“Alguma vez a natureza produziu um homem perfeitamente belo em todas
as suas partes? Opinou-se que o artista tem de estudar conjuntamente
as inúmeras partes belas isoladas distribuídas por muitos homens e
delas compor um todo belo, opinião essa disparatada e destituída de
sensibilidade. Pois perguntemo-nos: como o artista pode reconhecer que
algumas dessas partes isoladas são belas e as outras não?”
(Schopenhauer) Beleza está na idéia representada pela pintura, pela
filosofia, poesia, escultura ou música, não no homem.
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VOCABULÁRIO – DICIONÁRIO POPULAR DE TERMOS E SENTENÇAS DO REGIONALISMOS DO CENTRO-OESTE (Mato Grosso e Goiás, especialmente) Verbetes e significados: ABISCOITAR — Receber dinheiro, herdar, apropriar-se de… ACAUÃ — Ave inimiga das cobras, tida como agourenta. ACEIRO — Terreno debasta-do ao redor dos postes de cerca a fim de evitar que o fogo os queime. [...]
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DA
EDUCAÇÃO COMO POSSIBILIDADE EXTREMA DE FORMAÇÃO DE COMPREENSÃO À LUZ DA
HERMENÊUTICA FILOSÓFICA DE H-G. GADAMER
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Roberto
S. Kahlmeyer-Mertens
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Resumo [171]
O trabalho
assume por tema a hermenêutica filosófica e sua conexão possível com a educação
a partir da obra do filósofo alemão Hans-Georg Gadamer. No interior deste,
desejamos colocar e buscar responder o problema: como a educação poderia
constituir-se como extrema possibilidade de formação de compreensão? Entendemos
que, com a resposta a esta pergunta, alcançaríamos o objetivo de ressaltar as
potencialidades pedagógicas da hermenêutica filosófica em Gadamer,
especialmente no que concerne ao processo ensino-aprendizagem. Para tanto, a
presente comunicação compilará diversas ideias avulsas na obra do autor,
buscando apresentar o que é a hermenêutica filosófica, bem como ressaltar o
serviço que ela prestaria à educação. O trabalho comunica os saldos de uma
pesquisa em fase inicial de desenvolvimento, devendo receber fundamentação
suplementar ao longo dos próximos semestres da pesquisa.
Palavras
chave: Hermenêutica filosófica, Gadamer, Educação, Filosofia na educação,
compreender.
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… Atos propriamente morais são aqueles nos quais podemos atribuir ao agente uma responsabilidade não só pelo que se propôs a fazer, mas também pelos resultados ou conseqüências da sua ação. Mas o problema da responsabilidade moral está estreitamente relacionado, por sua vez com o de necessidade e liberdade humanas, pois somente admitindo que o agente tenha certa liberdade de opção e decisão é que se poder responsabilizá-lo pelos seus atos.
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Na primeira parte da sua obra “Fundamentação da Metafísica dos Costumes”,
Kant analisa dois conceitos fundamentais da sua teoria moral, a saber: o
conceito de vontade boa e o imperativo categórico. A partir desses dois
conceitos surge a ética kantiana.
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SARTRE, O PENSADOR
DA ANGÚSTIA
Francisco Fernandes
Ladeira
Resumo: O objetivo deste
trabalho é tecer alguns comentários sobre as ideias filosóficas de Sartre com
relação à experiência negativa, à duvida, à experiência da náusea, ao vazio
existencial ou o nada do ser.
Palavras-chave: Sartre, náusea,
existencialismo, dúvida, fenomenologia.
Introdução
Sartre é, talvez entre os filósofos contemporâneos, o que melhor soube
exprimir perplexidade e os anseios do homem do nosso tempo, de uma civilização
que, marcada por dois conflitos mundiais, vive ainda as consequências funestas
de uma desordem e de um desastre, do qual o homem é, em grande parte, culpado.
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O
escopo desse artigo é desenvolver uma análise sobre a formação do indivíduo na
sociedade moderna tal como esta é concebida pelo sociólogo alemão Norbert
Elias. Este autor fundamenta sua teoria na relação indissociável entre o
indivíduo e a sociedade e nos processos interacionais e históricos resultantes
da civilização que configuram a personalidade e as ações do indivíduo ao mesmo
tempo em que moldam a sociedade.
