Lobisomem existe? Conto de Terror do Folclore Brasileiro

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O LOBISOMEM No meu bom tempo de criança, naquela vilazinha sertaneja, minha terra natal, ouvia lindas histórias. A maioria está hoje esquecida. Uma porém, por haver tido existência real naquela época, impressionou-me tanto que me recordo dos seus menores detalhes. Seu protagonista foi um desses tipos de rua que toda gente conhece e estima por … Ler maisLobisomem existe? Conto de Terror do Folclore Brasileiro

O pajem da Rainha

Padre Francisco Saraiva de Sousa, Báculo pastoral de flores de exemplos colhidos de varia e authentica historia espiritual sobre a Doutrina Christã, Officina de Antonio Pedroso Galrão, Lisboa, 1657, 1, 148. Há um resumo clareado por Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Portuguez, II, 174, edição de 1883.

Puymaigre, analisando o livro de Lecoy de la Marche, Anecdotes historiques, legendes et apologues tirés du recueil inédit d’Etienne de Bourbon, Paris, 1881, comentou o tema do exemplo acima transcrito. Etienne de Bourban era dominicano e contemporâneo de Luis IX, São Luis de França, 1215-1270. Já encontrou popular a lenda, registando-a, talqualmente a conhecemos. Schiller aproveitou-a numa balada famosa, Der Gang nach dem, Eisenhammer, onde um pajem do conde de Saverne, invejado por seu companheiro Roberto, é mandado perguntar a uns ferreiros se já cumpriram as ordens do senhor, senha para ser arrojado aos fornos. Fridolino, o pajem, fica ouvindo uma missa e Ro-

berto, impaciente, vai perguntar aos ferreiro o destino da ordem comital, sofrendo castigo me recido. Gastão Paris estudou o conto, desde sua origem oriental até a multiplicação temática euro peia, Romania, tomo V, 254. Em Portugal, in forma Puymaigre, o assunto é tratado por Fran cisco da Fonseca Benevides, Beynas de Portugal, 1, 178, e Gonçalo Fernandes Trancoso, no século XVI, incluiu-o no seu Os tres conselhos. O mot domo-mor, caluniado, leva a carta de Urias, como a chamamos, e será enforcado pelo destinatário. Cumprindo um conselho, dorme onde a noite o alcançou e um preto, que o hospedara, substi tuiu-o, entregando a missiva e sendo justiçado. Ocorre ainda na Historia de la vida, muerte. milagros, coronacion y trasladou de santa Isabel, sexta reina de Portugal, por dom Fer nando Correa de Lacerda, Lisboa, 1680. O avô materno del-rei dom Dinis, Afonso X de Castela e Leão, o Sabio, (cant. 78) já contara o facto no seu Cantigas o looreos y milagros de Nuestra Senora, relatando-o como de um conde de To losa. Timoneda, do tempo de Fernandes Trancoso, registou-a no Patranuelo, XVII. Uma das fontes incontestadas é o Katha-Sarit- Sa gara, Somadeva-Batta, Ocean of the streams of Story, reunião de lendas, mitos e tradições indianas. Emanuel Cosquin, Estudes Folklorique s(recherches sur la migrations des contes populaires et leur point de départ). Paris, 1922, 75>, igualmente regista, dando um elemento para 0 Motif-Index of Folk-Literature, do prof. Stith Thompson, J 21.17, Stay at church untill mass is finished, IV, 15. (CASCUDO

Lenda do Lobisomem – Conto de Terror

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Licantropo na Grécia Versiopelio em Roma, Volkdlak eslavo, Werwolf saxão, Wahwolf germano, Oboroten russo, Hamramr nórdico, Loup-garou francês, lubishomem, Lobo-homem, lubizon, luvizom, labishomem em Espanha. Portugal e todo continente americano. N’Africa sobrevive a tradição sagrada das transformações animais. Henri A. Junod conta, ouvido ao preto S. Gana Nkuna, que um marido, desconfiado que a mulher era feiticeira, feriu-a com a azagaia, durante o sono. Mal o golpe atingiu a perna da adormecida, ouviu-se o uivo da hiena e foi este animal que se avistou, no lugar da esposa. No outro dia o marido deparou a mulher dormindo na floresta. Estava ferida na perna. "The Life of a South African Tribe", 2, p. 263-264. Na Ásia sobrexiste o mesmo. Citando o folclore chinês de Leon Wieger Gustavo Barrozo narra que no distrito de Tcheng-Ping, do Kian-Tcheu, um aldeão fora atacado por um lobo, subindo a uma árvore para livrar-se do assalto. O animal ainda abocanhou-lhe a calça mas fugiu, alcançado por uma machadada na cabeça. Depois soube que um seu velho amigo estava ferido na cabeça e com fiapos da calça na dentuça, "O Sertão e o Mundo", p. 57-73.

Manuel Bengala – Contos Infantis de Anões e Gigantes

Um casal de porres lenhadores não tinha filhos. Esta-vam já envelhecendo e não teriam quem os sustentasse quando não pudessem mais trabalhar. Viviam, por isso, muito tristes. Mas tanto rezaram que Deus teve pena deles e resolveu dar-lhes um filho. Nasceu então uma criança que recebeu o nome de Manuel. Era um menino forte e sadio. Em pouco tempo, cresceu tanto que, ao completar um mês de idade, já era do tamanho do pai. Quando fez quinze anos, Manuel era o homem mais alto e robusto da sua terra. Sua força era tão grande que êle arrancava árvores com uma só mão.

O sapateiro valente – contos de anões e gigantes

Cada qual puxou uma faca enorme, e se empenharam numa luta terrível.

ErA uma vez um sapateiro muito tolo chamado João Gurumete. Auxiliava-o, no trabalho, um aprendiz bastante inteligente, que lhe dava sempre bons conselhos. Um belo dia, o sapateiro pôs um pouco de goma para esfriar e nela ficaram presas sete moscas. Deu então um piparote e matou todas as moscas.