A partir da pergunta “é possível naturalizar a consciência?”, orienta-se do presente estudo. A resposta para tal questão é orientada na obra A Redescoberta da Mente (2006) do professor John Searle (Universidade da Califórnia).
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Dentre as discussões abordadas na Filosofia da Mente contemporânea, nota-se, nas últimas décadas, um interesse crescente pelo debates concernentes à noção de consciência. Discute-se, sobretudo, com o avanço dos programas de pesquisa advindos da Neurociência e da Inteligência Artificial, a possibilidade de inserção dos estudos sobre a mente consciente no campo do saber científico. No entanto, as teorias que habitam a área da Filosofia da Mente parecem estar longe de chegar a um consenso quanto ao tema em questão. Afinal de contas, até que ponto poderia fornecer uma explicação científica para o domínio consciente dos estados mentais?Em termos mais precisos, estaríamos confinados a conceber a consciência como uma propriedade irredutivelmente subjetiva, não-analisável, indecomponível (não relacional), que faz com que os estados de consciência sejam, de maneira privilegiada, acessíveis apenas para o próprio sujeito, do ponto de vista da primeira pessoa? Ou estaríamos diante de um fenômeno que pode ser objetivado, passível de receber uma definição e uma explicação causal, necessariamente formulada na terceira pessoa?
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Jamais
pensou a mente tanto sobre si própria. Em fins do século XX, ciência e
filosofia trilham uma cruzada em busca de compreender a consciência e suas
capacidades. Três séculos e meio após Descartes, respostas dualistas não mais
são suficientes; quer-se compreender a mente enquanto um fenômeno fisicamente
gerado, que toma parte no mundo físico. Em filosofia, esta postura denomina-se
naturalismo.
Não
obstante as exceções, algumas renomadas, como Karl Popper (1962), há muito a
forma naturalista de compreender a consciência domina a filosofia. Na tradição
que aqui abordaremos, a analítica, anglo-americana, as bases deste estudo
remontam a autores como Sellars e seu Empiricism and Philosophy of the Mind (1956),
Quine, em Palavra e Objeto (1960) e Putnam com Minds and Machines (1960).
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[download id="43"] UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE INTENCIONALIDADE DA MENTE DE JOHN R. SEARLE UFSJ – Universidade Federal de São João del-Rei Novembro de 2006 RODRIGO CANAL UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE INTENCIONALIDADE DA MENTE DE JOHN R. SEARLE Trabalho apresentado à Coordenadoria do Curso de Filosofia da UFSJ, como exigência para a obtenção [...]
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A ESTRUTURA DOS ESTADOS INTENCIONAIS NA TEORIA DA INTENCIONALIDADE DE SEARLE: BREVE INTRODUÇÃO* POR: Ac. Rodrigo Canal (COFIL-UFSJ) ORIENTADOR: Prof. Dr. Florêncio de Souza Paz (DFIME-UFSJ) CO-ORIENTADOR: Prof. Dr. Paulo César de Oliveira (DFIME-UFSJ) Resumo: J. R. Searle (1932) é professor da Universidade de Berkeley (Califórnia), e hoje um dos principais representantes da Filosofia da [...]
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