Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


08
nov

Aristóteles: Saber e Ciência – História da Filosofia na Antiguidade

a) Lógíca
α) Caráter geral da lógica, aristotélica. — Sobre o saber e a verdade, já muito tinha ensinado a Filosofia anterior a Aristóteles. Mas, é com êle que nasce uma Filosofia formal do saber, a lógica. Não se trata apenas do nascimento da lógica. Ela é, desde logo, estruturada de um modo tão classicamente perfeito, que, ainda hoje, os caminhos trilhados nessa matéria são os mesmos traçados por Aristóteles. É marcante, a este propósito, a palavra de Kant, de que a lógica, depois de Aristóteles, não podia, em nada, retroceder, mas também não podia dar mais nenhum passo para a frente. A Idéia fundamental da lógica está nos Analíticos. O simples título do livro já manifesta o caráter desta lógica: é uma análise do espírito. Como a anatomia decompõe o corpo humano nas suas partes integrantes, assim a lógica aristotélica, o pensamento e a linguagem do homem. Aristóteles foi o primeiro a ver que também o espírito tem a sua estrutura própria, consta de elementos e funções fundamentais e, a esta luz, pode ser estudado e descrito. Como últimos elementos se consideram — o conceito, o juízo e o raciocínio. Ainda hoje constituem os três mais importantes capítulas da lógica. E Aristóteles procura sempre, em seu estudo, descrever e dividir. Já na lógica se manifesta uma tal tendência. — examinar o mundo experimental nos seus variados aspectos, e ordenar e classificar o concreto. Mas Aristóteles determina as formas elementares do espírito por interesses não só teóricos, mas também práticos. Quer, ao mesmo tempo, fornecer o meio seguro e científico de pensar, provar e refutar. Isto se dá principalmente nos Tópicos e nos Elencos Sofísticos. Sua lógica é, assim, não somente teórica, mas também prática. E, .simultaneamente, também o preocupa a questão de saber até que ponto os nossos meios de pensamento não somente como instrumentos, formalmente considerados, estão bem ordenados, mas, também, se eles realmente captam o material do saber, que devem captar; i.é, a sua lógica não é somente formal, mas ainda material, sendo, também, uma teoria do conhecimento, como hoje se diz.


03
mar

Nietzsche e os nietzscheanos – Assim também falava Nietzsche

Meu escrito é do começo ao fim uma
crítica a umas polêmicas posições de Nietzsche e mais ainda aos seus seguidores
enviesados que, ou por simples ignorância (menos provável) ou (mais provável)
para evitar a evidência de contradições entre theoria e praxis,
discurso e prática, tentam escamotear essas posições do filósofo.


28
fev

A FILOSOFIA ÁTICA – História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

História da Filosofia Antiga – Johannes Hirschberger (Tradução de Alexandre Correia)

Capítulo  II A
FILOSOFIA ÁTICA
Na
vida, alturas e profundezas muitas vezes andam juntas. Talvez devesse o
espírito grego passar pela depressão sofistica, pela sua superficíalidade, sua
leviana retórica, sua crítica destrutiva, seu relativismo e ceticismo, para,
abalado e ameaçado no seu mais íntimo, reagir com tudo o que lhe restava [...]


15
jul

Montesquieu: sua visão sobre a Poligamia

Montesquieu: sua visão sobre a Poligamia

Jéferson dos Santos Mendes[1]

Montesquieu

 

Em 1689, nasce no Castelo de
La Brède, Charles-Louis de Secondat, barão de Montesquieu, que depois de
formar-se em Direito pela Universidade de Bordéus, parte para Paris para
completar a sua instrução jurídica. Teórico conhecido por ter influenciado [...]


16
jan

Sócrates, por Émile Bréhier

Cap. II

[editar]Sócrates, por Émile Bréhier
Original em francês

Tradução de Miguel Duclós
O século que precedeu a morte de Alexandre (423 a.C.) é o grande século da filosofia grega; e sobretudo é também o século de Atenas: com Sócrates e Platão, com Demócrito e Aristóteles, atinge-se um momento de apogeu onde a filosofia, segura de si e seus [...]


28
jul

Sócrates – Biografia e pensamentos

SÓCRATES

Sócrates – (470-399 a.C) São consideradas três fontes primárias acerca da biografia de Sócrates: os autores Xenofonte (Ditos e feitos memoráveis de Sócrates e Apologia de Sócrates), Aristófanes (As Nuvens) e Platão, em seus Diálogos. Não deixou nada escrito, e o retrato de sua pessoa diverge consideravelmente nos três autores. [...]


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