HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) A ARTE ORNAMENTAL CAPÍTULO VI No estado primitivo, a arte de ornar os utensílios acha-se muito menos desenvolvida que a de adornar o corpo humano. Os membros da mais miserável tribo fueguina já sabem enfeitar-se, ao passo que os caçadores mais adiantados da América do Norte são pouco [...]
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Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876) CURSO DE LITERATURA NACIONAL LIÇÃO XI gênero dramático Estudemos a origem do teatro português antes de analisarmos as obras dos que nele maior nomeada obtiveram na época de que nos ocupamos. Nos primeiros séculos da monarquia nada encontramos • de semelhante às representações dramáticas, que eram apenas conhecidas por [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) O ADORNO CAPÍTULO V Certa vez, Darwin presenteou um fueguino nu com um pedaço de pano vermelho. E, com admiração, viu que este, ao invés de usá-lo para cobrir o corpo, o desfez em pequenos pedaços, distribuihdo-os em seguida aos seus companheiros, que assim se puseram a adornar [...]
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A evolução do pensamento de Auguste Comte
Ricardo Ernesto Rose Jornalista, Licenciado em Filosofia e Pós-Graduando em Sociologia
Em seu processo de desenvolvimento da ciência sociológica, o pensamento de Augusto Comte passou por três etapas. Na primeira fase, que vai aproximadamente de 1820 a 1826, Comte analisa a sociedade de seu tempo, avaliando o desenvolvimento da industrialização – a máquina a vapor havia sido recentemente introduzida no processo produtivo e era a grande novidade nos transportes; os aspectos sociais – migrações do campo para as cidades, surgimento de uma classe operária; e científico tecnológicos – a física vai ampliando sua área de conhecimento enquanto a química e a biologia dão seus passos iniciais. Comte chega à conclusão que um novo tipo de sociedade estava nascendo; científica e industrial, em oposição à sociedade que estava morrendo, a teológica, ainda ligada ao modo de pensar dos teólogos e sacerdotes. Através desta análise, Comte acaba concluindo que uma ordem social que chamou de teológico-militar estava em decadência, sendo substituída por outra que denominou científico-industrial.
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NÃO há talvez nenhuma arte a cujo respeito se tenham cometido mais erros e a propósito da qual as ideias tenham mudado mais, há uns cinquenta anos para cá, do que a arte tradicionalmente chamada bizantina. Os historiadores e críticos limitaram-se, durante muito tempo, a encará-la como uma espécie de decadência, de abastardamento, de entorpecimento da arte romana. Na verdade, ela procede duma estética por completo diferente e até oposta. Os nossos predecessores julgavam-na monótona e imóvel, sem dúvida porque ela lhes era de todo estranha, e não sabiam por isso notar nela senão as semelhanças, assim como os homens do século xvui não estabeleciam qualquer distinção entre os edifícios românicos e os edifícios góticos. Para que nós saibamos hoje apreciá-la, foi precisa forte sacudidela das disciplinas greco-romanas, foi preciso também que a história da arte se assenhoriasse de regiões de que mal suspeitava e que conhece ainda muito imperfeitamente.
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Desde as origens da filosofia o problema do conhecimento sempre ocupou a maioria dos filósofos. O tema já era tratado pelos pensadores pré-socráticos, os quais, dada a maneira como abordavam o assunto, se dividiam entre racionalistas e empiristas. O racionalismo e o empirismo representam visões opostas na maneira de explicar como o homem adquire conhecimentos. A classificação em correntes de pensamento, evidentemente, foi realizada pelos pensadores posteriores, já que nem os gregos ou os medievais tinham clara a separação entre as duas tendências. Parmênides (cerca de 530
a.C. -460 a.C.) e os pitagóricos (século VI a.C.) concordam que além do conhecimento empírico existe também o racional, e é somente este último que efetivamente tem valor absoluto. Por outro lado, os sofistas Protágoras (480 a.C. -410 a.C.) e Górgias (480 a.C.375 a.C.) reconhecem somente o conhecimento sensível. Assim, como sabiam que as experiências eram falhas e que não eram as mesmas para todo e qualquer indivíduo, os sofistas concluíram pela rel
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Francisco Nunes de Carvalho
Licenciado em Filosofia – fnunescarv@hotmail.com
O presente trabalho objetiva apresentar o processo
histórico-filosófico de decadência da metafísica enquanto ciência sobre o mundo
objetivo em sua totalidade – ciência do ser – na vertente de Aristóteles,
relacionando-o à afirmação do sujeito cognoscente que se volta para si mesmo e
estabelece a própria autonomia racional, o que ocorre na chamada Modernidade e
atinge momento privilegiado em Immanuel Kant. Analisaremos assim a transição de
uma racionalidade ontológica, típica da metafísica aristotélica do ser, a um
pensamento centrado no problema gnosiológico como pressuposto para ulteriores
desenvolvimentos filosóficos, inclusive na ética.
