Consciênia - Filosofia e Ciências Humanas
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Fragmentos Pré-Socráticos


pré-socráticos Extraídos do volume Pré-Socráticos da Coleção Os Pensadores – Nova Cultural

Tradução de José Cavalcante de Souza A) Anaximandro de Mileto –

1. SIMPLICÍO, Física, 24, 13.

(Em discurso direto:)… Princípio dos seres… ele disse (que era) o ilimitado… Pois donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção se gera segundo o necessário; pois concedem eles mesmos justiça e deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do tempo.

2.HIPÓLITO, Refutação, I, 6, 1.

Esta (a natureza do ilimitado, ele diz que) é sem idade e sem velhice.

3. ARISTÓTELES, FÍSICA, III, 4.203 b.

Imortal… e imperecível (o ilimitado enquanto o divino).

B) Anaxímenes de Mileto

1. PLUTARCO; De Prim. Frig. 7,947 F.

O contraído e condensado da matéria ele diz que é frio, e o ralo e o frouxo (é assim que ele se expressa) é quente.

2. AÉCIO, I, 3. 4.

Como nossa alma, que é ar, soberanamente nos mantém unidos, assim também todo o cosmo sopro e o ar o mantém.

2a IDEM, II, 22.

O sol largo como uma folha.

C) Xenófanes De Colofão

ELEGIAS (DK 21 B 1-9)

1. ATENEU, X, 462 C.

Agora o chão da casa está limpo, as mãos de todos e as taças; um cinge as cabeças com guirlandas de flores, outro oferece odorante mirra numa salva; plena de alegria, ergue-se uma cratera, à mão está outro vinho, que promete jamais falar, vinho doce, nas jarras cheirando a flor; pelo meio perpassa suave aroma de incenso, fresca é a água, agradável e pura; ao lado estão pães tostados e suntuosa mesa carregada de queijo e espesso mel; no centro está um altar todo recoberto de flores, canto e graça envolvem a casa. É preciso que alegres os homens primeiro cantem os deuses com mitos piedosos e palavras puras. Depois de verter libações e pedir forças para realizar o que é justo – isto é que vem em primeiro lugar – não é excesso beber quanto te permita chegar à casa sem guia, se não fores muito idoso. É de louvar-se o homem que, bebendo, revela atos nobres como a memória que tem e o desejo de virtude, sem nada falar de titãs, nem de gigantes, nem de centauros, ficções criadas pelos antigos, ou de lutas civis violentas, nas quais nada há de útil. Ter sempre veneração pelos deuses, isto é bom.

2. ATENEU, X, 413 F.

Mas se alguém obtivesse a vitória, ou pela rapidez dos pés, ou no pentatlo, lá onde está o recinto de Zeus perto das correntes do Pisa em Olímpia, ou na luta, ou mesmo no penoso embate do pugilato, ou na rude disputa a que chamam pancrácio, os cidadãos o veriam mais ilustre, obteria nos jogos lugar de honra visível a todos, receberia alimentos vindos de reservas públicas dado pela cidade e também dons que seriam seu tesouro. Ainda que fosse com cavalos, tudo isso lhe caberia, embora não fosse digno como eu, pois mais que a força física de homens vale a minha sabedoria. Ora, muito sem razão é esse costume, nem justo é preferir a força física à boa sabedoria. Pois nem havendo entre o povo um bom pugilista, nem havendo um bom no pentatlo, nem na luta ou pela rapidez dos pés, que mais a força física merece honra entre as ações dos homens nos jogos, não é por isso que a cidade viveria em maior ordem. Pequeno motivo de gozo teria a cidade, se alguém, competindo, vencesse às margens do Pisa, pois isso não enche os celeiros da cidade.

3. ATENEU, XII, 526 A.

As delicadezas inúteis aprenderam dos lídios, e enquanto estavam longe de odienta tirania, iam à ágora vestindo túnicas purpúreas, em geral, em número não inferior a mil, soberbos, orgulhosos de seus cabelos bem tratados, respingando perfume de ungüentos artificiais.

4. PÓLUX, IX, 83.

Os lídios foram os primeiros a cunhar moedas

5. ATENEU, IX, 18. 782 A.

Ninguém temperaria o vinho vertendo-o primeiro na taça, mas a água e por cima o vinho puro.

6. IDEM, IX, 368 E.

Tendo mandado uma coxa de cabrito, recebeste gordo pernil de boi cevado, quinhão que honra um homem cuja glória atingirá toda a Hélade e não passará enquanto viver a raça dos aedos helenos.

7. DIÓGENOS, VII, 36.

Agora passarei de novo a outro assunto e indicarei o caminho ……………………………………………………………….. E uma vez, passando por um cãozinho que espancavam, apiedou-se, dizem, e falou o seguinte: Pára! Não batas mais! pois é a alma de um amigo, reconheci-a ao ouvir sua voz.

8. IDEM, IX, 18.19.

Já sessenta e sete anos se passaram fazendo vagar meu pensamento pela terra da Hélade; do meu nascimento até então vinte e cinco a mais, se é que eu sei falar com verdade sobre isso.

9. Etimológico Genuíno Magno

Do que um homem envelhecido muito mais fraco.

