12. A FILOSOFIA NA GRÉCIA — "O pequeno território da Hélade foi como o berço de quase todas as idéias que na filosofia, nas ciências, nas artes e em grande parte nas instituições vieram incorporar-se à civilização moderna" (13). Providencialmente situado entre o Oriente asiático e a Europa ocidental, liberalmente aquinhoado pela natureza de eminentes dotes espirituais — fantasia criadora e raro poder de generalização — dotado de instituições sociais e políticas que estimulavam a iniciativa individual, o povo grego recolheu os materiais das grandes civilizações, que al-voreceram nos impérios da Ásia, trabalhou-os com o seu espírito sintético e artístico e, com eles, elevou este grandioso e soberbo monumento de cultura, objeto de imitação e admiração dos séculos posteriores.
A filosofia, sobretudo, medrou na Grécia como em terra nativa. Seus grandes gênios dominaram as gerações pelo vigor incontestável do pensamento. Pode mesmo afoitamente afirmar-se que não há, no campo da especulação, teoria moderna que não encontre o seu germe nas idéias de algum pensador grego.
Este grande movimento filosófico, que abrange um período de mais de dez séculos, segue a princípio uma direção centrípeta. Parte das numerosas colônias gregas da Itália e da Ásia Menor e converge para Atenas. Neste foco de cultura atinge, no século de Péricles, o fastígio de sua perfeição, para daí dispersar-se mais tarde e irradiar pelo mundo helenizado, fundindo-se e modificando-se em contato com as idéias cristãs e com outras correntes intelectuais do pensamento.
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- Crítica do historiador Timeu.
- II. Plano que Plutarco se propôs nesta narração.
- III. Caráter de Nícias; como êle alcança reputação
- IV. Magnificência e liberalidade de Nícias.
- V. Êle liberta um dos seus escravos.
- VI. Êle leva pomposamente a Delos o coro enviado pela cidade de Atenas, e faz grandes presentes a Apolo.
- VII. Nícias supersticioso e tímido.
- VIII. Política de Nícias, para garantir-se contra os sicofantas.
- IX. Como era êle secundado por um tal Hiéron.
- X. Nícias não se acha comprometido em nenhum dos reveses que a cidade de Atenas sofre.
- XI. Diversos êxitos de Nícias.
- XII. Censura que Cleon lhe faz ã respeito da ilha Esfactéria.
- XIII. Cleon é nomeado general, para esta expedição, e realiza-a com felicidade.
- XIV. Gracejos contra Nícias, a tal respeito.
- XV. Nícias intervém para restabelecer a paz entre Atenas e Lacedemônia.
- XVI. Honra que esta paz produz a Nícias.
- XVII. Êle induz os atenienses e os lacedemô-nios a incluir entre os artigos da paz, uma liga ofensiva e defensiva.
- XVIII. Manejos de Alcibíades para romper a paz.
- XIX. Nícias vai à Lacedemônia, sem resultado. A guerra recomeça.
- XX. Tribulações de Nícias e de Alcibíades quanto ao ostracismo.
- XXI. Eles se unem, e fazem banir Hipérbolo.
- XXII. Inúteis esforços de Nícias contra o decreto da expedição de Sicília. Êle é nomeado general com Alcibíades e Lâmaco.
- XXIII. Diversos presságios que não demovem os atenienses do seu propósito.
- XXIV. Metão e Sócrates conjeturam as funestas conseqüências desta empresa.
- XXV. Fraqueza displicente de Nícias após haver recebido o comando.
- XXVI. Os atenienses dispõem-se em combate diante do porto de Siracusa.
- XXVII. Nícias cai em desprezo pelo modo por que conduz as operações da guerra.
- XXVIII. Falso aviso com que Nícias engana os siracusanos.
- XXIX. Êle se apodera do porto de Siracusa.
- XXX. Vagareza de Nícias. Êle passa o inverno em Naxe.
- XXXI. Êle cerca quase toda Siracusa.
- XXXII. Lâmaco é morto.
- XXXIII. Gilipo chega à Sicília.
- XXXIV. Êle é recebido em Siracusa.
- XXXV. Gilipo bate os atenienses.
- XXXVI. Nícias bate a frota aos sivacusanos.
- XXXVII. Estes tornam a apresentar-se ao combate.
- XXXVIII. Os atenienses são derrotados. Demóstenes chega com uma nova frota.
- XXXIX. Derrota sofrida por Demóstenes.
- XL. Êle aconselha a retirada. Nícias opõe-se.
- XLI. Nícias toma o partido da retirada.
