Uma visita a Roma

Uma visita a Roma Eis-me em Roma! Apesar-dos modernos meios de locomoção, é comprida a viagem desde Lisboa à Cidade Eterna; mas ainda as­sim pareceu-me mais curta do que as catorze léguas que separam Roma de Civita-Vecchia. O encanto do imprevisto só dá tempo de contar as horas que passam. Mas embarcar para chegar a … Ler maisUma visita a Roma

ARQUITETURA DOS ÁRABES – Dr. Gustave Le Bon

Fig. 310 — Torre árabe da igreja de Santiago, em Toledo, segundo fotograjia.

I — ESTADO ATUAL DOS NOSSOS CONHECIMENTOS RELATIVOS À ARQUITETURA DOS ÁRABES. Extrema insuficiência desses conhecimentos. Ausência completa de trabalho de conjunto sôbrc a arquitetura árabe. Importância de um estudo
comparado das artes árabes nos diversos países. 17$ — ELEMENTOS CARACTERÍSTICOS DA ARTE ÁRABE. Materiais de construção. Colunas e capitéis. Arcadas. Minaretes, Cúpulas. Pingentes. Arabescos e pormenores de ornamentação. Decoração polícroma. III — ESTUDO COMPARADO DOS DIVERSOS MONUMENTOS DA ARQUITETURA ARABE. Classificação e descrição dos monumentos da Síria, Egito, África setentrional, Espanha, índia e Pérsia em diferentes épocas. Analogias e diferenças desses monumentos. Nova classificação dos monumentos árabes ………………………
capítulo viii de A civlização árabe

AS ARTES ÁRABES, PINTURA, ESCULTURA, ARTES INDUSTRIAIS

Fig_ 286 — Broche árabe (Síria); fotografia do autor.

AS ARTES ÁRABES Pintura, escultura e artes industriais
I — IMPORTÂNCIA DAS OBRAS DE ARTE PARA A RECONSTITUIÇÃO DE UMA ÉPOCA. A obras de arte exprimem os sentimentos, crenças e necessidades de uma época, e transformam-se com ela. Devemos colocá-las entre os documentos históricos mais importantes. A arte de um povo transforma S6 logo que é adotada por outro povo. Exemplo fornecido pela arte muçulmana. Fatores que determinam a evolução das obras de arte. Condições necessárias para que as obras de arte constituam uma língua de leitura fácil. II — AS ORIGENS DA ARTE ÁRABE. As artes de todos os povos derivam sempre daqueles que os antecederam. Exemplos fornecidos pelos gregos c pelas diversas nações européias. O que constitui a originalidade de um povo na arte. Criação de uma arte nova com elementos anteriores. Os elementos tomados de empréstimo pelos árabes aos bizantinos e persas em breve formaram uma arte completamente original. Porque certos povos nunca puderam elevar-se à originalidade na arte. Exemplos fornecidos pelos turcos e os mongóis. Os elementos das artes anteriores estão sobrepostos entre estes últimos, mas não combinados. III — VALOR ESTÉTICO DAS ARTES ÁRABES. Impossibilidade de achar uma escala absoluta para determinar o valor de uma obra de arte. Valor relativo da beleza e da feiura. Origem dos nossos sentimentos estéticos. Origem das nossas ilusões sobre o valor absoluto das obras de arte. A arte não tem por fim reproduzir fielmente a natureza. Características das artes árabes. IV — AS ARTES ÁRABES. Pintura e escultura. Trabalho dos metais e das pedras preciosas. Ourivesaria, joalheria, marchetaria, cinzeladura. Trabalho da madeira e do marfim. Mosaicos, vidraria e cerâmica. Estofos, tapetes e colgaduras …………………….. 611

A ESCULTURA E A PINTURA

HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) A ESCULTURA E A PINTURA CAPÍTULO VII Poucos achados pré-históricos conseguiram despertar maior curiosidade geral que as esculturas da época da rena, encontradas nas grutas da Dordogne. Entre restos animais e humanos, instrumentos de pedra e madeira, havia fragmentos de chifres de renas, cobertos de gravuras, representando, na … Ler maisA ESCULTURA E A PINTURA