SÁTIRAS (DK 21 B 10-2 a)

10. HERODIANO GRAMÁTICO, Sobre as Longas, p.296, 6

Desde o início todos aprenderam seguindo Homero…

11. SEXTO EMPÍRICO, Contra os Matemáticos, IX, 193.

Tudo aos deuses atribuíram Homero e Hesíodo, tudo quanto entre os homens merecem repulsa e censura, roubo, adultério e fraude mútua.

12. IDEM, COntra os Matemáticos, I, 189.

Muitíssimas vezes mencionaram atos ímpios dos deuses, roubo, adultério e fraude mútua.

13. AULO GÉLIO, Noites Áticas, III, 11. Homero é anterior a Hesíodo

14.CLEMENTE DE ALEXANDRIA, Tapeçarias, V, 109.

Mas os mortais acreditam que os deuses são gerados, que como eles se vestem e têm voz e corpo.

15. IDEM, Tapeçarias, V,110

Mas se mãos tivessem os bois, os cavalos e os leões e pudessem com as mãos desenhar e criar obras como os homens, os cavalos semelhantes aos cavalos, os bois semelhantes aos bois, desenhariam as formas dos deuses e os corpos fariam tais quais eles próprios têm.

16. IDEM, Tapeçarias, VII, 22.

Os egípcios dizem que os deuses têm nariz chato e são negros, os trácios, que eles tem olhos verdes e cabelos ruivos.

17. Escólios in ARISTÓFANES, Cavaleiros, 408.

Ramos de pinho circundam a casa firme.

18. ESTOBEU, Éclogas, I,8,2.

Não, de início os deuses não desvendaram tudo aos mortais; mas, com o tempo, procurando, estes descobriram o melhor.

19. DIÓGENES LAÉRCIO, I, 23.

Xenófanes admirava Tales por ter predito eclipses solares.

20. IDEM, I, 11

Xenófanes diz que ouviu dizer que Epimênides alcançou a idade de 154 anos.

21 in ARISTÓFANES, Paz, 697.

Xenófanes chama Simônides de avarento.

21A. Escólios in HOMERO, Oxyrrh. 1087, 40.

Erykos ·

PARÓDIAS (DK 21 B 22)

22. ATENEU, II, p.54 E.

É ao pé do fogo que tais palavras deves dizer, no inverno, deitado em cama macia e saciado, bebendo doce vinho, lambiscando grão-de-bico: quem és, afinal, entre os homens? Quantos anos tens, meu caro? Que idade tinhas quando o Medo chegou?

SOBRE A NATUREZA (DK 21 B 23-41)

23. CLEMENTE DE ALEXANDRIA, Tapeçarias, V, 109.

Um único Deus, entre deuses e homens o maior, em nada no corpo semelhante aos mortais, nem no pensamento.

24. SEXTO EMPÍRICO, Contra os matemáticos, IX, 144.

Todo inteiro vê, todo inteiro pensa, todo inteiro ouve.

25. SIMPLÍCIO, Física, 23, 19.

Mas sem esforços ele tudo agita com a força do pensamento.

26. IDEM, ibidem, 23, 10.

Sempre permanecer no mesmo lugar sem nada mover, e não lhe convém ir ora para cá, ora para lá.

27. AÉCIO, IV, 5.

Pois tudo vem da terra e na terra tudo termina.

28. AQUILES, Introdução, 4 p. 34, 11.

Este limite superior da terra é visto aos nossos pés em contato com o ar, o inferior dirige-se ao infinito.

29. SIMPLÍCIO, Física, 188, 32.

Terra e água é tudo quanto vem a ser e cresce.

30. AÉCIO, III, 4, 4.

O mar é fonte da água, é fonte do vento; pois, nas nuvens, não haveria a força do vento que sopra para fora sem o grande mar, nem as correntes dos rios, nem a água chuvosa do éter. É o grande mar que engendra as nuvens, ventos e rios.

31. HERÁCLITO, Alegoria de Homero, c. 44.

O sol lançando-se por sobre a terra e aquecendo-a.

32. Escólios BLT de EUSTÁTIO a HOMERO, Ilíada, XI, 27.

A quem chamam Íris, por sua natureza também é nuvem, purpúrea, rubra e esverdeada aos nossos olhos.

33. SEXTO EMPÍRICO, Contra os matemáticos, X, 314.

Pois todos nascemos da terra e da água.

34. IDEM; Ibidem, VII, 49, 110.

E o que é claro, portanto, nenhum homem viu, nem haverá alguém que conheça sobre os deuses e acerca de tudo o que digo; pois ainda que no máximo acontecesse dizer o que é perfeito, ele próprio não saberia; a respeito de tudo existe uma opinião.

35. PLUTARCO, Questões de Convivas, IX, 7. p. 746 B.

Julga que estas coisas são análogas às verdadeiras…

36. HERODIANO GRAMÁTICO, Sobre as Longas, 296, 9.

Tudo quanto aos mortais parece ser visto…

37. IDEM, Sobre Particularidades da Linguagem, 41, 5.

E em certas grutas a água goteja.

38. IDEM, Sobre as particularidades da linguagem, 41, 5.

Se Deus não tivesse feito o dourado mel, muito mais doce, diriam, são os figos.