- XLII. Reflexões sobre o eclipse da lua que sobrevêm na ocasião.
- XLIII. Êle impede a partida de Nícias.
- XLIV. Ele dispõe-se ao combate.
- XLV. Êle é derrotado.
- XLVI. Ardil de Hermócrates, para impedir a partida de Nícias durante a noite.
- XLVII. Os siracusanos apoderam-se de todas as passagens.
- XLVIII. Constância e firmeza de Nícias. Demóstenes é apanhado.
- XLIX. Nícias fica reduzido ao extremo.
- L. Ele se entrega.
- LI. Os siracusanos fazem Nícias e Demóstenes perecer.
- LII. Muitos prisioneiros atenienses devem sua salvação aos versos de Eurípides, muito apreciados pelos sicilianos.
- LIII. Como a notícia deste acontecimento foi levada a Atenas.
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Desde as origens da filosofia o problema do conhecimento sempre ocupou a maioria dos filósofos. O tema já era tratado pelos pensadores pré-socráticos, os quais, dada a maneira como abordavam o assunto, se dividiam entre racionalistas e empiristas. O racionalismo e o empirismo representam visões opostas na maneira de explicar como o homem adquire conhecimentos. A classificação em correntes de pensamento, evidentemente, foi realizada pelos pensadores posteriores, já que nem os gregos ou os medievais tinham clara a separação entre as duas tendências. Parmênides (cerca de 530
a.C. -460 a.C.) e os pitagóricos (século VI a.C.) concordam que além do conhecimento empírico existe também o racional, e é somente este último que efetivamente tem valor absoluto. Por outro lado, os sofistas Protágoras (480 a.C. -410 a.C.) e Górgias (480 a.C.375 a.C.) reconhecem somente o conhecimento sensível. Assim, como sabiam que as experiências eram falhas e que não eram as mesmas para todo e qualquer indivíduo, os sofistas concluíram pela rel
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História da Filosofia Antiga – Johannes Hirschberger C. O HOMEM Depois de termos consideradoa posição geral de Platão no concernente ao problema ontológico e teorético-epistemológico, voltemo-nos para algunsproblemas concretos e, em primeiro lugar, para o seu pensamento sobre o homem. α) O homem como alma "Ao legislador não podemos, em nenhum ponto, lhe recusar a [...]
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História da Filosofia Antiga – Johannes Hirschberger B. A Verdade O segundo conceito com que se encontra o pensamento de Platão é o da verdade. Falar de Platão, é falar da doutrina das Idéias. Mas desta só nos aproximamos se partirmos do ponto de vista da verdade. a) Conceito da verdade A verdade pode ser [...]
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A Filosofia de Platão começa onde parou Sócrates,
pela questão da essência do bem. O conceito de valor era tão multiforme
no seu tempo como o é hoje. Podia exprimir um conteúdo econômico, técnico,
vital, estético, religioso, ético. Para Platão,
o problema do valor é um problema ético. A figura e a obra de Sócrates convidavam-no a formula-lo
desse modo. Em Sócrates mesmo Platão viu o valor moral, prático e
vivo. Mas como deveria êle ser concebido e determinado teoricamente? O
ensinamento que Sócrates tinha
deixado soava: sê sábio e serás bom
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Platão nasceu em. 427. Descendia da mais antiga nobreza ateniense; e isso já o colocou no centro da vida cultural e política; a tendência a dar forma ao mundo e à vida_constituiu a característica essencial do seu temperamento. Na sétima carta, que encerra muito de autobiográfico, narra Platão seu desejo de participar da vida política assim que se visse senhor de si mesmo. Mas, cerca de 404, presenciou a ditadura dos Trinta e; um ano após, o regime dos democratas e, em particular, a condenação de Sócrates.
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História da Filosofia Antiga – Johannes Hirschberger (Tradução de Alexandre Correia) Capítulo II A FILOSOFIA ÁTICA Na vida, alturas e profundezas muitas vezes andam juntas. Talvez devesse o espírito grego passar pela depressão sofistica, pela sua superficíalidade, sua leviana retórica, sua crítica destrutiva, seu relativismo e ceticismo, para, abalado e ameaçado no seu mais íntimo, [...]
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Traduzido pela oficina de traduções Consciência. Veja o Original em Francês OS SOFISTAS Émile Bréhier – História da Filosofia Os últimos filósofos que iremos abordar [neste capítulo] viveram em meio a uma extraordinária efervescência espiritual que marca o fim das Guerras Médicas; a Grécia estava livre da ameaça bárbara; o império marítimo ateniense envolve parte [...]
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