Consciênia - Filosofia e Ciências Humanas
Platão, biografia e pensamentos aristoteles Descartes Rousseau Nietzsche Marx

textos interessantes sobre mitos

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):

O Pampeiro – José de Alencar

O Pampeiro Um ruído surdo reboou pelas grotas 2) e algares 1)’ que acantilavam o cêrro abrupto. Parecia que a terra arquejava com o estertor de um pesadelo. Ao mesmo tempo uma exalação ardente como o vapor de uma cratera derramou-se pela solidão. As feras uivaram longe na pro­fundeza das selvas, e as aves espavoridas […]

Símbolos Árticos – As estruturas simbólicas de Nas Montanhas da Loucura, de H. P Lovecraft

Gabriel Gastaldo Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como parte integrante dos requisitos necessários para a obtenção do grau de bacharel em Letras pela Faculdade Dom Domêmico. Resumo: Este trabalho teve como objetivo principal analisar a obra “Nas Montanhas da Loucura” (At the Mountains of Madness), do escritor Howard Philips Lovecraft, sob a ótica da […]

Os Lusíadas de Camões o gênero épico da Poesia – Curso de Literatura

Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876)

CURSO DE LITERATURA NACIONAL

 

LIÇÃO
X

 

GÊNERO ÉPICO

 

Mais feliz do que muitas
outras, conta a literatura portu­guesa em seu século áureo um poema épico, cujo
mérito, mais ou menos apreciado, não pode ser posto em dúvida, ainda pelos mais
severos críticos. Antes de entrarmos na análise de tão majestoso monumento,
digamos duas palavras sobre a vida do seu
preclaro autor.

A BRUXA NICÁCIA – Mitos e Lendas de terror

A medonha velha tinha uma enorme corcunda. A LENDA DA NICÁCIA O rio Corrente, o lento fragoroso e irrequieto da lenda, interrompe o pensamento com sua música de cachoeira e mistérios. O vago e o terror se apoderam da alma do caboclo que lhe pisa a ribanceira, quando as trevas transformam a mata em fantasmas […]

CAVALO SEM CABEÇA – Mito variante

CAVALO SEM CABEÇA E’ uma réplica necessária à Mula-sem-cabeça, a Bur-rinha-de-padre, do nordeste brasileiro. Parece que o espírito popular atendeu, por antecipação, o reparo.- do Prof. Basílio de Magalhães (O Folclore do Brasil, p. 70, nota 85); Ao meu sentimento de justiça repugna que somente se fira com tão terrível fadário a frágil filha de […]

A MULA-SEM-CABEÇA – História da Lenda do Folclore

A MULA SEM CABEÇA A Mula-sem-cabeça, Burrinha-de-padre ou simplesmente Burrinha, é o castigo tremendo da concubina do padre católico. Na noite de quinta para sexta-feira muda-se numa mula, alentada e veloz, correndo com espantosa rapidez, até o terceiro cantar do galo. Seus cascos afiados dão coices que ferem como navalhadas. Homens ou animais que encontra […]

REGIÃO CENTRAL DE MINAS GERAIS – SERRA DO CURRAL-D’eL-REI

REGIÃO CENTRAL DE MINAS GERAIS SERRA DO CURRAL-D’eL-REI José Veríssimo da Costa Pereira SEM PRETENDER, em absoluto, cair em demasiado rigor, é possível dizer-se que somente a partir do segundo quartel do século atual, vêm os métodos da análise morfológica sendo aplicados com maior ou menor inteligência, e com real proveito, no estudo científico do […]

AS DIFERENTES NARRATIVAS: MITOLOGIA, RELIGIÃO E FILOSOFIA

Ricardo Ernesto Rose
Jornalista e Licenciado em Filosofia

“Baixinho,

a argila segredou

ao oleiro que a trabalhava:

“Não esqueças

Que já fui como tu…

Não me maltrates…”

Omar Kháyyám -Rubáiyat

O filósofo alemão Ernst Cassirer defendia a tese de que todo conhecimento – mítico, religioso e científico – é um conhecimento simbólico. Explicando seu pensamento, o filósofo apresenta uma tripla graduação na relação entre signo e significado:

  • a) A relação de expressividade, típica do mito. Neste caso, há uma identidade entre o signo e o significado; os símbolos tornam-se atributos da própria coisa que designam, como a cruz representa o cristianismo, por exemplo.
  • b) A relação de representação, caracterizada pela linguagem. Aqui o nome é uma convenção e servepara representar a coisa, como um substantivo. É a maneira mais comum de como nos utilizamos das palavras que representam um ente.
  • c) A relação de significado, típica da ciência. Há uma independência entre signo e significado. Exemplo disso é uma função matemática (signo), que representa algo diferente do deslocamento do planeta (significado).

