Em 2011 se celebra o centenário de morte de Wilhelm Dilthey (1833-1911). Para esta data, no Brasil e no exterior, editoras e universidades vêm se mobilizando desde o ano passado para organizar novas edições das obras do filósofo alemão. Associados à Universidade de Colônia – Alemanha, tradutores de diversos países vêm vertendo a obra para o inglês, o russo e o japonês. Também traduções para o português vêm sendo publicadas tanto no Brasil quanto em Portugal.
Em nosso país, trabalhos de diferentes fases da obra de Dilthey já foram publicados por editoras de expressão. Até o momento, o resultado desses lançamentos é um desenho sincopado da produção do filósofo, hermeneuta, psicólogo, historiólogo e pedagogo. Com as lacunas que possui, entretanto, tal política editorial ainda nos é mais favorável do que a situação de penúria que enfrentávamos até a presente data, quadro em que eram praticamente inexistentes as traduções confiáveis de Dilthey.
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Monografia apresentada à
Faculdade de Filosofia, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, como
requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Filosofia, sob a
orientação do Prof. Dr. José Antônio Trasferetti.
RESUMO
O presente trabalho vem trazer
à luz a discussão sobre o circunstancialismo, termo oriundo do historicismo que
forma a base da investigação aqui debatida acerca da formação do ser. A
circunstância, que é o entorno que me circunda, forma o arcabouço para
encontrarmos a interação entre o homem e meio, e o homem na interação
interpessoal; forma o plano de fundo para uma pesquisa que vai além, tenta
mostrar as consequências deste encontro nem sempre calma, pois é sempre
inquietante dado ao fato de que o embate circunstancial sempre me é
provocativo.
Diante da circunstância tenho
de agir, e esta ação culmina necessária e inevitavelmente noutra circunstância.
A dialética existente nessa ação envolve por completo o homem que é agente direto
e, em certo grau, submisso à circunstância. Ao mesmo tempo, a liberdade toma
papel fundamental neste joguete dando ao homem a capacidade de livremente
escolher que caminho seguir frente às possibilidades abertas pela
circunstância. O ser do homem vai então se moldando.
Palavras-chave:
style='font-size:11.5pt'>Circunstancialismo, circunstância, escolha, liberdade,
formação do ser.
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A evolução do pensamento de Auguste Comte
Ricardo Ernesto Rose Jornalista, Licenciado em Filosofia e Pós-Graduando em Sociologia
Em seu processo de desenvolvimento da ciência sociológica, o pensamento de Augusto Comte passou por três etapas. Na primeira fase, que vai aproximadamente de 1820 a 1826, Comte analisa a sociedade de seu tempo, avaliando o desenvolvimento da industrialização – a máquina a vapor havia sido recentemente introduzida no processo produtivo e era a grande novidade nos transportes; os aspectos sociais – migrações do campo para as cidades, surgimento de uma classe operária; e científico tecnológicos – a física vai ampliando sua área de conhecimento enquanto a química e a biologia dão seus passos iniciais. Comte chega à conclusão que um novo tipo de sociedade estava nascendo; científica e industrial, em oposição à sociedade que estava morrendo, a teológica, ainda ligada ao modo de pensar dos teólogos e sacerdotes. Através desta análise, Comte acaba concluindo que uma ordem social que chamou de teológico-militar estava em decadência, sendo substituída por outra que denominou científico-industrial.
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DA
EDUCAÇÃO COMO POSSIBILIDADE EXTREMA DE FORMAÇÃO DE COMPREENSÃO À LUZ DA
HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE H-G. GADAMER
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Roberto
S. Kahlmeyer-Mertens
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Resumo [171]
O trabalho
assume por tema a hermenêutica filosófica e sua conexão possível com a educação
a partir da obra do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer. No interior deste,
desejamos colocar e buscar responder o problema: como a educação poderia
constituir-se como extrema possibilidade de formação de compreensão? Entendemos
que, com a resposta a esta pergunta, alcançaríamos o objetivo de ressaltar as
potencialidades pedagógicas da hermenêutica filosófica em Gadamer,
especialmente no que concerne ao processo ensino-aprendizagem. Para tanto, a
presente comunicação compilará diversas ideias avulsas na obra do autor,
buscando apresentar o que é a hermenêutica filosófica, bem como ressaltar o
serviço que ela prestaria à educação. O trabalho comunica os saldos de uma
pesquisa em fase inicial de desenvolvimento, devendo receber fundamentação
suplementar ao longo dos próximos semestres da pesquisa.
