A estrutura dos estados intencionais na teoria da intencionalidade de Searle: breve introdução
A ESTRUTURA DOS ESTADOS INTENCIONAIS NA TEORIA DA INTENCIONALIDADE DE SEARLE: BREVE INTRODUÇÃO*
POR:
Ac. Rodrigo Canal (COFIL-UFSJ)
ORIENTADOR: Prof. Dr. Florêncio de Souza Paz (DFIME-UFSJ)
CO-ORIENTADOR: Prof. Dr. Paulo César de Oliveira (DFIME-UFSJ)
Resumo:
J. R. Searle (1932) é professor da Universidade de Berkeley (Califórnia), e hoje um dos principais representantes da Filosofia da Mente, e vem estudando afundo, nas últimas décadas, os resultados das Neurociências. O objetivo desta comunicação é apresentar uma parte de suas investigações sobre o tema “Intencionalidade”, limitando-nos apenas a apresentar a estrutura geral dos fenômenos mentais intencionais, com vistas a elucidar a “ontologia do mental”: quais as propriedades distintivas dos estados intencionais, e qual é a estrutura geral destes estados intencionais?
Palavras-chave: John Searle – Intencionalidade – Filosofia da Mente.
I – Introdução
John Rogers Searle (1932 – ) é professor da Universidade de Berkeley (Califórnia), onde é membro desde 1959. Considerado um dos maiores filósofos do mundo atual por suas defesas, críticas, intenso trabalho, pesquisa e grande participação em debates e palestras sobre sua filosofia da linguagem, mente e realidade social. Parte da formação filosófica de Searle se deu em Oxford, nos anos 50, década considerada a “era de ouro” da filosofia de Oxford na Inglaterra. Nessa época, Searle teve como professores alguns dos maiores expoentes do movimento da Filosofia Analítica: tais como John L. Austin, Gilbert Ryle, P. F. Strawson, entre muitos outros, que continuaram as pesquisas iniciadas por Frege, Russell, Moore e Wittgenstein. Seus trabalhos iniciais e mais importantes foram sobre filosofia da linguagem com a teoria dos atos de fala, na qual teve sua primeira exposição com os trabalhos de seu mestre, Austin, sendo levada adiante por Searle.
Segundo o pensador objeto deste trabalho, a mente[1] possui um funcionamento consciente e intencional, e estas são suas características principais. Veremos, neste trabalho, de modo resumido e modesto, apenas a parte de suas investigações sobre a questão dos fenômenos mentais que concebe como intrinsecamente intencionais.
Podemos iniciar dizendo que Intencionalidade é aquela propriedade da mente (humana) pela qual os estados mentais são capazes de representar objetos e estados de coisas do mundo. Todo estado mental é intencional na medida em que habilita a relação do organismo ao mundo, ao meio ambiente e outras pessoas. Esse ponto é crucial, posto que Searle explica a intencionalidade da mente humana ainda no modelo da “representação”[2]. Para o autor abordado neste trabalho, a natureza dos estados intencionais é evidenciada dizendo que estes representam objetos e estados de coisas do mundo. A relação que os seres humanos estabelecem com o mundo real se deve, em parte, à essa capacidade. A intencionalidade funciona capacitando os seres humanos a lidar com o mundo.
Para que se possa distinguir os estados mentais intencionais dos que não o são, Searle explicita uma chave para essa distinção em forma de pergunta: se alguém tem uma crença, ou um desejo, então em que exatamente esse alguém acredita? O que se deseja? Usando de uma “formula” geral, se um estado “E” é intencional, a que se refere? Neste sentido, o termo intencionalidade nada mais é que uma forma genérica de dizer que a mente pode ser “dirigida a”, ou ser “sobre algo”, ou “acerca de”, objetos e estado de coisas no mundo.
