textos interessantes sobre Pré-Socráticos

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):

A Metafísica e suas fases históricas

A Metafísica e suas fases históricas Ricardo Ernesto Rose, Jornalista, Graduado em filosofia e pós-graduando em sociologia A questão do ente, “o que é?”, foi uma das principais idéias que deram origem à metafísica. Historicamente,  a  metafísica  remonta  a  Aristóteles,  que  a  chamava  de “filosofia primeira”, pois a partir dela é que construiu todo o seu […]

Filosofia Grega – Noções de Filosofia

12. A FILOSOFIA NA GRÉCIA — "O pequeno território da Hélade foi como o berço de quase todas as idéias que na filosofia, nas ciências, nas artes e em grande parte nas instituições vieram incorporar-se à civilização moderna" (13). Providencialmente situado entre o Oriente asiático e a Europa ocidental, liberalmente aquinhoado pela natureza de eminentes dotes espirituais — fantasia criadora e raro poder de generalização — dotado de instituições sociais e políticas que estimulavam a iniciativa individual, o povo grego recolheu os materiais das grandes civilizações, que al-voreceram nos impérios da Ásia, trabalhou-os com o seu espírito sintético e artístico e, com eles, elevou este grandioso e soberbo monumento de cultura, objeto de imitação e admiração dos séculos posteriores.

A filosofia, sobretudo, medrou na Grécia como em terra nativa. Seus grandes gênios dominaram as gerações pelo vigor incontestável do pensamento. Pode mesmo afoitamente afirmar-se que não há, no campo da especulação, teoria moderna que não encontre o seu germe nas idéias de algum pensador grego.

Este grande movimento filosófico, que abrange um período de mais de dez séculos, segue a princípio uma direção centrípeta. Parte das numerosas colônias gregas da Itália e da Ásia Menor e converge para Atenas. Neste foco de cultura atinge, no século de Péricles, o fastígio de sua perfeição, para daí dispersar-se mais tarde e irradiar pelo mundo helenizado, fundindo-se e modificando-se em contato com as idéias cristãs e com outras correntes intelectuais do pensamento.

Os filósofos pré-socráticos e a origem da educação laica

style='font-size:10.0pt;color:#454545'>"Onde se formam indivíduos
que criam e não indivíduos que aprendem?" (…) Onde está a instituição
que se propõe por objetivo liberar o homem e não se limitar a cultivá-lo?"
Max Stirner -O falso princípio da nossa educação

Nos textos dos
pensadores pré-socráticos não encontramos nenhuma referência clara à educação,
pelo menos nos termos como a conhecemos hoje. Todavia, dos escritos se
depreende que os filósofos (físicos, como eram chamados) formaram escolas de
pensamento, nas quais as idéias de um filósofo principal eram transmitidas a
discípulos. Estes, tanto podiam ser alunos que aprendiam com o mestre ou outros
pensadores, que convencidos pelas idéias do pensador mais criativo e perspicaz,
incorporavam suas noções básicas ao seu próprio sistema de pensamento. Exemplo
mais provável deste processo é a tríade Tales de Mileto (625 a.C. – 558 a.C.),
Anaximandro (610-547) e Anaxímenes (588-524). Qualquer um dos três pôde ter
tido outros seguidores ou alunos, que no entanto não foram mencionados pela
história e assim não puderam exercer influência na história da filosofia.

O Mito e a Filosofia

Mircea Eliade, em sua obra “História das Crenças e das Idéias Religiosas” nos dá uma boa indicação do porque do desenvolvimento da filosofia na Antiga Grécia. Segundo Eliade, a religião grega sempre foi um politeísmo, no qual os deuses tinham comportamento parecido aos dos homens; os mesmos desejos, impulsos e emoções, com a diferença de que eram imortais. A religião grega, pelas suas características, nunca chegou a ser uma religião estritamente normativa e ligada a um povo específico (os gregos também dividiam muitos deuses com outros povos), como o foram a religião egípcia e a judaica.


