Buraco do Inferno (Forte Coimbra – Corumbá)

A GRUTA DO INFERNO Quem sai do Forte de Coimbra, pelo portão de cima, rumo à barra, percorrendo o pantanal em direção Norte, durante trinta minutos, atinge a ura ponto extremo da corda de urna garganta ou de urna grande curva do rio Paraguai. O Morrinho fica do lado direito, e à esquerda, um outro … Ler maisBuraco do Inferno (Forte Coimbra – Corumbá)

Lobisomem existe? Conto de Terror do Folclore Brasileiro

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O LOBISOMEM No meu bom tempo de criança, naquela vilazinha sertaneja, minha terra natal, ouvia lindas histórias. A maioria está hoje esquecida. Uma porém, por haver tido existência real naquela época, impressionou-me tanto que me recordo dos seus menores detalhes. Seu protagonista foi um desses tipos de rua que toda gente conhece e estima por … Ler maisLobisomem existe? Conto de Terror do Folclore Brasileiro

Uma lenda do Popol-Vuh (Livro Sagrado Maia – Guatemala)

Uma lenda do Popol-Vuh (Guatemala)

os AVÓS

ENTÃO não havia gente, nem animais, nem árvores, nem pedras, nem nada. Tudo era terra agreste, desolada e sem limites. Sobre as planícies o espaço jazia, imóvel, enquanto que, sobre o caos, descansava a imensidade do mar. Nada estava junto nem ocupado. O de baixo não tinha semelhança com o de cima. Coisa alguma via-se de pé. Sentia-se apenas a tranqüilidade surda das águas, que pareciam despenhar-se no abismo. No silêncio das trevas viviam os deuses chamados: Tepeu, Gucumatz, e Hurakan, cujos nomes guardam os segredos da criação, da existência e da morte, da terra e dos seres que a habitam.

HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DA CIVILIZAÇÃO MEDIEVAL

A Idade Média tem sido simultâneamente considerada uma época de obscurantismo, porque durante ela decaiu extraordinariamente a cultura clássica, e uma época de fermentação, porque no seu decorrer se preparou a nova civilização. De fato a cultura greco-romana sofreu um abatimento considerável, posto que mais aparente do que real: sob a agitação, porém, produzida pelas invasões bárbaras, o mundo moderno se foi organizando pela remodelação política e social da Europa, na qual o fator germânico veio a colaborar com o latino para o progresso comum da humanidade. Com suas fortes qualidades de raça, o teutão contribuiu para a florescência da civilização de que se apropriou e na qual modelou sua mentalidade. Nas formas latinas, já tradicionais, inoculou o espírito germânico o sentimento de liberdade pessoal que desaparecera sob o despotismo do Estado romano, conseguintemente o sentimento de independência: assim se exprime no seu magistral trabalho sobre a civilização na Europa o historiador francês Guizot, dos mais notáveis pela austeridade e pela elevação.

FRANKLIN TÁVORA – Escritores Brasileiros

FRANKLIN TÁVORA (Ceará, 1842-1888) laboriosamente explorou diversas províncias literárias, manifestando-se romancista, dramaturgo e crítico.

São romances seus: Um Casamento no Arrabalde, O Cabeleira, O Matuto, Os índios de Jaguaribe, Lourenço, A Casa de Palha, Sacrifício, além das Lendas do Norte. Dramas: Três Lágrimas, Um Mistério da Família, Antônio. Entre os seus trabalhos críticos cumpre citar as Cartas a Cincinato por Semprônio, sobre produções literárias de José de Alencar, e um Prefácio ao Diário de Lázaro, de Nicolau Fagundes Varela.

História de João e Maria

Não há país europeu que não tenha uma variante desse conto de João e Maria. Em Portugal, além desta versão, conheço as de Teófilo Braga, As crianças abandonadas, O afilhado de Santo Antônio, ambas de Airão, as de J. Leite de Vasconcelos, de Guimarães e Vila Real, as regis tadas por Z. Consiglieri Pedroso e Adolfo Coelho, a versão brasileira do Rio de Janeiro e Sergipe João mais Maria, colhida por Sílvio Romero, sobre cujas variantes estrangeiras escreveu Oscar Nobiling erudito ensaio; ver o meu Antologia do Folk Lore Brasileiro. É o Hansel und Grethe dos irmãos Grimm, também corrente na Africa do Norte, em Marrocos (Ouad Souss) onde A Socin e H. Stumme registaram uma versão igual. P. Saintyves resumiu muitas variantes da Europa no Les Contes de Perrault et les récits paralléles 276-281.

Mt. 327 de Aarne-Thompson, The Children and the Ogre, A: conhecido em toda América latina, na América Indiana, segundo Stith Thompson, entre os negros da Jamaica, nos estudos de Beckwith, Memoirs of the American Folk-Lore Society, XVII. (Câmara Cascudo)

Os Dois Mágicos – Contos de Encantamento

Teófilo Braga registou três versões desse conto, 9, 10, e 11 de sua coleção, O Mágico, O mestre das artes, O aprendiz do mago, procedente do Algarve, São Miguel e Eixo, em Aveiro. Adolfo Coelho tem O criado do Estrujeitante, XV, de Ourilhe, Celorico de Basto, e Consiglieri Pedroso o de n.° XLV. No Contos Populares do Brasil, Sílvio Romero colheu uma variante pernambucana, O Pássaro Preto. Alfredo Apell traduziu a variante russa, A ciencia manhosa, expondo resumos do mesmo tema, com modificações, nos idiomas valáquio (Schott), sérvio (Wuk), grego (Hahn), alemão (Grimm), inglês (Brueyre). Figura na fábula 5, oitava das Notte Piacevoli, de Straparola. Citando os comentários de Benfey à Pantchatantra, Apell indica um conto mongólico com as transformações sucessivas, elemento caracterizante. No Mil e uma Noites, na história do segundo calender, há uma luta entre a princesa Dama da Beleza e um gênio, neto de Eblis, rei dos gênios, com processo idêntico, no ataque e defesa sobrenaturais. Beckwith encontrou uma variante na Jamaica. É o Mt. 325 de Aarne-Thompson, The Magician and his Pupil. (C. CASCUDO)

