09
dez
ALBERTO SIUFI
JUNIOR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro
Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Licenciatura em
Filosofia. Orientador: Prof. Adriano Volpini.
Que vergonha, estou nu! Nudez não é coisa simples, ela
aparece logo nas primeiras páginas da Biblia e de outros textos fundadores da
civilização, afirma Marcelo Bortoloti em sua reportagem para a revista Veja em
dezembro de 20081. A verdade é que se Ulisses, personagem de Homero,
naufragasse hoje e aparecesse nu diante de sua princesa Nausícaa assim como foi
relatado na Odisséia, ainda sentiria uma vergonha e um desconforto enorme. O
fato de ter passado mais de 2500 anos não mudaria a sensação de desconforto do
herói e, pelo contrário, sentiria uma culpa religiosa que não existia naqueles
tempos. O resultado de morder o fruto proibido é o sentimento da vergonha,
fraqueza e derrota diante de si mesmos e de Deus. Percebemos como é imoral
estar nu. Todos nós já sentimos vergonha por alguma coisa. E isso parece ser
normal. Quantas vezes não nos sentimos “nus” diante dos olhos dos outros? Este
sentimento de vergonha e pudor, é o que Dietrich Bonhoeffer identifica como a
indestrutível lembrança do ser humano da sua separação da origem, é a dor
decorrente desta separação e o desejo impotente de desfazê-la2. Perdemos
nossa essência original.
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03
nov
Aristóteles
não é ateniense de nascimento, mas é originário de Estagira, na Trácia,
onde nasceu em 384. O pai era médico particular do rei macedônio Amintas, e o
próprio Aristóteles vinculou o destino externo da sua vida aos desígnios
macedônicos, com os quais também cairá. Aos 18 anos vem à Academia, onde permanece durante vinte anos, até
a morte de Platão. No decurso da
vida do mestre, altamente o honrou. Na Eegia que lhe dedicou, refere-se á
amizade que os ligou a ambos, dizendo ser Platão
um homem tão excelso que digno de o louvar não será qualquer um, mas
somente quem se digno de tal. O fato de Aristóteles
ter, pelo seu modo próprio de pensar, se afastado dele mais tarde,
nenhum detrimento trouxe a essa veneração e amizade. "Se ambos são meus
amigos” (Platão e a verdade),
diz êle na Ética; a Nicômaco (1096a l6), "pio dever é estimar ainda
mais altamente s verdade". Tem-se, contudo, a impressão de nem sempre ser sina
ira et studio a crítica contra Platão.
De propósito, freqüentemente a suscita, nem sempre com necessidade, e, às
vezes, sendo até mesquinho. Depois da morte
de Platão, Aristóteles retira-se para. Assos no país da
Tróade, junto do príncipe. Hermias
de Arames, fundando aí, junto com outros membros da Academia, uma espécie de sucursal da escola.
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24
out
Na
época helenística, consuma-se um processo histórico espiritual, cujo resultado
ainda é importante para a nossa moderna concepção da Filosofia: a evolução da
Filosofia no sentido de uma ciência especial. No período pré-socrático, o
filósofo era tudo: cientista, médico, técnico, político e sábio. A Academia e o
Perípato abrangem, como organizações científicas, a totalidade do saber. Mas já
no antigo Perípato. vemos que as ciências particulares absorviam a atividade
total de todo um homem, e lhe davam a sua fisionomia espiritual, embora êle
ainda filosofasse no sentido da antiga sabedoria. No período helenístico as
ciências particulares se desmembram em disciplinas independentes. Nascem
centros próprios de investigação, onde essas ciências são cultivadas ex
professo: Alexandria, Antioquia, Pérgamo, Rodes. Mas a Filosofia se
pronuncia apenas sobre as grandes questões que Platão e Aristóteles tinham
indicado como propriamente filosóficas: a lógica, a ética e a metafísica. Exatamente
por isso essas questões são aprofundadas e se transformam em mundividências. Ocupa-se a Filosofia com o homem como tal e, nesses tempos tão incertos,
revoltos pelas guerras de Alexandre e dos Diadocos, busca ela a salvação e a
felicidade no homem interior, o que já não podem proporcionar as relações
externas, a sonharem sempre novas grandezas, para criarem, apenas, em lugar
delas, ruínas sobre ruínas. Por isso prepondera nessa época o papel da ética.