A forma de intencionalidade mental que é característica aos sujeitos humanos é definida por Searle como “intencionalidade intrínseca” ou original, é sobre esta forma de intencionalidade que falaremos neste trabalho. É dita intencionalidade intrínseca não apenas porque Searle acredita que seja uma forma de intencionalidade do mental inerente à biologia dos seres humanos, mas também pelo fato de que estes têm seus estados mentais intencionais independentemente do que qualquer outro ser humano pense, sendo um fato a respeito destes. Alguns exemplos desses estados mentais intencionais são a fome, a sede, crenças, desejos, percepções, intenções, lembranças, etc. O autor defende a intencionalidade dos estados mentais como intrínseca por considerá-la uma característica da mente enquanto fenômeno biológico, que faz parte da história biológica de certos organismos com um tipo de estrutura cerebral que pode causar e sustentar estados mentais que são intencionais.
Duas exceções a respeito da teoria exposta aqui precisam ser explicitadas antes de avançarmos. A primeira é que para este autor, nem todos os estados mentais intencionais são conscientes, e nem todos os estados mentais conscientes são intencionais. A intencionalidade não é a mesma coisa que consciência, apesar de aliada à esta. Por isso, o autor estudado por nós abandona e rejeita a noção de identidade entre consciência e intencionalidade, e qualquer teoria que diz que toda consciência é “consciência de”. Os pormenores disto talvez sejam objetos para outro trabalho, não deste.
A segunda é que não se deve confundir “intencionalidade” com “intenção”. Estas duas palavras (“intenção” e “intencionalidade”) possuem um significado próximo no vocabulário do senso comum, tanto em nossa língua como no inglês. E por isso há uma dificuldade em se entender a intencionalidade como um aspecto mais geral que intenção. Temos de levar em conta a partir de agora, que, na interpretação searleana, ter uma intenção é apenas uma forma de intencionalidade, e esta designa uma propriedade da mente humana: logo, que o autor a utiliza como termo técnico.
II – A ESTRUTURA DOS ESTADOS INTENCIONAIS: “FAMÍLIA DE NOÇÕES”.
Na teoria searleana a intencionalidade é explicada em termos de uma família de noções. Mas, pergunta-se, o que significaria explicar a intencionalidade em termos de uma “família de noções”?
Significa que, na verdade, a Intencionalidade abrange uma família de noções para sua explicação embora cada noção usada para explicá-la seja independentemente motivada. Searle diz familia porque, cada elemento, apesar de ser explicado e definido isoladamente, só pode, como deve, ser entendido no contexto de uma “familia de noções”, como membro de uma coisa mais geral que ele mesmo e, logo, que também suas características só poderiam ser encontradas nessa “família de noções”. Searle quer demonstrar que cada elemento constituinte da intencionalidade é importante para se entender como se produz o comportamento humano, ou, em sua linguagem, como a intencionalidade mental própria dos organismos biológicos individuais determina condições de satisfação e assim estes conseguem estabelecer relações com o mundo real, sendo cada elemento importante para se explicar isso.
Veremos, a partir de agora, quais noções importantes são estas que Searle utiliza para explicar a característica intencional dos estados mentais, e também qual é essa família de noções.
II.i – Distinção entre modo psicológico e o conteúdo dos estados intencionais
Os estados intencionais possuem um “conteúdo representativo” e um “modo psicológico” em que se tem esse conteúdo. O modo psicológico diz respeito ao como se é esse estado mental ou psicológico (ser uma crença, desejo, intenção, etc.), e o conteúdo é dito representativo pois se refere ao que de fato o estado mental está representando. O conteúdo representativo pode ser uma proposição inteira ou não, pois nem todos os estados intencionais possuem uma proposição inteira como conteúdo intencional, embora tenham por definição algum conteúdo representativo.