39. PÓLUX, VI, 46.

Cerejeira.

40. Etimológico Genuíno Magno

Rã (forma dialetal).

41. TZETZES, A Dionísio Periegeta V, 940, p 1010.

Armadilha.

 

Extraídos do volume Pré-Socráticos da Coleção Os Pensadores – Nova Cultural Tradução de José Cavalcante de Souza

D) HERÁCLITO DE ÉFESO

 

SOBRE A NATUREZA (DK 22 b 1-126)

 

1. SEXTO EMPÍRICO, Contra os Matemáticos, VII, 132. Deste logos sendo sempre os homens se tornam descompassados quer antes de ouvir quer logo tenham ouvido; pois, tornando-se todas (as coisas) segundo esse logos, a inexperientes se assemelham embora experimentando-se em palavras e ações tais quais eu discorro segundo a natureza distinguindo cada (coisa) e explicando como se comporta. Aos outros homens escapa quanto fazem despertos, tal como esquecem como fazem dormindo.

2. IDEM, ibidem, VII, 133. Por isso é preciso seguir o-que-é-com, (isto é, o comum; pois o comum é o-que-é-com). Mas, o logos sendo o-que-é-com, vivem os homens como se tivessem uma inteligência particular.

3. AÉCIO, II, 21, 4. (Sobre a grandeza do sol) sua largura é a de um pé humano.

4. ALBERTO MAGNO, De Vegetatione, VI, 401. Heráclito disse que se felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer.

5, ARISTÓCRITO, Teosofia, 68; ORÍGENES, Contra Celso, VII, 62. Purificam-se manchando-se com outro sangue, como se alguém, entrando na lama se lavasse. E louco pareceria, se algum homem o notasse agindo assim. E também a estas estátuas eles dirigem suas preces, como alguém que falasse a casas, de nada sabendo o que são deuses e heróis.

6. ARISTÓTELES, Meteorologia, II, 2. 355 a 13. O sol não apenas, como Heráclito diz, é novo a cada dia, mas sempre novo, continuamente.

7. IDEM, Da Sensação, 5. 443 a 23. Se todos os seres em fumaça se tornassem, o nariz distinguiria.

8. IDEM, , VII, 2. 1115 b-4. Heráclito (dizendo que) o contrário é convergente e dos divergentes nasce a mais bela harmonia, e tudo segundo a discórdia.

9. IDEM; ibidem, X, 5. 396 b 7. Diverso é o prazer do cavalo, do cão, do homem, tal como Heráclito diz que asnos prefeririam palha a ouro.

10. IDEM, Do , 5. 396 b 7. Conjunções o todo e o não todo, o convergente e o divergente, o consoante e o dissonante, e de todas as coisas um e de um todas as coisas.

11. IDEM, ibidem, 6. 401 a 8. Pois tudo que rasteja é preservado a golpe, como diz Heráclito.

12. ARIO DÍDIMO em EUSÉBIO, Preparação evangélica, XV, 20. Aos que entram nos mesmos rios outras águas afluem, almas exalam do úmido.

13. CLEMENTE DE ALEXANDRIA, Tapeçarias, I, 2. Porcos em lama se comprazem, mais do que em água limpa.

14. IDEM, Exortação, 22. A quem profetiza Heráclito de Éfeso? Aos noctívagos, aos magos, aos bacantes, às mênades, aos iniciados; a estes ameaça com o depois da morte, a estes profetiza o fogo; pois os considerado mistérios entre os homens impiamente se celebram.

15. IDEM, ibidem, 34. Se não fosse a que fizessem a procissão e cantassem o hino, (então) às partes vergonhosas desavergonhadamente se cumpriu um rito; mas é o mesmo Hades e , a quem deliram e festejam nas Lenéias.

16. IDEM, Pedagogo, II, 99. Do que jamais mergulha como alguém escaparia?

17. IDEM, Tapeçarias, II, 8. Muitos não percebem tais coisas, todos os que as encontram, nem quando ensinados conhecem, mas a si próprios lhes parece (que as conhecem e percebem).

18. IDEM, ibidem, II, 17. Se não esperar o inesperado não se descobrirá, sendo indescobrível e inacessível.

19. IDEM, ibidem, II, 24. Homens que não sabem ouvir nem falar.

20. IDEM, ibidem, III, 14. Nascidos querem viver e deter suas partes, ou antes repousar, e atrás de si deixam filhos a se tornarem partes.

21. IDEM, ibidem, II, 21. Morte é tudo que vemos despertos, e tudo que vemos dormindo é sono.

22. IDEM, ibidem, IV, 4. Pois ouro os que procuram cavam muita terra e o encontram pouco.

23. IDEM, ibidem, IV, 10. Nome de Justiça não teriam sabido, se não fossem estas (coisas).

24. IDEM, ibidem, IV, 16. Os que Ares mata honram-nos deuses e homens.

25. IDEM, ibidem, IV, 50. Mortes maiores maiores sortes recebem.

26. IDEM, ibidem, IV, 143. O homem de noite uma luz acende para si, morto, extinta a vista, mas vivo ele acende do morto quando dorme, extinta a vista, e quando desperto se acende do que dorme.

27. IDEM, ibidem, IV, 146. O que para os homens permanece quando morrem (são coisas) que não esperam nem lhes parece (que permaneçam).