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O Renascimento da Grécia e de Roma
DOS séculos de escuridão raiou uma súbita revelação do antigo passado. Quase da noite para o dia, no século XIV, o mundo aprendeu que tinha havido, muito tempo antes de Cristo, na Grécia e em Roma, raças que viviam na luz de brilhante civilização. E depois, a história não havia começado no tempo de Carlos Magno! Tinha havido poderosos imperadores, grande arte e bela literatura nos remotos dias, anteriores à aurora do mundo cristão!
Diante da descoberta desse maravilhoso fato, os sábios da Europa lançaram-se no frenesi da procura. E muitas das pessoas que por primeiro decifraram os velhos manuscritos gregos e romanos foram os monges cristãos que, por centenas de anos tinham, sem saber, guardado com cuidado aqueles secretos tesouros, nas empoeiradas águas-furtadas e adegas de seus mosteiros.
Quando as histórias da Grécia e de Roma foram afinal descobertas, todo o mundo tentou reconstruir outra Grécia e outra Roma. Ergueram-se templos imitados dos palácios gregos e romanos e esplêndidos banhos. Os homens começaram a escrever poesia e prosa à maneira clássica. Todos, do papa ao camponês, ficaram absorvidos no novo mundo clássico. Os homens tentaram tornar-se crianças de novo e transformar a vida, segundo a maneira dos gregos, num belo brinquedo para sua diversão cotidiana.
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Este artigo investiga a relevância do pensamento de Blaise Pascal (1623-1662), em especial ao seu conceito de superação do humano mediante a negação do mesmo, para o mundo pós-moderno. Traçando um paralelo entre a idéia de progresso de seu tempo e o conceito cristão de depravação da natureza humana pelo pecado, apresentou-se as implicações práticas do pensamento pascaliano para o mundo globalizado, que fomenta o abandono da religião e é otimista para com o saber científico.
Palavras-chave: Fé. Ciência. Humilhação. Superação. Milagres. Glória.
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Resumo sobre os argumentos de Sócrates acerca da necessidade da existência da alma e de sua imortalidade no clássicio diálogo Fédon, que se passa quando Sócrates já estava preso e condenado a cicuta.
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BENVENUTO CELLINIPaul de Saint-Victor (Trad. de Mário Ferreira dos Santos) Benvenuto Cellini tinha cinco anos, quando, numa tarde de inverno, seu pai, que tocava viola ao canto do fogão, acreditou ver um animal semelhante a um lagarto que dançava vivo na chama. Ordenou à criança que se aproximasse, e deu-lhe uma bofetada que fez brotar [...]
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J.M BOCHENSKI – A FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA OCIDENTAL – Tradução de Antonio Pinto de Carvalho. Fonte: Ed. Herder Capítulo I – ORIGENS DA FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA O "homem moderno", isto é, o homem desde o Renascimento encontra-se pronto para ser enterrado. Conde Paul Yorck von Wartenburg 1. O SÉCULO XIX A. Caráter e desenvolvimento da filosofia moderna. [...]