Filosofia Renascentista

filósofo renascença

93. FILOSOFIA DA RENASCENÇA — Os ataques contra a filosofia das escolas alastraram-se por toda a Europa, assumindo a feição de uma verdadeira ofensiva geral. O movimento de idéias, conhecido pelo nome de Renascença (80) e caracterizado na literatura e nas artes por um esmerado cultivo da forma e por uma admiração exageradamente entusiasta da antigüidade paga, apresenta-se em filosofia como uma reação hostil, cega e violenta contra as tendências medievais. Por toda a parte, os filósofos, mediocridades, na maioria, de pequena envergadura, não fazem senão impugnar, criticar e destruir as antigas doutrinas, sem vingar construir uma síntese duradoura. A desorientação geral do pensamento é manifesta. Uns deprimem sem critério a autoridade de Aristóteles, outros sobremaneira a elevam. Estes exaltam a fé a ponto de descrerem da razão, aqueles divinizam a razão, renegando a fé; alguns, enfim, para conciliarem os desvios da inteligência com as exigências da ortodoxia recorrem à esdrúxula teoria das duas verdades (81). Em tudo há falta de unidade, exagero, excesso (82).

Declínio da escolástica medieval, Ockham e Ockhamismo

88. DECADÊNCIA DA ESCOLÁSTICA — SUAS CAUSAS — O precioso legado intelectual do grande século bem depressa se tornou estéril nas mãos de herdeiros degenerados. A começar do século XIV, a escolástica decaiu rápida e incessantemente. As correntes contrárias favorecidas pelas circunstâncias foram tomando incremento e vigor, até invadirem e ocuparem, de todo, o campo que ela outrora havia tão brilhantemente defendido.GUILHERME OCKHAM (1295-1349), por isso denominado Venerabilis inceptor. Inglês de origem e franciscano, estudou em Oxford, entre 1312 e 1318 e veio depois para Paris onde se imiscuiu em discussões políticas, advogando as pretensões regalistas de Felipe o Belo e mais tarde de Luiz de Baviera contra Bonifácio VIII. Conta-se que ao príncipe bávaro dirigiu um dia o frade as arrogantes palavras: Imperator, defendas me gladio, ego te defendam calamo.

Escolástica e Grandes Filósofos Medievais

Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. PARTE IV Quarta época – Filosofia medieval (Séc. IX – XVII) 56. INTRODUÇÃO — Depois das sérias e profundas investigações históricas acerca do pensamento medieval, iniciadas no princípio do século XIX, desvaneceram-se muitos dos inumeráveis preconceitos, acumulados pela renascença sobre a era de “obscurantismo”, e … Ler maisEscolástica e Grandes Filósofos Medievais

ANTÔNIO FERREIRA

ANTÔNIO FERREIRA (Lisboa, 1528-1559) fêz sérios estudos de humanidade em Coimbra, onde aprendeu o Grfego com Diogo de Teige. Concluindo o seu curso de Direito Civil, foi lente da Universidade donde passou a desembargador na capital do Reino. Benquisto na corte, obteve a mercê de fidalgo.

Escreveu duas comédias em prosa, Bristo e Cioso, e uma tragédia em versos, Castro; além de várias composições líricas — sonetos, éclogas, elegias, epístolas, odes publicadas com o título de Poemas Lusitanos.

JOSÉ MARIA LATINO COELHO

Marechal deodoro da fonseca

JOSÉ MARIA LATINO COELHO (Lisboa, 1825-1891), general do exército português e, com melhor direito, das letras lusitanas, fêz severoi estudos na Escola Politécnica de Lisboa e foi membro da Academia das Ciências dessa Capital. Na Escola onde estudou, ganhou por concurso imi.i cadeira de lente.

Apaixonado cultor de línguas vivas e mortas, possuía o mais copioso cabedal de idéias e, ao mesmo tempo, admirável faculdade de expressá-las com propriedade. Têm seus escritos sabor clássico, que aliás não peca por incôngruo purismo.

(252) discernir (do lat. discernere) — separar, distinguir, discriminar; avaliar, notar, medir.