Palavras
chave: Hermenêutica filosófica, Gadamer, Educação, Filosofia na educação,
compreender.
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Silvio Romero – História da Literatura Brasileira (ebook por capítulos)
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TRANSIÇÃO
POETAS DE TRANSIÇÃO ENTRE CLÁSSICOS E ROMÂNTICOS (continuação)
Firmino Rodrigues Silva (1816-1879). — A literatura do Brasil é em grande parte, na máxima parte, uma colaboração de vadios, ou de infecundos.
Nas páginas de sua história há de figurar sempre e sempre um grande número de sujeitos que deixaram três ou quatro poesias, três ou quatro artigos de prosa, e nada mais.
Entre nós há tal poeta, cujo título de benemerência é uma só poesia. Odorico Mendes é o poeta do Hino à Tarde; Rodrigues Silva é o poeta da nênia Niterói. Como riscar este homem de nossa história literária, se sua produção maitresse é um dos mais saborosos frutos da poesia nacional?
Firmino Rodrigues Silva era fluminense, nasceu no ano de 1816. Estudou Direito em São Paulo, formando-se em 1837. Atirou-se à política, foi jornalista de algum mérito, ainda que inferior a Justiniano da Rocha. Era conservador e acabou senador do Império.
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SARTRE, O PENSADOR
DA ANGÚSTIA
Francisco Fernandes
Ladeira
Resumo: O objetivo deste
trabalho é tecer alguns comentários sobre as ideias filosóficas de Sartre com
relação à experiência negativa, à duvida, à experiência da náusea, ao vazio
existencial ou o nada do ser.
Palavras-chave: Sartre, náusea,
existencialismo, dúvida, fenomenologia.
Introdução
Sartre é, talvez entre os filósofos contemporâneos, o que melhor soube
exprimir perplexidade e os anseios do homem do nosso tempo, de uma civilização
que, marcada por dois conflitos mundiais, vive ainda as consequências funestas
de uma desordem e de um desastre, do qual o homem é, em grande parte, culpado.
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Um aspecto fundamental no que tange o texto literário é a relação
que há entre o escritor e o leitor. Este deseja sempre penetrar o pensamento
do autor. Sem leis estritas no que tange à crítica histórica o romance permite
ao escritor escolher, ordenar e se expressar com certa independência. Isto é
tolerável no que diz respeito à ficção.
Quando se trata de um texto histórico as normas rígidas da análise
interna e externa dos documentos e a realidade dos fatos necessitam ser
respeitadas. Entra em jogo a literatura para oferecer ao historiador todos os
recursos atinentes à comunicação objetiva e à beleza de uma redação escorreita.
Aí se une o útil das lições dos atos humanos do passado e o prazer da leitura
referta de dons estéticos. É preciso, de fato, guardar sempre o culto pela
forma com que se escreve, mas sem jamais obliterar a importância fundamental do
conteúdo e seu significado.
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Resumo
A conotação
teórica e referencial filosófica da disciplina História da Filosofia Moderna
permitiu a construção do presente trabalho. O objetivo deste artigo é delinear
sucintamente as bases, idéias e conseqüências do pensamento cartesiano. E
dentre o que será esmiuçado, enfatizar os elementos apresentados por Descartes
para a eclosão do novo pensamento filosófico. Sobressair-se-ão nesse sentido, a
formulação e caracteres do método, a dúvida metódica, as bases do “cogito ergo
sum”, as provas da existência de Deus, as regras da moral interina, bem como
seus pressupostos fundamentais: o Renascimento e o Humanismo. A fundamentação
do referente será abstraída de todo o pensamento cartesiano, especialmente da
obra Discurso do Método, dos estudos de Geovanni Reale e Dario Antiseri e de
Nicola Abbgnano. O pensamento cartesiano culmina entre os mais expressivos da
modernidade, justamente porque constrói de forma autêntica os argumentos que
provam à existência do homem enquanto ser pensante e consequentemente seu poder
cognoscível, após duvidar radicalmente de tudo que existe. Descartes parte da
construção de um método preciso constituído por regras metódicas para dele
justificar não só a substância pensante mas todos os ramos do saber; Deus, o
mundo, a moral etc. O referencial destas regras pauta-se nos conceito de
clareza, distinção e no conhecimento matemático. Em tese, Descartes
proporcionou através desses elementos uma reviravolta em todo o pensamento
filosófico. Tratou-se de uma mudança que fez ascender à centralidade do mundo
no homem, concretizando seu domínio na natureza e tão logo a revolução de maior
seqüela dos últimos tempos: a revolução científica.