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Através de uma perspectiva genealógica do conhecimento que se preocupa com o valor e o sentido das coisas, buscou-se experimentar o pensamento educacional, transvalorando-o por completo pelo conceito de (des)educação. Tal proposta vem acompanhada de outras duas: a transvaloração do ócio face à redução da valorização do trabalho, e a adoção do Super-Homem – o homem superado por si próprio – como figura apropriada para este novo paradigma educacional. No capítulo Genealogia do Ócio, discute-se como se procedeu a mudança de sentidos do ócio ao longo da história e, adiante, examinam-se os motivos do início da decadência da educação pelo e para o ócio na Grécia trágica. Traça-se, a partir disso, um esboço de como fazer para desconstruir a educação hoje existente, em favor da educação pelo e para o ócio. O método genealógico, levado a uma experimentação diferente e nova, coloca instrumentos variáveis na genealogia e investiga a noção de Super-Homem – o que é e como pode ser interpretada no contexto pedagógico. No aspecto normativo, a presente tese amarra o argumento com fortes nós – para aqueles que tentem desatá-los, que falhem em sua própria ruína.
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Universo Infinito de Giordano Bruno aceito por pensadores
e executado pela Igreja
Pablo Dressel
A forma
como defendeu, até ao fim, as suas convicções filosóficas, consideradas
heréticas pelo Santo-Ofício, fizeram do filósofo napolitano Giordano Bruno um
símbolo marcado por um mundo e por uma época onde labaredas castigavam
espíritos discordantes. E embora já muitos outros autores fossem lidos e
divulgados, para a época do renascimento as idéias de Aristóteles continuavam a
ser o alicerce de novas respostas, idéias que condizem que um mundo infinito
não era coisa sequer concebível.
Giordano
Bruno, Filósofo, astrônomo e matemático, rejeitou a teoria geocêntrica
tradicional e ultrapassou a teoria heliocêntrica de Copérnico que ainda
mantinha o universo finito com uma esfera de estrelas fixas. Embora tais campos
não existissem ainda na ciência, pode-se dizer que Bruno estava interessado na
natureza das idéias e do processo associativo na mente humana. Por outro lado,
está fascinado em prover com um embasamento filosófico as grandes descobertas
científicas de seu tempo. Mesmo que a conseqüência seja o fim de sua própria
vida.
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet linha do tempo da filosofia QUADRO HISTÓRICO DAS ESCOLAS DE FILOSOFIA Podem-se distinguir três grandes períodos: a Antigüidade, — a Idade Média,.— a Época Moderna. (Os nomes em grifo indicam os filósofos chefes de escola ou os filósofos que exerceram uma influência preponderante) . I. A ANTIGÜIDADE Na antigüidade, [...]
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RESUMO:
Este artigo pretende analisar o
conceito de virtù em O Príncipe de Maquiavel, tomando-a como
a capacidade do soberano no uso racional das armas próprias para a preservação
do Estado. Também se propõe a verificar a distinção entre as formulações do
conceito de virtus pelos humanistas e
segundo a radical visão maquiaveliana, ambas frutos da Renascença. Ainda
observaremos que os "espelhos de príncipes" escritos durante a
Renascença formaram-se em oposição à definição humanista de virtus, que visava à formação do homem
cívico e não do príncipe. Nesse sentido, reformulando o conceito de virtù, Maquiavel opôs o seu espelho de
príncipe tanto à concepção humanista como à idéia de virtus dos
outros autores dos espelhos, enfatizando a prática da guerra. Finalmente, buscaremos revelar a virtù associada à arte da guerra como a
própria definição de "príncipe prudente".
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Fontes Gregas Introdução em Pdf Introdução em rtf Ebook de Píndaro – Oitava Pítica (pdf) Ebook de Píndaro – Oitava (rtf) – necessárias para a correta visualização dos documentos acima. Oitava “Ode Pítica” de Píndaro Humberto Zanardo Petrelli Mestre em Filosofia pela USP Píndaro (P…ndaroj) foi o mais brilhante poeta do século V a.C.. [...]
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EM MEMÓRIA DE GIORDANO BRUNO
Vera Lúcia Vassouras

"Para o verdadeiro filósofo, todos os países são sua pátria"
Aos 17 de fevereiro de 1600, após uma tortuosa e longa prisão, Giordano Bruno é levado à fogueira pelo Santo Oficio, sob as acusações de "apóstata", "herético impertinente, pertinaz e obstinado". A acusação foi sancionada pelo Papa Clemente VIII e posteriormente renovada por Leão XIII, declarando sua filosofia como um "materialismo degenerado". A época ficou conhecida como o período das reformas político-religiosas: o Renascimento. O filósofo foi condenado pelas três correntes: catolicismo, calvinismo o luteranismo (protestantismo).
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