Ela deve, ao mesmo tempo, exercer a função outrora desempenhada pelo mito
religioso. Êste se dissipa cada vez mais, sendo substituído pelo pensamento
racional. O estoicismo e o empirismo despertam novas preocupações psíquicas e
atuam sobre círculos mais vastos, muito mais do que o puderam a Academia e o
Perípato. As "mundividências", uma vez constituídas,
funcionam como centros de cristalizagão, formando–se nos tempos do helenismo
marcantes centros escolásticos, típicos desta época: o Pórtico e o Jardim de
Epicuro; ao lado das já existentes escolas da Academia e do Perípato.
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05
ago
História da Filosofia Antiga – Johannes Hirschberger
B. A Verdade
O segundo conceito com que se encontra o pensamento de Platão é o da verdade. Falar de Platão, é falar da doutrina das Idéias. Mas desta só nos aproximamos se partirmos do ponto de vista da verdade.
a) Conceito da verdade
[...]
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20
jan
O problema dos universais em Pedro Abelardo
Miguel Duclós
Trabalho Originalmente Apresentado para a FFLCH/USP
"Reflitamos
primeiramente a respeito da causa comum. Cada um dos homens, distintos uns dos
outros, embora difiram tanto pelas próprias essências quanto pelas formas -
[...]
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20
jan
CARA OU COROA: SOCIEDADE CIVIL E
ESTADO
Ida Duclós
Originalmente apresentado na FFLCH/USP –
O conceito de sociedade civil tem se modificado conforme o contexto histórico
de cada época. Sua posição muda de lugar, pode ser peão ou rei, explicitar ou
[...]
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31
out
A separação
entre ser e pensar e suas contradições sociais, segundo Max Horkheimer
Por Ângelo Fornazari Batista .
A Teoria Crítica tem
como instrumentos metodológicos a dialética de Hegel e alguns conceitos
encontrados nas obras de Marx, tais como mais-valia, mercadoria e relação de
troca. [...]
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16
jun
A tese de Hegel sobre o ser nas doutrinas da Enciclopédia das ciencias das filosóficas ―
Lógica menor (1830))
Roberto S. Kahlmeyer-Mertens [1]
Resumo: O artigo pretende
uma breve apresentaçao acerca das tres doutrinas da lógica hegeliana.
Pautando-se na Ciencia da Lógica, tal [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre Correia
Índice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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01
mai
HISTÓRIA DA FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA
Johannes HIRSCHBERGER
Fonte: Ed. Herder
Trad. Alexandre CorreiaÍndice
Prolegômenos
Filosofia Patrística
O Cristianismo Nascente e a Filosofia Antiga
Os Começos da Filosofia Patrística
Agostinho: O Mestre do Ocidente [...]
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21
fev
MÁXIMAS DE EPICTETO
Tradução de Alberto Denis
Compilação da 1ª Edição da
GRÁFICA E EDITORA EDIGRAF LTDA.
São Paulo, Brasil Col. Biblioteca de Autores Célebres
Material enviado por Tiago Tomasi
Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 [...]
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21
jan
Marx e Nietzsche: um diálogo
possível Michel Aires de Souza
http://filosofonet.wordpress.com/
Será que é possível aproximar as
filosofias de Marx e Nietzsche? Suas teorias são completamente diferentes, pois
um filosofa sobre a escassez [...]
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26
dez
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS
Curso sobre
Heidegger:
Kant e o
Problema da MetafísicaMaterial Enviado por José de Medeiros Machado Jr.
2o.
semestre de 2004
Professor Bento Prado Jr.
Material Enviado por José de Medeiros Machado Jr.
ÍNDICE
Data da aula
01/10/2001
08/10/2004
15/10/2004
12/11/2004
19/11/2004
26/11/2004
03/12/2004
)
19/11/2004
[...]
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22
dez
Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares
PARTE
HISTÓRICA
Lição IV OS PROBLEMAS DA ONTOLOGIA
27.
QUE É O SER? IMPOSSIBILIDADE DE DEFINIR O SER. — 28. QUEM É O SER? — 29.
EXISTÊNCIA E CONSISTÊNCIA. — 30. QUEM EXISTE?
Nas
lições anteriores tentamos [...]