Só a palavra, nas artes a que é matéria prima, fala ao mesmo tempo à fantasia e à razão, ao sentimento e às paixões. Só ela, Pigmalião prodigioso, esculpe estátuas que vão saindo vivas e animadas da pedra ou do madeiro, onde as delineia e arredonda o seu buril. Só a palavra, mais inventiva do que Zêuxis, sabe desenhar e colorir figuras e países, com que se ilude e engana a vista intelectual. Só a palavra, mais audaz que os Ictinos e os Calícrates, traça, dispõe, exorna e arremessa aos ares monumentos mais nobres e ideais que o Partenão de Atenas. Só a palavra, mais comovedora e persuasiva do que o pletro dos Orfeus, encadeia à sua lira mágica estas feras humanas ou desumanas, que se chamam homens, arrebatados e enfurecidos nas mais truculentas alucinações.

Eduardo Paulo da Silva Prado – Membro fundador da ABL

Marechal deodoro da fonseca

EDUARDO PRADO (São Paulo, 1860-1901) formou-se em Direito na Faculdade da sua província natal e, membro de opulenta família paulistana, longamente viajou, não só pela Europa como por outras partes do mundo. Das suas peregrinações por todas essas terras há dois volumes interessantes: Viagens à Sicília, Malta, Egito e Viagens na América, Oceania e Ásia. l

Escrevendo para a Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, assinalou com admirável perspicácia os pródromos sociais e políticos da proclamação da República.

O Século XIX – História da Arte

Pierre du Columbier – História da Arte – Cap. 13 – O Século XIX

Tradução de Fernando Pamplona. Fonte: Editora Tavares Martins, Porto, Portugal, 1947.

O meio romano

 UM observador houvera podido conjecturar, em meados do século XVIII, que a Itália,e particularmente Roma iam retomar a direcção das artes, que lhes pertencera durante tanto tempo, e que a opinião geral estava inteiramente disposta a atribuir-lhes de novo. Reinava, com efeito, nessa cidade um estado de espírito que lembra, guardadas as devidas proporções, o do século xvi. De novo se descobria o antigo. Esta fermentação é por vezes relacionada com as escavações recentemente executadas em Pompeia e Herculano. Elas não lhe são estranhas e concebe-se o choque que produziu a vida íntima da Antiguidade de súbito revelada à luz do dia; no entanto, este género de explicação é demasiado fácil, assim como os achados arqueológicos feitos três séculos atrás não bastavam para justificar a Renascença. Trata-se antes de um episódio desseeterno movimento pendular que faz com que a um período de frivolidade suceda um período severo, a um período de liberdade um período de disciplina. A reacção contra o barroco tinha de vir: agarrou-se ela á antiguidade romana e etrusca, visto que a antiguidade grega continuava a ser quase por completo ignorada.

A Arte Europeia no Século XVII – História da Arte

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Pierre du Columbier – História da Arte 

A Arte Europeia no Século XVII

CONTRARIAMENTE ao que se imagina por vezes sem razão e a despeito da emancipação, em toda a Europa, de escolas nacionais que brilham com o mais vivo fulgor, o primado da arte Galiana não foi seriamente abalado no século xvii. A bem dizer, não dispõe já de artistas da estatura dos grandes do século precedente, mas apresenta ainda alguns mais do que estimáveis — e foram eles que, em grande parte, determinaram as modas de pintar e de sentir da época.

Quando se procura definir o que distingue, nas artes, o século xvii do seu predecessor, acham-se duas palavras de que se abusou enormemente nestes últimos anos e de que importa usar com grandes precauções: «Contra-Reforma» e «Barroco». A primeira delas é relativa a um aspecto moral, a segunda a um aspecto plástico.