O Mito e a Filosofia

Mircea Eliade, em sua obra “História das Crenças e das Idéias Religiosas” nos dá uma boa indicação do porque do desenvolvimento da filosofia na Antiga Grécia. Segundo Eliade, a religião grega sempre foi um politeísmo, no qual os deuses tinham comportamento parecido aos dos homens; os mesmos desejos, impulsos e emoções, com a diferença de que eram imortais. A religião grega, pelas suas características, nunca chegou a ser uma religião estritamente normativa e ligada a um povo específico (os gregos também dividiam muitos deuses com outros povos), como o foram a religião egípcia e a judaica.

Os gregos nunca tiveram um Livro dos Mortos ou um Decálogo. Todavia, os relatos dos bardos – entre eles os mais famosos Homero e Hesíodo – influenciaram a cultura grega da mesma forma

REALIZAÇÕES DA ARQUITETURA

* As mais antigas construções do mundo
* O misterioso labirinto
* O mais belo edifício do mundo
* A magnificência de Roma Eterna
* Maravilhas dos Muçulmanos
* As três mais belas catedrais góticas
* Realizações do século XIX
* Maravilhas da arquitetura moderna
* A Casa Bonita

REALIZAÇÕES DA ARQUITETURA

As mais antigas construções do mundo

HÁ grande diferença entre escultura, de uma parte, e arquitetura, de outra. A escultura é primacialmente estética. A arquitetura é ao mesmo tempo estética e funcional. Por outras palavras, a escultura serve apenas a uma finalidade de beleza; a arquitetura serve ao objetivo da beleza e da utilidade.

A arquitetura é a bela arte de construir: construir templos para deuses, casas para morar e túmulos para os mortos.

O costume de construir túmulos começou no Egito há uns 5.000 anos. Esses túmulos eram grandes, espaçosos e confortáveis, porque os egípcios acreditavam que as almas dos mortos viviam e mantinham casas naqueles quartos subterrâneos. Os túmulos eram providos de todo o necessário e de todo o luxo das casas dos vivos. E eram construídos com imensas e pesadas pedras. Porque deveriam ser sólidas e permanentes essas casas dos mortos. Seus habitantes iriam "viver" nelas para sempre.

PLUTARCO – A COMPARAÇÃO DE TESEU COM RÔMULO

É o que pudemos recolher, digno de memória, dos feitos de Rômulo e Teseu; mas, para vir a compará-los um ao outro, parece primeiramente que Teseu, de sua própria vontade, sem constrangimento de ninguém, podendo reinar fora de temor na cidade de Trezena é suceder a seu avô em um estado não pequeno, preferiu e procurou os meios de fazer grandes coisas, e que Rômulo, ao contrário, para livrar-se da servidão que o premia e escapar à punição que o ameaçava, mostrou-se certamente, como diz Platão, ousado de mêdo e, por temor de sofrer a pena extrema, foi constrangido, quisesse’ ou não, a lançar-se à aventura de fazer grandes coisas.

Teseu – Vidas dos Homens Ilustres de Plutarco

SUMÁRIO DA VIDA DE TESEU

I. Começo dos tempos verdadeiros da História. II. Relações do Teseu e Rômulo. III. Nascimento de Teseu. V. Viagem a Delfos. VII. Admiração por Hercules. X. Primeiros combates contra os Bandidos. XVI. Chegada a Atenas. XVI. Parte para ir combater o touro de Maratona. XVIII. Tributo de filhos que Minos, rei de Creta, impusera a Atenas. XIX. Teseu vai a Creta, combate o Minotauro e isenta os Atenienses do tributo. XXIV. Morte de Ariadne. XXV. Na volta da ilha de Creta, Teseu passa a Delos. Origem da dança do Grou. XXVI. Teseu retorna a Atenas, celebra as obséquias do pai e sobe ao trono. XXVII. Barco de Teseu conservado durante mais de nove séculos. XXVIII. Reúne os habitantes da Ática num corpo de cidade em Atenas. Instituição da festa das Panatenéias. XXIX. Leis e polícia de Atenas. XXX. Estabelecimento dos Jogos ístmicos. XXXI. Viagem de Teseu ao Ponto Euxino. A amazona Antíope. XXXIII. Combate das Amazonas. XXXVI. Fedra, esposa de Teseu. Hipólito, filho de Antíope. XXXVIII. Amizade de Teseu e Pirítoo. Combate dos Lápitas e Centauros. XXXIX. Rapto de Helena. XLI. Os Tindáridas Castor e Pólux vêm pedi-la de novo. Origem da Academia. XLII. Menesteu intriga em Atenas contra Teseu. XLIII. Regresso àquela cidade. Revoltas e sedições. Teseu faz imprecações contra os Atenienses e retira-se para a ilha de Ciros. XLIV. Morre. XLV. Os ossos são transportados para Atenas. XLVI. Sacrifícios em sua honra.

Desde o ano de 1249 até ao ano de 1199 antes de Jesus Cristo; 423 anos antes da primeira Olimpíada.

Plutarco AS VIDAS DOS HOMENS ILUSTRES GREGOS E ROMANOS

TESEU



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