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27
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
Capítulo Segundo
DO MÉTODO EM GERAL
ART. I. NOÇÃO
DO MÉTODO
I. Definição. — No seu sentido mais geral,
o método e a
ordem que se deve impor aos diferentes processos
necessários para atingir um [...]
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27
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
TERCEIRA PARTE
O SUJEITO PSICOLÓGICO
152 Até agora, temos estudado apenas
fenômenos, propriedades, qualidades ou atividades diversas. Devemos agora
considerar o sujeito destes fenômenos psicológicos. Porque é evidente
que todos eles supõem um sujeito, de que procedem, [...]
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13
nov
Curso de Filosofia – Régis Jolivet
INTRODUÇÃO GERAL
Art. I. NATUREZA DA FILOSOFIA -
1. O desejo de saber, fonte das ciências.
Todo homem, diz Aristóteles,
está naturalmente desejoso
de saber, isto é, o desejo de saber é
[...]
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04
nov
Tabela de conteúdo [esconder]
1 Cartas de Nietzsche – 1888
1.1 Carta 1
1.2 Carta 2
1.3 Carta 3
1.4 Carta 4
1.5 Carta 5
if (window.showTocToggle) { var tocShowText = “mostrar”; var tocHideText = “esconder”; showTocToggle(); }
Tradução de Miguel Duclós
Cartas de Nietzsche – 1888
Tradução do inglês
Carta 1
Nice, 12 de Fevereiro de 1888: carta a Reinhart von Seydlitz
Querido amigo,
Se [...]
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20
abr
PERCURSOS DE HEIDEGGER PELO HUMANISMO
Isabel Rosete
A extensa obra de Heidegger é marcada por uma obscuridade proposital. Sua insistência em apelar para uma radicalização do pensamento metafísico tornou-o um dos filósofos mais enigmáticos [...]
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25
jul
Essência do mundo e essência
da proposição.
por
Gilberto Tadeu Garcia Junior
Trabalho feito originalmente para a cadeira de Filosofia dA Lógica – FFLCH
- USP, professor Luiz Henrique Lopes dos Santos.
O que é o mundo?
O mundo é a totalidade dos fatos e não
das [...]
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21
fev
Possibilidade e Realidade na Conduta de Má-fé
por Miguel Duclós
A
melhor ilustração acerca da tensão existente
entre possibilidade e realidade na Conduta de Má-Fé é
o exemplo da mulher que vai a um primeiro encontro, exposto na página
101 de O Ser e o Nada1,
no Capítulo "As Condutas de Má-Fé".
Ali vemos uma mulher tentando negar para si todo o [...]
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30
jul
Análise do §22 de Para Além de Bem e mal, de
Friedrich Nietzsche
por Miguel Duclós
O parágrafo em questão é citado em negrito, por partes.
(…) Perdoem este velho filólogo,
(…)
Aqui o autor faz referência à sua juventude, quando
foi professor precoce de filologia na Basiléia, onde ministrava cursos sobre [...]
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11
abr
Teoria
da verdade em Leibniz: Necessidade e Contingência
por Carolina Noto
Trabalho originalmente apresentado para a cadeira de Filosofia Moderna – FFLCH USP
A
evidência da verdade para Leibniz é algo intrínseco às coisas. Seja essa
coisa uma existência ou uma essência, desde que seja possível, a sua verdade é logicamente
válida. Para as coisas impossíveis não há verdade. Quando uma [...]
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10
fev
Auto-referência
do Conceito e Solilóquio da Filosofia
Alexandre Fernandes B. Costa Leite 1
1. Introdução
O atual artigo carrega em si o ímpeto de delinear as linhas que
efetuam o labor realizado por dois pensadores franceses contemporâneos,
Gilles Deleuze e Félix Guattari, e mostrar em sentido geral a concepção
que têm da filosofia. A primeira parte centra-se na maneira que a
filosofia [...]
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08
jul
Hume e Kant nos limites da razão
Por
Miguel Duclós
Trabalho originalmente feito para
a cadeira de Introdução à filosofia I, da FFLCH
da USP, corrigido por Márcio Suzuki
1-Introdução
Esse trabalho tem o objetivo de mostrar como as questões que Hume
levanta em suas investigações, como o problema da causalidade
(que [...]
Posted in Filosofia Moderna e Renascimento, Hume, Kant, Trabalhos Acadêmicos Ensaios e Artigos | 10 Comments »