Os gregos nunca tiveram um Livro dos Mortos ou um Decálogo. Todavia, os relatos dos bardos – entre eles os mais famosos Homero e Hesíodo – influenciaram a cultura grega da mesma forma

A crítica à metafísica aristotélica clássica e o despontar da subjetividade cognoscente-autônoma em Immanuel Kant 

 

Francisco Nunes de Carvalho

Licenciado em Filosofia – fnunescarv@hotmail.com

 

O presente trabalho objetiva apresentar o processo
histórico-filosófico de decadência da metafísica enquanto ciência sobre o mundo
objetivo em sua totalidade – ciência do ser – na vertente de Aristóteles,
relacionando-o à afirmação do sujeito cognoscente que se volta para si mesmo e
estabelece a própria autonomia racional, o que ocorre na chamada Modernidade e
atinge momento privilegiado em Immanuel Kant. Analisaremos assim a transição de
uma racionalidade ontológica, típica da metafísica aristotélica do ser, a um
pensamento centrado no problema gnosiológico como pressuposto para ulteriores
desenvolvimentos filosóficos, inclusive na ética.

Metafísica de Aristóteles: Essência e Existência – História da Filosofia na Antigüidade

História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger B.   A Essência e a Existência a)    Conceito   de   metafísíca α) O termo metafísica. — A lógica aristotélica foi sempre realista: o conceito é um desvendar do ser; o juízo, uma exposição do conteúdo do real; o silogismo, uma fundamentação do ser. !É por isso compreensível seja. o […]

A RELIGIÃO E O RISO

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ricardo Rose para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia no Centro Universitário Claretiano.

A idéia de escrever este ensaio sobre o tema da religião e do riso
me ocorreu há cerca de um ano, quando assisti no Youtube a um vídeo do
humorista americano George Carlin, falecido por aquela época. No filme, Carlin
faz uma engraça crítica à religião (Religion is bullshit -Religião é
besteira
), que arrancou muitas gargalhadas da audiência em Nova York. Ator,
humorista e comediante, George Carlin (1937­2008) sempre foi um grande crítico
do “American way of living” (o jeito americano de viver). Ridicularizava
o excessivo patriotismo dos americanos, seu impulso consumista e até o
exagerado engajamento ambiental. O maior alvo de Carlin, no entanto, sempre
foram as religiões; em tudo o que elas têm de autoritário, obscurantista e
fanático. O comediante era um ardoroso defensor da democracia, da liberdade
individual e dos valores seculares.

[...]
O trabalho A religião e o riso, abordará o tema
inicialmente em sua dimensão propriamente dita, descrevendo o significado do
riso e sua relação com a religião ao longo do tempo. O período considerado
neste estudo vai aproximadamente da Pré-História ao Renascimento, já que é
neste espaço de tempo que a influência da religião sobre as sociedades é mais
acentuada. O texto, entretanto, não esgota o assunto; apresenta apenas alguns
fatos e análises que caracterizaram a relação do riso com a religião durante
este período histórico.

Em seguida, serão descritos
alguns aspectos da relação entre a religião e o riso, sob ponto de vista
filosófico e cultural. É fato que pouquíssimos filósofos se ocuparam
especificamente do fenômeno do riso, menos ainda do riso em relação à religião,
o que fez com que as fontes de pesquisa para este trabalho fossem bastante
reduzidas e tivessem que ser encontrados subsídios em um universo bibliográfico
mais amplo e não dirigido exclusivamente para este tema. Assim, o estudo se
vale das contribuições de filósofos e escritores que abordaram o assunto da
religião sob um aspecto crítico, mas que também olharam além do simples
fenômeno religioso, tentando apontar-lhe outros significados. A análise
filosófica e cultural, todavia, não coincidirá necessariamente com os períodos
históricos focados, já que as informações disponíveis sobre a história da
religião e da filosofia, no que se refere ao riso, não são necessariamente de
períodos históricos coincidentes.