Searle acentua que o conteúdo intencional ou representativo de um estado mental intencional é sempre equivalente a uma proposição completa no sentido de que tal estado intencional nunca é “sobre”, ou “acerca de” um objeto isolado, mas, antes, que é uma característica dos estados intencionais sempre verificar certas coisas no mundo ou, dizendo de modo mais preciso à sua teoria, “de que determinada coisa se verifica” sempre que se tem um estado mental intencional. As crenças, por exemplo, nunca são de objetos ou coisas em particular. É certíssimo afirmar, então, que uma proposição qualquer não é objeto de um estado intencional, mas simplesmente o seu conteúdo: um estado mental intencional como uma crença não é uma relação de dois termos, nem mesmo esta está em relação entre o que se acredita e uma proposição. Antes, a proposição é conteúdo da própria crença, a crença é idêntica à proposição, ao conteúdo.
II.i.i – Direção de ajuste ou de adequação dos estados intencionais
Devido às suas capacidades representativas, os estados intencionais possuem uma outra característica importante para essa exposição, e também outra noção fundamental que diz respeito à família de noções, a saber: a “direção de ajuste” (ou de adequação).
Todo estado intencional possui uma “direção de ajuste” ou de “adequação”. A direção de ajuste dos estados intencionais está em relação com as condições de satisfação dos estados intencionais e com o fato de o mundo existir de forma independente. Esta noção evidencia a capacidade da mente de estabelecer relações com o mundo real, pois, como já dissemos, a intencionalidade consiste precisamente em relacionar o organismo (homem ou animal) ao mundo.
A direção de ajuste ou de adequação que os estados intencionais possuem podem ser do tipo: “Mente-Mundo”, “Mundo-Mente”e a direção de ajuste “Nula”.
A direção de ajuste mente-mundo refere-se ao fato de os estados intencionais se adequarem ou se ajustarem ao mundo, pois representamos como que as coisas sejam no mundo. Searle considera que na direção de ajuste mente-mundo é de inteira responsabilidade do estado intencional de equiparar-se a um mundo que existe de forma independente, a pessoa se compromete em ajustar seu conteúdo intencional ou representativo ao mundo. Crenças e experiências perceptivas são desse tipo, pois possuem a direção de ajuste “mente-mundo”, isto é, para que o conteúdo intencional seja satisfeito a mente deve se ajustar a como o mundo é, como as coisas são (por isso podem ser verdadeiras ou falsas).
Já a direção de ajuste mundo-mente quer dizer que o mundo deve corresponder aos estados intencionais, pois o representamos o mundo como queremos. Quando a direção de ajuste é a mundo-mente o fato de tal estado intencional não ser satisfeito é de inteira responsabilidade do mundo: a pessoa faz o que é possível para que o mundo se torne da maneira como quer, se não conseguir, não é falha dela, mas do mundo. Em sua abordagem desejos e intenções são os que possuem a direção de ajuste “mundo-mente”, provocam uma mudança no mundo e não dependem de serem verdadeiros ou falsos, nós representamos o mundo como gostaríamos que fosse.
Os casos de “direção de ajuste nula” são casos em que alguns estados intencionais já pressupõem que o conteúdo proposicional está satisfeito. Exemplos disso são a ofensa, um pedido de desculpas, estar contente ou arrependido, embora em todos os casos existam, como já se falou, um conteúdo proposicional que pode ou não ser satisfeito.
II.i.i.i – Condições de satisfação dos estados intencionais
A noção de condição de satisfação é outra ponto importante na família de noções de sua da teoria intencionalidade dos estados mentais. E o interessante a se notar é que “condição de satisfação” abrange todas as condições possíveis em que um sujeito pode ter estados intencionais e como eles são satisfeitos. Para Searle, as condições de satisfação abrangem desde as condições de verdade às condições de sucesso. Além de ser um termo geral, genérico, que é comum a quaisquer estados intencionais com um conteúdo proposicional, condição de satisfação é por isso um aspecto comum a um grande número de estados intencionais, senão todos.
Segundo o autor, um estado (mental) intencional só é intencional devido às suas condições de satisfação, só é “dirigido para” por ter condições do mundo a serem satisfeitas (no mundo). Com isso se quer dizer que, no geral, a intencionalidade tem a característica ou propriedade intencional devido às suas condições de satisfação.