A DAMA PÉ DE CABRA – Conto popular medieval português

Da Selecta Clássica, João Ribeiro, 80-82, Rio de Janeiro, 1931. A fonte é o livro de Linhagens do conde D. Pedro, no episódio que Alexandre Herculano divulgou literariamente no Lendas e Narrativas, a conhecida Dama Pé de Cabra, romance de um jogral, século XI. Em 1646, em Madrid, publicou-se a tradução castelhana do Nobiliário dei Conde de Barcellos D. Pedro, hijo delrey D. Dinis de Portugal, por Manuel de Faria e Sousa, onde o exemplo figurou, em sua pureza tradicional, espalhando-se que a moça tenia pies, o pie, que parecia de cabra. Em 1856, a Academia de Ciências de Lisboa imprimiu, no Portugaliae Monumenta Histórica, Scriptores, titulo IX.0 (Os Livros de Linhagens), o Livro de Linhagens do Conde D. Pedro. O dr. Joaquim Pires de Lima, Tradições Populares de Entre-Douro-e-Minho, estudou esse tema, a ectrodactilia na lenda, referindo outra lenda semelhante, em Marialva, que seria primitivamente Maria Alva, dama de pês caprinos, assassina dos amantes.

Lenda do Lobisomem – Conto de Terror

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Licantropo na Grécia Versiopelio em Roma, Volkdlak eslavo, Werwolf saxão, Wahwolf germano, Oboroten russo, Hamramr nórdico, Loup-garou francês, lubishomem, Lobo-homem, lubizon, luvizom, labishomem em Espanha. Portugal e todo continente americano. N’Africa sobrevive a tradição sagrada das transformações animais. Henri A. Junod conta, ouvido ao preto S. Gana Nkuna, que um marido, desconfiado que a mulher era feiticeira, feriu-a com a azagaia, durante o sono. Mal o golpe atingiu a perna da adormecida, ouviu-se o uivo da hiena e foi este animal que se avistou, no lugar da esposa. No outro dia o marido deparou a mulher dormindo na floresta. Estava ferida na perna. "The Life of a South African Tribe", 2, p. 263-264. Na Ásia sobrexiste o mesmo. Citando o folclore chinês de Leon Wieger Gustavo Barrozo narra que no distrito de Tcheng-Ping, do Kian-Tcheu, um aldeão fora atacado por um lobo, subindo a uma árvore para livrar-se do assalto. O animal ainda abocanhou-lhe a calça mas fugiu, alcançado por uma machadada na cabeça. Depois soube que um seu velho amigo estava ferido na cabeça e com fiapos da calça na dentuça, "O Sertão e o Mundo", p. 57-73.

Branca Flor – Contos de Bruxas e Feiticeiras

Branca Flor

O rei D. Carlos tinha o vício de jogar. Estava acos tumado a ganhar sempre, pois os seus súditos não se atreviam a vencê-lo no jogo.

Um dia, recebeu a visita de um príncipe de outro reino e o convidou para jogar. O rapaz não sabia que o rei ficava furioso quando perdia, de modo que jogou sem se importar com o resultado. Ganhou todos os jogos.

João e Maria – Contos de Feiticeiras e Bruxas Más

João e Maria

Um casal de lenhadores possuía dois filhos, João e Maria. Não podendo mais sustentar as crianças, de-vido à sua pobreza, resolveram abandoná-las na floresta. João teve, porém, o cuidado de marcar o caminho com pedrinhas. Por isso, conseguiu voltar para casa em companhia de sua irmã. Os pais, que já estavam arrependidos do que haviam feito, receberam os meninos com grande alegria.

A madrasta malvada – Contos de Feiticeiros e Bruxas

A madrasta malvada

Marcelino era um homem feliz. Casado com uma mulher bondosa, possuía duas lindas filhinhas que eram o encanto da sua vida. Mas o que é bom dura pouco. A esposa de Marcelino ficou doente e morreu. Algum tempo depois, Marcelino resolveu casar de novo. Perto da sua casa, morava uma mulher que, sabendo das intenções do vizinho, fazia tudo para agradar as suas filhas, a fim de se casar com o pai.

No fim de certo tempo, conseguiu realizar o seu desejo. Mas logo que se apanhou casada, mostrou o» que era. E começou a maltratar as enteadas, obrigando-as a trabalhar como escravas. Quando o marido se ausentava, quase matava as meninas de pancada.

O INFERNO SÃO OS OUTROS: uma reflexão sobre a diversidade cultural nos domínios da Inquisição

Trabalho originalmente
apresentado para a FFLCH/USP

No século XII, foi instaurada a Inquisição contra os crimes de heresia, quase
na mesma época em que foi fundada a ordem dos frades dominicanos. O objetivo
era universalizar o mundo cristão e através da catequese e punição, firmar seu domínio. Este objetivo de cristianizar o
mundo não era recente nesta época. Carlos Magno já o tinha feito à força
com os povos bárbaros da Europa e as cruzadas partiram em direção ao Oriente
para tomar a terra santa (Jerusalém), mas fracassaram. Houve um movimento contrário, uma guerra religiosa que avançou na
Europa, chegou até a Espanha, onde os povos orientais permaneceram por
séculos.