Contra-Reforma

A Alta Renascença do Século XVI – História da Arte

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

A Alta Renascença do Século XVI

NO Século XVI, a atenção de toda a Europa concentra-se definitivamente sobre a Itália. A fabulosa fecundidade que favorecera este país durante os últimos cem anos decorridos não aumenta nem diminui. Todas as novidades — conhecimento do corpo humano, inteligência do antigo, aquisição do efeito de profundidade nos quadros e da materialidade dos objectos neles representados (valores tácteis) — tinham sido descobertos havia muito tempo e continuavam apenas a exercer os seus benefícios. No entanto, com o consenso universal, produz-se, por volta do ano de 1500, sob a acção de alguns homens, os mais célebres dos quais se chamam Leonardo de Vinci, Rafael e Miguel Angelo, uma completa mudança. Estes homens não pertencem todavia à mesma geração: Leonardo de Vinci é pelo menos vinte anos mais velho do que os dois outros, pode considerar-se perfeitamente um oontem porâneo de Botticelli e contudo não é ao lado de Botticelli que geralmente o colocam. Para justificar o que tão bem se concebe, há que recorrer a palavras que têm um sentido muito preciso para os artistas e é no entanto quase indefinível. Em suma, as que parecem mais convir aqui são as de segurança e de grandeza. Na maneira por que os homens do século XV exploravam as suas conquistas, havia quase sempre uma espécie de embaraço, de rigidez e também de secura: até os mais fortes, como Signorelli, não estavam isentos de tais fraquezas. Ora os seus sucessores assimilaram a tal ponto a nova linguagem que usam dela com uma naturalidade total. A forma era muitas vezes subdividida, acanhada, tinha qualquer coisa de quebrado, de fatigado, de incompleto. Agora, tudo se amplia e se arredonda, tudo parece tornar-se fácil.

Renascença- As Origens da Arte Moderna – História da Arte

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

Pierre du Columbier – História da Arte

NÓS somos até certo ponto vítimas do nosso vocabulário. A uma variação lenta chamamos evolução e supomos com facilidade que em tal fenómeno não intervieram elementos estranhos verdadeiramente novos. Essas evoluções não nos deixam, por exemplo, discernir perfeitamente uma mudança de estilo: é-nos preciso então, de quando em quando, determo-nos um pouco para darmos conta do fenómeno. A lentidão da mutação não prova, de forma nenhuma, que ela se não tenha produzido, como o verificamos no que respeita à passagem do românico ao gótico.

Pelo contrário, uma revolução faria supor, no nosso espírito, um contributo exterior capaz de provocar, na curva que parecia representativa da arte através dos tempos, uma súbita inflexão.

Assim, estaríamos dispostos a admitir que, ao longo dum período que abrange seguramente todo o século XV e que, segundo os lugares, começa mais tarde ou mais cedo no século xiv e excepcionalmente no século XIII, se deram dois fenómenos: no Norte, uma evolução que corresponde à decadência da arte gótica e, em Itália, uma revolução determinada pela intervenção das recordações antigas e que marca o alvorecer da Renascença.

A bem dizer, haveria motivo para desconfiar desta lei imposta a todas as artes: arcaísmo, apogeu e decadência. Ela pressupõe juízos qualitativos por vezes difíceis de justificar.

A Arte Gótica – História da Arte

DA arte românica à arte tão universalmente chamada gótica que se tornou de todo inútil procurar uma justificação para este termo, a passagem fez-se quase insensivelmente; os graus intermédios entre uma e outra são a tal ponto numerosos que se experimentou geralmente a necessidade de distinguir um estilo de transição. E, nos nossos dias, alguns historiadores da arte propuseram o regresso ao vocabulário dos teóricos da arte clássica, que, em vez de «românico» e de «gótico», falavam dum gótico antigo e dum gótico recente.

E todavia a morosidade da gestação não faz nada ao caso. Quem observar um monumento gótico bem caracterizado, uma das catedrais da região parisiense, por exemplo, acha-o diferente na sua essência dum monumento românico, mais diferente talvez do que o é este edifício românico dum edifício carolíngio, ou até, no fundo, dum edifício antigo.

A Arte Românica – História da Arte

A Arte Românica

Os Preliminares

O Império do Oriente mantinha, durante algum tempo pelo menos, a sua supremacia numa parte do mundo civilizado, o Império do Ocidente sucumbira, tanto em consequência de sua própria decomposição como em resultado dos golpes dos invasores. No fim do século V, cessou a autoridade romana na Gália. Mas a organização administrativa de Roma não desapareceu do mesmo modo e muitas vezes forneceu quadros de funcionários, que todos aceitaram de comum acordo, à falta de quem os substituísse. E, sobretudo, compreende-se hoje cada vez melhor que a irradiação de Bizâncio não cessou de atingir os países que marginam o lago mediterrâneo e até os próprios recém-vindos. Muitas vezes, esta arte sumptuosa parece seduzi-los bem mais do que as ruínas imponentes de Roma. E é também do Oriente bizantino que veio o monaquismo, cuja acção devia ser decisiva para a civilização do Ocidente.

