A FILOSOFIA E O ENSINO – DA PRÁTICA À PRÁXIS

Resumo: São inúmeros os problemas aos quais o processo educacional está envolto. È crescente o rol de questionamentos que se fazem a marginalização da sociedade como resultado dá má formação dos jovens, adolescentes e crianças. Muitos vêem exacerbada uma crise educacional resultado de ideologias que silenciam consciências críticas e ativas. Entretanto, vale salientar que esta é apenas uma visão pessimista acerca da educação; no tocante ao seu verdadeiro intuito, ela objetiva a autonomia do homem, afim de que este possa assumir um papel de extrema relevância perante a sociedade em que vive. Assim surge a Filosofia dentro do contexto educacional, partindo da reflexão para a prática transformadora propriamente.

Palavras – Chaves – Filosofia. Ensino. Educação.

Filosofia, educação e Ensino Médio.

Japão: Desenvolvimento Socioeconômico, História e Geopolítica no início do século XX

Oliveira Lima NO JAPÃO* DIREÇÃO E INSPIRAÇÃO NACIONALISTA Destarte, quando chegou o momento em que o Japão teve, per fas aut nefas, de entreabrir seus portos à influência ocidental, a revolução nos espíritos, precursora da revolução pelas armas, estava parcialmente realizada, ainda que numa direção nacionalista, a qual veremos que não foi afinal sacrificada na … Ler maisJapão: Desenvolvimento Socioeconômico, História e Geopolítica no início do século XX

Max Weber e os “tipos ideais”

Max Weber e os “tipos ideais” Ricardo Ernesto Rose Jornalista, Licenciado em Filosofia, Pós-Graduando em Sociologia Quando Max Weber começou a se dedicar ao estudo da sociologia, depois de ter se aprofundado no estudo da história e da economia, além de ter obtido graduação em direito, esta era uma ciência ainda em sua fase inicial … Ler maisMax Weber e os “tipos ideais”

A FAMÍLIA COMO TECNOLOGIA DE CONTROLE


Saymon Mamede



Ao adentrar-se à seara do controle social pela família, há de se perpassar – visando
algumas consignações – por um instituto denominado
morale1.
Nesse mister, tomemos a moral, infestamente, sob o prisma religioso.



A preocupação em unir-se pessoas, visando um grupo – mormente com o fito de procriação – remonta aos textos bíblicos, logo nas passagens genesíacas, donde depura-se não

ser bom ao homem que esteja só, sendo-lhe necessária uma auxiliadora2, à qual une-se ele,
deixando alhures pai e mãe3.

Escolástica e Grandes Filósofos Medievais

Noções de História da Filosofia (1918) Manual do Padre Leonel Franca. PARTE IV Quarta época – Filosofia medieval (Séc. IX – XVII) 56. INTRODUÇÃO — Depois das sérias e profundas investigações históricas acerca do pensamento medieval, iniciadas no princípio do século XIX, desvaneceram-se muitos dos inumeráveis preconceitos, acumulados pela renascença sobre a era de “obscurantismo”, e … Ler maisEscolástica e Grandes Filósofos Medievais

CRISE AMBIENTAL E MUDANÇA DE PARADIGMA: UMA POSSÍVEL SOLUÇÃO

maravilhas das antigas civizações

A crise ambiental que
vivemos, na contemporaneidade da existência humana, extremou-se tanto nas
últimas décadas que acabou por tornar-se um assunto de suma importância para
aqueles preocupados com os destinos da humanidade. Ora, essa crise ambiental
está comprovada pelo aquecimento global e por outros efeitos – ou seria melhor
dizer sintomas? – que o próprio planeta vem apresentando. Sua causa também já é
conhecida: a atividade humana, que vem sendo muito mais predatória e virulenta
do que harmoniosa e equilibrada com relação à natureza. Mas e a solução para
esse cenário?

A RELIGIÃO – ORIGEM, CRÍTICA E FUNÇÃO

A RELIGIÃO – ORIGEM, CRÍTICA E FUNÇÃO Ricardo Ernesto Rose – Jornalista e Licenciado em Filosofia Origem e desenvolvimento A religião é uma das mais antigas práticas culturais da humanidade, tendo aparecido no período do Paleolítico Superior, há aproximadamente 50.000 anos. Todavia, nossa espécie, homo sapiens, não foi a única a se dedicar a práticas … Ler maisA RELIGIÃO – ORIGEM, CRÍTICA E FUNÇÃO