Palavras-chave: Norbert
Elias; Indivíduo; Sociedade; Civilização
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Dentre as discussões abordadas na Filosofia da Mente contemporânea, nota-se, nas últimas décadas, um interesse crescente pelo debates concernentes à noção de consciência. Discute-se, sobretudo, com o avanço dos programas de pesquisa advindos da Neurociência e da Inteligência Artificial, a possibilidade de inserção dos estudos sobre a mente consciente no campo do saber científico. No entanto, as teorias que habitam a área da Filosofia da Mente parecem estar longe de chegar a um consenso quanto ao tema em questão. Afinal de contas, até que ponto poderia fornecer uma explicação científica para o domínio consciente dos estados mentais?Em termos mais precisos, estaríamos confinados a conceber a consciência como uma propriedade irredutivelmente subjetiva, não-analisável, indecomponível (não relacional), que faz com que os estados de consciência sejam, de maneira privilegiada, acessíveis apenas para o próprio sujeito, do ponto de vista da primeira pessoa? Ou estaríamos diante de um fenômeno que pode ser objetivado, passível de receber uma definição e uma explicação causal, necessariamente formulada na terceira pessoa?
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Biografia de ALEXANDRE HERCULANO DE CARVALHO E ARAÚJO (Lisboa, 1810-1877), tendo-se envolvido numa revolta militar em 1831, emigrou para a Bretanha; e no ano seguinte embarcou para a Ilha Terceira, sentou praça de soldado e tomou parte na campanha em prol de D. Maria II contra D. Miguel. Serviu como bibliotecário público no Porto, desempenhando depois igual cargo na biblioteca particular do rei D. Fernando. Ultimamente, desavindo com adversários a quem talvez exacerbava com as asperezas do rijo caráter, retirou-se para a quinta de Val-de-Lôbos, onde faleceu.
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A SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO Por Jean Brun Transcrito por Breno de Magalhães Bastos Conduzido pela razão, aquiescendo aos acontecimentos do universo, vivendo em harmonia com a natureza, o sábio estóico é aquele que faz sua a divisa nihil mirari, não se espantar com nada. Eis uma fórmula que contrasta com a de [...]
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CONSOLANDO O ESPECIALISTA1 PAUL FEYERABEND University of California, Berkeley Tradução de Octavio Mendes Cajado. Fonte: Atas do Colóquio Internacional sobre Filosofia da Ciência, Londres 1965 "Há anos venho enforcando gente, mas nunca vi tamanho estardalhaço." (Observação feita por Edward "Lofty" Milton, carrasco em meio-expediente, na Rodésia, por ocasião das demonstrações contra a pena de morte.) [...]
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Jamais
pensou a mente tanto sobre si própria. Em fins do século XX, ciência e
filosofia trilham uma cruzada em busca de compreender a consciência e suas
capacidades. Três séculos e meio após Descartes, respostas dualistas não mais
são suficientes; quer-se compreender a mente enquanto um fenômeno fisicamente
gerado, que toma parte no mundo físico. Em filosofia, esta postura denomina-se
naturalismo.
Não
obstante as exceções, algumas renomadas, como Karl Popper (1962), há muito a
forma naturalista de compreender a consciência domina a filosofia. Na tradição
que aqui abordaremos, a analítica, anglo-americana, as bases deste estudo
remontam a autores como Sellars e seu Empiricism and Philosophy of the Mind (1956),
Quine, em Palavra e Objeto (1960) e Putnam com Minds and Machines (1960).
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HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA Johannes HIRSCHBERGER Fonte: Ed. Herder Trad. Alexandre CorreiaÍndice Prolegômenos Filosofia Patrística O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga Os Começos da Filosofia Patrística Agostinho: O Mestre do Ocidente Boécio: O Último Romano Dionísio Pseudo-Areopagita Fim da Patrística A Filosofia Escolástica Generalidades A Primitiva Escolástica Origens Anselmo de Cantuária – [...]