 Arte dos Nômadas

AS REACÇÕES CONTRA A ARTE GRECO – ROMANA – História da Arte

NÃO há talvez nenhuma arte a cujo respeito se tenham cometido mais erros e a propósito da qual as ideias tenham mudado mais, há uns cinquenta anos para cá, do que a arte tradicionalmente chamada bizantina. Os historiadores e críticos limitaram-se, durante muito tempo, a encará-la como uma espécie de decadência, de abastardamento, de entorpecimento da arte romana. Na verdade, ela procede duma estética por completo diferente e até oposta. Os nossos predecessores julgavam-na monótona e imóvel, sem dúvida porque ela lhes era de todo estranha, e não sabiam por isso notar nela senão as semelhanças, assim como os homens do século xvui não estabeleciam qualquer distinção entre os edifícios românicos e os edifícios góticos. Para que nós saibamos hoje apreciá-la, foi precisa forte sacudidela das disciplinas greco-romanas, foi preciso também que a história da arte se assenhoriasse de regiões de que mal suspeitava e que conhece ainda muito imperfeitamente.

Etrúria e Roma – História da Arte

mapa roma itália

 

Pierre du Columbier – História da Arte

Tradução de Fernando de Pamplona .Fonte Livraria Tavares Martins, Porto, 1947.

Á Etrúria e Roma

A Etrúria

SEJAM embora muito vincados certos caracteres da arte etrusca, não se pode dissimular que ela deve em boa parte o lugar que se lhe atribui à sua grande herdeira, a arte romana.

A Grécia – Arte Grega Antiga

Templos gregos 

  • Ordens
  • Arquitectura Clássica Grega Antiga
  • Escultura na Grécia Antiga
  • Curos e Coré 
  • Período pré-clássico 
  • Fídias
  • Arte na Grécia no Século IV a. C
  • Período Helenístico
  • Vasos 
  • OBRAS CARACTERÍSTICA DA ARTE GREGA
  • ARQUITECTURA
  • ESCULTURA
  • VASOS
  •  

    Á Grécia

    Reserva feita da opinião dos que sustentam — será acaso um paradoxo? — que a arte grega nunca cessou de viver pois que inspira ainda hoje toda a Europa, esta arte teve uma existência bastante breve. Durou praticamente do vil século até cerca do ano 150 antes de Jesus Cristo, até à conquista romana. O seu domínio também foi relativamente limitado: Grécia propriamente dita. Asia Menor e Grande Grécia.

    Mas a sua duração global dá uma ideia bastante imperfeita dos fenómenos ocorridos: importa ter em consideração épocas em que o movimento se acelera; menos de cem anos bastam para passar do Triplo ATereuáo Hecatompédon às esculturas de Parténon.

    Capítulo VII – A MEDIOCRACIA – O Homem Medíocre – José Ingenieros

    O Homem Medíocre (1913)

    José Ingenieros (1877-1925)

     

    Capítulo VII – A MEDIOCRACIA

    I. O clima da mediocracia. — II. a pátria. — III. a política das piaras. — IV. os arquetipos da mediocracia.— V. a aristocracia do mérito.

    I — O clima da mediocridade

    Em raros momentos, a paixão caldeia a história, e se exaltam os idealismos; quando as nações se constituem, e quando elas se renovam. Antes, é secreta ânsia de liberdade, luta pela independência; mais tarde, crise de consolidação institucional a seguir e, depois, veemência de expansão, ou pujança de energias. Os gênios pronunciam palavras definitivas; os estadistas plasmam os seus planos visionários; os heróis põem o seu coração na balança do destino.

    OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO – MARAVILHAS DA ARTE

    OS MAIS BELOS QUADROS DO MUNDO

    Dádivas da Grécia

    ONDE estão as antigas pinturas gregas de Zeuxis e as obras-primas de Polignoto? Onde está a obra de Apeles, pintor da corte de Alexandre, o Grande? Praticamente, nada se salvou das devastações do tempo. Mas peias recordações históricas sabemos que aquelas pinturas tinham a dignidade e a grandeza das outras artes da Grécia. Porque o grego antigo conhecia o ritmo, o equilíbrio, a simetria e o desenho. Um povo que podia construir um Partenão não haveria de fracassar nas outras artes. Felizmente, temos uma fase da pintura grega bem representada, na maior parte dos museus da arte mundial, isto é, o vaso.

    A história dos Vasos Gregos é emocionante. Deveis lembrar-vos de que aqueles vasos de tão elevado preço, delicados como são, de forma e de côr, eram justamente a louça diária dos gregos. Somente um dos numerosos tipos se usava para derramar o óleo sagrado sobre os cemitérios. Todos os outros vasos usavam-se para as prosaicas funções cotidianas de lavagem, bebida, conserva de frutas e carreto d’água. Tão amantes eram, porém, os gregos da beleza, que davam delicada forma e côr até aos mais comuns de seus utensílios.

    História da Dança – Maravilhas da Arte

    Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

    Henry Thomas

    A HISTÓRIA DA dança

    Damas mágicas e selvagensA grande festa dos mortos

    JÁ atingido pela civilização européia, o esquimo diverte-se indo a uma reunião e dançando com as beldades dentro de poucas horas, tanto como outro homem qualquer. Contudo há ocasiões especiais em que dançar significa algo mais para êle do que simples diversão, quando assume uma qualidade profundamente religiosa e quase mística. Uma dessas ocasiões é a Grande Festa dos Mortos. É realizada pelos parentes dos falecidos, com intervalos de dez ou quinze anos, pois deve-se economizar alguma coisa, visto como dar presentes tanto aos vivos quanto aos mortos, é importante parte das festas.

    Essa festa característica dura usualmente cinco dias. As almas dos falecidos já foram notificadas com um ano de antecedência. O primeiro e o segundo dia da dança são consagrados à recepção dos convidados de aldeias distantes e aos preparativos para a festa. No terceiro dia, todos os participantes reúnem-se no salão cerimonial. Os mortos são invocados por meio de um tambor e lâmpadas de azeite permanecem a arder para que os espíritos possam dar com o caminho. Para encorajar esses espíritos, os participantes, que envergam suas mais velhas e mais pobres roupas, fazem uma série de danças imitativas. Todas essas sugerem apropriadas maneiras de viajar. Por isso alguns fingem impelir um caíque, enquanto outros andam como se estivessem com sapatos de neve. Ao som do tambor, a bater continuamente, enquanto uma cantilena é entoada em voz baixa pelos participantes menos ativos, os dançarinos prosseguem numa carreira vertiginosa dentro do quadrilátero cerimonial. Isto simboliza o caminho sinuoso que os espectros devem tomar pela colina e pelo vale, afim de alcançarem seu destino. Essa dança mágica continua até certo tempo, dado como o gasto para a chegada dos espectros. Imediatamente, presentes de peixe e de roupas novas são distribuídos por todos os presentes. Os que usam o mesmo nome do defunto são olhados como seus representantes e recebem duplo quinhão.

     

    A dança guerreira

    Os índios americanos são grandes dançarinos. Como todos os povos primitivos, dançam por motivos mágicos e simbólicos, para adquirir coragem e assegurar a proteção dos espíritos.

    Literatura na Idade Média e Renascença – Resumo escolar

    A IDADE-MÉDIA E A RENASCENÇA

    Descida ao inferno

    DESDE os primeiros dias, têm os homens imaginado o que acontecerá à alma depois que, deixa o corpo. Permanecerá viva? E se fôr assim, para que especie de lugar irá ela? Vários grandes escritores tentaram imaginárias viagens à terra das almas que se foram. O maior deles foi Dante Alighieri, poeta italiano do século treze. Na sua obra-prima, A Divina Comédia, leva-nos em viagem através dos horrores do inferno, cruza as regiões do purgatório e chega às glórias do céu. Tão viva era sua imaginação e tão profundamente se lhe marcava o pensamento no rosto, que um amigo observou uma vez: "Este homem parece, na realidade, ter vindo diretamente do inferno". Eis como Dante descreve sua descida ao mundo subterrâneo:

    Um dia, acha-se êle perdido numa sombria floresta. Está a ponto de ser atacado por um leão, uma onça e uma loba, quando o antigo escritor Virgílio vem em seu auxílio. Este escritor, no seu poema A Eneida, fizera outrora uma viagem ao reino de Plutão. Agora oferece-se como guia a outra excursão ao mundo subterrâneo.

