Vocabulário de termos e expressões regionais e populares

VOCABULÁRIO – DICIONÁRIO POPULAR DE TERMOS E SENTENÇAS DO REGIONALISMOS DO CENTRO-OESTE (Mato Grosso e Goiás, especialmente) Verbetes e significados: ABISCOITAR — Receber dinheiro, herdar, apropriar-se de… ACAUÃ — Ave inimiga das cobras, tida como agourenta. ACEIRO — Terreno debasta-do ao redor dos postes de cerca a fim de evitar que o fogo os queime. … Ler maisVocabulário de termos e expressões regionais e populares

A LENDA DA MANDIOCA

A LENDA DA MANDIOCA No alto da serra de Parecis, no Estado de Mato Grosso, encontram-se várias aldeias habitadas por índios. São chamados parecis, mas a si mesmos eles denominam ariti. Suas tabas ou malocas são cobertas de folhas de palmeiras. À noite, estendem as redes de dormir e acendem em baixo uma pequena fogueira. … Ler maisA LENDA DA MANDIOCA

lenda de Catira – a índia amaldiçoada – mito dos bororós

catira india do riacho

CATIRA Foi há muitos anos atrás… No tempo em que a mamaurama se cobria de flores e os japins fabricavam seus ninhos feitos de fibras e cipós, finos, nas grimpas da maçaranduba gigantesca… Êle era lindo, o mais lindo de todos os jovens de sua tribo. Era forte e valente. Ninguém com mais destreza manejava … Ler maislenda de Catira – a índia amaldiçoada – mito dos bororós

A LENDA DA IPECACUANHA

A LENDA DA IPECACUANHA

A LENDA DA IPECACUANHA Ipecauanha, Ipeca ou Poaia — "Cephaelis ipecacuanha" (Rubiáceas). — Esta planta preciosíssima habita as matas virgens e sombrias do município, que é, incontestavelmente, o maior habitat, neste Estado, desta famosa ru-biácea. O seu caule, em parte subterrâneo, eleva-se à altura de palmo e meio, mais ou menos fora da terra e … Ler maisA LENDA DA IPECACUANHA

Baía de Chacororé – Mimoso

lagoa encantada

XACORORÉ Mimoso! Se fosse possível identificar a localidade onde, ao tempo do Pai Adão, o Padre Eterno construíra, com as próprias mãos, o Éden terrestre, creio que acertaria quem afirmasse ser o Mimoso, o berço natal do General Rondon, o outrora Paraíso, que a serpente pôs a perder por causa de uma simples maçã. Beleza, … Ler maisBaía de Chacororé – Mimoso

ORIGEM DA ERVA MATE (mito indígena)

aparição da deusa

LENDA DO MATE Um grupo de guerreiros de uma valente tribo estava reunido em torno de uma fogueira. De repente, surgiu uma discussão entre o jovem Piraúna, o maior nadador das redondezas, e o destemido Jaguaretê que, na guerra era tão feroz como a fera da qual tinha o nome. Encolerizado, Jaguaretê. que bebera muito … Ler maisORIGEM DA ERVA MATE (mito indígena)

LENDA DO ARRANCA LÍNGUA – folclore brasileiro

LENDA DO ARRANCA LÍNGUA Na região de Aruana, antigo porto fluvial do Araguaia, apareceu no gado uma peste aftosa, no ano de 1929, produzindo uma tremenda "comichão" na língua, que obrigava a rês a cortá-la com os dentes, esvaindo-se lentamente. A febre aftosa talvez atacasse mais esse membro do gado, por efeito de alimentação ou … Ler maisLENDA DO ARRANCA LÍNGUA – folclore brasileiro

Rodrigo Cesar de Menezes – ambição pelo ouro e Nossa sra das Brotas

BROTAS Rodrigo Cesar de Meneses, que pela ambição e sede do ouro se constituiu algoz da população de Cuiabá nascente, desenvolvia atroz perseguição aos bandeirantes. Levas de desbravadores do sertão transpõem o rio Cuiabá, outras galgam as serras de Leste. Ali vai uma caravana afastando-se da cidade, temendo a escolta que prometia agarrá-la, onde quer … Ler maisRodrigo Cesar de Menezes – ambição pelo ouro e Nossa sra das Brotas