Palavras –
chaves: Método, Ser Pensante, Dúvida.
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A Filosofia de Platão começa onde parou Sócrates,
pela questão da essência do bem. O conceito de valor era tão multiforme
no seu tempo como o é hoje. Podia exprimir um conteúdo econômico, técnico,
vital, estético, religioso, ético. Para Platão,
o problema do valor é um problema ético. A figura e a obra de Sócrates convidavam-no a formula-lo
desse modo. Em Sócrates mesmo Platão viu o valor moral, prático e
vivo. Mas como deveria êle ser concebido e determinado teoricamente? O
ensinamento que Sócrates tinha
deixado soava: sê sábio e serás bom
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O presente trabalho apresenta uma
análise sobre a relação entre classe e cor no Brasil. A partir de constatações
cotidianas, dados estatísticos e pesquisa de bibliografia pertinente ao tema
proposto, busca-se aferir de que maneira a cor da pele influencia na mobilidade
e aceitabilidade social do elemento negro em nossa sociedade. Deste modo, duas
linhas de pensamento sobre a questão racial no Brasil são confrontadas. De um
lado, o pensamento “classicista”, que acredita que no país o preconceito social
é maior do que o preconceito racial. Por outro lado, para o chamado “pensamento
revisionista” sobre as relações raciais no Brasil, mesmo quando desfruta de uma
situação econômica privilegiada, o negro continua vítima de todo tipo de
preconceito. Destarte, tendo os dois paradigmas em questão como fulcro,
pretende-se apresentar algumas considerações sobre a situação do negro
brasileiro.
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O ‘agora’, referido também pelos termos instante ou momento é algo que acompanha a definição de tempo como seu contrário e está presente na Física durante todo o tratado do tempo de Aristóteles; também aparece em vários aspectos do tempo. O texto mostra que o aspecto contrário da noção de agora em relação ao tempo é o que permite o conhecimento do tempo por limitação de um tempo
relativo a um movimento.
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A análise das “Investigações
Filosóficas” de Wittgenstein, pressupõe à partida, um retrocesso à obra que se
apresenta anteriormente a esta, “O Tratado Lógico-Filosófico” e que tem no
sentido das soluções preconizadas pelo autor, a maior importância
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Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XII ANÁLISE ONTOLÓGICA DA FÉ (1) 81. QUATRO ASPECTOS DO ATO DE FÉ. — 82. O OBJETO E O ATO NA FÉ. — 83. EVIDÊNCIA E INEVIDÊNCIA. — 84. AUTORIDADE RELATIVA E ABSOLUTA. — 85. INEVIDÊNCIA RELATIVA E ABSOLUTA. — 86. A OPOSIÇÃO & FÉ RELIGIOSA [...]
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Análise do §22 de Para Além de Bem e mal, de Friedrich Nietzsche por Miguel Duclós O parágrafo em questão é citado em negrito, por partes. (…) Perdoem este velho filólogo, (…) Aqui o autor faz referência à sua juventude, quando foi professor precoce de filologia na Basiléia, onde ministrava cursos sobre a Grécia e [...]
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Comentário acerca do §289 de Para Além de Bem e Mal, de Friedrich Nietzsche. por Miguel Duclós Trabalho originalmente apresentado para a Cadeira de Filosofia Contemporânea I, FFLCH USP, 1º semestre de 2001. O §289 diz o seguinte: "Ouve-se sempre nos escritos de um ermitão algo também do eco do ermo, algo do tom sussurado [...]
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