Para Searle, toda explicação precisa da intencionalidade deve levar em conta as condições de satisfação, sendo ela a chave para o entendimento da representação, visto que todo estado intencional com uma direção de ajuste é uma representação de suas condições de satisfação, ou seja, ao modo como nós representamos o “evento” com uma possível “condição de satisfação”. Não há outros meios de explicação do que seja um estado intencional como uma crença ou um desejo sem já se ter condições de satisfação. E dentro da abordagem de Searle, os estados intencionais são representações intrinsecamente, logo, tanto crenças quanto desejos são representações intrinsecamente, possuem condições de satisfação. Por isso não há como separar nem distinguir a entidade, os estados intencionais, de seu conteúdo representativo, suas condições de satisfação.
Essas são as principais noções que pertencem à teoria da intencionalidade de Searle e que teriam o objetivo de explicar o caráter intencional de alguns estados mentais (crenças, desejos, percepções, intenções, ações, etc.); ou seja, noções que explicariam a intencionalidade da mente segundo uma família de noções.
III – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vimos que a intencionalidade intrínseca é a capacidade humana de se relacionar com o mundo em geral por intermédio de estados mentais intencionais que são representações de objetos e estado de coisas desse mesmo mundo.
Vimos também que isso só ocorre se os estados intencionais determinam condições de satisfação. Para Searle, ter condições de satisfação está relacionado com o fato de que se tem consciência das condições mediantes as quais são satisfeitos os estados intencionais: sabe-se como, quando, porque, onde, podem ser satisfeitos suas crenças, desejos, intenções, etc. Para Searle, isso é dizer que ter condições de satisfação determinadas por um conteúdo intencional ou representativo é ter a capacidade de distinguir a realização e a frustração dos estados intencionais que são dirigidos para os objetos e estados de coisas no mundo, um meio geral de ter consciência das possibilidades de satisfação dos estados intencionais. No entanto, a relação entre consciência e intencionalidade é demasiadamente sutil e quase não tão explorada na filosofia da mente e na obra filosófica de Searle, podendo ser objeto de um grande trabalho isolado. Por isso não nos preocupamos em explicar nada a respeito disso na teoria de Searle, mas apenas de responder às seguintes perguntas: quais as propriedades distintivas dos estados intencionais, e qual é a estrutura geral destes estados intencionais?
Em linhas gerais, nosso trabalho sugere que para o entendimento da teoria da intencionalidade de Searle deve se levar em conta que todo estado intencional compõe-se de um conteúdo representativo em certo modo psicológico, com uma direção de ajuste para representar suas condições de satisfação. Esses componentes são essenciais para se ter, requerer certas condições de satisfação. Na verdade, o termo “representação” e “intencionalidade” abreviam toda essa constelação de termos antes falados e independentemente motivados. Porém, para Searle, “representar”, ou “representação”, não tem uma estrutura formal nem mesmo é relevante e definida por esta, mas sim por seu conteúdo intencional e seu modo psicológico. No mais, o modo das relações formais das várias noções podem ser formuladas do seguinte modo: todo estado intencional compõe-se de um conteúdo intencional em um modo psicológico, o modo psicológico determina a direção de ajuste, e o conteúdo intencional determina as condições de satisfação.
Com a teoria da intencionalidade, Searle acredita ter contribuído para a explicação do funcionamento e da natureza da mente humana. Parte do pressuposto de que a mente é um fenômeno biológico, tão natural como qualquer outro fenômeno do mundo físico, tal como a digestão, crescimento, gravidade, circulação sangüínea, etc. E como fenômeno biológico/natural, causa outros fenômenos biológicos, possuindo uma eficácia causal no mundo físico.