28. IDEM, ibidem, V, 9. Pois é o que se estima que o mais estimado conhece e guarda; e contudo certamente a Justiça captará os artesãos e testemunhas de falsidades.

29. IDEM, ibidem, V, 60. Pois uma só coisa escolhem os melhores contra todas as outras, um rumor de glória eterna contra as coisas mortais; mas a maioria está empanturrada como animais.

30. IDEM, ibidem, V, 105. Este mundo, o mesmo de todos os (seres), nenhum deus; nenhum homem o fez, mas era, é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se em medidas e apagando-se em medidas.

31. IDEM, ibidem, V, 105. Direções do fogo: primeiro o mar, e do mar metade terra, metade incandescência… Terra dilui-se em mar e se mede no mesmo logos, tal qual era antes de se tornar terra.

32. IDEM, ibidem, V, 116. Uma só (coisa) o sábio não quer e quer ser recolhido no nome de Zeus.

33. IDEM, ibidem, V, 116. Lei (é) também persuadir-se à vontade um só.

34. IDEM, ibidem, 116. Ouvindo descompassados assemelham-se a surdos; o ditado lhes concerne: presentes estão ausentes.

35. IDEM, ibidem, V, 141. Pois é preciso que de muitas coisas sejam inquiridores os homens amantes da sabedoria.

36. IDEM, ibidem, VI, 16. Para almas é morte tornar-se água, é para água é morte tornar-se terra, e de terra nasce água, e de água alma.

37. COLUMELA, VII, 4. Porcos banham-se em lama e aves domésticas em poeira ou em cinza.

38. DIÓGENES LAÉRCIO, I, 23. (Tales) parece segundo alguns ter sido o primeiro a estudar os astros. A seu respeito atestam Heráclito e .

39. IDEM, I, 88. Em Priene nasceu Bias, filho de Teutames, cujo logos é maior que o dos outros.

40. IDEM, IX, 1. Muita instrução não ensina a ter inteligência; pois teria ensinado Hesíodo e Pitágoras, Xenófanes e Hecateu.

41. IDEM, IX. 1. Pois uma só é a (coisa) sábia, possuir o que tudo dirige através de tudo.

42. IDEM, IX, 1. Homero merecia ser expulso dos certames e açoitado, e Arquíloco igualmente.

43. IDEM, IX, 2. A insolência é preciso extinguir, mais que o incêndio.

44. IDEM, IX, 2. É preciso que lute o povo pela lei, tal como pelas muralhas.

45. IDEM, IX, 7. Limites de alma não os encontraria, todo o caminho percorrendo; tão profundo logos ela tem.

46. IDEM, IX, 7. A presunção ele dizia que é a doença sagrada e que a visão engana.

47, IDEM, IX, 73. Não conjeturemos à toa sobre as coisas supremas.

48. Etymologicum Genuinum, s.v. bíos. No arco o nome é vida e a obra é morte.

49. GALENO, De Dignoscendis Pulsibus, VIII, 733. Um para mim vale mil, se for o melhor.

49a. HERÁCLITO, Alegorias, 24. Nos mesmos rios entramos e não entramos, somos e não somos.

50. HIPÓLITO, Refutação, IX, 9. Não de mim, mas do logos tendo ouvido é sábio homologar tudo é um.

51. IDEM, ibidem, IX, 9. Não compreendem como o divergente consigo mesmo concorda; harmonia de tensões contrárias, como de arco e lira.

52. IDEM, ibidem, IX, 9. Tempo é criança brincando, jogando; de criança o reinado.

53. IDEM, ibidem, IX, 9. O combate é de todas as coisas pai, de todas rei, e uns ele revelou deuses, outros, homens; de uns fez escravos, de outros livres.

54. IDEM, ibidem, IX, 9. Harmonia invisível à visível superior.

55. IDEM, ibidem, IX, 9. As (coisas) de que (há) visão, audição, aprendizagem, só estas prefiro.

56. IDEM, ibidem, IX, 9. Estão iludidos os homens quanto ao conhecimento das coisas visíveis, mais ou menos como Homero, que foi mais sábio que todos os helenos. Pois enganaram-no meninos que matando piolhos lhe disseram: o que vimos e pegamos é o que largamos, e o que não vimos nem pegamos é o que trazemos conosco.

57. IDEM, ibidem, IX, 10. Mestre da maioria das coisas é Hesíodo; pois este reconhecem que sabem mais coisas, ele que não conhecia dia e noite; pois é uma só (coisa).

58. IDEM, ibidem, IX, 10. Os médicos, quando cortam, queimam e de todo torturam os pacientes, ainda reclamam um salário que mão merecem, por efetuarem o mesmo que as doenças.

59. IDEM, ibidem, IX, 10. A rota do parafuso do pisão, reta e curva, é uma e a mesma.

60. IDEM, ibidem, IX, 10. A rota para cima e para baixo é uma e a mesma.

61. IDEM, ibidem, IX, 10. Mar, água mais pura e mais impura, para os peixes potável e saudável, para os homens impotável e mortal.