Ao
final o estudo apresenta uma conclusão, na qual se pretende demonstrar que a
crítica da religião, seja através do riso ou da argumentação, longe de ter como
alvo principal a divindade e sua instituição é, na realidade, um estudo crítico
da sociedade e do homem. Examinar o fenômeno religioso, seja sob que aspecto
for – inclusive o riso – é analisar o homem e sua cultura, tentando entendê-los
através de uma abordagem diferente.

QUEM TEM OUVIDOS

RESUMO do livro
QUEM TEM OUVIDOS de João Batista Mezzomo.
O presente livro é a exposição de uma idéia. A idéia exposta nos diz, entre outras coisas, que a Europa Ocidental é um ser orgânico, que se assenta e se nutre a partir de uma raiz dupla: por um lado ela é racional, pela raiz grega; por outro, ela é fundamentalista, pela raiz que se afunda em um passado envolto em névoas, mas cujo caminho até nós denominamos “tradição judaico-cristã”.

A SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO – Jean Brun

A SABEDORIA ESTÓICA E O SEU DESTINO Por Jean Brun Transcrito por Breno de Magalhães Bastos Conduzido pela razão, aquiescendo aos acontecimentos do universo, vivendo em harmonia com a natureza, o sábio estóico é aquele que faz sua a divisa nihil mirari, não se espantar com nada. Eis uma fórmula que contrasta com a de […]

USO E ABUSO DE DROGAS PELO JOVEM: UM BEM OU UM MAL?

O
presente trabalho explana, segundo uma abordagem platônica e estóica, o que
motiva o jovem para o consumo de drogas.

A FILOSOFIA ÁTICA – História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

História da Filosofia Antiga – Johannes Hirschberger (Tradução de Alexandre Correia) Capítulo  II A FILOSOFIA ÁTICA Na vida, alturas e profundezas muitas vezes andam juntas. Talvez devesse o espírito grego passar pela depressão sofistica, pela sua superficíalidade, sua leviana retórica, sua crítica destrutiva, seu relativismo e ceticismo, para, abalado e ameaçado no seu mais íntimo, […]

A FILOSOFIA DOS PRÉ-SOCRÁTICOS – História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

Capítulo Primeiro Tradução de Alexandre Correia. Fonte: Editora Herder, 1965. A FILOSOFIA DOS PRÉ-SOCRÁTICOS O pensamento filosófico hodierno se interessa particularmente pelos pré-socráticos, antes de tudo, em virtude dos originais problemas que suscitam e da sua posição ontológica em geral. Antigamente, eram tidos apenas como os filósofos da natureza, entendendo-se, então, por natureza o mundo […]

STOÁ E A IDADE DO OURO: O RETORNO AO MITO DA CRIAÇÃO DO HOMEM

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA   STOÁ E A IDADE DO OURO: O RETORNO AO MITO DA CRIAÇÃO DO HOMEM Breno de Magalhães Bastos Anteprojeto apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUC-Rio como requisito ao curso de Mestrado em Filosofia. Rio de Janeiro Setembro/2007 [download id="53"] […]

CONSOLANDO O ESPECIALISTA – PAUL FEYERABEND

CONSOLANDO O ESPECIALISTA1 PAUL FEYERABEND University of California, Berkeley Tradução de Octavio Mendes Cajado. Fonte: Atas do Colóquio Internacional sobre Filosofia da Ciência, Londres 1965 "Há anos venho enforcando gente, mas nunca vi tamanho estardalhaço." (Observação feita por Edward "Lofty" Milton, carrasco em meio-expediente, na Rodésia, por ocasião das demonstrações contra a pena de morte.) […]

A Fenomenologia Ontológico-Hermenêutica na perspectiva Heideggeriana

O
conciso estudo pretende elucidar, sobretudo, a questão do ser heideggeriana,
juntamente com a noção de fenomenologia que, segundo Heidegger, a ontologia só
é possível como fenomenologia e assim, como ontologia é uma hermenêutica, exatamente
porque a analítica fenomenológica atinge o trabalho de interpretação aplicado
ao Dasein. O trabalho visa também um esclarecimento no que diz respeito
ao Dasein como ente (ser-no-mundo); O Dasein como
ser para a morte (poder-ser) e, consequentemente, a questão da
temporalidade.

