24
out
Na
época helenística, consuma-se um processo histórico espiritual, cujo resultado
ainda é importante para a nossa moderna concepção da Filosofia: a evolução da
Filosofia no sentido de uma ciência especial. No período pré-socrático, o
filósofo era tudo: cientista, médico, técnico, político e sábio. A Academia e o
Perípato abrangem, como organizações científicas, a totalidade do saber. Mas já
no antigo Perípato. vemos que as ciências particulares absorviam a atividade
total de todo um homem, e lhe davam a sua fisionomia espiritual, embora êle
ainda filosofasse no sentido da antiga sabedoria. No período helenístico as
ciências particulares se desmembram em disciplinas independentes. Nascem
centros próprios de investigação, onde essas ciências são cultivadas ex
professo: Alexandria, Antioquia, Pérgamo, Rodes. Mas a Filosofia se
pronuncia apenas sobre as grandes questões que Platão e Aristóteles tinham
indicado como propriamente filosóficas: a lógica, a ética e a metafísica. Exatamente
por isso essas questões são aprofundadas e se transformam em mundividências. Ocupa-se a Filosofia com o homem como tal e, nesses tempos tão incertos,
revoltos pelas guerras de Alexandre e dos Diadocos, busca ela a salvação e a
felicidade no homem interior, o que já não podem proporcionar as relações
externas, a sonharem sempre novas grandezas, para criarem, apenas, em lugar
delas, ruínas sobre ruínas. Por isso prepondera nessa época o papel da ética.
Ela deve, ao mesmo tempo, exercer a função outrora desempenhada pelo mito
religioso. Êste se dissipa cada vez mais, sendo substituído pelo pensamento
racional. O estoicismo e o empirismo despertam novas preocupações psíquicas e
atuam sobre círculos mais vastos, muito mais do que o puderam a Academia e o
Perípato. As "mundividências", uma vez constituídas,
funcionam como centros de cristalizagão, formando–se nos tempos do helenismo
marcantes centros escolásticos, típicos desta época: o Pórtico e o Jardim de
Epicuro; ao lado das já existentes escolas da Academia e do Perípato.
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17
out
História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger
4 — O
PERÍPATO – FILOSOFIA ENCICLOPÉDICA
O Perípato, fiel ao exemplo do
aristotelismo posterior, já desde os seus inícios se entregara a uma minuciosa
investigação científica (cf. pág. 253). Posteriormente, ainda, se deu ao
estudo das ciências experimentais, distinguindo-se assim tipicamente do
estoicismo e do epicurismo, mas também da Academia, que, antes [...]
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10
dez
A BUSCA DO CRITÉRIO DE MORALIDADE NA
REFLEXÃO ÉTICA DE KANT
Francisco Nunes de Carvalho
Estudante de Filosofia – fnunescarv@hotmail.com
INTRODUÇÃO
Procuraremos aqui apresentar e discutir a busca do
critério de moralidade na reflexão ética de Kant. Portanto, nossa pesquisa está
situada no âmbito da reflexão ética ou ética filosófica, que trata acerca da
condição de possibilidade do agir humano enquanto tal.
Mas [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre CorreiaÍndice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre CorreiaÍndice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre CorreiaÍndice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre Correia
Índice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre CorreiaÍndice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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22
dez
Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
Lição VIII
A METAFÍSICA REALISTA
53.
ESTRUTURA DO SER: CATEGORIAS. — 54. ESTRUTURA DA SUBSTANCIA: FORMA E MATÉRIA,
REAL E POSSÍVEL, ATO E POTÊNCIA. — 55. AS QUATRO CAUSAS. — 56.
INTELIGIBILIDADE DO MUNDO. — 57. TEOBIA [...]
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22
dez
Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
Lição XXI
DO REAL E DO IDEAL
179.
CATEGORIAS ÔNTICAS E ONTOLÓGICAS. — 180. ESTRUTURA DOS OBJETOS REAIS. — 181. O
FÍSICO E O PSÍQUICO. — 182. MUNDO A MAO. — 183. MUNDO PROBLEMÁTICO. — 184.
[...]
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27
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
Capítulo Quarto
CONCLUSÃO SOBRE AS PROVAS DA EXISTÊNCIA DE
DEUS
216 1. O
ponto-de-vista comum a todas as provas. — Todas as provas da existência de Deus
são aplicações do princípio de razão suficiente: qualquer coisa tem sua
razão, ou em si, ou numa outra. Em outras [...]
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27
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
Capítulo Segundo
PROVAS METAFÍSICAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
201 Podem-se distinguir dois grupos de provas da
existência de Deus: o das provas metafísicas e o das provas morais, conforme
estas provas partem da realidade objetiva do universo, ou da realidade [...]
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27
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
Capítulo Terceiro
AS CAUSAS
Art. I. NOÇÕES GERAIS
196 1. Definições. —
Chama-se princípio aquilo de que uma coisa procede, de qualquer maneira que
seja. Assim, toda causa é princípio, mas todo princípio não é causa, pois o
[...]
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27
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
SEGUNDA PARTE
A VIDA INTELECTUAL
132
Da vida sensível à vida intelectual não existe simples continuidade. A atividade sensível
é limitada ao presente sensível imediato e desprovida desta universalidade que
define a inteligência racional do homem e [...]
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05
mai
Imaginação Material Segundo Gaston Bachelard (
por
Reinério Luiz Moreira Simões
Dissertação apresentada ao Programa
de Pós-Graduação em Filosofia da
Universidade do Estado do Rio de
Janeiro para obtenção de título de
Mestre em Filosofia
Orientadora:
Profª. Dra. Marly Bulcão L. Britto
Rio de Janeiro
Janeiro de 1999
BANCA [...]
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16
mai
NIETZSCHE – "O ÚLTIMO FILÓSOFO"
por Vera Lúcia Vassouras
Gênio (propositadamente) incompreendido pela humanidade.
Provavelmente poucos estudantes de filosofia e até mesmo as "autoridades" denominadas filósofos conheçam sua obra. O pensador, vulgarmente conhecido como o "Anticristo" apenas por ter escrito uma obra com tal nome, aliás, desconhecida pelos seus críticos mais vorazes, traz, em [...]
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08
fev
As meditações cartesianas e o nascimento da subjetividade
moderna
por Miguel Duclós
Baseado nas anotações de aula da professora Marilena
Chaui
Esse texto procura analisar o modo como Descartes formulou o problema da
dúvida hiperbólica na primeira meditação e
provou como a alma é mais fácil de conhecer do que o corpo,
dando início assim ao [...]
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08
jul
Hume e Kant nos limites da razão
Por
Miguel Duclós
Trabalho originalmente feito para
a cadeira de Introdução à filosofia I, da FFLCH
da USP, corrigido por Márcio Suzuki
1-Introdução
Esse trabalho tem o objetivo de mostrar como as questões que Hume
levanta em suas investigações, como o problema da causalidade
(que [...]
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17
ago
David Hume
David Hume (1711-1776) nasceu em
Edimburgo, Escócia, no dia sete de maio. Seu pai era um fidalgo
da aldeia de Chirnside, onde tinha um sítio chamado Ninewells. Lá
Hume passou a infância. Aos três anos perdeu o pai. Aos doze
anos foi para Edimburgo junto com o irmão para estudar. Desde cedo
gostou dos clássicos e adquiriu uma [...]
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