62. IDEM, ibidem, IX, 10. Imortais mortais, mortais imortais, vivendo a morte daqueles, morrendo a vida daqueles.

63. IDEM, ibidem, IX, 10. Diante do ali-presente erguem-se e tornam-se guardiões em vigília de vivos e mortos.

64. IDEM, ibidem, IX, 10. De todas (as coisas) o raio fulgurante dirige o curso.

65. IDEM, ibidem, IX, 10. E o chama (ao fogo) de fartura e indigência

66. IDEM, ibidem, IX, 10. Pois todas (as coisas) o fogo sobrevindo discernirá e empolgará.

67. IDEM, ibidem, IX, 10. O Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz, saciedade e fome; mas se alterna como fogo, quando se mistura a incensos, e se denomina segundo o gosto de cada.

68. IÂMBLICO, Dos mistérios, I, 11. E por isso Heráclito os chamou (a alguns ritos) de remédios, como se fossem para curar os males e afastar as almas das desgraças da geração.

69. IDEM; ibidem, V, 15. De sacrifícios há duas espécies; uns oferecidos por homens inteiramente purificados, qual poderia ocorrer raramente em um indivíduo, como diz Heráclito, ou em alguns poucos, fáceis de contar; e outros são materiais.

70. IDEM, Das almas, [ESTOBEU, Éclogas, II, 1, 16.] Jogos de criança Heráclito considerou as opiniões humanas.

71. MARCO AURÉLIO, IV, 46. É preciso lembrar-se também do que esquece por onde passa o caminho.

72. IDEM, IV, 46. Do logos com que mais constantemente convivem, deste divergem; e (as coisas) que encontram cada dia, estas lhe parecem estranhas.

73. IDEM, IV, 46. Não se deve agir nem falar como os que dormem.

75. IDEM, IV, 46. Os que dormem, creio que chama Heráclito de obreiros e colaboradores (das coisas) que no mundo vem a ser.

76. MÁXIMO DE TIRO. Philosophoúmena, XII, 4. Vive fogo a morte de terra, ar vive a morte do fogo, água vive a morte de ar, terra a de água. – PLUTARCO, De E apud Delphos, 18. Morte do fogo gênese para ar, morte de ar gênese para água. – Marco Aurélio, IV, 46. Lembrar-se sempre do dito de Heráclito, que morte de terra é tornar-se água, morte de água é tornar-se ar, de ar fogo, e vice-versa.

77. NUMÊNIO, fragmento 35. Donde também Heráclito dizer que para almas é prazer ou morte tornarem-se úmidas. Prazer seria para elas a queda na geração. Em outra passagem ele diz que vivemos nós a morte delas e vivem elas a nossa morte.

78. ORÍGENES, Contra Celso, VI, 12. O modo humano não comporta sentenças, mas o divino comporta.

79. IDEM, ibidem. O homem como uma criança ouve o divino, tal como a criança o homem.

80. IDEM, ibidem, VI, 42. É preciso saber que o combate é o-que-é-com, é justiça (é) discórdia, e que todas as (coisas) vêm a ser segundo a discórdia e necessidade.

81. FILODEMO, Retórica, I, c. 57. Ancestral dos charlatões (Heráclito).

82. PLATÃO, Hípias Maior, 289 a. O mais belo símio é feio, a se confrontar com o gênero humano.

83. IDEM, ibidem, 289 b. O mais sábio dos homens em face de Deus se manifestará como um símio, em sabedoria, beleza e tudo o mais.

84a. PLOTINO, Enéadas, IV, 8,1. Transmudando repousa (o fogo etéreo no ).

84b, IDEM, ibidem. Fadiga é pelos mesmos (princípios) penar e ser governado.

85. PLUTARCO, Coriolano, 22. Lutar contra o é difícil; pois o que ele quer compra-se a preço de alma.

86. IDEM, ibidem, 38. A maior parte das (coisas) divinas, segundo Heráclito, por desconfiança esquiva-se de modo a não se conhecerem.

87. IDEM, Do que se deve ouvir, 7 p. 41 A. Um homem tolo gosta de se empolgar a cada palavra.

88. IDEM, Consolação a , 10 p. 106 E. O mesmo é em (nós) vivo e morto, desperto e dormindo e dormindo, novo e velho; pois estes, tombados além, são aqueles e aqueles de novo, tombados no além, são estes.

89. IDEM, Da superstição, 3 p. 166 C. Heráclito diz que para os despertos um mundo único e comum é, mas os que estão no leito cada um se revira para o seu próprio.

90. IDEM, De E apud Delphos, 8 p. 388 E. Por fogo se trocam todas as (coisas) e fogo por todas, tal como por ouro mercadorias e por mercadorias ouro.

91. IDEM, ibidem, 18 p. 392 B. Em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo, segundo Heráclito, nem substância mortal tocar duas vezes na mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da mudança dispersa e de novo reúne (ou melhor, nem mesmo de novo nem depois, mas ao mesmo tempo) compõe-se e desiste, aproxima-se e afasta-se.

92. IDEM, Dos Oráculos da Pitonisa, 6 p. 397 A. E a Sibila com delirante boca sem risos, sem belezas, sem perfumes ressoando mil anos ultrapassa com a voz, pelo deus nela.