Fragmentos Pré-Socráticos

Fragmentos pré-socráticos Extraídos do volume Pré-Socráticos da Coleção Os Pensadores – Nova Cultural Tradução de José Cavalcante de Souza A) Anaximandro de Mileto – 1. SIMPLICÍO, Física, 24, 13. (Em discurso direto:)… Princípio dos seres… ele disse (que era) o ilimitado… Pois donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção […]

Cap. 5 – A metafísica dos Pré-Socráticos – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição V A METAFÍSICA DOS PRÉ-SOCRÁTICOS 31. O REALISMO METAFÍSICO. — 32. OS PRIMEIROS FILÓSOFOS GREGOS. — 38. PITÁGORAS E HERÁCLITO. — 34. PARMÊNIDES: SUA POLÊMICA CONTRA HERACLITO. — 35. O SER E SUAS QUALIDADES. — 36. TEORIA DOS DOIS MUNDOS. — 37. A FILOSOFIA DE ZENÃO […]

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia Morente – Índice

Fundamentos de Filosofia Lições Preliminares Manuel Garcia Morente Tradução de Guillermo da Cruz Coronado Fonte: Ed. Mestre Jou. O Conjunto da Filosofia O método da Filosofia A intuição como método da filosofia Os Problemas da Ontologia A metafísica dos Pré-Socráticos O realismo das Idéias de Platão O Realismo Aristotélico A Metafísica Realista O Classicismo de […]

Imaginação Material Segundo Gaston Bachelard

RESUMO

O tema central da nossa dissertação é o conceito de imaginação material, proposto por Gaston Bachelard, filósofo da descoberta científica e da criação artística. Escolhemos a obra de Bachelard por sua novidade e por suas críticas que ultrapassam a tradição filosófica, o fundamento ocularista do conhecimento e a imaginação formal, prisioneira da abstração e do formalismo. Nossa intenção é demonstrar através do conceito de imaginação material, a singular contribuição de Gaston Bachelard para os estudos acerca do imaginário e para a estética filosófica contemporânea.

RÉSUMÉ

Le thème principal de nôtre dissertation c’est le concept de imagination matérielle, proposé par Gaston Bachelard, philosophe de la découverte scientifique e de la création artistique. Nous avons choisi l’oeuvre de Bachelard pour sa nouveauté et pour sa critiques que dépassent la tradition philosophique, le fondement oculairiste du connaissance et l’imagination formelle, captive de l’abstraction e du formalisme. Nôtre intention c’est démontrer la singulière contribution de Gaston Bachelard pour les études au sujet d’imaginaire et pour l’esthétique philosophique de nôtre époque.

Ética a Nicômaco de Aristóteles – Resumo e Análise

Sumário INTRODUÇÃO CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA 1.1  Autor e Obras 1.2  A classificação das ciências de Aristóteles 1.3  A ética Aristotélica RESENHA:  A ÉTICA À NICÔMACO 2.1 O objeto do agir humano 2.2  As virtudes 2.3  A estrutura do ato moral 2.4  As  Virtudes  Morais 01. A coragem 02. A Temperança 3.  A Liberalidade 04.  A Magnificência […]

Pré-Socráticos

FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS        Os pré-socráticos são filósofos que viveram na Grécia Antiga e nas suas colônias. Assim são chamados pois são os que vieram antes de Sócrates, considerado um divisor de águas na filosofia. Muito pouco de suas obras está disponível, restando apenas fragmentos. O primeiro filósofo em que temos uma obra sistemática e […]



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