Do conceito de “meioambiente”: Um esforço por pensar uma filosofia ambiental a partir de Heidegger

filosofia ambiental

RESUMO

A proposta do texto é
delimitar o conceito de meioambiente tal qual abordado no discurso de
conservação ambiental. Temos o objetivo de distinguir, em seus significados
derivados, o significado romântico de natureza; evitando o uso ambíguo e,
mesmo, equívoco desta noção. Esta tarefa justifica-se por ser um exercício de
compreensão, desenvolvido por meio de uma breve contextualização dos termos
atuais da chamada questão ambiental, na medida em que comentaremos, criticamente,
a ideia de “exploração sustentável”. Pretendemos assinalar que mesmo as novas
propostas de conservação ambiental, operam em um registro antropocêntrico, na
medida em que entendem a relação entre homem e meioambiente desde a dicotomia
sujeito-objeto, presente na filosofia e ciência cartesianas. Em seguida,
apresentaremos a exigência de uma definição do que vem a ser meioambiente, no
pensamento do filosófo alemão Martin Heidegger, contrapondo estas ideias a
elementos da filosofia da natureza de F.W.J. Schelling. O texto traz,
ainda, a discussão acerca de uma postura ética e conservacionista frente ao
meio ambiente, e seus vínculos com as noções de habitar, cons­truir e
responsabilizar-se.

Palavras chave: Heidegger;
meioambiente; natureza; preservação ambiental, filosofia ambiental

REALIZAÇÕES DA ARQUITETURA

Yafouba, o mágico da trilso, com uma das meninas que foram jogadas em cima de pontas de espadas.

* As mais antigas construções do mundo
* O misterioso labirinto
* O mais belo edifício do mundo
* A magnificência de Roma Eterna
* Maravilhas dos Muçulmanos
* As três mais belas catedrais góticas
* Realizações do século XIX
* Maravilhas da arquitetura moderna
* A Casa Bonita

REALIZAÇÕES DA ARQUITETURA

As mais antigas construções do mundo

HÁ grande diferença entre escultura, de uma parte, e arquitetura, de outra. A escultura é primacialmente estética. A arquitetura é ao mesmo tempo estética e funcional. Por outras palavras, a escultura serve apenas a uma finalidade de beleza; a arquitetura serve ao objetivo da beleza e da utilidade.

A arquitetura é a bela arte de construir: construir templos para deuses, casas para morar e túmulos para os mortos.

O costume de construir túmulos começou no Egito há uns 5.000 anos. Esses túmulos eram grandes, espaçosos e confortáveis, porque os egípcios acreditavam que as almas dos mortos viviam e mantinham casas naqueles quartos subterrâneos. Os túmulos eram providos de todo o necessário e de todo o luxo das casas dos vivos. E eram construídos com imensas e pesadas pedras. Porque deveriam ser sólidas e permanentes essas casas dos mortos. Seus habitantes iriam "viver" nelas para sempre.

AS HIPÓTESES FUNDAMENTAIS DA SOCIOLOGIA

Introdução a Sociologia – PRIMEIRA PARTE OS PROBLEMAS SOCIOLÓGICOS Capítulo I

Professor A. Cuvillier (1939).

 

Capítulo VI AS HIPÓTESES FUNDAMENTAIS DA SOCIOLOGIA

A sociologia não é uma filosofia da história: não supõe uma explicação unilateral dos fenômenos sociais, mas, pelo contrário e como já dissemos, o sentido das interferências e das interações múltiplas cuja reunião forma a vida social. Se, contudo, não quisermos cair num círculo vicioso, que consistiria em explicar os fenômenos sociais sucessivamente uns pelos outros, essas ações recíprocas supõem, necessariamente, uma ação primordial, ou, como dizia Durkheim, um "substrato" fundamental. A sociologia necessita, portanto, como sucede com todas as outras ciências, de uma hipótese diretriz, de uma hipótese de trabalho, incidindo aqui sobre a natureza desse substrato.

I. —O "substrato" biológico

Será esse "substrato" de ordem biológica? E será a sociologia, neste sentido, um apêndice das ciências naturais? Esta interpretação pode apresentar-se — fora das vagas analogias do organicismo, de que já tratamos — sob duas formas principais.

1. O fator racial: a antropossociologia. — A primeira é a teoria da raça ou antropossociologia, a qual, como veremos adiante, é muito antiga. Mas é sabido que, na sua forma atual, ela tem, sobretudo, por origem um livro de Arthur de Gobineau, Essai sur l’inégalité des races humaines (1853-1855). Desenvolveu-se em França, nos fins do século passado, graças aos trabalhos de Vacher de Lapouge. A própria revista L’Année Sociologique, nos seus três primeiros volumes, julgou dever, ainda que com prudentes reservas acerca, do fundo da doutrina, consagrar uma rubrica à antropossociologia.

A primazia do uso consciente da tecnologia

maravilhas das antigas civizações

Ao declararmos a primazia do uso consciente da tecnologia, é comum perceber entre a maioria das pessoas, a ausência de um despertar do sentido real intrínseco em tal declaração; e quando surge qualquer sinal de despertamento, manifesta-se um sentido equívoco de conceitos, ou seja, um sentido eivado de concepção mitológica do que seja “consciência” e “tecnologia”.