93. IDEM, ibidem 21 p. 404 D. O senhor, de quem é o Oráculo de Delphos, nem diz nem oculta, mas dá sinais.

94. IDEM, Do exílio, 11 p. 604 A. Pois Hélios não transpassará as medidas; senão as Erínias, servas da Justiça, descobrirão.

95. IDEM, Banquete, III, pr. 1.p 644 F. Pois ignorância é melhor ocultar. Mas é trabalhoso no desaperto e com vinho.

96. IDEM, ibidem, IV 4, 3 p. 669 A. Pois cadáveres, mais do que estercos, são para se jogar fora.

97. IDEM, As Seni Res Publica gerenda sit, 7 p. 787 C. Pois cães ladram contra os que eles não conhecem.

98. IDEM, Da face da Lua, 28 p. 943 E. As almas farejam (no invisível) Hades.

99. IDEM, Aquane an Ignis sit utilior, 7 p 957 A. Não fosse o sol, com os outros astros seria noite.

100. IDEM, Questões Platônicas, 8, 4 p 1 007 D. Destes (os períodos anuais) o sol sendo preposto e vigia, define, dirige revela e expõe à luz das transmutações e horas, as quais traz em todas (as coisas), segundo Heráclito.

101. IDEM, Contra Colotes, 20. 1 118 C. Procurei-me a mim mesmo.

102. PORFÍRIO, Questões Homéricas, Ilíada, IV, 4. Para o deus são belas todas as coisas e boas e justas, mas homens umas tomam como (injustas), outras (como) justas.

103. IDEM, ibidem, XIV, 200. Pois comum (é) princípio e fim em periferia de círculo.

104. PROCLO, Comentários ao Alcibíades I, p. 525, 21. Pois que inteligência ou compreensão é a deles? Em cantores de rua acreditam e por mestre tem a massa, não sabendo que "a maioria é ruim e poucos são bons".

105. Escólios Homéricos, AT XVIII, 251. Dessa passagem Heráclito afirma que astrólogo foi Homero, assim como daquela em que o poeta diz "do destino, eu afirmo, jamais homem algum escapou".

106. SÊNECA, Epístolas, XII, 7. Com razão Heráclito censurou Hesíodo por fazer uns dias bons e outros maus, dizendo que ignorava como a natureza de cada dia é uma e a mesma.

107. SEXTO EMPÍRICO, Contra os Matemáticos, VII, 7. Más testemunhas para os homens são olhos e ouvidos, se almas bárbaras eles têm.

108. ESTOBEU, Florilégio, I, 174. De quantos ouvi as lições nenhum chega a esse ponto de conhecer que a (coisa) sábia é separada de todas.

109=95.

110. IDEM, ibidem, I, 176. Para homens suceder tudo que querem não (é) melhor.

111. IDEM, ibidem, I, 177. Doença faz da saúde (algo) agradável e bom, fome de saciedade, fadiga de repouso.

112. IDEM, ibidem, I, 178. Pensar sensatamente (é) virtude máxima e sabedoria é dizer (coisas) verídicas e fazer segundo (a) natureza, escutando.

113. IDEM, ibidem, I, 179. Comum é a todos o pensar.

114. IDEM, ibidem, I, 179. (Os) que falam com inteligência é necessário que se fortaleçam como o comum de todos, tal como a lei e a cidade, e muito mais fortemente: pois alimentam-se todas as coisas humanas de uma só, a divina: pois, domina tão longe quanto quer, e é suficiente para todas as (coisas) e ainda sobra.

115. IDEM, ibidem, 180 a. De alma é (um) logos que a si próprio se aumenta.

116. IDEM, ibidem, V, 6. A todos os homens é compartilhado o conhecer-se a si mesmo e pensar sensatamente.

117. IDEM, ibidem, V, 7. Um homem quando se embriaga é levado por criança impúbere, cambaleante, não sabendo para onde vai, porque úmida tem a alma.

118. IDEM, ibidem, V, 8. Brilho seco (é a) alma mais sábia e melhor. Ou antes, segundo a leitura de Stephanus: Alma seca (é) a mais sábia e melhor.

119. IDEM, ibidem, IV, 40, 23. Heráclito dizia que o ético no homem é o demônio e o demônio é o ético.

120. ESTRABÃO, I, 6, p. 3. Limite de aurora e crepúsculo (são) a Ursa e em face da Ursa a baliza fulgurante de Zeus.

121. IDEM, XIV, 25, p. 642; DIÓGENES LAÉRCIO, IX, 2. Merecia que os efésios adultos se enforcassem e aos não adultos abandonassem a cidade, eles que a Hermodoro, o melhor homem deles e o de mais valor, expulsaram dizendo: que entre nós ninguém seja o mais valoroso, senão que vá alhures e com os outros.

122. SUDA, s.v. "ankhibátein" e "amphisbátein". Aproximação, segundo Heráclito.

123. TEMÍSTIO, Orastio,V, p. 69. Natureza ama esconder-se.

124. TEOFRASTO, Metafísica, 15, p. 7 a 10. (Como?) coisas varridas e ao acaso confundidas (é?) o mais belo mundo.

125. IDEM, De Vertigine, 9. Também o "cyceon" se decompõe, se não for agitado.

125a. TZETZES, Comentários ao Plutão de Aristófanes, 88. Que não vos abandone a riqueza, efésios, a fim de que seja provada a vossa ruindade.

