremos, criticamente,
a ideia de “exploração sustentável”. Pretendemos assinalar que mesmo as novas
propostas de conservação ambiental, operam em um registro antropocêntrico, na
medida em que entendem a relação entre homem e meioambiente desde a dicotomia
sujeito-objeto, presente na filosofia e ciência cartesianas. Em seguida,
apresentaremos a exigência de uma definição do que vem a ser meioambiente, no
pensamento do filosófo alemão Martin Heidegger, contrapondo estas ideias a
elementos da filosofia da natureza de F.W.J. Schelling. O texto traz,
ainda, a discussão acerca de uma postura ética e conservacionista frente ao
meio ambiente, e seus vínculos com as noções de habitar, cons­truir e
responsabilizar-se.

Palavras chave: Heidegger;
meioambiente; natureza; preservação ambiental, filosofia ambiental

O pensamento na era da liberdade e da criatividade

filosofia da mente

            Em grande parte dos balanços que se fazem do
pensamento pós-moderno, ressalta-se, compensando a ruína das "grandes
narrativas", dos "mega-relatos" filosóficos, teológicos,
sociológicos e outros, percebe-se o surgimento de um "canteiro de
obras" entregue à liberdade e à criatividade das pessoas. Se por um lado
amarga-se a falta de segurança e dos pontos de referência,  por outro, aumentam
os espaços limpos para novas construções.

            Sendo assim, o filósofo é solicitado a deixar
os jargões fáceis, os sistemas decorados, para ir construindo seu próprio
pensamento com abundância de elementos acessíveis. Se o risco de errar cresce,
o fascínio da aventura entusiasma.

EDUCAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO NO CAPITALISMO TARDIO: UMA ABORDAGEM HERMENÊUTICA

maravilhas das antigas civizações

EDUCAÇÃO E MERCANTILIZAÇÃO NO CAPITALISMO TARDIO: UMA ABORDAGEM
HERMENÊUTICA[1]

Mauricio Cristiano de
Azevedo[2]

Resumo

Estudo de
análise bibliográfica que discute as relações entre a educação e seu possível
estatuto de mercadoria, dentro do paradigma produtivista em colapso na fase
tardia do capitalismo, problematizando pontos da teoria marxista da produção.
Os objetivos elencados visam expor ao fim a contraditoriedade da consideração
dos saberes como bens mercantis. Para tanto, o percurso argumentativo expõe a
questão da própria produção de sentido como consenso obtido pela linguagem, o
que desloca o conceito de conhecimento da posição de materialidade propalada
pela abordagem epistemológica moderna, abrindo o horizonte de sua consideração
como construção intersubjetiva. O contraponto à abordagem epistemológica é
feito pela abordagem hermenêutica especificamente nas obras de Gadamer e
Habermas, que fornecem suporte e base para a crítica do produtivismo
materialista. Com isso, mais do que uma disputa de posições teóricas, o
resultado das análises aponta para a falta de alcance das visões ortodoxas da
filosofia da consciência e do sujeito no trato com fênomenos do capitalismo
tardio e da cultura pós-moderna, o que convida a pensar o processo educativo, a
cultura escolar e os saberes da formação cultural como elementos posicionados
para além da lógica empresarial e dos objetivos e da educação como mera
preparação à competitividade do mundo do trabalho.

Palavras-chave: Educação. Marxismo. Hermenêutica.

Responsabilidade Pessoal e Coletiva em Hannah Arendt

maravilhas das antigas civizações

Responsabilidade Pessoal e Coletiva em Hannah Arendt.[1]

Cristian Abreu de Quevedo[2]

Resumo

A sociedade e o indivíduo tendem a esquecer de suas responsabilidades para com os acontecimentos políticos. Como se as decisões dissessem respeito somente aos seus representantes e as responsabilidades pessoais e coletivas fossem inexistentes, sendo incapazes de julgar as ações realizadas. Este artigo pretende abordar estes temas a partir de Hannah Arendt, possibilitando uma reflexão atual sobre a política.

Palavras-chaves: responsabilidade pessoal e coletiva, julgamento humano, sistema e totalitarismo.

Habermas e a Virada Linguística

maravilhas das antigas civizações

Habermas e a Virada Linguística Miguel Duclós Originalmente apresentado para o CFH/UFSC (2007) O livro Verdade e Justificação (1999), do filósofo alemão Jürgen Habermas, traz discussões que retomam e repensam, de certa forma, pontos de vista desenvolvidos em trabalhos anteriores. O Habermas de Mudanças estruturais da esfera pública (1962) e de Conhecimento e Interesse (1968) … Ler maisHabermas e a Virada Linguística

QUEM TEM OUVIDOS

maravilhas das antigas civizações

RESUMO do livro
QUEM TEM OUVIDOS de João Batista Mezzomo.
O presente livro é a exposição de uma idéia. A idéia exposta nos diz, entre outras coisas, que a Europa Ocidental é um ser orgânico, que se assenta e se nutre a partir de uma raiz dupla: por um lado ela é racional, pela raiz grega; por outro, ela é fundamentalista, pela raiz que se afunda em um passado envolto em névoas, mas cujo caminho até nós denominamos “tradição judaico-cristã”.

A SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO – Jean Brun

mapa roma itália

A SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO Por Jean Brun Transcrito por Breno de Magalhães Bastos Conduzido pela razão, aquiescendo aos acontecimentos do universo, vivendo em harmonia com a natureza, o sábio estóico é aquele que faz sua a divisa nihil mirari, não se espantar com nada. Eis uma fórmula que contrasta com a de … Ler maisA SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO – Jean Brun

ENTRE EROTISMO E ECONOMIA GERAL – Georges Bataille

Neste capítulo Habermas tentará mostrar o pensamento de Bataille sob três prismas principais: a formação dos conceitos de heterogêneo – que levará a uma filosofia da heterologia, uma despedida da modernidade em uma filosofia da história e uma abordagem da economia geral, com a qual Bataille esperava responder à questão: como transformar a reificação (num sentido marxista) em heterelogia.

A compreensão do mundo como condição de possibilidade do conhecimento

maravilhas das antigas civizações

A compreensão do mundo como condição de possibilidade do conhecimento     Luís Thiago Freire Dantas[1]               Na tradição da filosofia, a pergunta sobre o conhecimento do mundo é recorrente nas diversas correntes filosóficas. Entretanto, ao formularmos a pergunta: o mundo pode ser conhecido? Tal formulação implica, antecipadamente, o fato de já nos movemos … Ler maisA compreensão do mundo como condição de possibilidade do conhecimento

EXISTENCIALISMO – FILOSOFIA DA EXISTÊNCIA –

J. M BOCHENSKI – A FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA OCIDENTAL  Tradução de Antônio Pinto de Carvalho. Fonte: Ed. Herder. VI -FILOSOFIA  DA  EXISTÊNCIA Olhou em torno de si: não viu senão a si mesmo. Começou a gritar; Sou eu!… Começou a inquietar-se; porque quando se está só começa-se a ter medo. Brihadaranyaka Upanishad 16.   CARACTERES GERAIS DA … Ler maisEXISTENCIALISMO – FILOSOFIA DA EXISTÊNCIA –

GILGAMESH E SÍSIFO: SOBRE O HOMEM E O MUNDO

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GILGAMESH E SÍSIFO: sobre o homem e sua finitude no mundo   Ednei de Genaro Aluno mestrando da UFSC (2008) The figure holding a lion cub is from the palace of Sargon in Khorsabad, and is presumed to represent Gilgamesh, fabled king of Uruk, the king who visited the Arabian island of Dilmun Illlustration Courtesy … Ler maisGILGAMESH E SÍSIFO: SOBRE O HOMEM E O MUNDO

NIILISMO COMO CAMINHO PARA O SUPER-HOMEM EM FRIEDRICH NIETZSCHE

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Tudo não tem sentido. Este é o aspecto fundamental para a compreensão do niilismo. Do latim nihil (nada), enquanto termo, o niilismo surge na literatura russa do século XIX para designar uma espécie particular de homem: o negador de valores, o que nada respeita. Porém, com Nietzsche, a questão alarga-se, ganhando as mais variadas formas revelando sua expressão e força, sendo considerado um problema e uma marca do mundo contemporâneo. Nesse escopo, o niilismo configura-se como o responsável pela fragilidade dos princípios racionais que definem o mundo, sob a pretensão de explicitar que as bases dos valores socioculturais mostraram-se ser nada. Em Nietzsche o niilismo ganha a mais alta expressão filosófica sob seus estados psicológicos reconhecidos pelo filósofo como condição existencial. Portanto, na visão de Nietzsche o homem é existencialmente niilista. Sua posição frente ao niilismo se apresenta ainda sob o aspecto da multiplicidade de força da Vontade de Poder em vias passiva e ativa, sendo esta última privilegiada por Nietzsche por assumir-se enquanto força destrutiva dos valores.

A Fenomenologia Ontológico-Hermenêutica na perspectiva Heideggeriana

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O
conciso estudo pretende elucidar, sobretudo, a questão do ser heideggeriana,
juntamente com a noção de fenomenologia que, segundo Heidegger, a ontologia só
é possível como fenomenologia e assim, como ontologia é uma hermenêutica, exatamente
porque a analítica fenomenológica atinge o trabalho de interpretação aplicado
ao Dasein. O trabalho visa também um esclarecimento no que diz respeito
ao Dasein como ente (ser-no-mundo); O Dasein como
ser para a morte (poder-ser) e, consequentemente, a questão da
temporalidade.