UM MAU CONSELHEIRO – busca da riqueza nos matezais em Iguatemi

UM MAU CONSELHEIRO A vida bruta dos ervais, com suas ilusões e desenganos, exercera sempre em si uma força estranha. Onde se erguia uma ranchada, êle aí estava. Guapo, arrojado, machado em punho. Conheci-o um dia num trabalhado na Empresa Mate Laranjeira, em pleno sertão. Chamava-se Villalba, Juan Agustin Villalba. Paraguaio de nascença. Natural de … Ler maisUM MAU CONSELHEIRO – busca da riqueza nos matezais em Iguatemi

CABEZA DE VACA e o Caminho de Peabiru

Cabeza de Vaca e índio

Cabeza de Vaca e índio

ÁLVARO NUNES CABEÇA DE VACA

1543 a 1544

Álvaro Nunes Cabeça de Vaca, em 1527, numa expedição à América, foi prisioneiro dos índios da Flórida, dos quais ficou cativo durante dez anos.

Resgatado, voltou à Europa em 1537.

Achava-se, assim, na corte da Espanha, quando da notícia ali chegada da desastrosa expedição de Mendonça e dos socorros pedidos em vista dos ataques seguidos os índios a Buenos Aires, incumbiu-se de pôr termo a tais misérias, assentando num contrato que assinou em Madri, as bases dos serviços que devia prestar à pátria.

Partiu em 1540, para o desempenho do cargo que lhe fora confiado embarcando a 2 de novembro, no porto de São Lucas de Barrameda, com 5 naus, quatrocentos soldados e suas famílias, 46 cavalos e chegou a 29 de março do ano seguinte, em Santa Catarina — si el grilo no cantara — escreve nos seus "Los Comentários", tendo antes abordado em Cananéia, que tomou posse em nome de "Su Magestad".

— Si el grilo no cantara, diz Cabeça de Vaca, porque, se um grilo, uma hora antes do amanhecer do dia, não tivesse despertado os marinheiros de bordo, com o seu canto, os seus navios, que rumavam para terra, teriam naufragado.

FASTOS DE COIMBRA – Forte Novo de Coimbra – Rio Paraguai – MS

FASTOS DE COIMBRA Coimbra, a fortaleza fundada à margem ocidental do Paraguai, como sentinela avançada ao sul de Mato Grosso, inscreve-se nos fatos militares do país com duas páginas do heroísmo que nos enchem de ufania quando contemplamos as suas altas muralhas, erguidas à encosta em que se assenta sobranceira à vasta planura dos seus … Ler maisFASTOS DE COIMBRA – Forte Novo de Coimbra – Rio Paraguai – MS

O OÁSIS D’ALMA (Lendas Matogrossenses)

O OÁSIS D’ALMA Era o dia que sucedeu àquela noite tenebrosa, noite feia e de ingrata memória, em que o olvido ao primeiro e maior dos mandamentos produziu na cidade moça um grande cataclismo moral. Do Baú ao Porto do Mundéu ao Lava-pés, a ação nefasta dos nossos maus hóspedes se estendeu com toda a … Ler maisO OÁSIS D’ALMA (Lendas Matogrossenses)

Lendas Matogrossenses Cristãs – A imagem de nossa Senhora do Livramento

imagem nossa senhora conto

NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO Isto se dera no venturoso povoado, hoje Vila do Livramento, rodeado de ribeiros e regatos, atacado de águas e matacões penetrantes. Empolgado, ao Sudoeste, pelos cerros ondulosos que derivando da fonte perenal do Bamba, vão encrespando quase toda a região benéfica e produtiva que se expande entre os Cocais e o … Ler maisLendas Matogrossenses Cristãs – A imagem de nossa Senhora do Livramento

O BOM JESUS DE CUIABÁ – Crônicas matogrossenses

O BOM JESUS DE CUIABÁ A 5 de Junho de 1728, regressou a São Paulo numa luzida canoada, Cuiabá abaixo, o governador de São Paulo, D. Rodrigo Cesar de Meneses. Após dezoito meses e dez dias de humilhação e vexames, o povo cuiabano respirou afinal, menos oprimido. Deixara D. Rodrigo o capitão-mor Luís Rodrigues Vilares, … Ler maisO BOM JESUS DE CUIABÁ – Crônicas matogrossenses