    Juntos descem eles às profundezas da terra até se encontrarem no círculo mais exterior do Inferno. Aqui Dante encontra as almas dos indiferentes, dos insignificantes, dos que durante toda sua vida não foram exatamente maus, nem tão pouco se deram ao trabalho de ser bons. No Inferno, têm de cumprir a pena que cabe à indiferença. Esse castigo é serem forçados continuamente a trabalhar, sem um momento de descanso, "como grãos de areia revoluteando eternamente no remoinho".

    Em seguida, descem às regiões mais

    A AURORA DA HISTORIA MODERNA – História do Mundo

    Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

    O Renascimento da Grécia e de Roma

    DOS séculos de escuridão raiou uma súbita revelação do antigo passado. Quase da noite para o dia, no século XIV, o mundo aprendeu que tinha havido, muito tempo antes de Cristo, na Grécia e em Roma, raças que viviam na luz de brilhante civilização. E depois, a história não havia começado no tempo de Carlos Magno! Tinha havido poderosos imperadores, grande arte e bela literatura nos remotos dias, anteriores à aurora do mundo cristão!

    Diante da descoberta desse maravilhoso fato, os sábios da Europa lançaram-se no frenesi da procura. E muitas das pessoas que por primeiro decifraram os velhos manuscritos gregos e romanos foram os monges cristãos que, por centenas de anos tinham, sem saber, guardado com cuidado aqueles secretos tesouros, nas empoeiradas águas-furtadas e adegas de seus mosteiros.

    Quando as histórias da Grécia e de Roma foram afinal descobertas, todo o mundo tentou reconstruir outra Grécia e outra Roma. Ergueram-se templos imitados dos palácios gregos e romanos e esplêndidos banhos. Os homens começaram a escrever poesia e prosa à maneira clássica. Todos, do papa ao camponês, ficaram absorvidos no novo mundo clássico. Os homens tentaram tornar-se crianças de novo e transformar a vida, segundo a maneira dos gregos, num belo brinquedo para sua diversão cotidiana.

    A RELIGIÃO E O RISO

    maravilhas das antigas civizações

    Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ricardo Rose para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia no Centro Universitário Claretiano.

    A idéia de escrever este ensaio sobre o tema da religião e do riso
    me ocorreu há cerca de um ano, quando assisti no Youtube a um vídeo do
    humorista americano George Carlin, falecido por aquela época. No filme, Carlin
    faz uma engraça crítica à religião (Religion is bullshit -Religião é
    besteira
    ), que arrancou muitas gargalhadas da audiência em Nova York. Ator,
    humorista e comediante, George Carlin (1937­2008) sempre foi um grande crítico
    do “American way of living” (o jeito americano de viver). Ridicularizava
    o excessivo patriotismo dos americanos, seu impulso consumista e até o
    exagerado engajamento ambiental. O maior alvo de Carlin, no entanto, sempre
    foram as religiões; em tudo o que elas têm de autoritário, obscurantista e
    fanático. O comediante era um ardoroso defensor da democracia, da liberdade
    individual e dos valores seculares.

    […]
    O trabalho A religião e o riso, abordará o tema
    inicialmente em sua dimensão propriamente dita, descrevendo o significado do
    riso e sua relação com a religião ao longo do tempo. O período considerado
    neste estudo vai aproximadamente da Pré-História ao Renascimento, já que é
    neste espaço de tempo que a influência da religião sobre as sociedades é mais
    acentuada. O texto, entretanto, não esgota o assunto; apresenta apenas alguns
    fatos e análises que caracterizaram a relação do riso com a religião durante
    este período histórico.