126. IDEM, Escólios para a Exegese da Ilíada. As (coisas) frias esquentam, quente esfria, úmido seca, seco umedece.

Extraídos do Volume Pré-Socráticos da Coleção Os Pensadores – Nova Cultural Tradução de José Cavalcante de Souza. copista: Miguel Duclós

 

E) PARMÊNIDES de ELÉIA

SOBRE A NATUREZA (DK 28 B 1-9)

1. SEXTO EMPÍRICO, VII, 111 e ss. (versos 1-30) e SIMPLÍCIO, Do Céu, 557, 20, (vv 28-32). As éguas que me levam até onde o coração pedisse conduziam-me, pois à via multifalente me impeliram da deusa, que por todas as cidades leva o homem que sabe; por esta eu era levado, por este, muito sagazes, me levaram as éguas o carro puxando, e as moças a viagem dirigiam.

O eixo nos meões emitia som de sirena incadescendo (era movido por duplas, turbilhonantes rodas de ambos os lados), quando se apressavam a enviar-me as filhas do Sol, deixando as moradas da Noite, para a luz, das cabeças retirando com as mãos os véus.

É lá que estão as portas aos caminhos de Noite e Dia. e as sustenta à parte uma verga e uma soleira de pedra, e elas etéreas enchem-se de grandes batentes; destes Justiça de muitas penas tem chaves alternantes.

A esta, falando-lhe as jovens com brandas palavras, persuadiram habilmente a que tranca aferrolhada depressa removesse das portas; e estas, dos batentes, um vão escancarado fizeram abrindo-se, os brônzeos umbrais nos gonzos alternadamente fazendo girar, em cavilhas e chavetas ajustados; por lá, pelas portas logo as moças pela estrada tinham carro e éguas.

E a deusa me acolheu, benévola, e na sua a minha mão direita tomou, e assim dizia e me interpelava:

Ó jovem, companheiro de aurigas imortais, tu que assim conduzido chegas à nossa morada, salve! Pois não foi mau destino que te mandou perlustrar esta via (pois ela está fora da senda dos homens), mas e justiça, é preciso que de tudo te instruas, do âmago inabalável da verdade bem redonda, e de opiniões de mortais, em que não há fé verdadeira. No entanto também isto aprenderás, como as aparências deviam validamente ser, tudo por tudo atravessando.

2. PROCLO, Comentário ao Timeu , I, 345, 18.

Pois bem, eu te direi, e tu recebe a palavra que ouviste, os únicos caminhos de inquérito são a pensar: o primeiro, que é e portanto que não é não ser, de Persuasão é o caminho (pois à verdade acompanha); o outro, que não é e portanto que é preciso não ser, este então, eu te digo, é atalho de todo incrível; pois nem conhecerias o que não é (pois não é exeqüivel), nem o dirias…

3. CLEMENTE DE ALEXANDRIA, Tapeçarias, VI, 23. …………. pois o mesmo é a pensar e portanto ser.

4. IDEM, Ibidem, V, 15. Mas olha embora ausentes à mente presentes firmemente; pois não deceparás o que é de aderir ao que é, nem dispersado em tudo totalmente pelo cosmo, nem concentrado…

5. PROCLO, COmentários a Parmênides, I, p. 708, 16. …………..para mim é comum donde eu comece; pois aí de novo chegarei de volta.

6. SIMPLICÍO, Física, 117, 2. Necessário é o dizer e pensar que (o) ente é; pois é ser, e nada não é; isto eu te mando considerar. Pois primeiro desta via de inquérito eu te afasto, mas depois daquela outra, em que mortais que nada sabem erram, duplas cabeças, pois o imediato em seus peitos dirige errante pensamento; e são levados como surdos e cegos; perplexas, indecisas massas, para os quais ser e não ser é reputado o mesmo e não o mesmo, e de tudo é reversível o caminho.

7-8. PLATÃO, Sofista, 237 A (versos 7, 1-2); SEXTO EMPÍRICO, VII, 114 (vv 7-36), SIMPLÍCIO, Física, 114, 29, (vv. 8, 1-52); IDEM, Ibidem, 38, 28 (VV 8, 50-61). (7.) Não, impossível que isso prevaleça, ser (o) não ente. Tu porém desta via de inquérito afasta o pensamento; nem o hábito multiexperiente por esta via te force; exercer sem visão um olho, e ressoante um ouvido, e a língua, mas discerne em discurso controversa tese por mim exposta.

(8.) Só ainda (o) mito de (uma) via resta, que é; e sobre esta índicios existem, bem muitos, de que ingênito sendo é também imperecível, pois é todo inteiro, inabalável e sem fim; nem jamais era nem será, pois é agora todo junto, uno, contínuo; pois que geração procurarias dele? Por onde, donde crescido? Nem de não ente permitirei que digas e pense; pois não dizível nem pensável é que não é; que necessidade o teria impelido a depois ou antes, se do nada iniciado, nascer?