NA FIGUEIRA DO INFERNO – folclore goiano

sombra da figueira

NA FIGUEIRA DO INFERNO Diz-se que era uma figueira grande, que nem essa. — Com certeza o senhor já ouviu contar esse caso, disse o Cabo, meu companheiro de viagem, quando se dispôs a destravar a língua, depois da minha insistência em saber qual a "nervosia" que contam da gameleira, por estes lados. Eu que precisava … Ler maisNA FIGUEIRA DO INFERNO – folclore goiano

O MOLEQUE FESTEIRO e o DIABO

diabo bem vestido

O MOLEQUE FESTEIRO Na encosta de uma serra muito alta e a pique, de Santa Maria de Taguatinga, entre barrocas e cardos, morava um homem muito rico e mau, que fizera voto de entoar uma ladainha, todas as noites pela passagem de São João. Eram verdadeiras festas, muito concorridas, em que o pecado das danças … Ler maisO MOLEQUE FESTEIRO e o DIABO

A LENDA DE SUMÉ – Índios Guaiás

indias peladas

A LENDA DO SUMÉ

Dentre as numerosas nações selvagens que ocupavam o território goiano antes das invasões paulistas, a mais dócil e inteligente, a que menos mal fazia e menores pretensões de mando tinha naqueles remotos sertões, era a dos Goiás, que, no entanto, não deixava de ser temida pelas outras do mesmo território — mais numerosas e aguerridas como eram as do Xavantes, Coroados, Canoeiros e Caiapós.

Os Goiás veneravam a um ser benéfico que chamavam de Sumé, ao qual atribuíam sua colocação naquelas paragens, onde os reunira e educara para a vida nas aldeias, constituindo-se em primeiro chefe que teve essa nação.

Contam que Sumé — lenda que ainda hoje corre em Goiás passando de boca em boca com ligeiras variantes — indo um dia visitar a sepultura de sua mulher no alto da serra do Arari (serra Dourada), aparecera-lhe e sem saber como um velho pajé da tribu Caiapó, que assim lhe falou:

O CAFÉ QUE NÃO ACABAVA – lenda cuiabana de tradição cristã

O CAFÉ QUE NÃO ACABAVA Eram 11 horas da noite de 11 de novembro de 1876. Noite triste de vigília para a população cuiabana. Nas primeiras horas da tarde desse dia, finara-se o venerando e venerado ancião que, fundara a Diocese de Cuiabá. De hora em hora, o sino maior da igreja matriz tocava em … Ler maisO CAFÉ QUE NÃO ACABAVA – lenda cuiabana de tradição cristã

Buraco do Inferno (Forte Coimbra – Corumbá)

A GRUTA DO INFERNO Quem sai do Forte de Coimbra, pelo portão de cima, rumo à barra, percorrendo o pantanal em direção Norte, durante trinta minutos, atinge a ura ponto extremo da corda de urna garganta ou de urna grande curva do rio Paraguai. O Morrinho fica do lado direito, e à esquerda, um outro … Ler maisBuraco do Inferno (Forte Coimbra – Corumbá)

A DESVENTURA DO CEL. FAWCET

tiroteios e flechadas

A DESVENTURA DO CEL. FAWCET A sonhada serra dos Martírios atraiu para o ignorado, em junho de 1925, o sempre lembrado Cel. Fawcet que, juntamente com o filho Jack e o companheiro Railegh Rimmel, saiu disposto e certo de localizá-la em rumo inédito, em direção diferente dos seguidos até então. Chegando a Cuiabá, onde se … Ler maisA DESVENTURA DO CEL. FAWCET

Gombé – história curta de lenda do mato grosso

ilustração ossada urubu

GOMBÊ Nas cercanias de Poconé, a linda cidade pantaneira, existiu outrora, no tempo das brilhantes cavalhadas, um guapo mancebo, que era o terror dos "mouros" no arrebatamento das argolinhas. Chamava-se Leonel o altivo centauro. Era, de fato, um seguro peão, mas possuía uma qualidade, aliás muito rara naqueles austeros tempos: era um inveterado "queima–campo". Conheci-o … Ler maisGombé – história curta de lenda do mato grosso

A LENDA DO FILÃO DE OURO

LENDA DO FILÃO DE OURO Dentre as narrativas, que vão passando de geração em geração, merece registro a que se refere a um filão, encontrado por um escravo. Conta-se que, há uns noventa anos, faleceu em Goiás um preto descobridor casual de um veeiro na serra da Barreira do Norte, a dois quilômetros da cidade. … Ler maisA LENDA DO FILÃO DE OURO