    Em seguida, serão descritos
    alguns aspectos da relação entre a religião e o riso, sob ponto de vista
    filosófico e cultural. É fato que pouquíssimos filósofos se ocuparam
    especificamente do fenômeno do riso, menos ainda do riso em relação à religião,
    o que fez com que as fontes de pesquisa para este trabalho fossem bastante
    reduzidas e tivessem que ser encontrados subsídios em um universo bibliográfico
    mais amplo e não dirigido exclusivamente para este tema. Assim, o estudo se
    vale das contribuições de filósofos e escritores que abordaram o assunto da
    religião sob um aspecto crítico, mas que também olharam além do simples
    fenômeno religioso, tentando apontar-lhe outros significados. A análise
    filosófica e cultural, todavia, não coincidirá necessariamente com os períodos
    históricos focados, já que as informações disponíveis sobre a história da
    religião e da filosofia, no que se refere ao riso, não são necessariamente de
    períodos históricos coincidentes.

    Ao
    final o estudo apresenta uma conclusão, na qual se pretende demonstrar que a
    crítica da religião, seja através do riso ou da argumentação, longe de ter como
    alvo principal a divindade e sua instituição é, na realidade, um estudo crítico
    da sociedade e do homem. Examinar o fenômeno religioso, seja sob que aspecto
    for – inclusive o riso – é analisar o homem e sua cultura, tentando entendê-los
    através de uma abordagem diferente.

    Nietzsche e o cristianismo

    maravilhas das antigas civizações

    Nietzsche e o CristianismoMiguel Duclós Trabalho apresentado no CFH/UFSC 2008, disciplina Filosofia da Religião ministrada pelo Prof. Dr. Luiz Hebeche          O objetivo deste trabalho é o de investigar alguns aspectos conhecidos e característicos da vida e obra de Nietzsche e sua relação com alguns outros autores, para que possamos identificar questões que nos permitam visualizar … Ler maisNietzsche e o cristianismo

    O INFERNO SÃO OS OUTROS: uma reflexão sobre a diversidade cultural nos domínios da Inquisição

    Trabalho originalmente
    apresentado para a FFLCH/USP

    No século XII, foi instaurada a Inquisição contra os crimes de heresia, quase
    na mesma época em que foi fundada a ordem dos frades dominicanos. O objetivo
    era universalizar o mundo cristão e através da catequese e punição, firmar seu domínio. Este objetivo de cristianizar o
    mundo não era recente nesta época. Carlos Magno já o tinha feito à força
    com os povos bárbaros da Europa e as cruzadas partiram em direção ao Oriente
    para tomar a terra santa (Jerusalém), mas fracassaram. Houve um movimento contrário, uma guerra religiosa que avançou na
    Europa, chegou até a Espanha, onde os povos orientais permaneceram por
    séculos.

    Lista de Livros Sugeridos para estudantes do ensino médio ou iniciantes em Filosofia

    Lista de Livros Sugeridos para estudantes do ensino médio ou iniciantes em Filosofia Após a leitura desta bibliografia você saberá as principais correntes e pensadores da História da Filosofia, além de adquirir uma boa base para futura especialização em alguma área e domínio do vocabulário técnico da filosofia. Note que alguns dos livros não tem … Ler maisLista de Livros Sugeridos para estudantes do ensino médio ou iniciantes em Filosofia

    Biografia de Erasmo de Rotterdam

    Biografia de Erasmus de Rotterdã Traduzido de uma edição Argentina de "Elogio da Loucura"     Desidério Erasmo nasceu em Rotterdã no dia 28 de outubro de 1467 e faleceu na Basiléia em 11 de junho de 1536. É um pensador humanista de grande importância, ligado ainda à teologia. Filho de Gerardius de Präel, que morreu quando … Ler maisBiografia de Erasmo de Rotterdam

    Thomas More

    Retrato de Hans Holbein the Younger. alta resolução Thomas More (1478- 1535). A forma latinizada de seu nome é Thomas Morus, e More é a forma inglesa. More nasceu e morreu em Londres, Inglaterra. Era filho de juízes do banco dos reis. Com quinze anos virou pajem do cardeal Morton, da Cantuária. Foi um pensador … Ler maisThomas More