Das Principais Vantagens da Deseducação para a Coletividade e para o Indivíduo

maravilhas das antigas civizações

Das Principais Vantagens da Deseducação para a Coletividade e para o Indivíduo
THIAGO FELIPE SEBBEN

 

 

Introdução

A proposta desse texto: mostrar as
principais vantagens da deseducação para a coletividade e para o indivíduo, de
modo a valorizá-la como instrumento que permita a afirmação da vida em seu mais
alto grau de importância, incentivando a implantação dessa forma assistemática
de educação. Tal proposta justifica-se pelo entendimento de que a vida digna é
o valor máximo do humano e que qualquer forma de organização e sistematização
social – incluindo suas macroestruturas, como é o caso da educação – que
subleve esse valor é sintoma da decadência humana que assola a cultura
ocidental. Ora, esclarecido o “o quê” e o “porque”, resta saber o “como”. E
aqui adentro no campo filosófico-artístico: o aforismo. Forma da linguagem que
permite a interação entre o objetivo e o subjetivo, entre a filosofia e a
psicologia, entre o racionalmente-construído e o artisticamente-fabricado; o
aforismo tem espaço para o devaneio do autor que enseja imaginações nos
leitores, bem como para conceitos objetivos que estabelecem critérios e
medidas. A opção por tal forma de se fazer conhecimento se dá, certamente, em
consonância com a proposta de experimentar o pensamento, de criar o novo, mesmo
que, num primeiro momento, seja apenas criação teórica.

 

O que é “vantagem”?

Antes de prosseguir, uma pausa –
importante pausa, que nos leva ao estabelecimento de um critério inicial do que
pode se considerar uma “vantagem” e o que não pode. Ora, a vantagem sempre surge
num dado momento da realidade. Isso é justamente a “situação” na qual surge a
“vantagem”, seu plano de existência. É como se existisse um plano de fundo, um
cenário, e dali extraíssemos uma cena na qual se manifesta a vantagem. E ela
possui seus atributos, seus elementos de composição – variáveis especificamente
conforme a situação: o que ela é, para quem ela opera, e mais,
genealogicamente, qual seu sentido e valor. Pensar, então, na situação – como
plano de fundo – e no ajuste dos elementos da “vantagem” – como composição da
mesma – no caso específico da deseducação – ou seja, para que se evidencie as
vantagens da deseducação -, seria criar um critério que tornasse possível a
análise “valor da educação tradicional x valor da deseducação”. A criação dessa
lupa – o critério de “vantagem” – através da qual olhamos para a relação das
formas de educação é a maneira mais eficaz de se afirmar as principais
vantagens da deseducação. Imagine a seguinte situação: a realidade dualística
do mundo enquanto negação da vida na cultura ocidental – na medida em que
valoriza mais a razão especulativa do que a vida como instrumento de sabedoria
-, isso sendo considerado a decadência – pois afirma valores anti-vitais -,
todos os elementos da cultura ocidental se derivam dessa visão de mundo
corrompida – a moral, o cristianismo, a lógica, as ciências positivas, a
filosofia tradicional. Nessa situação, o que seria vantajoso? A vantagem seria
a destruição dos valores anti-vitais e a afirmação dos valores da vida – a
vitória da atividade x reatividade, do original x imitação. Ela operaria em
favor da deseducação que é, justamente, a macroestrutura social da educação
regulada em favor dos valores da vida – a educação pelo e para o ócio. Seu
sentido seria o de uma coletividade que possuísse igualdades nos campos onde
isso fosse necessário – campos político e econômico – e diferenças nos campos
onde isso fosse inevitável – campos filosófico e artístico. O valor dessa
vantagem seria a criação de uma coletividade onde fosse possível e opcional o
vir-a-ser individual, onde a vida se manifestasse como infinitas
possibilidades, combinações e ajustes de forças possíveis; como natureza
multicolorida impossível de ser descrita pelos símbolos conhecidos do
inventário humano, a não ser pelos mais superiores artistas em suas obras
magníficas. Porém, não é menos importante deixar claro que isso que foi
descrito só é “vantagem” – ou seja, uma qualidade do que está adiante ou é
superior – porque a vida é o que consideramos como sendo superior para buscar
conhecimento para… a própria vida!

Sobre a Serenidade de Martin Heidegger

Sobre a "Serenidade" de Martin
Heidegger
Por Isabel Maia

A ciência moderna postula sempre
a monótona

estupidez do mundo que ela interroga

PRIGOGINE


    A "Serenidade" é um belo texto de Heidegger onde
ele reflecte sobre a essência da técnica moderna e onde
mostra a necessidade de recuperar aquilo que ele chamou de pensamento
meditativo. Não se trata de negar a técnica,
obviamente, mas de repensar a nossa relação com ela. O
apelo heideggeriano ao longo deste belo texto é, pois, o de
mantermos acordado o pensamento já que o que o homem tem de
mais próprio é, justamente, ser um ser pensante.