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Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição IX O CLASSICISMO DE SANTO TOMÁS DE AQUINO (1) O CLASSICISMO EM FACE DO ROMANTISMO. — 60. SANTO TOMAS E ARISTÓTELES. — 61. DIFICULDADES DA ONTOLOGIA. — 62. A ANALOGIA DO SER. — 63. O ABGÜMENTO ONTOLÓGICO. — 64. AS IDÉIAS E AS COISAS. — 65. [...]
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Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XIX O IDEALISMO DEPOIS DE KANT 161. REALISMO E IDEALISMO. — 162. O «EM SI» COMO ABSOLUTO INCONDI-CIONADO. — 163. PRIMAZIA DA MORAL. — 104. A FILOSOFIA PÓS-KANTISTA. — 165. FICHTE E O EU ABSOLUTO. — 166. SCHELLING E A IDENTIDADE ABSOLUTA. — 167. HEGEL E [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Terceiro O DEVER E O DIREITO ART. I. O DEVER E A OBRIGAÇÃO MORAL a) A ordem da reta razão. Todo dever concreto, isto é, que concerne a um caso particular, é um juízo prático moral, formulado como conclusão de um raciocínio baseado num princípio geral da lei [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo O JUÍZO Ε Α PROPOSIÇÃO ART. I. DEFINIÇÕES 16. Definição do juízo. — O juízo é o ato pelo qual o espírito afirma alguma coisa de outra; "Deus é bom", o "homem não é imortal" são juízes, enquanto um afirma de Deus a bondade, o outro nega [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet LIVRO III FILOSOFIA PRÁTICA FILOSOFIA DA MORAL — MORAL FILOSOFIA PRÁTICA 235 1. Ordem especulativa e ordem prática. — A inteligência, como já notamos várias vezes, comporta uma ordem especulativa e uma ordem prática. A primeira tem por fim o conhecimento das coisas, suas relações e seus princípios. A [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet TERCEIRA PARTE – DEUS E O MUNDO Os diferentes problemas provenientes das relações de Deus e do universo são os da distinção de Deus e do inundo, — da criação — da Providência, CAPÍTULO PRIMEIRO DISTINÇÃO DE DEUS E DO MUNDO ART. I. O PANTEÍSMO 223 1. As diferentes [...]
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Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Terceiro AS CAUSAS Art. I. NOÇÕES GERAIS 196 1. Definições. — Chama-se princípio aquilo de que uma coisa procede, de qualquer maneira que seja. Assim, toda causa é princípio, mas todo princípio não é causa, pois o termo causa só se emprega para designar aquilo de que uma [...]
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Sobre a "Serenidade" de Martin
Heidegger
Por Isabel Maia
A ciência moderna postula sempre
a monótona
estupidez do mundo que ela interroga
PRIGOGINE
A "Serenidade" é um belo texto de Heidegger onde
ele reflecte sobre a essência da técnica moderna e onde
mostra a necessidade de recuperar aquilo que ele chamou de pensamento
meditativo. Não se trata de negar a técnica,
obviamente, mas de repensar a nossa relação com ela. O
apelo heideggeriano ao longo deste belo texto é, pois, o de
mantermos acordado o pensamento já que o que o homem tem de
mais próprio é, justamente, ser um ser pensante.
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Sumário INTRODUÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA 1.1 Autor e Obras 1.2 A classificação das ciências de Aristóteles 1.3 A ética Aristotélica RESENHA: A ÉTICA À NICÔMACO 2.1 O objeto do agir humano 2.2 As virtudes 2.3 A estrutura do ato moral 2.4 As Virtudes Morais 01. A coragem 02. A Temperança 3. A Liberalidade 04. A Magnificência [...]
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Sentido e Referência dos nomes próprios e das sentenças declarativas: uma proposta de Gottlob Frege Alexandre Fernandes B. Costa Leite 1. Introdução O objetivo do presente texto é tentar mostrar o que Frege (1848-1925) entende por sentido e referência dos nomes próprios e das sentenças assertivas completas, isto é, das sentenças declarativas 1. Tal tentativa [...]
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