A LENDA DA ALAVANCA DE OURO – pequeno conto sobre riqueza

índio

A LENDA DA ALAVANCA DE OURO Caíam a pino os raios do sol iluminando o fundo da enorme excavação, em que se esforçavam míseros pretos africanos, cobertos de suor, arfando de cansaço e pressão, e obrigados ao hercúleo serviço pela intensa febre de ouro. Nada mais eram do que simples instrumentos e os seus possante … Ler maisA LENDA DA ALAVANCA DE OURO – pequeno conto sobre riqueza

A ALAVANCA HISTÓRICA – gold rush Matogrossense

A ALAVANCA HISTÓRICA Uma jazida riquíssima havia atraído a atenção dos novos povoadores da terra predestinada. Isto se dera num dos interstícios do outeiro da Prainha que partindo da hoje capital matogrossense, deriva ondeante para o Nordeste, onde o São Jerônimo se alteia como atalaia soberbo da cidade ridente. Num daqueles desvãos, que abrem passagem … Ler maisA ALAVANCA HISTÓRICA – gold rush Matogrossense

A MADRE DO OURO – Lenda da Mineração em Poço da roda — Arredores de Bomfim – GO

garimpo escravo

A MADRE DO OURO Poço da roda — Arredores de Bomfim Bomfim é uma das mais antigas cidades de Goiás. Como suas irmãs mais velhas, Meia Ponte e Vila Boa de Goiás, guarda ainda, sob muitos aspetos, o cunho dos núcleos coloniais do século XVIII, com a sua inconfundível arquitetura reinol, estilo barroco, de feição … Ler maisA MADRE DO OURO – Lenda da Mineração em Poço da roda — Arredores de Bomfim – GO

AS MINAS DOS MARTÍRIOS

AS MINAS DOS MARTIRIOS A terra é virgem; homens, parai. Bandeirantes que vos internais pelos sertões Araés, à procura do gentio que vos odeia de morte, sustai os vossos passos; é virgem a terra que pisais. Penitência e oração. Tirai da mente a idéia da escravização dos indígenas da ubertosa terra; são eles vossos irmãos, … Ler maisAS MINAS DOS MARTÍRIOS

O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS – Lenda do Garimpo

O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS

O DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS Após a descoberta dos "Garimpos" do rio das Garças, é conhecida de todos a maravilhosa historia: um índio bororó vira um diamante tão grande, faiscando tanto ao sol, que era impossível fixar-lhe os olhos. Batizaram-no com o nome de "Abacaxi’ e o localizaram no Alcantilado, como o lugar mais … Ler maisO DIAMANTE DO RIO DAS GARÇAS – Lenda do Garimpo

A DESCOBERTA DOS DIAMANTES PELO MISTÉRIO DE TORI-CUIEGE

A DESCOBERTA DOS DIAMANTES PELO MISTÉRIO DE TORI-CUIEGE E uma lanterna mágica, suspensa na noite, a tremulejar espectralmente ao capricho da brisa, a lenda feiticeira do primeiro diamante descoberto nas grupiaras do alto Araguaia. À laia de uma teia translúcida, entretecida na escuridão pelos dedos fatais de uma bruxa, essa lenda resplandece no bojo do … Ler maisA DESCOBERTA DOS DIAMANTES PELO MISTÉRIO DE TORI-CUIEGE

Caçadores de Diamantes – Bandeirantes paulistas no Mato Grosso

bandeirantes emboaba

CAÇADORES DE DIAMANTES E quando a invasão emboaba saturou as minas de elemento indesejável e insuportável para a arrogância aristocrática do paulista, atirou-se este ao desbravamento dos mistérios do subsolo goiano e matogrossense. Fêz êle surgir longínquos confins, novos eldorados que desviaram para si a corrente emigratória que partia de São Paulo em busca da … Ler maisCaçadores de Diamantes – Bandeirantes paulistas no Mato Grosso

A VINGANÇA DAS PIRANHAS – O Brasil Trágico

diabo e piranhas

A VINGANÇA DAS PIRANHAS Nos rios Paraguai, S. Lorenço, Cuiabá e afluentes, há tanta piranha, que até parece que esses peixes foram criados para estabelecerem a desordem e a voracidade nessas águas. Multiplicam-se esses peixes duma maneira fantástica, ao ponto de se acreditar que eles são os donos dos rios, emprestando aos outros simples qualidade … Ler maisA VINGANÇA DAS PIRANHAS – O Brasil Trágico