Assim ou totalmente necessário ser ou não. Nem jamais do que em certo modo é permitia força de fé nascer algo além dele; por isso nem nascer nem perecer deixou justiça, afrouxando amarras, mas mantém; e a decisão sobre isto está no seguinte: é ou não é; está portanto decidido, como é necessário, uma via abandonar, impensável, inominável, pois verdadeira via não é, e sim a outra, de modo a se encontrar e ser real. E como depois pereceria o que é? Como poderia nascer? Pois se nasceu, não é, nem também se um dia é para ser. Assim geração é extinta e fora de inquérito perecimento.

Nem divisível é, pois é todo idêntico; nem algo em uma parte mais, que o impedisse de conter-se, nem também algo menos, mas é todo cheio do que é, por isso é todo contínuo; pois ente a ente adere.

Por outro lado, imóvel em limites de grandes liames é sem princípio e sem pausa, pois geração e perecimento bem longe afastaram-se, rechaçou-os fé verdadeira. O mesmo e no mesmo persistindo em si mesmo pousa. e assim firmado aí persiste; pois firme a Necessidade em liames (o) mantém, de limite que em volta o encerra, para ser lei que não sem termo seja o ente; pois é não carente; não sendo, de tudo careceria.

O mesmo é pensar e em vista do que é pensamento. Pois não é sem o que é, no qual é revelado em palavra, acharás o que pensar; pois nem era ou é ou será outro fora do que é, pois Moira o encadeou a ser inteiro e imóvel; por isso tudo será nome quanto os mortais estatuíram, convictos de ser verdade, engendrar-se e perecer, ser e também não, e lugar cambiar e cor brilhante alterar. Então, pois limite é extremo, bem terminado é, de todo lado, semelhante a volume de esfera bem redonda, do centro equilibrado em tudo; pois ele nem mesmo algo maior nem algo menor é necessário ser aqui ou ali; pois nem não-ente é, que o impeça de chegar ao igual, nem é que fosse a partir do ente aqui mais e ali menos, pois é todo inviolado; pois a si de todo igual, igualmente em limites se encontra.

Neste ponto encerro fidedigna palavra e pensmento sobre a verdade; e opiniões mortais a partir daqui aprende, a ordem enganadora de minhas apalvras ouvindo.

Pois duas formas estatuíram que suas sentenças nomeassem, das quais uma não se deve – no que estão errantes -; em contrários separaram o compacto e sinaus puseram à parte um do outro, de um lado, étereo fogo de chama, suave e muito leve, em tudo o mesmo que ele próprio mas não o mesmo que o outro; e aquilo em si mesmo (puseram) em contrário, noite sem brilho, compacto denso e pesado. A ordem do mundo, verossímel em todos os pontos, eu te revelo, para que nunca sentença de mortais te ultrapasse.

9. SIMPLÍCIO, Física, 180, 8.

Mas desde que todas (as coisas) luz e noite estão denominadas, e os (nomes aplicados) a estas e aquelas segundo seus poderes, tudo está cheio em con junto de luz e de noite sem luz, das duas igualmente, pois de nenhuma (só) participa nada.

10. CLEMENTE DE ALEXANDRIA, Tapeçarias, V, 138.

Saberás e expansão luminosa do éter e o que, no éter, é tudo signo, do sol resplandecente, límpido luizeiro, efeitos invisíveis, e donde provieram; efeitos circularfes saberás da lua de face redonda, e sua natureza; e saberás também o céu que circunda, donde nasceu e como, dirigindo, forçou-o Ananke a manter limites de astros.

11. SIMPLÍCIO, Do Céu, 559-20. …………….. Como terra, sol e lua, éter comum, celeste via láctea, Olimpo extremo e de astros cálida força se lançaram.

12. IDEM, Física,39, 12.

Pois os mais estreitos encheram-se de fogo sem mistura, e os seguintes, de noite, e entre (os dois) projeta-se parte da chama; mas no meio destes a Divindade que tudo governa; pois em tudo ela rege odioso parto e união mandando ao macho unir-se á fêmea e pelo contrário o macho à fêmea.

13. PLATÃO, Banquete, 178 B.

Primeiro de todos os deuses Amor ela concebeu.

14. PLUTARCO, Contra Colotes, 15, p. 1116 A.

Brilhante à noite, errrante em torno à terra, alheia luz.

15. IDEM, Da Face da Lua, 16, 6 p. 929 A.

Sempre olhando inquieta para os raios do sol.

16. ARISTÓTELES, Metafísica, III, 5. 1009 b 21.

Pois como cada um tem uma mistura de membors errantes, assim a mente nos homens se apresenta; pois o mesmo é o que pensa nos homens, eclosão de membros, em todos e em cada um; pois o mais é pensamento.

17. GALENO, in Epid, VI, 48.

À direita os rapazesm à esquerda as moças.

18. CÉLIO AURELIANO, Morb. Cron., IV, 9, p. 116.

Mulher e homem quando juntos misturam sementes de Vênus, nas veias informando de sangue diverso a força, guardando harmonia corpos bem forjados modela. Pois se as forças, misturando o sêmen, lutarem e não se unirem no corpo misturado, terríveis afligirão o sexo nascente de um duplo sêmen.

19. SIMPLÍCIO, Do Céu, 558, 8.

Assim, segundo a opinião, nasceram estas (coisas) e agora são e em seguida a isso se consumarão, uma vez crescidas; um nome lhes atribuíram os homens, distintivo de cada.

 

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