No que toca às discussões da filosofia da mente, por acreditar ser a mente um fenômeno biológico/natural evidentemente que o autor aceita como pressuposto o fato de a mente ser um produto da evolução, não levando em conta nenhuma forma de explicação teleológica. No entanto, o objetivo de Searle ao afirmar que a mente humana é um produto da evolução, não é de traçar uma teoria histórica sobre a gênese e a evolução da consciência e da intencionalidade, e sim no sentido de que utilizará todos os resultados de disciplinas como Neurobiologia, Biologia evolutiva, entre outras… para uma teoria sobre a natureza, estrutura e funcionamento da mente humana. Em uma entrevista à revista Reason Magazine (2000), Searle diz o seguinte sobre sua filosofia da mente:
Agora, tomo uma configuração total. O mundo é composto por entidades que nós usamos chamar, convenientemente, de partículas. É isto, há apenas partículas ou campos de força. Tudo o mais é conseqüência, ou organização ou efeito destas partículas. Algumas destas partículas se organizaram em sistemas, alguns destes sistemas são feitos, em larga medida, por átomos de carbono-base; alguns destes sistemas de carbono-base, especialmente aqueles com grande quantidade de hidrogênio, nitrogênio e oxigênio, envolveram-se nos sistemas orgânicos. Alguns destes sistemas orgânicos, estão vivos e aqueles que estão sob o processo de seleção natural que ocorre a séculos, por longos períodos de tempo, transformaram-se em organismos viventes. Alguns destes organismos viventes possuem neurônios e, alguns destes, vieram a possuir consciência e intencionalidade. É aqui que eu chego. Não tenho nada a dizer sobre outras coisas. Todas, desde o nível mecânico ou quântico, até a Biologia evolucionista, relego para os manuais de graduação. Eu começo quando chegamos aos sistemas que possuem intencionalidade e consciência.
No que diz respeito à sua teoria da intencionalidade, Searle acentua que toda a explicação da intencionalidade deve ter em vista o mundo natural no qual vivemos. Todas as noções que parecem constituir a estrutura da explicação da intencionalidade não são para ele redutivas, e explica isso dizendo que cada uma das noções utilizadas para explicar uma característica também é intencional. Sua explicação da intencionalidade é o de, como esperamos ter evidenciado aqui, uma família de noções que, apesar de cada termo dessa família ser explicado independentemente, faz parte do geral da família.
IV – BIBLIOGRAFIA
SEARLE, J. R Intencionalidade: um ensaio em filosofia da mente. Trad. Julio Fisher e Tomás Rosa Bueno. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
___________. Mente, Linguagem e Sociedade: Filosofia no mundo real. Trad. F. Rangel. Rio de Janeiro: Roxo, 2000a.
Princípios da Realidade: Entrevista com John R. Searle. Reason Magazine. (Local: desconhecido), (fevereiro) 2000b.
*O trabalho aqui apresentado em forma de comunicação, com certas modificações e adaptações, é parte dos resultados de uma pesquisa, iniciada no primeiro semestre letivo deste ano, para a Monografia do Bacharelado do Curso de Filosofia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), orientada pelo Profº. Florêncio de Souza Paz, e cujo título é “Uma análise da concepção de intencionalidade da mente de John R. Searle”.
[1] O foco da teoria de Searle está direcionado a explicar apenas a Intencionalidade humana em geral. E apesar de o autor não fazer considerações sobre outros animais, isso não quer dizer que pense que tal fenômeno, entendido como biológico e natural, se restringe apenas à espécie humana, que outros animais não tenham estados mentais e que alguns deles sejam intencionais. Searle mesmo considera que outros animais devam possuir tais características, por exemplo, alguns animais superiores com estruturas cerebrais mais semelhantes entre as do homem.
[2] Segundo o pensador objeto deste trabalho, não há nenhuma ontologia especial ao se empregar a noção de representação, sendo que esta é apenas uma abreviatura para toda uma constelação de noções independentemente motivadas, como condições de satisfação, conteúdo intencional, direção de ajuste, etc.
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